Parei o beijo e olhei para ele. -Tá bêbado? -Não. -Eu fiquei preocupada de verdade, você não pode fazer isso Tomás, me deixar preocupada desse jeito. -Eu sei, desculpa, eu fiquei chateado pelo que aqueles caras fizeram, fiquei chateado por você ter defendido eles, e por não ter batido neles. -Violência não leva a nada, ninguém gostou do que eles fizeram, mas eles estavam bêbados, eles não sabiam direito o que estavam fazendo. -ele sentou no sofá e eu sentei do lado dele. -Tá bom. -ele abaixou a cabeça e bebeu o resto da água. -Vai ficar zangado? -Não, e você? -Agora mais não. -ele sorriu fraco. -Vamos esquecer isso e focar em outra coisa? -Vamos. -ele levantou o rosto e me olhou. -Foca em mim, que eu já estou morrendo de saudade dos seus beijos. -sorri e ele também, ele se aproximou e me beijou, minhas mãos alisavam a barriga dele e as dele apertavam minha cintura, paramos o beijo. -Vamos? Diego e Roberta estão lá nos esperando. -Vamos. -Levantamos e voltamos pro bar de mãos dadas. -Tava aonde cara? Estávamos preocupados. -Tava numa sala ai tomando remédio e esfriando a cabeça. -Vamos esquecer isso né? To louca pra dançar, vamos Carlinha? -Eu vou com você, depois do que aconteceu não vou deixar você dançar sem mim. -Diego disse e ela riu. -Tá bom, vamos. -Eles foram dançar, Tomás pediu três bebidas com álcool. -Pra que vai beber? -Pra relaxar. -Bebida não relaxa. -falei ao cara para deixar as bebidas pra lá. -Mandona. -ele me abraçou. -Sou mesmo. -começou a tocar funk. -Vou dançar, vem dançar comigo? -Fazer o que né? Você não quer deixar eu beber. -ele levantou, segurei na mão dele rindo e fomos para o canto mais escuro da balada, dançávamos colados e nos beijávamos algumas vezes, fui pegar um refri, quando voltei ele estava conversando com uma mulher. -Voltei. -falei e ofereci refri a ele, ele bebeu e me devolveu. -Essa é a Carla, minha namorada. Carla essa é Tati, ela que me deu o remédio. -Oi. -falei meio fria, Tati? Tati? ele apelidou ela? Ninguém pode se chamar Tati. -Oi. -ela me olhou com desprezo. -E ai Tom ta melhor? -ela disse alisando o rosto dele, senti meu sangue ferver, Tom? como assim Tom? -To bem melhor. -ele sorriu e tirou as mãos dela do rosto dele, ela se aproveitou para ficar de mãos dadas com ele. bebi refrigerante com a intenção de me acalmar, sem sucesso. -Qualquer coisa que precisar é só pedir viu. -ela se aproximou dele. -Qualquer coisa mesmo. -deu um beijo na bochecha dele. Senti meu punho fechar, ele me olhou como se pedisse calma com os olhos. -Pode deixa, mas não preciso de nada não, obrigada. -ele deu um passo para trás pra se afastar dela. -Vou ir no seu próximo jogo te ver jogar. Vai fazer um gol para mim né? -ela disse se atirando para ele. -Pode ir, eu só faço gol para minha namorada. -Te garanto que se fizer para mim a recompensa vai ser maior. -ela deu um beijo no canto da boca dele, agora já era o cumulo. -Tenho certeza de que ele não quer sua recompensa e nem nada seu. -dei a lata de refrigerante a ele e fiquei na frente dela. -Você não sabe de nada. -Eu sei de muita coisa, como por exemplo onde vadias como você ficam depois de encontrar uma mulher como eu. -Na cama do namorado dela. -Filha da puta. -Fui dar um soco nela, mas Tomás me segurou. -Me larga, vou quebrar a cara dessa nigrinha. -Eu me sacudia no colo dele e ele não me soltava. -Larga ela Tom, segura a mim que te deixo com mais desejo. -Descarada, me larga Tomás. -Falei alto. -Deixa eu quebrar a cara dela. -Carla para. E Tatiana vai embora por favor. -Só por que você esta pedindo viu gato. -ela pegou um papel dentro do sutiã. -Toma meu numero, quando quiser se encontrar comigo para esquecer essa coisa ai -ela apontou para mim, e colocou o numero no bolso da calça dele que ficava em cima da bunda e apertou a bunda dele. -Vadia. -falei e tentei me soltar para bater nela. -Vai Tatiana. -Estou indo delicia. -ela beijou e mordeu o pescoço dele e deu uma mordida no lóbulo da orelha dele. -Tatiana vai embora. -Tá, só um ultimo beijinho. -ela roubou um selinho dele e eu me soltei, fui pra cima dela, mas ele me segurou antes que eu pudesse bater nela, ela saiu sorrindo e rebolando como uma vadia. -Já pode me soltar? -falei irritada. -Não, vem que vou te levar para esfriar a cabeça. -Me larga, não quero ir para lugar nenhum com você. -falei batendo nele tentando me soltar, não consegui, logo estávamos novamente na sala que eu o