Acho que não fica muito longe daqui. Você por acaso conhece o Netuno Avemore? É o mesmo apartamento onde ele está.
— Tem o endereço aí? Netuno? Não, não conheço, não. Tenho certeza que me lembraria de alguém com esse nome.

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@thatxmitchell
Acho que não fica muito longe daqui. Você por acaso conhece o Netuno Avemore? É o mesmo apartamento onde ele está.
— Tem o endereço aí? Netuno? Não, não conheço, não. Tenho certeza que me lembraria de alguém com esse nome.
Pra um caso… em uma boate e escalaram logo eu para ser uma das strippers.
— Oh, ok... seu trabalho parece uma aventura e tanto. Te deixam ficar com isso? Quero dizer, o Halloween já tá aí.
after it all and again // mitchell&dorothy
Bateu suas unhas sobre a bancada e rira com a sentença dele. Parecia como velhos tempos, era uma cena gostosa de se assistir até mesmo de fora, era a primeira interação dos dois pós término e estava sendo amigável, o que Dorothy esperava para ambos, além do mais, não era do feitio da mulher pequenas intrigas. – Eu vou começar a trabalhar com delivery de lasanhas, você pode pedir a minha todos os dias – piscou forçadamente, enquanto os cantos de seus lábios abriam, gargalhando após seu ato cômico.
Balançou suas pernas pensando na possibilidade de gravidez, era algo que queria muito. Estava com quase trinta anos, na genética feminina, havia a idade limite para mulheres gerarem e Dorothy estava chegando a essa idade, se preocupava se um dia poderia ter filhos e era evidente que se fossem de Mitchell seria tudo mais fácil e simples, para si e seu coração. Ainda amava o rapaz, porém a falta de confiança complicava tudo a sua volta. – Coitado do meu filho! – abraçou sua barriga, abaixando a cabeça próxima a tal – Não ouve seu pai, filhinho, ele não sabe o que diz – começou a rir mesmo antes de terminar sua frase, levando suas mãos a boca afim de conter-se – O que? Você não vai dar o nome do nosso filho de Luke só por causa disso, é um nome bonito, mas se for pra ser relacionado a Star Wars, ele pode se chamar Harrison, em homenagem a Harrison Ford o maravilhoso Han Solo – disse de forma imperturbada, se dando conta que falava como se ainda estivessem namorando “você não vai chamar o nosso filho assim”. Manteve um sorriso no rosto, mesmo que desconfortável. Não conseguia se acostumar sem ele.
Respirou fundo, afastando os pensamentos sobre a possível gravidez, sentindo uma pontada em sua barriga, totalmente algo formado por sua cabeça, ou quem sabe fome. – Você vai ser um ótimo modelo, vai chamar a clientela, já podemos começar a fazer as fotos amanhã! – ergueu seus ombros em almejo de tal projeto. Falando sério mesmo que parecesse brincadeira. – Eu falo sério… você precisa e eu também, porque não? – arqueou suas sobrancelhas em um olhar sugestivo a aceitar a vaga – O que? – abriu sua boca em um “oh” surpreso – Se falar isso de novo, vou descontar do seu salário! – semicerrou seus olhos e sorriu abertamente – Eu conheço você muito bem, Mitchell… não faria isso por dó, preciso de alguém me ajudando e se quiser, a vaga é sua.
A piscada forçosa dela, tão teatral, arrancou-lhe nova risada de imediato. Ou talvez fosse também o riso dela, gostoso de se ouvir. Ambas as coisas complementando-se, provavelmente. Costumava duvidar da história de que, ao apaixonar-se, tomava-se gosto por tudo na outra pessoa, em particular as pequenas coisas; no entanto, era só o mesmo acontecer consigo que percebia em si os mesmos estereótipos. Em sua defesa, tinha como não gostar dos trejeitos daquela mulher? — Tá aí uma ótima ideia! Vai ficar rica, eu aposto. Rica e esnobe e esquecer de mim; prova disso é que já tá se achando. Só vou comprar se ganhar desconto, gracinha — mostrou-lhe a língua, nada de furtivo no gesto, antes de um novo sorriso assentar-se no canto de seus lábios.
