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“Olho o céu com paciência. O azul não me cansa. Uma ave voando não significa que está partindo. Uma ave voando pode estar regressando.”
— Fabricio Carpinejar.
Mas Jesus disse-lhe: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus
Lc 9, 62
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram.
Mt 7, 13
Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.
Jo 14, 23
"Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam." Mt 11, 12
São Ranieri de Pisa
Das festas e boemias lembro bem, era da lira e do canto que mais me comprazia o gosto. Mas lembro também daquele pobre e miserável homem que encontrei. Saia de uma das festas e Bonanzas da madrugada, embriagado e cambaleante. Quando aquelas mãos, aquelas pobre mãos sujas, comiam migalhas espalhadas pelo chão próximo ao córrego. E eu, o que fazia com minha juventude e com meu dinheiro? Senti asco de mim, sendo de uma família de mercadores de grã fortuna. Vaguei com meus dezenove anos aquela noite, andando pela cidade, sentindo-me fútil e esquecido por Deus (quem dera soubesse na época que Deus nunca esquece de nós). A lua parecia iluminar aspectos da minha alma antes negligenciados, sentia um vazio maior do que poderia, um vazio de existência e conformidade. Sabendo de um eremita que morava por perto de Pisa, de nome Alberto da Córsega, fui ao encontro do mesmo para que a vias de fato, fosse iluminado na minha mente o motivo da minha existência. Nosso encontro, como todo encontro com um eremita, foi de verdadeira lampada para os meus pés e luz para meu caminho. Dizia o homem santo: “Aconselho-te a voltar ao berço cristão, ao qual aprenderá com o bispo que lhe educou, seu vazio é um chamado de Deus, para ser preenchido por completo pelo amor Dele. O sentido da vida é o amor, nunca esqueças disso!” - pegou um papel e lá escreveu um nome -”siga para esse mosteiro, lá seras mais bem instruído na arte do amor”. Ingressei enfim no Mosteiro de São Vito, como irmão leigo e lá passei até os vinte e três anos em reclusa solidão. Ouvia atentamente a voz de Deus que falava dentro de mim, intima, da alma ao espirito. E foi ouvindo essa voz que vendi tudo que possuía, os bens e a fortuna, e resolvi tornar-me um peregrino. O destino? A Terra Santa. Passei quatorze anos explorando cada canto, cada esquina, cada rua, cada deserto. De Jerusalém a Palestina, buscando sempre ouvir a sua Voz, meu Senhor, Meu Deus! Como Maria fez um dia, visitando os lugares de tua paixão, também a mim, esmolando e usando trapos, foi dado esse tesouro. E Deus deu-me a graça, e pude curar enfermos e converter os inconvertíveis, lendo o segredo guardada em seus corações. Voltei ao mosteiro, apos quatorze anos. Estou aqui novamente, quando Deus disse a mim que poderia repousar, pois estava destinado a outra missão. E que missão maior era essa que ser um apostolo e por ai, bem-dizer teu nome? Tornei-me diretor espiritual do mosteiro de São Vito. Essa era minha nova missão. Eis que me chamam hoje de “Ranieri d’água”, pois dizem o povo que meu pão e minha água benzida faz prodígios e milagres, mas devo tudo isso a ti, Senhor, pois sou mero espelho e servo da tua presença. Depois de sete anos do seu regresso da longa peregrinação, Ranieri morreu no dia 17 de junho de 1161. E desde então os milagres continuaram a ocorrer por sua intercessão, por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.Canonizado pelo papa Alexandre III, são Ranieri de Pisa foi proclamado padroeiro dos viajantes e da cidade de Pisa - F. N. Honorato “São Ranieri de Pisa, vós que durante toda a vida realizastes curas e conversões e que ainda hoje atende às preces dos que vos procuram, peço vossa intercessão por todos aqueles a quem amamos, para que encontrem o caminho da cura, da conversão, da libertação. Assim seja. Amém! “
Santos Julita e Ciro
