STARTER CALL NO FESTIVAL !
001 com Teresa na barraca de comida SERAPHINA
002 com Teresa na barraca de jogos SAMUEL
003 com Teresa ajudando nas barracas NOAH
004 com Teresa ter se machucado sem querer
005 com Teresa ajudando seu muse com algo LOGAN
Xuebing Du
Claire Keane
Keni
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Kaledo Art

祝日 / Permanent Vacation

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d e v o n
trying on a metaphor

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Show & Tell

⁂
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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Love Begins

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@teresiinhadejesus
STARTER CALL NO FESTIVAL !
001 com Teresa na barraca de comida SERAPHINA
002 com Teresa na barraca de jogos SAMUEL
003 com Teresa ajudando nas barracas NOAH
004 com Teresa ter se machucado sem querer
005 com Teresa ajudando seu muse com algo LOGAN
MARIA TERESA VASCONCELLOS AT CHRISTMAS FESTIVAL
“ if they don’t stop hitting you up i’ll end up hitting them down. ”
Se comprometer com a religião nos dias de hoje era algo complicado. Parecia ter se tornado uma piada e não mais um modo de se comunicar com a fé. Desde que Maria Teresa passou a ter idade para frequentar uma escola a garota vinha sofrendo com isso. No início chegava a voltar para casa chorando porque o amiguinho havia lhe dito que Deus não existia. Também sofreu com as amigas da escola que criticavam sua roupa. ‘Não é da moda e é muito grande e cafona’, era o que elas diziam. A jovem cresceu sendo ridicularizada e era por isso que não se importava com os burburinhos que ouvia na faculdade. No entanto, não podia dizer o mesmo de Jesus e postava-se ao seu lado fingindo manter a calma mas a mão fechada em punho demonstrava o contrário. “Ei..” Chamou, pousando a mão direita no peito dele, buscando alguma forma de acalmá-lo. “Não vale a pena, acredite.” Murmurou baixo para que só o Guzman pudesse ouvir enquanto seus olhos iam do amigo até o grupinho que observavam os dois com um sorriso debochado no rosto.
( ✉ → sms ) even when i’m durnk ic ant sotp thinking about oyu
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: Imagino que fique pensando na melhor forma de me irritar kkk
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: Mas você está acompanhado?
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: Por favor, pegue um uber, nada de dirigir ou algo do tipo ou serei obrigada a brigar com você
#
what your muse’s name is in mine’s phone
Jesus Guzman
what your muse’s picture is in mine’s phone
what your muse’s ringtone is in mine’s phone
Ouvi Dizer - Melim
my muse’s last text to your muse
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: Olá..
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: A igreja irá fazer uma quermesse de natal para ajudar um orfanato.
[ 📲 mensagem para Jesus Guzman ]: Eu gostaria muito que você fosse... a presença de todos é essencial
evabosch:
Evelyn umedeceu os lábios tentando conter a raiva que se instava ainda mais no corpo pela pessoa estúpida que havia causado tudo aquilo. A tranquilidade de Teresa poderia ajudá-la momentaneamente, mas Bosch não conseguia deixar de pensar que alguém poderia ter feito aquilo de propósito, por saber que a deixaria à beira de um colapso. “Será? Sinceramente, nada mais me surpreende” soltou com um semblante impaciente, fechando uma das gavetas novamente. Confiança era algo que havia deixado grande parte dos integrantes da Arcanus, era óbvio e, ao contrário do que parte dos colegas, Eva não acreditava na tão famosa “magia do natal” para reaproxima-los. “O filho da… “ parou por um momento, apenas para puxar o ar profundamente em uma tentativa de retomar a postura firma. “A merda do celular tá na caixa postal, acho que esperar não é lá uma opção” completou erguendo o próprio celular por alguns segundos antes de guardá-lo em um dos bolso da calça novamente. A mão direta foi de encontro à testa da morena quando a brasileira sugeriu que buscassem o objeto no porão, mas Evelyn realmente não tinha uma ideia melhor no momento. “Não é possível… Ok, vamos dar uma olhada, então” apesar do tom irritado e impaciente, por realmente não acreditar que alguém seria burro a esse ponto, Bosch soltou um suspiro mais baixo, tentando relaxar minimamente os ombros enquanto direcionava os passos até o local indicado.
