Meggan e Henrique filhos de Lua Blanco e Arthur Aguiar na web Love My Opposite.
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Meggan e Henrique filhos de Lua Blanco e Arthur Aguiar na web Love My Opposite.
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Capítulo 106.
Narrado por Arthur
Ela ainda chorava mantendo um sorriso no rosto oque me deixava ainda mais ansioso. Minhas mãos suavam, minha visão estava minimamente turva pelas lágrimas que segurava, mas eu ainda via o brilho em seus olhos reluzir. — Claro que aceito. — Soluçou puxando-me. fazendo-me levantar e selar nosso lábios. A alegria não cabia em mim, ELA ACEITOU!.
Peguei em sua cintura, tirando os pés dela do chão e rodopiando-a enquanto ela apertava meus pescoço.
— Eu te amo tanto. — Ela disse assim que desceu de meu colo. — Tanto, tanto. — Deu-me um selinho.
— Eu também te amo. — Peguei uma das alianças douradas que por cima, em casa uma, havia um pequeno diamante. Pus em seu dedo e ela fez o mesmo comigo.
— Eu não acredito que vou casar. — Disse com a voz abafada pelo nossos abraço.
— Eu não acredito que eu tenho a honra de ser o noivo. — Brinquei e ela riu.
— Ai que droga, olha o meu estado. — Ela se separou bruscamente e mim apontando pro próprio corpo, depois pro rosto e em seguida pro cabelo. — Devo estar com o rosto todo amaçado, o cabelo bagunçado e ter te beijado com um bafo matinal. — Pôs a língua pra fora representando nojo e sorri revirando os olhos.
— Você tá linda. — Aproximei-me dela roçando nossos narizes. — Muito linda. — Beijei de leve o canto de sua boca. — Muito minha.
— Sua. Só sua. — Repetiu e colou nossos lábios, com uma urgência sem igual. Parecia até um sonho.
6 anos depois...
Passei a mão pelos cabelos ainda nervoso enquanto Lua abria ferozmente a porta de nossa casa, também nervosa. Ah, era oque faltava, eu tinha o direito de ficar nervoso, ela não, porque alias não foi minha produtora que estava dando em cima de mim, né?
— Megg, suba pro seu quarto por favor. — Pediu assim que entramos em casa.
— Porque mamãe? — Ela olhou pra ela. — Eu tô com fome.
— Porque a mamãe precisa conversar com o papai. Vai tirando a roupinha pra mamãe dar um banho em você, vai? Depois do banho a gente come. — Sorriu.
— Quanto tempo vai demorar?
— Uns dez minutos. — Deu de ombros e Meggan fez um bico.
— Papai, eu não sei quanto é dez minutos. — Olhou-me com a voz manhosa.
— Demora um pouquinho.
— Então eu vou brincar com minha boneca Jess por enquanto. — Sorriu e subiu as escadas um pouco desajeitada.
— Eu ainda não entendi o porque da sua cena. — Virou-se pra mim com a cara fechada.
— Vai ver que é porque aquele idiota estava dando em cima de você, e você não fez nada! — Exclamei.
— Ele é meu produtor! Não estava dando em cima de mim.
— Ele já deu em cima da Mel, porque não daria em cima de você? — Arqueei uma sobrancelha.
— Porque a Mel, naquela época não era casada, e eu sou! — Passou a mão pelo rosto. — E também, porque eu já estou no quarto mês de gestação, minha barriga tá crescendo e ninguém está me suportando! — A voz dela enfraqueceu e ela respirou fundo. Eu realmente estava exagerando, foi aquele filho da puta que deu em cima dela, sem ela ao menos ter culpa.
— Eu só fiquei inseguro. — Abaixei a voz olhando pra baixo.
— Eu não deixei nada.
— Eu confio em você. Não confio nele.
— Eu também não confiei na vadia da sua secretária quando ela tentou dar em cima de você, e mesmo assim eu não cheguei lá mandando ela tomar no cu. — Rosnou.
