daejvn:
o nam deixou escapar um quase teatral suspiro de alívio quando a mais baixa aparentou tê-lo já perdoado por suas infrações anteriores, agradecido por tê-la conquistado de maneira tão rápida, como não estava realmente com desculpas mais plausíveis sobre a sua ausência quanto ao seu encontro da semana anterior. e, embora reconhecesse que realmente não fora legal, daejung se via constantemente em um impasse de não saber como agir de maneira diferente; era intrínseco em sua personalidade nesse ponto. além do mais, a noção um pouco mais profunda sobre yuna e a quem mais ela costumava encontrar lhe era o suficiente para diminuir seu impasse interno. o pai de seu amigo era um fator que delimitava rapidamente uma relação com alguém, não é? era até absurdo, na verdade. “eu sei, eu sei. me desculpa, de verdade, tá bom? eu prometo que vou fazer tudo pra te compensar. o que você quiser, é só me falar.” prometeu, acariciando a mão alheia que cobria a sua própria com o polegar, enquanto mantinha seu olhar no rosto dela - uma bela visão, como sempre. nem o próprio daejung compreendia a dinâmica entre os dois, se fosse ser sincero, e às vezes ponderava até mesmo sobre como era melhor não pensar mais do que deveria no tópico em questão. “pode escolher o restaurante que você quiser, yuna. levo até um buquê de flores pra você, só não quero te ver com aquela carinha de novo.” disse, acompanhando o sorriso dela com um próprio. “se você quiser, depois que você se liberar aí, a gente pode até ir naquela loja que você tinha gostado semana passada.” sugeriu. “mas é uma linda carinha, não é?” ergueu uma sobrancelha, abrindo um sorrisinho convencido - era o clássico do nam, verdade fosse dita. “não vou te dizer exatamente, porque você tem que ver por conta…” murmurou, lembrando-se da bebida que lhe fora servida antes e aproveitando sua pausa dramática para tomar um gole da mesma. “não tem como se liberar daí só por, sabe… uns cinco minutos? posso te ajudar a colocar, mas não com o seu chefe vigiando. eu não quero te encrencar também, né.”
no fundo de seu consciente, yuna sabia que aquele só seria mais um episódio que contribuiria para perpetuar uma dinâmica que a fazia mal. afinal, não precisava pensar muito para concluir que daejung continuaria fazendo o que prometia não fazer mais, por saber que bastaria um conjunto de palavras bonitas para que ela o perdoasse. mas em sua defesa, nunca fora boa em livrar-se de vícios que a afetavam; muito pelo contrário, aliás. alimentava cada um deles da forma mais ávida que conseguia, apenas na expectativa das alegrias efêmeras que eles lhe traziam, e talvez, daejung fosse a personificação mais característica dos costumes pouco saudáveis que a choi gostava de manter. “sabe que me dar esse tipo de liberdade de escolha é perigoso.” sua voz agora já até portava um tom divertido, enquanto ela pregava-se na interação para silenciar qualquer parte racional de si que estava decepcionada por ela ter caído naquela. de novo. “acha que pode me comprar com flores, daejung?!” arqueou as sobrancelhas, para acrescentar logo em seguida: “é mais fácil com chocolate.” chegou a soltar uma risadinha baixa, negando com a cabeça para si mesma em seguida antes de atentar-se, finalmente, a caixinha de veludo que tinha em mãos. fora imediato os olhos se arregalaram assim que abriu o objeto, surpreendendo-se com a joia escondida ali dentro. paralisou por alguns segundos, piscando algumas vezes até conseguir voltar o olhar para ele, precisando de alguns momentos para compreender as palavras que acabaram de lhe serem ditas por estar desconcertada. assentiu, e bastou uma rápida olhada por cima do ombro para que o colega de turno que estava ali com ela no momento entendesse o pedido silencioso para cobri-la por alguns minutos. em seguida, foi com um aceno rápido que fez com o rosto que indicou para que o nam a seguisse, os passos sendo apressados ao levarem-na para fora do bar para que pudesse reagir de forma adequada. o fez assim que daejung também saiu pela porta, não deixando-o dar mais que dois passos para fora antes de jogar-se contra ele, abraçando-o pelo pescoço. “você é completamente maluco! eu não quero nem pensar quanto custou para não acabar chorando.” soltou outra risadinha. “obrigada, obrigada, obrigada! eu amei!” entoava, enquanto distribuía vários beijos estalados seguidos contra o rosto do mais velho. “eu até te daria um beijo de verdade agora... sabe, se você me beijasse.” arqueou as sobrancelhas novamente, enquanto se desvencilhava dele para voltar ao chão. aquela era apenas mais uma das coisas que não entendia sobre o nam, mas como todas as outras, yuna optava por ignorar para não embaralhar muito sua cabeça. “mas tudo bem, sei que está guardando isso para um momento especial.” acrescentou, ainda bem humorada enquanto apanhava o colar e suspirava ao sentir o peso das pedras na mão. “é tão lindo... me ajuda a colocar?” pediu, esticando a joia para ele e logo virando-se de costas para daejung, trazendo os cabelos para o lado para liberar a área para ele.












