Capítulo 15.
Pode até parecer que ele é cruel com as mulheres, mas ele particularmente não acha isso. Afinal ele sempre tratava todas as suas amantes assim e elas sempre voltavam. Mulher fácil só servia para isso mesmo, e fora que sempre o apunhalavam pelas costas, só queriam ganhar dinheiro à custa dele, uma vez uma fingiu uma gravidez para prendê-lo, mas ele foi mais esperto e descobriu a farsa através de um exame de DNA, quando a criança ainda estava na barriga da vadia. Desde esse dia sempre que acabava de transar com uma delas sempre olhava a camisinha, para garantir que não acontecesse novamente. Caminhou até a quadra onde estavam os amigos. Micael: E aí viados? – estalou os dedos e deu um pedala em Rodrigo. Rodrigo: E então Micael, como foi com a loira? – curioso. Micael: Comi muito fácil. – dando de ombros e Rodrigo gargalhou. – Viram a Sophia? Alexandre: Acaba de comer uma vagabunda e vem perguntar por ela. – ironizou e Micael o fuzilou com os olhos. – Nem me olha assim, por que sabe muito bem que eu não apoio. E só não falo pra ela por que eu sei que ela vai sofrer muito. Rodrigo: Larga de ser assim, Alexandre. – rolou os olhos. – Deixa o Micael aproveitar as coisas boas da vida. Mas falando na Sophia, ela não está com as meninas. Alexandre: O Ulisses disse que ela saiu com a mãe. Não sei para onde foi. Micael:Porra, a gente ainda nem se viu hoje. – disse irritado. – Ela podia ao menos avisar para onde iria. Os amigos negaram com a cabeça e deram de ombros.
Sophia estava no consultório ginecológico. Blanca: E então Vitoria? – perguntou enquanto a doutora fazia o toque em Sophia. – Está tudo bem com ela? Vitoria: Sim Blanca. Está tudo perfeito, sua filha continua virgem. – riu. – Pelo menos dá para sentir a barreira. – Sophia arregalou os olhos. Sophia: Mamãe... Você duvidava de mim? – com bico. Blanca: Claro que não meu amor. – gargalhando. – A doutora estava brincando com você. – acariciando os cabelos da filha que sorriu aliviada. – Eu confio muito na minha filhota.
Vitoria: Dulce pode vestir sua roupa. – tirando as luvas e as jogando no lixo. – Quando voltar vamos conversar um pouco. – piscou. Sophia assentiu e foi em direção ao trocador. Depois de cinco minutos volta. Sophia: Prontinho. – sentando ao lado da mãe. Vitória: Bem querida. – sorriu. – Sexo é um assunto muito comum na sua idade, eu imagino. A questão da prevenção é mais voltada para as mulheres, não que seja exclusivo nosso, mas nos temos mais responsabilidades. – riu se achando. Sophia sorriu. – A camisinha é o mais comum, tanto para prevenir doenças, quanto para prevenir gravidez, ela é 99,9 % segura. Já os anticoncepcionais não são infalíveis, eles ajudam muito, mas eles falham. Esses dois métodos de prevenção, são os mais recomendados para você, os outros são mais radicais. Você pode escolher se quiser usar os anticoncepcionais terá que respeitar a sua regra, ou então ela vai ficar toda desregulada. Sophia: O que acha mãe? – encarou a mãe meio indecisa, não curtia tomar remédios, muito menos injeções. Blanca: Tem que ver o que você acha melhor meu amor. – sorriu. – Eu acho que camisinha é muito mais fácil e eficaz, não tem porque usar anticoncepcional assim. Sophia: É você tem razão mãe. – sorriu. – Eu acho que vou confiar nas camisinhas. Vitoria: Caso a camisinha falhe, tem outro pequeno grande método que faz milagres, é a famosa pílula do dia seguinte, ela pode fazer efeito até vinte e quatro horas depois da relação. Depois disso... Só a sorte. – sorriu divertida. A doutora deu mais alguns conselhos para Sophia e logo deu por encerrada a consulta. Sophia foi com a mãe até sua casa, viu os irmãos, os empregados que tanto gostava, menos seu pai, Fernando vivia trabalhando e só estava em casa à noite. Por volta das seis horas da tarde resolveu voltar para o campus. Ao chegar foi em direção ao seu quarto, quando sentiu puxarem seu braço, levou um baita susto e depois viu que era Micael. Sophia: Caramba amor! – pôs a mão no peito. – Você quer me matar? – sorriu