Bom, nisso Teresa não poderia concordar mais, afinal, aconteceu um roubo e assassinato envolvendo o nome da fraternidade; o sumisso do brasão não seria nada. Mesmo assim, ela gostava de manter a calma e tentar transparecer isso ao máximo para as pessoas ao seu redor. Uma careta foi feita ao ouvir que ela estava começando a xingar porém segurou, parecendo querer manter a calma. “Tudo bem. Enquanto a gente não consegue uma comunicação, vamos ver nossa segunda opção.” Afirmou enquanto passava a caminhar um pouco atrás de Evelyn, deixando-a que tomasse a liderença como era esperado de si porém sem deixar de se impor, afinal, era braço direito de Ben então aquilo também era parte de sua responsabilidade. Ao chegar no porão, acendeu a luz e observou o lugar que estava pelo visto com um prejeto de arrumação em andamento mas ainda não era cem por cento. “Então.. você lembra aonde fica os enfeites de natal?”
hxlyxjesus:
Se em algum momento Maria Teresa desejou com todas as suas forças deixar de ser alvo do interesse de Jesus, então mal ela sabia o quanto cada uma das suas mais simples ações apenas o instigavam mais e mais. Ele constantemente a irritava, criticava o seu modo fervorosamente religioso de pensar, provocava; e no primeiro momento que ela lhe causava um mísero acidente sem qualquer consequência preocupante, lá estava a jovem se desculpando repetidas vezes e esforçando-se para corrigir a situação. Talvez fosse toda aquela bondade mesmo que brilhava tanto os olhos de Jesus, que muito embora dono do nome tão puro tinha feito coisas que escureciam seu passado. Ela era a única pessoa que tinha conhecido em seus anos de vida, ele ousaria dizer, que parecia simplesmente boa. E arriscaria dizer, ainda, que diferente da maioria dos hipócritas da igreja, suas ações não eram doutrinadas apenas pelo medo da punição. Sinceramente, às vezes se questionava se ela não era apenas uma boa atriz. Encarando o rosto que finalmente parecia se dar conta das próprias ações, ele percebeu que se sim, ela merecia um Oscar. Ergueu-se junto dela, assentindo para as condições mencionadas de seu futuro braço reimplantado. “Bom saber. Se me derem um desconto, eu nem te processo. No fim, seria uma história interessante pra contar depois” Permitiu que ela continuasse o trabalho sem interferir, a fim de não atrapalhar mais a garota. Enquanto ela fazia o trabalho, encarou a própria roupa, sentindo os grãos de açúcar ainda pinicando sua pele. Sequer conseguiu prestar atenção no que ela dizia, a sensação irritante não ia embora mesmo depois de balançar bem o tecido. Por fim decidiu retirar a camiseta, seria mais fácil se luvrar dos resquícios do açúcar refinado daquela forma. Percebeu que ela procurava algo para substituir o açúcar, e ainda ali atrás do balcão resolveu sugerir. “Tem uma barra de chocolate aí que eu comprei esses dias, por que não derrete e coloca por cima? Considere um pedido de desculpa”
Nos pensamentos de Teresa os dois nem ao menos iriam continuar uma conversa. Para a garota ele ia apenas pedir licença e voltar para o que ele estivesse fazendo. No entanto, é claro que não seria tão simples assim e ao ouvi-lo comentar sobre a história do reimplante, passou a pensar se seu comentário não tinha sido assim tão ruim quanto imaginava. “Ah, seria... por conta da casa. Não é assim que se fala nos bares ao algo do tipo?” Perguntou, agradecendo estar de costa para deixar o sorriso transparecer em seus lábios a vontade. Maria Teresa percebeu que estando naquela posição era muito mais fácil de se manter um diálogo saudável com o Guzman, sem nenhum tipo de problema ou imprevisto e, se pudesse, manteria-se daquele jeito até o outro fosse embora. No entanto, Jesus acabou escolhendo aquele momento para ser gentil e ceder o chocolate que ela já tinha visto no armário porém não tinha mexido por não ser seu. Com um suspiro, a brasileira pegou a barra e fechou o armário, virando-se para agradecer. “Obrig-” A palavra parou na garganta de Teresa fazendo-a engasgar e tossir algumas vezes, precisando bater no próprio peito para melhorar. Ele estava quieto demais eu tinha que suspeitar, foi o pensou antes de fechar os olhos para conseguir concentrar e formar uma frase inteira. “Por tudo que é mais sagrado, por que você está sem camisa?” Perguntou ao que ajeitava o rosto na altura que julgava necessária para quando abrisse os olhos, seu foco fosse no rosto de Jesus e nada mais.