— Lua..
— Eu cansei dessa idiotice. — Revirou os olhos e deu as costas, começando á andar em direção as escadas. Corri até ela.
— Amor, calma.. — Segurei em seu braço, fazendo-a virar-se pra mim. Me surpreendi ao ver seus olhos vermelhos.
— Quando você vai entender que eu sou sua? — Gritou, dando um soco em meu peitoral. As lágrimas se acumularam no canto de seus olhos e isso me feriu tanto. — Quando você vai entender que é só você que eu quero, só você que eu penso, que eu faço amor, que eu amo? — Deu nais dois tapas em meu braço, como se descontasse a raiva. — Porra, é só você. O único da minha vida.. — Abaixou a voz, respirando fundo. — Eu te amo tanto, Thur.. Entenda isso. — Olhou-me e não tive outra reação á não ser colar nossos lábios ferozmente.
A empurrei pra parece do lado sem desgrudar nossos lábios e apertei sua bunda fazendo-a gemer enquanto massageava meus cabelos. Levantei sua perna direito chocando nossas intimidades ainda cobertas e ela separou nossos lábios.
— A Megg.. — Sussurrou enquanto eu chupava seu pescoço.
— Os dez minutos ainda não passaram. — Ela soltou um risinho grudando de novo nossos lábios.
Poderíamos depois da chegada de Henrique ter outro filho, poderíamos ser mais felizes, poderíamos morrer de ciúmes um do outro e sempre negar, poderia cuidar dela quando estivesse doente e manhosa, e poderíamos sempre nos reconciliar com sexo. Mas eu só tive certeza que amo meu oposto, e ele era ela. Só ela.
FIM.
Capítulo 104.
Narrado por Arthur
— Lu, minha mãe quer que você vá lá em casa. — Disse jogando-me na cama.
— Certo, amanhã nós vamos. — Respondeu enquanto brincava com Mark na cama.
— Ela quer te ver hoje.
— Aconteceu alguma coisa? — Encarou-me e neguei, dando de ombros.
— Não. Ela só disse que queria te ver.
— Assim, do nada?
— Depois que você descobriu da gravidez não foi lá. Ela ficou eufórica, acho que quer te ver por isso. — Dei de ombros e ela sorriu.
— Tudo bem pra você se formos agora?
— Lógico. — Sorrimos e ela deixou Mark na cama, indo usar uma roupa. Também fui me trocar, usei uma calça jeans escura e uma camiseta. Arrumei o cabelo e quando vi, Lu estava pronta. Linda - como sempre -, com uma saia preta meio justa e uma regata folgada. — Tá linda. — Sorriu. — Vamos.
Puxei-a pela mão e fomos em meu carro que havia ficado lá. Logo, chegamos na minha casa e o sorriso que minha mãe deu ao ver Lua foi o suficiente para nos fazer sorrir também.
— Ah meu Deus, Lua! — Ela exclamou enquanto entrávamos em casa. — Não vejo a hora dessa barriga crescer.
— Vai ser uma avó muito puxa-saco, isso sim. — Revirei os olhos e Lua estapeou-me o braço.
— Não fale assim dela. — Praticamente rosnou e, voltou a encarar minha mãe. — Ah Kátia, também não vejo a hora.
— LUA! — Priscila desceu as escadas apressada e abraçou-a apertado. Lu sorriu, agachando-se em frente á ela.
— Ai que saudades de você, pequena. — Beijou-lhe o rosto.
— Também estava. — Riu. — Mamãe disse que eu vou ser titia.
— E é verdade!
— Ain, nem acredito que vocês estão juntos. — Olhou nós dois. — Parece um sonho.
— E eu estou muito feliz! — Levantou-se do chão sorrindo e abracei-a pela cintura beijando seus cabelos.
— Quando o bebê nascer vou poder pegar ele no colo? — Juntou as mãos com os olhinhos brilhando.