Estes mesmos logo se partiram, somando-se ao seu encarar de pura indignação. — Não acredito que você diria isso à nossa própria cria! — inclinou-se em direção ao torso de Dorothy. — Sua mãe tá tentando me difamar pra você; não confia nela — murmurou, convicto, antes de novamente endireitar-se na banqueta em que se sentara, meneando a cabeça para a outra como que em profunda decepção. Cruzou os braços em seguida enquanto a ouvia, sobrancelhas arqueadas, relutante em aceitar a opinião da outra. Poderia receber um Oscar por aquela encenação informal? Pois estava demasiado envolvido nela, tão divertida era. Discutir sobre nomes dos filhos como se falassem sério, como se aquilo fosse acontecer. — Você não me compreende, né? Vai mesmo me tirar essa oportunidade? Então, se for uma menina, ela vai ter que se chamar Rey. Ou Rey ou Daisy, porque ela foi icônica também! Olha só, Daisy cairia perfeitamente à filha de uma florista! Ou, se tivermos outro filho depois de Harrison, ele vai ser Luke, ponto final — só quando terminou a frase, percebeu o que dissera. Se tivermos outro filho. Tratara-a como se ainda estivessem namorando, com possibilidades de expandirem sua família para além do que teria sido concebido antes de terminarem. Ele definitivamente se imergira fundo demais naquilo. — Quero dizer, se tivermos gêmeos, por exemplo — corrigiu-se.
Tentou afastar a sensação incômoda, desfazer-se da estranheza que o abatera. Estavam só brincando, afinal. Tornou a sorrir. — Ótimo! Só me avise se eu precisar tirar a roupa em alguma sessão pra eu colocar a academia em dia — uma breve piscadela, sorriso ganhando ares de convencimento. — Ei! Só estou dizendo isso porque você é uma pessoa boa demais, ok? — protestou, tom descontraído, mas ocultando seriedade. Seriedade a qual logo se fez explícita em suas feições, lábios comprimidos, pensando. Ambos precisavam, era bem verdade. Mas, mas, mas... tinha infinitos protestos em sua mente. Eram ex-namorados; ele queria algo em sua área; Dorothy conseguiria confiar nele ao menos enquanto funcionário? Contudo, os números de suas dívidas piscavam em luzes neon em sua mente. Nada aquilo importava, contanto que conseguisse quitá-las, colocar suas contas em dia. Viva o capitalismo. Suspirou uma vez mais e encontrou as orbes azuis da mulher. — Se é assim, é só me dizer quando começo.
- Sim, o café é Brasileiro, daí você já tira a qualidade. - Sorri suavemente - Sim, sim. Tem algumas semanas. A demanda meio que pediu uma cafeteria por aqui. - Assenti, e depois olhei para os lados desconfiado com tal pergunta - Não é segredo pra ninguém mesmo, né? - Ri leve, cruzando os braços e rindo em seguida.
Tornou a assentir, com um murmúrio aprovador retumbando em sua garganta. Pelo gosto, podia perceber, e tal fato bastava como confirmação de que sim, ele realmente estava dependente de café. — Ah, isso é verdade. Acho que uma cafeteria cai bem em todo canto. Já conseguiu um cliente fiel, pode contar com isso. Aliás, a gente ganha desconto? — abriu um sorriso brincalhão, que logo se convergiu em uma breve risada. — Não posso falar dos outros, mas meus pais são italianos, minha família toda é. Sou o primeiro americano da linhagem. Daí, me acostumei com o sotaque de lá, o jeito. Fica fácil perceber.
Cheguei agora mas já to amando essa cidade. O ruim é que ainda não conheço nada por aqui e o Netuno não me atende. Preciso encontrar logo esse apartamento que ele me disse
— Eu ia comentar, mas não, não quero ser o centro da negatividade e arruinar sua felicidade, então só te dou boas-vindas a esse lugar. Por acaso, onde que é o apartamento? Conheço essa cidade bem até demais, talvez possa ajudar.
Não, isso é só uma fantasia. Não vou pra cama com ninguém, até porque ficou horrível em mim.
— Erm... então isso aí é pra quê, exatamente?
- Daí, é por isso que eu odeio as coisas hipsters, apesar do antigo dono daqui ser um hipster. Mas a decoração dessa cafeteria é muito boa, e o maquinário também. Então… - Dei de ombros, respirando fundo e com uma leve cara de desgosto no final. Mas nada tão perceptível. Logo sendo substituído por um sorriso contagiante - Você quer um bolo pra acompanhar? Produção própria e diária…
— Qual é, eles nem são tão maus assim — replicou, olhos percorrendo o estabelecimento como que para conferir uma vez mais a decoração do local, embora houvesse reparado nela tão logo entrara. — É um lugar bacana mesmo — assentiu de forma aprovadora antes de voltar a concentração ao dono do local. — Ah, não, obrigado. To aqui pelo café mesmo. É muito bom, por acaso. Começou agora? Por acaso... uma pergunta um tanto nada a ver, é italiano?