kaisereli:
“Leite quente?” Eli semicerrou os olhos por um momento e apenas soltou uma risada “Tess, você… Sei lá cara, acho que não tenho capacidade de entender uma pessoa como você” Disse ele por fim, com uma das mãos no queixo, olhando para cima, com a finalidade de ver se mais alguém desceria. “Você é boa demais para mim garota, passa esse copo para cá. Na real, fica com o copo e eu fico com a jarra” Disse se apossando da garrafa, depositando de maneira pouco coordenada um pouco de água no copo da garota antes de derramar o líquido fresco em sua garganta. “Hoje fui no WS” Respondeu se referindo ao clube noturno da cidade. “Impressionante como nada muda lá. Mesmas pessoas, mesmo processo a noite toda. Felizmente não tive que carregar ninguém para casa, nem saí com um roxo no olho dessa vez.” Disse, apoiando a cabeça no sofá, bebendo mais da jarra “Você já foi lá? Sabe, alguma vez na sua vida.”
“O que tem? Eu tinha o costume de tomar leite quente quando pequena e agora me ajuda a acalmar. É gostoso, sério.” Comentou enquanto voltava, não podendo deixar de dar uma risada baixa ao vê-lo pegar a jarra de sua mão e encher o copo. Realmente planejava tomar apenas uma dose e vê-lo com a iniciativa de tomar a jarra toda era um bom sinal. Segurando o copo com as duas mãos, Teresa ouvia com toda atenção do mundo o que Eliott dizia sobre a tal WS. Não entendia nada sobre o processo e a rotina mas era uma maneira de mantê-lo entretido enquanto melhorava da bebedeira. “Ahn... Não.” Confessou com uma risada, dando um gole em sua bebida em seguida. “Eu nem sei o que significa WS. Mas do jeito que você está dizendo não parece ser um lugar que eu queira muito visitar.”
hxlyxjesus:
Ah, ele podia praticamente ouvir a voz de abuela. oras, como podiam pedir a ele que não fizesse aquele tipo de brincadeira quando seu nome abria precedentes demais para tal? Não era como se o venezuelano não acreditasse no que era doutrinado na igreja que frequentara a vida toda; a contragosto dos Bergström. Ele ia mesmo todos os domingos à missa, tinha fé nas figuras Santas, e ao contrário do que poderiam pensar, a corrente no pescoço não era apenas por questões de estilo. Mesmo assim, Jesus não entendia tamanha necessidade de colocar a religião como limitador para noventa por cento das coisas da vida. Não parecia lhe fazer sentido que Deus criasse as coisas para que não se tirasse proveito de nada delas! Mas, bom, no fim, ele sabia muito bem que não estava nos melhores termos com o cara lá de cima. Antes que se afundasse naqueles pensamentos como tanto fazia nos últimos tempos, sentiu vários pequenos grãos voando em sua direção, invadindo sua camisa e pinicando as partes expostas de sua pele. Antes de sequer questionar se aquilo havia sido proposital, como um castigo pelas brincadeiras que fazia, sentiu o cabo de vassoura batendo em sua cabeça. A mão que antes segurava a pá agora ia até os cachos, no local dolorido, enquanto ele ria, o cenho franzido em resposta à dor. “Eu sei que eu tava te irritando, mas precisava de tudo isso?” Disse, embora duvidasse que Maria Teresa tivesse em si o suficiente para machucar mesmo a pior das pessoas deliberadamente. E provando seus pensamentos, a jovem logo se agachou na mesma altura que ele, encostando em sua testa na tentativa de encontrar o lugar ferido, com um cuidado adorável em seu toque. Jesus ergueu o olhar na direção dos olhos apologéticos e preocupados, observando quieto enquanto a enfermeira se certificava de que estava tudo bem - não que ele temesse de fato qualquer consequência séria. E os olhos escuros apenas desviaram dos da outra quando sentiu as mãos descerem de seu rosto até os braços e peitoral, percebendo que ela tentava limpar a própria bagunça. Ele não quis dizer que ao invés de melhorar, Teresa estava fazendo com que o açúcar caísse ainda mais na parte interna do tecido, simplesmente porque gostou da proximidade. Era mesmo o mais próximo que chegara dela sem escutar o quão indecente era que estivessem a menos de meio metro de distância. “Não sei, acho que prefiro correr o risco.” Semicerrou os olhos sem nem mesmo perceber, voltando a encarar seu rosto.
