Me afoguei em teu púbis Antes disso esperei os termômetros Dentro de suas coxas neblina Nos enfeitávamos no sol que partia-nos Eu gastei a tua língua A gastei pelo gosto Que fincasse no meu corpo E nunca fosse despedida Pisei na tua terra Me deixei ser visto por tuas lentes Me revesti em beijos solares de tuas telas Lhe guardei confissões com esmero Colei os olhos no teu véu Caído, ao lado do vestido Voltei a ti, como um desejo premeditado Fazendo-lhe da pele um espelho e um exemplo de beijos Trancei tuas pernas Entrelaçamos dedos e línguas Me encontrei jovem como teu amante Tardei e tão já fui amor O meu proveito é a fome de querer Que nunca cessei com ninguém A tua tentação é minha devoção A líbido um fantasma e uma alegoria concreta Eu dancei em teu corpo como o retorno As hélices do seu ventre Fizeram o moinho que construí Impávido e zeloso Eu entrei dentro da tua carne A chegada e a despedida, e suas repetições Ainda fincado, nunca findo E por fim, vimos a visita do êxtase, juntos...
Por Debaixo Da Carne Afrodite, Pierrot Ruivo