— Ih.. Vai demorar. — Lua fez bico. — Mas lógico que vai poder!
— Vou ser a melhor tia dele! — Rodopiou feliz e Lua assentiu. Rolei os olhos.
— Lógico, vai ser a única. — Dei de ombros.
— Deixa de ser chato. — Mostrou-me a língua e rimos.
Jantamos na minha mãe entre risadas e brincadeiras; e eu posso dizer que sou o homem mais realizado por ter uma família tão linda, tão perfeita. Logo deu dez horas e eu e Lua decidimos voltar pra casa.
Tirei minha calça ficando só de box e Lua usou seu baby-dol, levando Mark até uma pequena casinha que eu havia comprado também. Ela deitou-o junto a alguns pequenos cobertores, e colocou um pouco de ração a água ao seu lado; depois de alguns minutos fazendo um cafuné nele, ela lavou as mãos e veio deitar-se de frente á mim.
— Boa noite, amor. — Ela disse com um sorriso tão lindo, que eu daria tudo para vê-lo mais vezes.
— Boa noite meu amor. — Beijei sua testa e inclinei-me um pouco para beijar sua barriga. — Boa noite meu bebê. Papai já te ama demais. — Alisei-a delicadamente. — Sei que falta muito pra você sair dai de dentro, mas eu prometo que vou te ama sempre, tá? — Senti Lu fungar e fitei-a, vendo com os olhos lacrimejados e com um sorriso me olhando. — Que foi? — Perguntei alisando seu rosto.
— Obrigada, Thur. — Ela selou nosso lábios. — Eu te amo.
— Te amo mais, linda. — Ela sorriu e suspirou, fechando os olhos pouco tempo depois e aninhando-se em meu corpo.
Vê-la dormir.. Algo tão fascinante. E, foi ali que eu tive a certeza que era com ela que eu queria passar o resto dos meus dias. Foi ali que eu tive uma paz inexplicável. Foi ali, que eu soube que eu nunca iria me arrepender pelo que iria fazer.
Capítulo 105.
[Coloque essa música pra carregar]
Narrado por Lua
A preguiça reinava sobre mim, mas mesmo assim consegui abrir os olhos, fechando-os rapidamente ao sentir a claridade feri-los. Os esfreguei com o punho e olhei em volta, resmungando por Thur não estar na cama. Gemi em protesto e enfiei o rosto no travesseiro. Quando pensei em chamá-lo, seja lá onde ele estiver, meu celular que estava em cima da mesinha começou a tocar.
— Alô? — Atendi com a voz baixa ainda pelo sono.
— Meu deus como é manhosa! — Ri fraco.
— Oque foi Thur? Porque você não tá no quarto? — Franzi o cenho. — Porque tá me ligando? — Rimos.
— Calma. — Soltou um risinho e revirei os olhos. — Vem aqui na sala?
— Você tá de brincadeira né?
— É sério.
— Espera eu tomar um banho. — Disse rendendo-me. Ele só pode estar brincando! Pra que me ligar? Ele não poderia simplesmente me chamar?
— Não! Vem do jeito que estiver. — Bufei.
— Tá, tá. — Respirei fundo, levantando-me. — Espero que não seja á toa.
— Também não. — Suspirou e desligou. Argh, que irritante. Ele é louco ou oque?
[Pode dar o play na música]
Fiz um coque no cabelo, e abri a porta do quarto surpreendendo-me. Abri a boca umas quatro vezes sem falar nada, apenas com um sorriso no rosto. Haviam algumas pétalas de rosas vermelhas espelhadas pelo corredor indo até a sala. Caminhei até lá onde encontrei Arthur com uma calça jeans e uma blusa social preta; sorrimos e ele caminhou até um pequeno rádio na mesa do centro, ligando-o em uma música que fez-me sorrir.
— Amor, oque.. — Eu tentei falar, mas ele levou o dedo indicador ao próprio lábio, em um pedido para que eu me calasse.
