Férias, praia, ano novo, família e todo o pacote. Trouxe minha extensão eletrônica e perdi palavras e letras. Não é surpresa, e mesmo sabendo disso eu continuo aqui.
Não vou mentir, virada do ano agente fica pensando e pensando mesmo. Pensei nas coisas que fiz, que não fiz e que vou fazer, e sei que todo ano é a mesma coisa –em 2013 vou estar pensando nas coisas que não fiz de novo, por que não tem jeito, agente pensa muito e faz pouco.
Mas como já comentei, não vou mentir. Não quero soar como uma adolescente – que sou– ou uma camiseta da hot topic, mas eu ando batendo de frente com datas como o natal e a virada de ano.
Eu adoraria dizer que nunca quis tanto que as férias acabassem, mas todo janeiro é a mesma história. Chega uma hora que por mais que a idéia de voltar a acordar de madrugada pra sentar uniformizada em fileiras paralelas para assistir a horas de aulas me parece mais atraente que ser obrigada ao convívio familiar diário durante 24horas ao dia, sendo obrigada a realizar atividades que eu repugno e tendo que escutar chacotas e comentários sobre isso também, durante 24 horas diárias. Ser acordada aos gritos e ser chamada de preguiçosa horas a fio por simplesmente não gostar de areia e mar realmente me é mais assustador que a idéia de voltar as aulas.
As coisas estão voltando à rotina que eu tanto repugnava no fim do ano e que tanto sofri de saudades nas férias. Estou diferente, e por diferente me refiro à indiferente. A praticamente tudo, não tudo, pois isso é impossível e sequer vale à pena tentar. A coisa é que faz tempo que não estava assim, acho que dois anos já, mas dessa vez eu sei o que estou fazendo e por que. É como se de repente eu entendesse que estou me formando, e saísse por um tempo para trabalhar em mim mesmo enquanto a vida anda, e não me importar com esse andamento.