“Mas eu terei muito mais cuidado se vir você com uma faca, porque eu também não to muito a fim de perder uma mão.”
O ar da atmosfera entre ambos havia mudado drasticamente e Teresa agradecia por isso. Por mais que não conseguisse ficar exatamente com raiva do rapaz apesar de toda a implicância e insistência de querer mudar seu estilo de vida, ela preferia mil vezes quando o clima estava leve e até mesmo divertido. Era o que estava acostumada e sabia lidar muito bem e não ficava desconcertada e sem reação quando normalmente acontecia após a implicância alheia. “Me desculpa, de novo. Quando eu fico nervosa as coisas vão acontecendo e só saem do controle.” Uma risada nervosa escapou de seus lábios enquanto os digítos trabalhavam automaticamente em limpá-lo. Teresa nem percebia o que estava fazendo, muito menos na posição que se encontrava até a voz alheia ecoar tão perto de si. As palavras fizeram uma sensação estranha percorrer seu corpo e seus olhos capturaram os de Jesus lhe observando. Por breves segundos a brasileira sentiu como se estivesse dentro de uma das novelas que sua mãe gostava de assistir, aonde o casal tinha um momento de conexão depois de resolver - ou pelo menos tentar - um problema. O sorriso amoroso escapou de seus lábios antes de voltar a realidade com a brincadeira feita pelo venezuelano que arranco uma risada baixa e um leve empurrar nos ombros.
“Se eu posso te consolar de alguma forma, você não exatamente perderia. Minha família é dona do hospital da cidade e eu tenho habilidades o suficiente para manter sua mão e braço em perfeito estado para o reimplante.” Afinal, estava estudando para isso. Mesmo assim, não era algo que se diria para alguém depois uma brincadeira e com o rosto corado Teresa levantou, levando a vassoura e a pá consigo. “Deixa eu fazer sozinha que não dá problema.” Murmurou de costas para que ele não pudesse lhe observar até finalizar o trabalho, jogando tanto o pote quanto o açúcar desperdiçado no lixo e guardando os utensílios atrás da porta. “Ótimo. Agora com o que eu vou comer o morango?” Disse a si mesma, voltando a procurar alguma coisa nos armários enquanto tentava ignorar a presença alheia, mesmo sendo bastante difícil visto que ele permanecia ali parado como se a observasse.
vxtiello:
Teresa tinha bem mais curvas que Seraphina, a suíça não podia negar aquilo. Ainda que tivesse pegado os seios fartos da mãe italiana, os quadris eram retos e sem qualquer destaque. Não que ela tivesse problemas com isso, nunca teve problemas com seu corpo e, mundialmente, ele era perfeito e padrão. Bem, não se sentia incomodada com isso. Mas o fato da mulher a sua frente ter bem mais curvas que ela fez com que Phys demorasse mais tempo do que o normal para achar um vestido lindo seu que fosse servir e delinear o corpo da brasileira. Ao ouvir a resposta, a loira bufou e rolou na cama até sentar-se na borda. “Por favor, Teresa. Pessoas morreriam para poder ter esse quadril! Só uma noite, esse vestido vai te deixar linda, vai se sentir… a mulher mais linda do lugar. Linda e gostosa.” Pontuou, ainda que depois percebesse que esses dizeres não seriam os que convenceria. “São roupas… legais, mas acho que podemos ser barradas na entrada por acharem que estamos confundido o bar com uma igreja… nada contra a igreja mas podemos deixa-la para o domingo.”
