O clima no castelo não era um dos melhores, desde que as coisas desandaram entre a Alemanha e a França, a tensão era quase palpável. Os funcionários tentavam agir como nada tivesse acontecido, mas, se sua audição fosse muito boa, você conseguiria ouvir os cochichos dos mesmos ecoando da cozinha ou de algum corredor isolado. As especulações sobre o futuro dos países eram diversos: a aliança entre eles fora desfeita para sempre ou havia alguma chance de reconciliação? O príncipe alemão e a princesa francesa ainda iriam se casar? Uma nova guerra estaria próxima?
Alguns esperavam que fosse apenas um pequeno conflito de interesses que logo seria resolvido, já outros torciam pelo término da aliança de forma permanente. Aquele rompimento era sinal que talvez o sistema criado não fosse tão irreversível quanto parecia. Talvez no futuro as alianças pudessem ser desfeitas. Talvez, talvez, talvez. Eram tantos talvez, mas ninguém de fato possuía uma resposta. Talvez essa tenha sido a razão que causou uma ideia diplomática vinda do herdeiro alemão. Em uma tentativa de apaziguar a situação e mostrar que não estava irritado com os franceses, Hadrian decidiu organizar um banquete, afinal, quem é que poderia manter rancor quando comida estava envolvida, não é mesmo?
As despesas ficaram na conta da corte alemã e os funcionários trabalharam arduamente para garantir que o banquete de reconciliação fosse perfeito. Dezenas de pratos foram preparados, provados e descartados; tudo para garantir que apenas o melhor fosse servido durante a refeição. As melhores e mais finas bebidas foram escolhidas para a ocasião, garantindo que, se o clima péssimo continuasse, pelo menos os convidados poderiam se afogar em álcool.
John Van Der Woodsen sentiu-se intimidado pela ideia do alemão, pelo menos era esse o boato que era transmitido pelos corredores. Os monarcas dos países participantes da aliança confiavam no homem ideias diplomáticas para uma boa convivência em Hohenwerfen, a falta de popularidade do homem só aumentava essa preocupação do conselheiro.
Fora então que uma ideia clichê passou pela mente do homem. Todos os convidados deveriam vestir trajes das cores das bandeiras dos países em questão. Muito se fora comentado sobre o código de vestimenta imposto pelo americano, diziam que era clara a intenção de dividir os herdeiros em dois lados. Já que uma vez em que se trajava a cor de tal país o apoio ao mesmo era claro. Todos estavam “ilhados” em meio daquela situação.
Hohenwerfen era palco de um “naufrágio” político e a torcida agora era para que o peso da coroa não os “afogasse”.