encontrei, ele me soltou e trancou a porta. Sentei no sofá e ele sentou do meu lado. -Vai ficar zangada comigo agora? -O que você acha? -Ela que deu em cima de mim. -E você não fez nada para impedir. -Eu me afastei e tirei a mão dela, você queria que eu fizesse o que? batesse nela? -Queria sim. -As manchetes no jornal seriam lindas "Jogador astro do futebol brasileiro espanca mulher em boate com a ajuda da namorada modelo." -To pouco me fudendo pras manchetes. -Se acalma linda. -Ela te chamou de gato, só quem pode te chamar de gato sou eu. -Eu sei. -Você chamou ela de Tati. -Antes de saber que ela ia dar em cima de mim. -Ela te deu um selinho. -Roubado e ruim. -Ela mordeu e beijou seu pescoço. -Mas só quem me arrepia é você. -Tem resposta pra tudo? -Sim. -ele sorriu e eu também. -Idiota. -Gostosa. -ele me beijou, um beijo cheio de desejo e malícia, eu tirei a camisa dele rapidamente, ele fez o mesmo com a minha blusa, tirei a calça dele e a cueca, ele arrancou meu short e a minha lingerie, logo ele já estava dentro de mim, fizemos amor, nos vestimos e voltamos pra pista de dança, no mesmo local escuro que estávamos antes, ele ficou com a camisa toda suada e acabou tirando ela e prendendo na calça, ele ficava muito sexy daquele jeito, me encostei nele. -Me deixou excitada assim. -falei no ouvido dele, ele sorriu maliciosamente colou nossos corpos, colocou uma mão dele por dentro do meu short e da minha calcinha, começou a me acariciar e me penetrar com os dedos, gozei e ele chupou os dedos, nos beijamos e continuamos dançando, nossa dança estava tão sensual que mais parecia que estávamos fazendo sexo na pista de dança, depois de um tempo, fomos pro bar bebemos um coquetel de frutas e Diego e Roberta chegaram nos chamando para irmos embora, fomos pro carro, Diego e Tomás foram na frente e eu e Roberta atrás. Tirei quatro fotos com Roberta na 1 estávamos dando língua, na 2 estávamos fazendo bico, na 3 estávamos rindo e na 4 estávamos como se fôssemos dar um selinho, fizemos uma montagem e postamos ela botou a legenda "Minha marida. Eu te amo minha gostosa ;)" e eu botei a legenda "Minha mulher. Te amo minha delicia ;)" Logo o Diego nos deixou em casa, nos despedimos e entramos, chegamos em casa e o Tomás trancou a porta. -Não quero tomar banho. -falei manhosa abraçando ele. -Claro que vai tomar banho, eu vou dar banho em você. -me abraçou. -Vai se aproveitar de mim? -Claro. -Bobo. -Linda. -ele me levou no colo até o banheiro, tirou a roupa dele e depois a minha, me deu banho e tomou banho também, ele acariciava todo meu corpo, quando ele fechou o chuveiro ele me carregou até a banheira, me colocou lá dentro, olhei para ele e ele entrou também. -Mas você não já me deu banho? -Mas ainda não me aproveitei. -ele me beijou com desejo e luxuria, era um beijo selvagem e delicioso, nossas línguas lutavam por território dentro das nossas bocas, ele apertava meus seios, ele começou a chupar meus seios com desejo e apertar a minha bunda, ele me penetrou com força e eu gemi alto, logo gozamos, ele chupou minha intimidade até eu gozar, me carregou e me jogou na cama. -Amo quando você fica assim. -puxei ele para cima de mim. -Que bom. -ele me beijou e eu comecei a acariciar o membro dele, comecei a chupar a intimidade dele, ele gemia e apertava meus seios, logo ele gozou, ele começou a chupar minha intimidade, ele lambia devagar e introduzia a língua em mim, eu estava delirando, logo ele acelerou as lambidas e começou a morder também, eu gemia alto e apertava o lençol, eu gozei e ele não se satisfez, introduziu 3 dedos em mim e ainda me chupava, era delicioso sentir a língua e os dedos dele ao mesmo tempo na minha intimidade, gozei novamente e ele me penetrou com uma força incrível, eu gritei de dor e ele me olhou. -Quer que eu pare ou vá mais devagar? -ele disse preocupado. -Não, continua assim, só me beija para abafar os gritos. -Tá, pode arranhar minhas costas hoje. -cravei as unhas nas costas dele na mesma hora, eu adorava aquilo, ele me beijou e continuou a me penetrar ferozmente, eu estava sentindo muita dor, mas o prazer que ele estava me causando era inacreditável, logo eu gozei e ele gozou em seguida, ele deitou do meu lado me beijou e ficou acariciando minha intimidade. -Estou sentindo o sangue escorrer nas minhas costas. -Desculpa de novo. -Hoje eu não ligo, por que sei que você fez isso para amenizar a dor que estava