As palavras da loira não eram bem o que Maria Teresa desejava ouvir; o modo como objetivava seu corpo deixava a brasileira com ainda mais certeza de que não queria usar a peça de roupa. Ela não precisava de uma peça de roupa decotada ou justa para se sentir a mulher mais linda do mundo... precisava? Virando mais uma vez para o espelho, Teresa olhou a calça jeans que usava, a bota até o joelho e blusa de manga e gola longa. Estava simples, disso tinha certeza, mas não estava bonita? Precisava mesmo daquela mudança para ir a um lugar que nem ao menos tinha vontade de ir? Apenas para se sentir incluída de algo? Eram muito perguntas que deixavam Maria Teresa insegura e com dúvidas de si mesma. “Eu... eu não sei, Seraphina. Eu não me sinto confortável. Além de achar que estou traindo a igreja e a minha família de alguma forma.. A roupa que estou vestindo é realmente tão ruim assim?”
@teresiinhadejesus
hxlyxjesus:
Ele quis rir — não, gargalhar; mas a cena era simplesmente tão engraçada que nem reagir devidamente ele conseguiu. Viu os fios lisos movimentando-se exageradamente bem como os grãos refinados do açúcar voarem, tudo quase que em câmera lenta, e a cena ficou ainda melhor com a exclamação. “Por favor, não é para tanto. Eu sou só um cara legal” Fez-se de desentendido, e aquela talvez fosse a melhor parte do seu nome pouco usual. Claro, a mãe e a avó odiavam qualquer piada do tipo. ‘Um completo desrespeito!’ Diriam, mas ele não partilhava da mesma opinião. Ela ainda acrescentou algo que ele não pôde compreender — claro, o português e o espanhol partilhavam muitas similaridades, mas a brasileira quando falava rápido demais era simplesmente impossível decifrar. Ele tinha um sorriso divertido (e qualquer pessoa que não estivesse com raiva como Maria Teresa poderia dizer igualmente charmoso) quando a mais baixa virou em sua direção, um dos braços apoiados no balcão com uma postura tranquila, como se a jovem não gritasse com ele naquele momento. “Não é verdade. Eu não sei só isso; acontece que esse é mesmo um dos meus grandes talentos” Deu de ombros, o sorrisinho besta ainda estampado, e ficava particularmente difícil retirá-lo dali enquanto Teresa fazia aquela expressão que mais se assemelhava a um filhotinho de leão tentando seu primeiro rugido. “Sim senhora” Respondeu, buscando pela vassoura estrategicamente posicionada atrás da porta, bem como a pá, entregando o primeiro item a ela e agachando para segurar o instrumento de cor chamativa para auxilia-la. “É uma pena que eu não faça milagres como cara lá de cima, seria bem mais fácil limpar tudo isso. Mas eu também tenho meus truques” E piscou um dos olhos em sua direção, encarando-a dali de baixo. “Posso te mostrar se quiser”
O que mais irritava nisso tudo era o fato de Jesus estar realmente se divertindo. Enquanto Maria Teresa estava visivelmente irritada pela bagunça ocasionada e o susto levado, o rapaz mantinha o sorriso irritantemente charmoso nos lábios, além de zombar com a mais nova. "Caras legais não costumam me assustar." Soltou baixo enquanto o observava caminhar até a porta para pegar a vassoura e a pá. E, mesmo sem que ela pedisse, ele se agachou para lhe ajudar os graus finos de açúcar no chão, o que a fez abaixar a guarda em relação ao venezuelano por alguns segundos. Tempo o suficiente para ele fazer mais uma gracinha e tudo se esvair; Teresa negando com a cabeça para afastar os pensamentos que teimavam em invadir. "Não brinque com as coisas da igreja desse jeito, é quase heresia." Pediu, sabendo que ele não acataria. E aquela era a diferença entre os dois. Por mais que a brasileira visse Jesus todo domingo na igreja com a mãe e a avó, ele não parecia realmente levar a sério, lidando como se fosse um exercício diário comum. Sua atenção enquanto varria foi quebrada ao ouvi-lo comentar sobre truques, o que resultou em uma Maria Teresa varrendo mais forte do que o necessário e fazendo voar açúcar não só para a pá que ele segurava mas por todo o rapaz. "Oh socorro, me perdoa!" Na mesma hora ela largou a vassoura, o que não foi uma boa ideia visto que acabou não apoiando o objeto muito bem, que acabou escorregando e batendo na cabeça alheia antes de ir ao chão. Uma exclamação de susto foi solta pela garota que se agachou na mesma hora, ficando na mesma altura que ele. "Oh meu São Judas Tadeu, você está legal?" Perguntou enquanto passava a mão na testa dele, procurando por alguma concussão que no fundo sabia que não iria existir, afinal a batida não foi tão forte. Então suas mãos desceram pelos ombros e peito, tentando limpar o que havia feito antes com o açúcar. "Eu sou a pessoa mais desastrada do mundo, é sério. Você precisa se afastar de mim antes que eu cause algo sério em você." Murmurou, deixando sua guarda abaixar mais uma vez e sorrir de canto pra ele.