😴
— Ah, por acaso... — interrompeu sua fala ao notar o novo peso contra seu peito, voltando o olhar para ele. Era Dorothy, pálpebras, pelo que conseguia ver, fechadas. Só a sensação de seu corpo amolecido, porém, seria suficiente para denunciar que ela adormecera ali. Inconscientemente, um sorriso brotou nos lábios do moreno, agridoce. Não era, de todo, surpreendente. Entre o trabalho e a mudança, deveria estar cansada. E tinha-a contra si agora, uma visão tão amável quanto tudo dela. Como nos velhos tempos, não conseguiu se impedir de pensar. Hesitantemente, envolveu os ombros dela com o braço que antes tinha estendido sobre o espaldar da poltrona, dedos passando a brincar levemente com as pontas do cabelo moreno enquanto continuava a fitá-la tão bem quanto conseguia. Eram amigos, não eram? Aquilo não ia machucar ninguém.
A = Aftercare
O que Mitchell opta por fazer depois do sexo depende largamente da pessoa com quem está e da natureza de sua relação com ela. Se se trata de sexo casual, provavelmente se resignará a deitar-se ao lado dela e conversar enquanto recupera o fôlego; se possuir a liberdade, ainda trocará beijos, uma ou outra carícia. No entanto, se possui — ou deseja possuir — algo mais sério com a pessoa, a puxará pra si, no famoso “cuddling”, e os beijos se estenderão para além da boca.
« a past memory with our muses
O muro. Fora para lá que se redirecionara assim que a aula se findara, movimento automático àquela altura. O muro, agora sendo usado como assento, pichações sob seus pés — algumas das quais ele próprio era o autor —, e Kylie ao seu lado. Conversas arremessadas de um lado para o outro como em um perfeito jogo de tênis. Esqueceu-se do tempo passando, esqueceu-se mesmo do mundo para o qual tinha as costas dadas. Só quando as vozes e os assuntos amainaram, tais coisas tornaram a ter alguma presença em sua mente. Só então, tomou consciência clara de que o sol se punha. Lançou um olhar de relance à morena ao seu lado, um nó surgindo em sua garganta. Era quase um clichê romântico, chegava a ser ridículo. Ridículo pra ele. Ela provavelmente não sabia de nada, nem imaginava. Aliás, ele esperava que não.
— Eu podia ficar aqui a noite toda; não ia nem me importar — murmurou, olhos fixos no horizonte, mas sem nada ver. Um dar de ombros. — Melhor do que em casa, se quer saber — ela era uma das únicas pessoas com quem tinha chegado a comentar da exemplar harmonia que era seu relacionamento com seus pais. Encarou o sol poente mais uma vez. Verdade fosse dita, não era só ganhar tempo longe deles, longe de casa, que queria. Não. Em realidade, a ideia de passar mais tempo com ela era a coisa mais atraente ali. Bem, depois dela, talvez. Soltou um muxoxo, considerando a pergunta que realmente queria fazer. Usualmente, não era assim tão acanhado... covarde. Usualmente, porém, não gostava da pessoa pra valer. Wow, man up, Bellincioni. — Por acaso, vai fazer algo nesse fim de semana?
FMK (dorothy,natalie,madison)
Fuck: Natalie pra não perder o hábito.
Marry: ... Dorothy.
Kiss: Madison.
Kill: Ninguém, viva a paz mundial.
17. when was the last time you cried?
— Ugh, isso vai ser embaraçoso de responder... pra valer, uns dois dias depois daquela festa? Em minha defesa, é muita coisa e muito poucas horas de sono pra uma cabeça só.
What was your first heartbreak?
— Eu parto corações, não tenho o meu partido. Ha. Bullshit. Ninguém acredita mais nessa, não é mesmo? Tá, deixa eu ver... aos 15 anos? Nem pedi a menina em namoro; só pedi um beijo e ela falou que não queria chegar nem perto da minha boca. Foi meio humilhante.
# (Natalie)
- what your muse’s name is in mine’s phone: better than cake
- what your muse’s picture is in mine’s phone:
- what your muse’s ringtone is in mine’s phone: bad habit - the kooks
- my muse’s last text to your muse:
[text]: e de onde você tira a ideia de que tem toda essa intimidade comigo, hein?
[text]: de ter me visto pelado? PFF
#
- what your muse’s name is in mine’s phone: loirinha
- what your muse’s picture is in mine’s phone:
- what your muse’s ringtone is in mine’s phone: i bet you look good on the dancefloor - arctic monkeys
- my muse’s last text to your muse:
[text]: PERGUNTA DE SUMA IMPORTÂNCIA
[text]: você preferia ser jogada num fosso cheio de víboras ou de viúvas negras?