sentindo. -É, mas não funcionou. -Doeu muito? -Muito. -Desculpa. -Relaxa, o prazer que você me fez sentir compensou. -beijei ele e dei um gemido manhoso pelo carinho dele na minha intimidade. -Vamos vestir uma roupa, comer e dormir né? -É, mas antes, me faz gozar logo. -ele desceu até minha intimidade, continuou acariciando e começou a chupar, logo eu gozei, nos beijamos e fomos procurar o que vestir, estava fazendo muito calor então ele vestiu apenas uma cueca box e eu só vesti uma camiseta dele que mostrava a polpa da bunda. -Não vai nem usar lingerie? -Não, ta muito calor. -Beleza, vamos comer o que? -Estou sem fome de comida, vamos comer sorvete? -rimos -Vamos. -pegamos o pote de sorvete e sentamos na sala para assistir filme, tava passando o filme cruzeiro das loucas, assistimos rindo muito, quando acabou nós guardamos o resto do sorvete e fomos pra cama, ele deitou e eu deitei por cima dele enchendo ele de beijos. -Ai que delicia. -ele falou sorrindo e me beijando também. -Já jogou o numero daquela vadia fora? -Nem lembrava mais. -Vou jogar. -levantei e ele ficou me olhando, abaixei para pegar a calça dele no chão, ele deve ter gostado da visão já que eu estava sem calcinha, peguei o numero dela e rasguei todo, joguei dentro do vaso e dei descarga, ele riu. -Pronto já me livrei. -Que namorada ciumenta. -ele me puxou e cai em cima dele. -Sou mesmo, tenho culpa de você ser gostoso? -E eu sou gostoso é? -Mais do que você pode imaginar. -Nossa. -Pois é. -ele me beijou. -Que é que você fez comigo em menina? -Eu? -É. Achei que nunca mais ia gostar de alguém agora estou aqui, louco de amor por você. -É que eu sou doce, mamãe passou açúcar em mim e caprichou na hora de me fazer. -Não tenho duvidas disso. -ele me deu um selinho -Sua mãe também fez a mesma coisa, queria ter conhecido ela e o seu pai. -Vocês iam se dar bem, minha mãe era igual a você, só usava roupa curta, meu pai morria de ciúmes, eles eram muito legais. -Não tenho duvidas, como foi o acidente? -Estávamos no carro e... -interrompi ele. -Você também estava? -Sim, estávamos indo a nossa casa no campo, estávamos cantando e nos divertindo no carro, até um cara que estava dirigindo bêbado vim com o caminhão em direção ao nosso carro, meu pai virou o carro de frente pro caminhão para poupar minha vida, ao mesmo tempo que ele virava o carro ele e minha mãe gritaram um eu te amo para mim e eu gritei de volta um eu amo vocês, dai o carro bateu e eu tive cortes e arranhões, mas quando olhei pra frente vi meus pais jorrando sangue e respirando com dificuldade, eles disseram que sempre estariam comigo eu segurei na mão deles e comecei a chorar, novamente eles disseram que me amavam e eu falei que os amava muito, quando acabei de falar eles morreram, eu sai do carro e comecei a gritar por socorro, o cara do caminhão desceu todo machucado e me olhou sorrindo e disse "acho que perdeu seus pais" na hora o ódio me bateu como se fosse uma flecha atravessando meu coração, eu olhei para ele e joguei um pedaço do vidro que estava no chão nele, o vidro cortou a garganta dele e começou a sangrar, ele me olhou e disse "ontem um bêbado matou minha mulher e minha filha de dois meses, hoje eu fui me vingar, mas matei as pessoas erradas" dai ele tirou uma arma do carro e atirou na cabeça. -Nossa. -lágrimas caíram do meu olho e do dele. -Alguém viu a cena além de você? -Sim, algumas pessoas que estavam lá. -Sinto muito. -Tudo bem. -Desculpa ter feito você lembrar. -Você foi a primeira pessoa para quem eu consegui contar isso. -Você não contou a policia? -Não, eu não consegui. As pessoas que viram a cena que contaram. -Eles morreram para te salvar. Isso é lindo apesar de triste. -É. Eles realmente me amavam e eu os amava. -Eu também te amo. -abracei ele. -Eu te amo linda. -deitei na cama de lado e puxei ele para perto de mim, ele me abraçou colando nossos corpos, sentia a respiração dele nas minhas costas, ele puxou o lençol cobrindo nossos corpos da cintura para baixo e me abraçou pela cintura. -Se ele não tivesse se matado ele teria morrido do mesmo jeito. -Como assim? -O corte que o vidro que eu joguei foi em umas das veis principais, ele ia sangrar até a morte e ninguém ia impedir. Eu ia ter matado um cara, sabe o que é isso? -Mas você não matou, relaxa amor, ele é que foi o culpado e não você. -Beijei ele e fiz carinho no cabelo dele até ele dormir, quando ele dormiu eu dormir também.