hxlyxjesus:
Não era a primeira, e certamente não seria a última vez que a jovem reclamava do uso daquele apelido. Era azar dela, de fato, que a mãe e a avó (e consequentemente o próprio Guzman) frequentassem a mesma igreja que a família dela, pois assim pudera escutar a forma carinhosa pela qual seus familiares a tratavam e roubá-la para si como quem se apossava de uma piada interna que originalmente não o incluía. Era de muita satisfação também que o fonema brasileiro fosse tão próximo do ‘ñ’ que ele já estava acostumado na língua espanhola, pois podia pronunciá-lo corretamente, ao contrário dos europeus se tentassem. Havia alguma coisa divertida demais em ser o único capaz de observar a faceta tão diferente da garota que normalmente distribuia sorrisos e gentilezas por aí, e se qualquer um poderia se incomodar com grosserias – não que qualquer coisa que saísse dos lábios bonitos pudesse efetivamente ser considerada uma em termos normais –, para Jesus toda a tentativa da brasileira de repelí-lo conseguia apenas o efeito oposto. “Ah, assim você me machuca, bebé.” Levou a mão ao peito em uma cena teatral que combinava muito bem com a expressão falsa em seu rosto, mas não manteve a pose por muito tempo já que logo estava rindo enquanto a observava tentar se recompor. Poderiam culpá-lo por irritar a pobre garota, quando ela ficava tão bonitinha assim perdida nas próprias palavras? Não disse nada enquanto ela se retirava, apenas a seguiu com o olhar, esperando poucos segundos perfeitamente calculados para que ela tivesse a pequena esperança de ter a paz de volta. Mas a paz não era opção quando Jesus estava por perto. Ergueu-se do sofá então, despretensiosamente, piscando para uma das colegas na sala de estar como que se despedindo e então caminhou até onde a latina se encontrava. Já na cozinha, e a passos lentos e silenciosos, ele parou repentinamente atrás dela, precisando inclinar um pouco para diminuir a diferença nas alturas. “O que vai fazer?” Sussurrou, propositalmente esperando assustá-la — ou desconsertá-la, ou ambos.
Seu corpo demorou mais alguns segundos para processar a informação de que estava realmente saindo do salão comunal e os olhos de Teresa aproveitaram desse momento para capturar a feição do rapaz que lhe irritava porque ele era um sorriso zombeteiro, que indicava que ele estava se divertindo as custas dela. Bufando baixo, a brasileira bateu os pés em direção a cozinha, aonde apoiou as mãos na bancada e soltou um suspiro; os olhos fechados e a cabeça levemente jogada para trás. Ele faz essas coisas de propósito, Tete, pensou enquanto normalizava sua respiração, voltando ao normal em poucos segundos e então encarou o nada com um sorriso confiante nos lábios, sentindo que como a si mesma novamente. Ousando até cantarolar baixinho, Maria Teresa abriu a geladeira procurando por algo que lhe agradasse até por os olhos na bandeja de morango que tinha esquecido que havia comprado. Na mesma hora pegou as frutas e colocou em cima da bancada, virando então para o armário aonde ficava o açúcar. A garota estava com o pote em mãos quando ouviu a voz conhecida próxima de si; próxima até demais. “Jesus misericordioso!” Exclamou com o susto, largando o pote e vendo-o espatifar no chão, espalhando açúcar para todos os lados. Seu corpo reagiu arrepiando-se por completo por conta do susto que levou. Ou pelo menos era por isso que acreditava. “Perdoe senhor por falar o nome de seu filho em vão.” Pediu em sua língua materna, mas sem saber exatamente sobre qual dos dois ela havia exclado e então finalmente virou-se, encarando as íris escuras que pareciam se divertir. “Qual é o seu problema!? Viu o que me fez fazer? Ugh, agora vou ter que limpar tudo isso só porque você só sabe me importunar.” Reclamou, apontando o dedo na direção dele. Por mais que quisesse gritar e demonstrar raiva, tudo o que conseguia era franzir o nariz em uma feição que sua família inteira julga como fofa desde criança. “Você pode me ajudar pegando a vassoura ou só vai ficar me olhando enquanto faço todo o trabalho?”