— Dança comigo? — Ele aproximou-se estendendo a mão e sorri.
— Mas é claro. — Ele levou as mãos á minha cintura e eu pus as minhas em seu ombro, com a cabeça perto de seu pescoço. A música começou e meus olhos começaram a arder. Essa gravidez está me deixando muito sentimental.
Dávamos passinhos sincronizados pro lado e pra frente, em uma dança calma. Ele alisava minha cintura e eu sorria como uma idiota.
— Eu ainda não estou entendendo. — Disse, dessa vez o encarando.
— Por favor, só curta o momento. — Pediu selando nossos lábios em um selinho e só pude assentir.
Um frio estranho percorria minha barriga e as lágrimas já brotavam em meus olhos de um jeito inexplicável.
— I’m just gonna love you like the woman l love.. (Apenas te amarei como a mulher que eu amo..) — Cantou junto á música sobre meu ouvido e me pus a chorar mais ainda. Ele apertou minha cintura fungando meu pescoço e senti que ele estava um pouco tenso. Sorri entre as lágrimas que iam secando-se aos poucos.
De repente ele afastou-se, só um pouco para que pudesse me olhar nos olhos. Sorriu e beijou-me na testa. Eu ainda estava muito confusa, não entendia o propósito daquilo, ainda mais quando ele se ajoelhou em minha frente.
Meu coração quase saiu pela boca quando ele tirou do bolso uma caixinha azul clara; ele encarou a pequena caixinha e depois me encarou, ainda segurando uma de minhas mãos.
— Eu preciso te falar umas coisas.. — Disse ainda um pouco tenso e assenti sem reação alguma. Ele respirou fundo. — Sabe, eu não acreditava muito nisso, mas eu acho que fomos destinados á isso. — A voz dele estava meio baixa, como se estivesse segurando-se para não chorar. — Á isso de ficarmos juntos. Á isso de você me completar e vice-versa. Á isso de eu te amar tanto. — As lágrimas já caiam descontroladas sobre meu rosto mais eu mantinha um sorriso grandioso. — Eu ainda me lembro da primeira vez que te vi. E como não lembrar, não é? Aqueles olhos que fitaram-me com tanta doçura, aqueles olhos tão lindos. Eu também me lembro da primeira vez que te toquei, e até hoje consigo sentir aquela noite. Me lembro de quando eu morria de ciúmes de você, mas me segura e dizia que não era. — Soltou um risinho e passei a mão vaga no rosto, tentando limpar as lágrimas em vão. — Até hoje eu me perguntou oque eu fiz de tão bom pra te merecer, e talvez eu vá perguntar isso o resto da minha vida. E eu quero perguntar-me isso sim todo dia, só pra ter a certeza que você sempre estará comigo. — Respirou fundo, meu coração já batia descontrolado, minhas mãos suavam e as benditas lágrimas não paravam de cair. — Eu nunca me imaginei tão louco, tão fascinado, tão vidrado em uma mulher como estou por você, Lua. Com você eu me torno tão menino e homem ao mesmo tempo, é tão difícil as vezes pra mim demonstrar oque sinto, o quanto eu te amo, o quanto eu te quero. — Pude ver as lágrimas acumulando-se em seus olhos. — Mas as vezes tudo oque eu não consigo demonstrar basta você olhar em meus olhos para que veja, para que se torne claro o quanto eu te amo. Você me mostrou o quão a vida á boa, o quanto vale viver cada segundo. Como é bom acordar e te ver resmungar daquele jeito manhosa quando eu te encho de beijos, como é bom poder cuidar de você, te tocar, te ter, ouvir sua risada, ver esse brilho em seus olhos. Eu venho pensando em fazer isso á um tempo, mas eu só tive a plena certeza quando eu soube que você estava carregando um dos melhores presentes que alguém poderia me dar, mas a única pessoa certa pra fazer isso era você. É você. — Sorriu e olhou de relance minha barriga fazendo-me sorrir também entre as lágrimas. — Eu quero você pra sempre Lua, quero você dormindo desleixada em cima de mim toda noite, quero ver você cuidando do nosso filho, quero te encher de beijos, brigar pra depois nos reconciliarmo-nos com muito amor. — Ele abriu a caixinha, deixando meus olhos encherem-se com um par de alianças douradas. — E você Lua, aceita? Aceita casar-se comigo? Aceitar ser minha?
