yuna não tinha lá a melhor das réguas para medir quando a falta de respostas a mensagens passava de normal para preocupante, considerando que sua necessidade constante de atenção sempre a fazia dramatizar mais do que era o usual aquelas questões. mas, após o terceiro dia sem receber um sinal de vida de @zhcngkai, a choi decidiu que era uma boa hora para fazer uma visita ao amigo. o estúdio do zhang não ficava muito longe do próprio apartamento, de forma que lhe eram requeridos apenas alguns minutos de caminhada até estar tocando a campainha da casa do rapaz. tocou uma vez. duas vezes. três vezes... e nada. “kai! eu sei que você está aí dentro. eu ‘tô ouvindo o barulho da televisão!” decidiu gritar do lado de fora, achando que, com a identificação, seria mais fácil conseguir uma resposta. felizmente, a tática dera certo, pois não demorou muito mais para que pudesse ouvir os passos do lado de dentro chegando mais perto, até que a porta fosse aberta de uma vez. “finalmente! eu achei que você tinha morrido!” uma das mãos foi ao peito para dizer aquilo, para dar ainda mais peso às palavras, que por si só já eram exageradas. estreitando levemente o olhar, yuna fez uma checagem rápida de cima abaixo no outro, uma breve careta tomando a expressão. “não me leve a mal, bonitão, mas você ‘tá um caco...” resmungou, voltando a focar em seu rosto e cruzando os braços sobre o peito. “de qualquer forma, me convide para entrar. eu vim aqui procurar o seu celular pra você. quero dizer... você perdeu o celular, não é? é a única resposta aceitável para você não me dar atenção por três. dias.”










