Zé da Véia me ganhou já no nome. Cheguei a Piaçabuçu (AL) por indicação do querido Celso Brandão, fotógrafo alagoano, que me disse ter se surpreendido com o trabalho do artesão. Seu Zé me contou que, pra sobreviver, já plantou arroz e fez pequenos barcos para navegarem o São Francisco. “Mas, como eu gosto de coisas difíceis, resolvi construir telhados e virei ‘mestre de obras’ sem nunca ter feito um na vida. ‘Mestre’ sempre ganha mais, né? Eu precisava. Um dia estava sentado em casa e resolvi fazer um barco pequeno e adivinha? Foi o barco mais feio que eu já vi na minha. Isso é tão verdade que dei para uma criança que passava pela rua e ela mal tinha coragem de levar embora”, me conta rindo. Insistiu e hoje, com 74 anos, já teve seu trabalho reconhecido inúmeras vezes. Em 2011, ganhou o título de ‘Artesão do ano de Alagoas’. Suas mãos fazem barcos em miniatura, caravelas, torres, pontes, igrejas, edifícios e outros exemplos de maquetaria, inspirados em coisas que já viu dentro ou fora da própria cabeça. No fim, após me contar sobre a trajetória de seu trabalho, conclui aliviado: “Quando você pensar em fazer alguma coisa, comece”. #novosparanos #zedaveia #artepopular #artepopularbrasileira #artebrasileira #maquetaria #escultura #artesanato #piacabucu #alagoas #brasil (em Piaçabuçu) https://www.instagram.com/p/CManow8H_LU/?igshid=ae2i3kxd00un







