Eu deveria começar a escrever sobre meu problema com bebidas, já que foi bêbada que te conheci, eu e meus amigos estávamos mais altos que burj khalifa e falando nele, 828 metros em queda livre não seriam nada comparado a sensação de te ver pela primeira vez, mas eu estava anestesiada demais para sentir qualquer coisa e você não estava procurando ninguém, tua solidão plena me afasta como um aviso de somente pessoal autorizado e naquele momento eu não era ninguém. Eu li os termos da sua confusão interna e concordei em seguir, como se não me doesse lutar as tuas batalhas intimas como se fossem as minhas. A vodka acabou e esse deve ser o motivo principal de eu estar aqui, escrevendo como quem pede para ser lido, para ser sentido, como quem pede você aqui. Eu acho que era inevitável a paixão, não teria como mudar isso, Eu estou rindo, desesperadamente, como quem precisa sentir dor para ser feliz e você sempre vai ser a maior delas.
não me sinto mal por ter deixado de amar você tão rápido,
ou por continuar com você porque a forma como você me olhava era reconfortante.
tão pouco cê esperou para ter outro alguém
ou para dizer que ama outra pessoa quando você me jurava, a pés juntos que era comigo que você queria passar sua eternidade.
eu já não estou quebrada
e já não choro pelos cantos implorando por sua volta
estou feliz que isso tudo tenha acabado, que a gente não tenha voltado e que nosso suposto encontro naquela sexta feira nunca tenha podido ser realizado.
meu bem,
tu não era para mim e eu nunca fui, nem um pouco para você.
Jordana (Winter-Saturn) & Margot (entrelacoscaos) em compartilhando a essência.