Capítulo 103.
Narrado por Lua
— Eu ainda não estou acreditando que fui acreditar no que aquela vadia falou. — Disse, entortando os lábios.
— Você não têm culpa, Lu. — Arthur alisou minhas cotas nuas e beijou-me a testa. — E não precisamos mais tocar neste assunto. — Suspirei, sorrindo. Eram provavelmente umas sete horas da noite e estávamos deitados na minha cama, eu sob o peitoral desnudo dele. Usava apenas minha e sutiã, e ele sua box vermelha.
— Tudo bem.
— Lua? — Depois de alguns minutos em silêncio, chamou-me.
— Hm?
— Oque você quer que seja? — Encarei-o de cenho franzido e ele sorriu, descendo a mão até minha barriga. Sorri.
— Acho que tanto faz o sexo. — Dei de ombros. — Deu desejo é que ele venha com saúde.
— Eu também. Mas não posso negar que quero uma princesinha. — Sorri.
— Vai ser linda se puxar o pai.
— E perfeita se puxar a mãe. — Revirei os olhos dando-lhe um selinho.
— Arthur? Lua? — Chay deu leve batidinhas do outro lado da porta. — Coelhos? — Gargalhamos e Thur levantou-se.
— Oque foi?
— Eu quero saber se você vai querer seu presente agora pra Lu. Ele chegou á um tempo.
— Chegou? Hã? — Franzi o cenho.
— Nada não, Lu. — Chay sorriu depois de levar um olhar mortífero de Arthur. — E, eu já entreguei o meu pra Mel.
— O aniversário de namoro de vocês não é só amanhã? — Franzi o cenho.
— Sim, mas comprei outra coisa também. — Deu de ombros.
— Ah, sim. — Thur disse. — Já estamos indo pra sala. — Chay assentiu e Arthur deu-me um selinho. — Já vou avisando que não é nada muito especial. — Fez uma carinho envergonhada. Fofo!
— Tudo oque vier de você é especial. — Selei nossos lábios e ele sorriu.
— Tudo bem. Vem.
Levantei-me usando um baby-dol e ele usou uma bermuda. Fomos até a sala e vi Mel sorrindo como uma idiota com um urso de pelúcia enorme nos braços.
— Wol, que lindo. — Fiz um carinho na cabeça do ursinho e Mel sorriu.
— Não é? Meu namorado é o melhor.
— Não, o meu é.
— O meu. — Rosnou e ri.
— O Thur.
— O Chay.
— O Thur.
— O..
— Ok! Somos os melhores namorados do mundo, entendemos. — Arthur apartou a "briga" e sorrimos uma para a outra. — Olha amor, vamos cuidar dele juntos ok? — Franzi o cenho.
— Que?
— Feche os olhos. — Fiz oque ele pediu e a escuridão tomou conta. Ele pediu algo á Chay que entregou-lhe e depois riu. — Pode abrir. — Pediu e fiz com cautela. Quando finalmente terminei de fazê-lo, gritei eufórica.
— Um cachorro! — Meu sorriso parecia não caber no rosto. Ele era perfeito! Peguei-o do colo de Thur e o abracei. Era pequeno, marrom puxado ao mel e muito, muito fofo. — Ai meu Deus, que coisa gostosa! — Falei fazendo um carinho na barriga do cachorro que lambeu minha mão. — Obrigada amor. — Agradeci e só então percebi meus olhos lacrimejados.
— Ô meu amor, não chora. — Ele selou nossos lábios.
— Quando você comprou essa fofura?
