Meu dia foi bem puxado, fim de gravação do meu CD, praticamente presa em casa e uma das únicas pessoas que eu vejo: Guga, e meus produtores, fotógrafos e etc. Minha mãe já faz quase um mês que não a vejo, dos meus irmãos vejo a Estrela por causa do projeto dela com o Gustavo, e meu sobrinho que saudade, faz muito tempo que não vejo, acompanho pelas fotos e quase morro de vontade de me teletransportar.
-Pronta? -Guga disse enquanto me olhava de cima embaixo e me dava um beijo, indagando se eu estava pronta para ir ao Sarando, e apesar da minha pouca vontade de ir, eu cedi e aceitei ao convite, mesmo sabendo que Arthur e Sophia que iriam cantar.
-Prontissima, amor! -Dei lhe um selinho e seguimos ao carro. Chegamos rápido e por um milagre não pegamos trânsito.
Assim que chegamos avistei Arthur e Sophia, e Guga se direcionou para mesa deles, o nosso cumprimento foi seco e involuntário, o que fez meus pensamentos voarem e voltarem a dois mil e onze, e foram interrompidos pela realidade de dois mil e quatorze. O show foi maravilhoso e vê-lo cantar me despertava uma paz e alegria enorme.
Chegamos em casa três da manhã, mesmo sem querer muito pelas emoções da noite tive uma noite de amor com Guga, adormecem os abraçados.
Acordei cedo, e Guga já não estava presente ao meu lado. Olhei no criado ao lado da cama e tinha um bilhete, claro, deixado por ele.
"Amor.
Levantei cedo pra dar uma corrida na praia e ir ver minha mãe! Vê se vai ver a sua também. Te amo, até a noite."
Não sei porque, mas fiquei furiosa pelo fato dele não ter me acordado e o modo da escrita do bilhete. Enviei uma mensagem pra ele, esperei uma hora e nada de resposta.
"Lua: Obrigada por me acordar, viu? Beijo, e se divirta."
Ele sabia o fato de eu odiar quando ele fazia isso, parecia que era pra provocar. Levantei, fiz minha higiene matinal e decidi dar uma corrida na praia pra aliviar a mente e ir ver meu sobrinho, afinal minha mãe estava viajando, e nem nisso ele se ligou.