evabosch:
Ser responsável pela fraternidade havia se mostrado mais complicado do que Evelyn gostaria de admitir, sobretudo quando todos pareciam determinados a fazê-la fracassar. Naquela manhã, quando passava pelo corredor, a holandesa se deu conta de que o brasão da fraternidade havia sido retirado da cristaleira do corredor principal, provavelmente por alguns dos alunos que substituíram parte dos troféus e certificados pelas decorações natalinas. Eva já havia procurado em todas as outras prateleiras e gavetas do lugar e a paciência estava prestes a se esgotar quando ouviu a Teresa. Bufou um suspiro profundo xingando-se mentalmente por tudo o que poderia ter feito para merecer algo como aquilo. Virou-se para a brasileira tentando manter um semblante sério, ainda que as sobrancelhas franzidas e a respiração acelerada deixasse clara a preocupação. “Claro que aconteceu, ninguém consegue ter um dia de paz nesse lugar” desabafou raivosa, olhando para os alunos que passavam. “Alguém teve a brilhante ideia de substituiu o brasão por essa árvore idiota e adivinha?! Ninguém sabe onde ele está” um riso nervoso escapou pelos lábios, enrijecia o maxilar.
O estresse de Evelyn era evidente, principalmente com a resposta entrecortada que recebeu da mesma. No entanto, Maria Teresa foi banhada com a paciência e compreensão, o que a fez continuar apenas com um sorriso fraco nos lábios e assentir com a cabeça ao entender o que estava acontecendo. “Certo... ele com certeza está pela casa, eles não levariam para lugar nenhum algo que nos traz tanto orgulho.” Tentou apaziguar a situação com uma fala suave ao que se aproximava. “Você conseguiu falar com quem ficou responsável por aquela parte da decoração? Talvez ele ou ela lembre aonde tenha deixado.” Comentou, em seguida lembrando de algo. “Ah, e o porão, você já viu? Eles podem ter guardado com as decorações que sobraram.”
hxlyxjesus:
Se seu pai soubesse o curso que de fato fazia, imaginaria que o filho gastava seus dias em uma rotina vazia e com inúmeros horários livres e mau aproveitados já que, claro, ‘arte não requeria nenhum esforço, e era uma perda de tempo’. Tudo bem, ele admitiria que talvez não se fizesse necessário exatamente o mesmo esforço que os colegas cursando direito ou mesmo medicina aplicavam, mas seus dias eram devidamente repletos de tarefas e esforços para os quais se dedicava com tanto afinco quanto qualquer outro estudante ali. Bom, pelo menos assim o fazia antes de todos problemas recentemente adquiridos, acarretados principalmente depois do primeiro sumiço da ex namorada. Verdade fosse dita, coisas demais haviam mudado em sua vida após o caso. Talvez por aquele motivo havia perdido toda a capacidade de se concentrar em algo por muito tempo antes de pensamentos e lembranças poluírem sua mente e o prenderem a momentos dos quais ele tanto desejava fugir. Só restava-lhe uma saída para sua situação: a busca por constante distração. Desde festas até coisas tão simples quanto aproveitar de sua tarde no espaço comum da fraternidade assistindo um péssimo filme. Dedicava a atenção à obra que prendia o foco de alguns residentes, até que sem perceber a mente passou a divagar por caminhos indesejados, e assim teria seguido se não fosse pela inesperada presença de Teresa em seu colo. A expressão foi instintivamente contorcida em surpresa, mas não tardou a se transformar em uma visível diversão enquanto o rosto da jovem se tornava o foco de seus olhos escuros. “Ay, boa tarde para você também, Teresinha” E com um sorriso divertido observou conforme ela escapava, sentando-se a seu lado, claramente envergonhada. “Não sabia que queria tanto ficar perto de mim. Isso tudo é saudade?” Provocou; havia alguns bons dias desde que não esbarrava por aí com a mais jovem e podia até dizer sentir falta da diversão que era irritá-la. “Porque sabe, se me dissesse antes eu poderia ter resolvido essa questão” Jesus nem sempre agia daquele modo, até porque era muito mais fácil do que ele gostaria de deixar transparecer que outras pessoas o deixassem sem jeito - Veronika saberia bem -, mas com Teresa era ele quem se divertia. Afinal, o jeito certinho já era bem conhecido por ele, tal qual as possíveis maneiras de deixá-la irritada.