— No shopping, pedi pra entregarem depois.
— Vocês estavam no segundo round quando ele chegou eu acho. — Chay coçou a barba por fazer pensativo e rimos.
— É fêmea ou macho?
— Macho. — Deu de ombros.
— Ai meu amorzão. — Rocei meu nariz ao fucinho do cachorro que lambeu-me novamente. Ri com as cócegas.
— Qual vai ser o nome? — Melanie perguntou.
— Tudo bem com Mark pra você, amor? — Ele assentiu sorrindo. — Então é Mark, meu gostosão.
— Amor, menos, estou com ciumes. — Fez bico e sorri. Entreguei Mark á Chay e voei no pescoço de Thur, fazendo-nos cair no sofá, rindo.
— Obrigada Thur. — Eu disse contra seu pescoço. — Você é o melhor. — Ele encarou-me e meus olhos queimaram. Maldita sensibilidade!
— Chora não, meu anjo. — Ele limpou uma lágrima que escorreu e beijou meu pescoço, eriçando meus pelos. — Eu te amo.
— Eu te amo muito. — As lágrimas já caíam sem controle algum e ele me olhava meio espantado e meio feliz. — Promete que isso vai ser pra sempre?
— Isso oque? — Ele ainda limpava minhas lágrimas e suspirei.
— Esse amor seu por mim. Essa felicidade toda que sinto. — Solucei e ele grudou nossos lábios.
— Você já deve saber que meu amor por você é eterno, Lu. — Ri fraco e ele levou a mão á minha nuca. — E vou fazer de tudo pra que essa felicidade seja eterna.
Capítulo 102.
Narrado por Arthur
O alívio inundou meu corpo ao ouvir aquelas palavras, tão sinceras, tão doces, que por um momento eu fiquei paralisado apenas absorvendo-as. Ela soluçou mais uma vez, e abaixou a cabeça levando as mãos ao rosto, tentando limpar as malditas lágrimas que ela derramara.
Fui até ela em passos leves e ela levantou o rosto, segurei em sua mão e ela levantou-se.
- Eu que tenho que te pedir desculpas. - Minha voz, tão irreconhecível por estar baixa, rouca. - Me desculpa, Lua. De verdade. - Entrelacei nossos dedos e ela respirou fundo, as lágrimas já caíam sem controle e eu temia que as minha fizessem o mesmo. - Eu sei que sou cheio de erros, que só cometo erros na verdade, mas quero ser melhor. - Minha mão desocupada foi até seu rosto, alisando-o delicadamente. - Porque eu quero ser o melhor pra você. Pra nós dois. Porque eu não suporto te magoar, não suporto viver sem você. - Fechamos os olhos simultaneamente e rocei meu nariz ao dela. - Porque eu só vou tentar ser melhor se você estiver comigo. Porque eu te amo tanto, Lua. E sempre vai ser você. Só você. - As lágrimas ainda caíam descontroladas pelo rosto dela, e eu tentava enxugá-las com o polegar. - Contanto que você seja minha guia, tudo vai ficar bem. - Sussurrei quase inaudivelmente e ela selou nossos lábios em um selinho um tanto calmo.
- Eu te amo Arthur, te amo demais. - Ela olhou em meus olhos e respirou fundo. - E eu só quero você, sempre você. - Nos beijamos mais uma vez e minha respiração se tornou tão falha quanto a dela.
- Eu não quero mais brigar. - Rocei meus lábios em sua bochecha e ela arrepiou-se. Respirou fundo, e mordeu o lábio inferior.
- Eu também não. - Sussurrou baixinho encarando meus olhos e levei minhas mãos á sua cintura, apertando-a levemente.
- Só você. - Sussurramos juntos e sorrimos cúmplices, grudando os lábios com um desejo incontrolável.
Andei com ela sem desgrudar nossos lábios até ela bater as pernas na cama. Deixou-se cair e sorri, indo até a porta e trancando-, voltado lentamente até a cama.