O menino permanecia em lagrimas. Os olhos inchados, a bochecha rosada de cólera. O pequeno Ciro, estava vendo a sua frente o açoite da propria mãe, Julita. As chicotadas soavam surdas no ouvido de Ciro, que sentia o bafo da gargalhada sádica de Alexandre, o governador romano da região. “renuncie sua fé, Julita, será mais fácil. És da aristocracia, tem muito a dar de exemplo” - Dizia Alexandre, com sua voz grave e rouca, sentado num trono no alto de uma escadaria. Julita, com as costas em carne viva, mantinha a chama viva do amor presa aos olhos e respondeu com um grito “Jamais renunciarei!” Alexandre, rangendo os dentes ordenou: “Então que aumentem a força do açoite!” O menino, que se criará na fé, tendo pouco mais de cinco anos, olhava a dor da própria mãe e com o pouco de discernimento que tinha, lembrava de Jesus e entendia, no fundo do peito, naquela dor murmurante, que aquilo que a mãe se negava a renunciar era o bem mais precioso da vida. Obrigado a sentar no colo daquele que mandava açoitar a mãe, ele sentiu um chamado a testemunhar. Se debatendo no colo de Alexandre, que as apalpadelas não conseguiu segurar o menino, jogou o no chão, quando assim, ele proferiu a verdade: “Eu também sou um cristão” e a coragem do menino de cinco anos, fez a raiva de Alexandre aumentar ao nível febril. Num ataque de selvageria, chutou-lhe o corpinho que caiu escada a baixo. O cabelo loiro cacheado de anjo, a pele lisa de porcelana, se quebrou no fim da escadaria. Ciro havia sido martirizado Julita, ao ver o corpinho do filho tão perto de si, desejou-lhe tomar o corpo, descansar em seu seio. Sentia orgulho mais do que tristeza. Desejou a morte também, pois sabia que assim encontraria seu filho novamente. Julita morreu depois de diversas torturas. Foi decapitada em 304 D.C. - F. N. Honorato “Ó Deus, que destes a Santa Julita e a São Ciro a graça de tão grande perseverança na fé, a ponto de entregarem suas vidas por amor a Jesus, dai também a nós a graça de perseverarmos na fé, para que o mundo veja que pertencemos a vós. Por Cristo, nosso Senhor, amém. Santa Julita e São Ciro, rogai por nós.”
Madonna del Magnificat (detail) 1481. Sandro Botticelli,
"O Senhor não cansa de nos perdoar, nós é que cansamos de pedir perdão!" Papa Francisco
Interroga a beleza da terra,
interroga a beleza do mar,
interroga a beleza do ar difundida e diluída.
Interroga a beleza do céu,
interroga a ordem das estrelas,
interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia;
interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite.
Interroga os animais que se movem na água,
que caminham na terra,
que voam pelos ares:
almas que se escondem, corpos que se mostram;
visível que se faz guiar, invisível que guia.
Interroga-os!
Todos te responderão:
“Olha-nos, somos belos!”
A sua beleza fá-los conhecer.
Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?
(Santo Agostinho, Sermão CCXLI, 2: pl 38, 1134)
Exala de uma alma onde reside o Espírito Santo um perfume tão delicado quanto o de uma videira de flores.
São João Maria Vianney (via minionscatolicos)
Fazei tudo com amor.
1 Coríntios 16:14. (via romanteios)
Contempla o Senhor por trás de cada acontecimento, de cada circunstância, e assim saberás extrair de tudo o que sucede mais amor de Deus, e mais desejos de correspondência, porque Ele nos espera sempre, e nos oferece a possibilidade de cumprirmos continuamente esse propósito que fizemos: “Serviam!”, eu Te servirei!
São Josemaria Escrivá - Forja 96 (via conviviodoseleitos)
O amor não pode permanecer ocioso no coração humano, age na medida em que lhe é dado alimento.
Beato Francisco Palau | 1811 - 1872 Minhas Relações com a Igreja (http://acercadacidadededeus.blogspot.com.br)
Ditoso o coração enamorado, que só em Deus pôs o pensamento; Por Ele renuncia a todo o criado e n’Ele encontra sua glória e contento.
Santa Teresa de Jesus | 1515 – 1582 Poesias 5 (http://acercadacidadededeus.blogspot.com.br/)