O tempo em que Teresa ficou paralisada observando as feições de Jesus foi quebrado e exato momento que seu apelido foi proferido. “Não me chame assim.” Pediu. As palavras saíram rápidas demais, não sendo do agrado da garota porém foram necessárias. Apenas sua família lhe chamava de Teresinha e ouvir saindo dos lábios dele.... parecia errado demais. Ainda mais quando seu interior parecia ter gostado. É claro que o mínimo encanto foi quebrado quando o rapaz continuou a falar, fazendo com que a brasileira lembrasse porque tolerava a presença alheia. “Eu não tenho saudade de você. Aliás, minha semana estava ótima até o presente momento.” Deu um sorriso de canto para ele nem um pouco amigável. Estar próximo de Jesus - por mais irônico que essa sentença fosse - só trazia o pior de si pois Teresa sabia ser paciente, gentil e carinhosa com grande parte de seus colegas de fraternidade mas algo a fazia mudar quase que por completo somente de ficar próximo do venezuelano. “Que? Não. Você não pode resolver nada, eu não quero ficar perto de você.” Os braços agora cruzavam abaixo do peito e seu corpo sentado o mais longe possível dele. Por um momento havia esquecido do porque tudo aquilo havia acontecido mas seu estômago reclamou, fazendo-a levantar. “Se me dê licença, eu vou sair. Que era o que eu ia fazer antes, sabe? Antes disso..” Balançou as mãos no ar em círculos como se indicasse a bagunça ali feita. “Você sabe. Enfim...”
kaisereli:
Eliott se atrapalhou com as chaves na sua mão, deixando-as cair pela trigésima vez antes de, finalmente, conseguir encaixá-las na fechadura. Olhou em volta, a tontura já tomando conta de sua mente, sabia que estava muito mais devagar que o normal, não precisava acordar ninguém para que jogassem o fato na sua cara outra vez. Deu um pequeno pulo quando escutou a voz feminina no salão principal “Ah, Tess, é você.” Eliott suspirou e andou da melhor forma que pôde, mas seus passos eram incertos e acabou por tropeçar no próprio piso, caindo no chão. Sentiu o baque e deu uma risada baixa. “Acho que me excedi um pouco dessa vez.” Admitiu, sentando mais confortavelmente no piso. “Quer saber? Talvez seja melhor eu ficar aqui pela sala mesmo hoje. Você devia subir e dormir também, a menos que queira me fazer companhia.”
Teresa chegou a esticar o braço e dar um passo para frente, como se fosse conseguir segurar o garoto para que não caísse, porém estava longe demais e tudo o que pode fazer foi vê-lo cair no chão, soltando um suspiro em seguida. “Um pouco, hm?” Ergueu uma sobrancelha enquanto caminhava para mais perto dele que agora encontrava-se sentado no chão e tendo a louca ideia de ficar por ali. “Eu ia fazer um lente quente pra mim mas quer saber?” Falou, apontando pra ele brevemente. “Eu vou te acompanhar, só um minuto.” Então Teresa apressou-se em ir até a cozinha, pegando dois copos e uma jarra com água e voltando para onde Eliott se encontrava, sentando no chão na frente. “Um pra você e um pra mim. O combinado é beber a jarra toda ou então será uma ducha fria, ok?” Assentiu com um sorriso, entregando o copo para ele e não demorando a encher. “Me conte, aonde foi hoje?”
@vxtiello GRITOU “ESQUADRÃO DA MODA”
Já tinha alguns minutos que Teresa estava parada em frente ao espelho, segurando a peça em cima de sua roupa, tentando se imaginar vestida nele. A brasileira não podia negar que a peça era linda, mas não. Não era algo que normalmente podia ser visto em seu guarda roupa e se passesse a existir, aí mesmo que seus pais teriam motivos para reclamar em seu ouvido. “É lindo, porém não.” Finalmente virou para Seraphina que estava sentada na cama, claramente esperando por uma resposta. “Eu estou bem com as minhas roupas e acho que prefiro ficar assim.” Deu a loira um sorriso pequeno porém simpático ao que devolvia a peça.