Subi em cima dela, apoiando-me com apenas uma mão e com os lábios em cima dos delas enquanto ela embrenhava os dedos em meu cabelo.
Oh, só ela pra me deixar tão louco com apenas um beijo.
Minha mão desocupada desceu até o traseiro dela onde deveria ser um carinho leve, mas se tornou um aperto de desejo. Levantei sua perna, encaixando nossas intimidades tão intensamente, que mesmo estando vestidos, ambos estávamos excitados.
E, com todo amor possível se amamos naquele final de tarde. Amamo-nos loucamente, e intensamente. E, foi naquela momento que eu tive mais que certeza que ela era a mulher da minha vida. Minha Lua. E pra sempre.
Capítulo 101.
Narrado por Lua
Fazia uns quinze minutos que eu havia entrado no quarto; dobrei meus joelhos pra cima e afundei o rosto entre as mãos. Oque eu podia fazer? Dizer que não acreditei nele? E o pior, que surpresa era essa ao ponto de estragar nossa relação? Eu não me importaria se ele tivesse dito oque era. Seria bem melhor.
Toc toc.
- Lua? - Ouvi a voz de Chay e respirei fundo. - Maninha, abre a porta. Por favor. - Levantei-me sem vontade nenhuma e destranquei a porta. Acho que meus olhos estavam muito vermelhos, porque pela cara que ele fez eu não deveria estar com uma aparência tão boa.
- Que foi? - Perguntei tentando manter a voz firme. Ele suspirou e escorou-se no batente da porta.
- Olha Lu, eu só vou te dizer uma vez. - Cruzei os braços e funguei. - Eu passei o dia inteiro com o Arthur, e te garanto que não vimos ela.
- Eu acredito. - E realmente acreditava. - Só não entendo o porque de ele não ter dito antes oque foi fazer lá.
- Fomos comprar o presente do meu aniversário de namoro com a Mel. - Deu de ombros, sincero. - Ele também comprou um presente pra você. - Quase sorri. Quase.
- Mas oque eu posso fazer agora, Pentels? - Relaxei os ombros e meus olhos arderam por sentir minha voz tão embargada. - Eu não consegui acreditar de início. Eu, por um momento, acreditei na Valentina.
- Lua, todo mundo erra! - Ele levantou os braços e suspirei. - Todo mundo tem desconfiança, ninguém precisa ser de ferro vinte e quatro horas por dia. - Olhei pro lado, contendo minha vontade derramar as lágrimas.
- E se não der mais certo?
- Eu sei que vai. - Ele passou a mão pelo meu rosto e sorri minimamente. - O Arthur entende seu lado, acho que ele também ficaria desconfiado. - Meus olhos marejaram mais e encarei-o.
- Porque dói tanto? - Ele franziu o cenho.
- Oque?
- O amor. - Franzi as sobrancelhas, suportando as lágrimas.
- Porque nem tudo é um mar de rosas. - Solucei, e ele fechou os olhos por um momento. - Porque ele nos faz bem, mas nem tudo é perfeito. - Tornou a abri-los e seus olhos estavam vermelhos.
- Obrigada. - Voei no seu pescoço e ele envolveu minha cintura com as mãos.
- Agora, eu deixo com você. - Piscou e beijou minha bochecha. Deixei a porta escorada e sentei-me na ponta da cama. Respirei fundo, tentando normalizar minha respiração escassa.
- Amor? - Aquela voz suave que tanto amo invadiu meus ouvidos e continuei por um momento de cabeça baixa, apenas aproveitando o som de sua voz, que, no momento estava minimamente trêmula.
Levantei o olhar de meus dedos que mexiam-se constantemente pelo nervosismo e encarei os olhos dele que, estavam avermelhados. Foi como um tapa na cara. Eu havia deixado-o assim.
- Me desculpa. - Eu disse, sem ao menos pensar. Minha respiração tornou-se rápida novamente, meu coração parecia que ia rasgar meu peito de tão rápido que batia e eu apenas solucei. - Me desculpa. - Repeti com a voz já falha e deixei algumas lágrimas caírem. Ele suspirou, os olhos avermelhando-se mais. - Eu te amo tanto.
Capítulo 100.
Narrado por Arthur
Subi as pequenas escadas do apartamento da Lua ainda em êxtase pelo que havia feito. Abri a porta com Chay ao meu lado e assustei-me ao ver Lu com os olhos vermelhos sentada no sofá com Mel ao lado, aparentemente preocupada.
- Lu, amor? Oque aconteceu? - Entreguei as sacolas que carregava á Chay e aproximei-me dela que me olhou com uma expressão indecifrável.
- Não me chama de amor. - Ela rosnou e dei dois passos para trás, na defensiva.
- Eu já te expliquei Lua, foi um mal entendido. - Mel sussurrou a ela que respirou fundo. - Chay, vem. Eles precisam conversar. - Ele acompanhou-a, indo até o quarto dela e fechando a porta.
- Lua, oque aconteceu? - Ela fungou, e encarou-me.
- Oque você fez hoje no shopping? - Franzi o cenho e ela respirou fundo. - Diz logo.
- Oque isso tem a ver com você estar chorando?
- Eu não choraria por você. - Rosnou de novo e respirei fundo.
- E oque eu fiz? - Ela parou um tempo, os olhos marejaram e isso me atingiu de uma forma inexplicável.
- Você - Ela parou de novo. Parecia que aquilo á magoava. - Porque a Valentina, Arthur? - Ela fungou e juntou as sobrancelhas em uma tentativa de não deixar as lágrimas caírem.
- Oque tem ela, Lua? - Franzi o cenho totalmente confuso. Os lábios inferiores dela tremeram um pouco e ela soluçou ainda sem deixar uma lágrima cair. Isso me machucava cada vez mais.
- Você ainda pergunta?
- Eu realmente não estou entendendo. - Exasperei-me, levantando as mãos pra cima em uma forma de defesa.
- Você ficou com a Valentina? - Minha vontade era de rir, de verdade. Como ela pôde pensar isso?
- De onde você tirou isso, mulher?
- Ela me disse! - Praticamente gritou e algumas lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. - Disse que vocês dois ficaram no shopping.
- E você acreditou? - Minha voz saiu tão fraca que tive receio se ela havia ouvido.
- Ela disse onde você estava, disse do Chay. - Rosnou. - Como ela saberia? - Dei deu um passo á frente e ela recuou.
- Lua eu não vejo a Valentina desde o Hospital! - Defendi-me. - Como você pôde acreditar nela?
- Eu acreditei pelo fato de você não ter dito té agora oque foi fazer no shopping. - Passou a mão pelos olhos em uma tentativa frustada de impedir as lágrimas. Eu não podia falar oque fui fazer no shopping agora, porque se não iria estragar meus planos, mas também não queria mentir. Eu até a entendia.
- Lua, eu te amo. - Ela riu fraco e dei dois passos á frente. - Tenta acreditar.
- Como? Me diz oque foi fazer lá! - As lágrimas ainda caíam insistentes e meus olhos provavelmente já estavam vermelhos por vê-la dessa forma.
- Amanhã é sexta, aniversário de namoro da Mel e do Chay. - Em partes, fomos também pra isso lá então, tecnicamente, não foi uma mentira. - Ele pediu para eu ir ajudá-lo a escolher um presente.
- E porque não me avisou antes? - Ela deixou os ombros caírem e passou a língua pelos lábios.
- Eu não podia. - Fechei os olhos por um tempo para ela não perceber que não era só por aquilo.
- Não Arthur, eu não consigo entender. - Ela respirou fundo e deu um passo pra trás. - Me deixa pensar.
- Porque? - Meus olhos surpreendentemente marejaram, mas eu não iria chorar! Não iria!
- Porque as vezes não é só isso.