# /Mina
- what your muse’s name is in mine’s phone: quebec girl
- what your muse’s picture is in mine’s phone:
- what your muse’s ringtone is in mine’s phone: pablo picasso - david bowie.
- my muse’s last text to your muse:
[text]: delícia
[text]: sétima maravilha canadense
[text]: a cara-metade do meu aluguel
[text]: pode me fazer um favor? pode, né? passa no mercado por mim, valeu
after it all and again // mitchell&dorothy
Dorothy apoiou seu cotovelo sobre a bancada, deixando sua cabeça descansar sobre sua mão, enquanto fitava o rosto de Mitchell, tão perto e tão longe de si, querendo estar totalmente perto, as coisas pareciam como antes, os dois rindo na cozinha, sobre assuntos aleatórios, como se ambos não tivessem nenhuma responsabilidade com a vida do lado de fora. A morena soltou uma risada gostosa ao ver o comentário sobre sua comida, ele realmente gostava de sua lasanha, e por uma total coincidência, no dia de sua visita, tinha tal cardápio. – Isso é uma pena, a receita da sua avó pode ser boa mas as mãozinhas da Dorothy também fazem uma boa lasanha – Ergueu seus ombros e alargou seu sorriso até esmorecer aos poucos, lembrando-se que tudo aquilo passava-se de uma conversa de colegas, de já ter vivido por tanto tempo com alguém ao seu lado e simplesmente hoje ser quase que um estranho. Sentia falta de Mitchell.
Tirou sua cabeça do apoio de sua mão, dando uma risada, logo em seguida passando sua mão sobre sua barriga. A ideia de ter um filho de Mitchell era boa, não reclamaria de tal, não que uma criança fosse suprir a falta do homem, mas seria uma lembrança viva, uma memória duradoura do relacionamento. – Se fosse um filho, eu teria sentido… não faça eu ficar pensando coisa, Bellincioni, gravidez psicológica é algo muito triste – pendeu sua cabeça negando algumas vezes – E eu demoraria muito pra escolher o nome do bebê. – com tanto que nascesse com os seus olhos poderia se chamar qualquer coisa.
O desconforto foi evidente no rosto de Mitchell, queria ajudá-lo, sabia que tinha errado em não contrata-lo, sabia das necessidades do homem, em tais tempos, ficar sem trabalhar era desgastante e preocupante. Contas e mais contas a pagar, tiravam o sono de qualquer um. Dorothy era insistente a tal – Sim, vamos fazer algumas fotos de flores na sua barba, vai ser o modelo da minha loja – piscou gracejando para o homem a sua frente, logo rindo de seu ato. Sabia que ele iria negar tal vaga, Dorothy fazia não apenas para ajudá-lo, ela também precisava de um funcionário – Mitch… as coisas estão pesadas pra mim, esses dias me mandaram um trote e eu chorei muito porque tive que fechar a loja pra fazer entrega, foi a maior bagunça da minha vida! Preciso de alguém me ajudando e você precisa de um emprego. – esticou seu braço, tocando o lado do corpo dele próximo a suas costelas – Por favor, eu sou uma boa chefe.
Permitiu-se se delongar a fitá-la, tão amável com o rosto apoiado na mão — quase inocente, se ele não a conhecesse mais além. Novamente, dizia a si mesmo que só olhar não podia machucar ninguém. Ajudava na saudade, sim, mas era o que ainda possuía dela agora, coisa que não conseguiria deixar de apreciar nem se tentasse. Para notar a beleza de Dorothy, afinal, tudo de que se era necessário era um par de olhos funcionais. A beleza externa, ao menos. Com a resposta recebida, ergueu as mãos como que em rendição. — Isso eu não nego. Contra fatos, não há argumentos. No entanto, todavia e porém, tenho de ser otimista com o que me resta, não é mesmo? — retrucou.
O comentário da outra fez seus lábios retorcerem-se em pouco pensada tentativa de suprir nova risada. Gravidez psicológica. Ótimo rumo aquela conversa tinha tomado. — Será que teria? Ou vai ter que contar ao futuro indivíduo como você achou que ele era só uma dor de barriga ou uma lombriga no começo? — brincou, sustentando a débil tentativa de manter sua voz com alguma dissimulada seriedade, sem, contudo, impedir que fosse embargada por relances do riso que continha. — Só digo uma coisa: se for meu filho, ele vai ter que se chamar Luke. Você não vai arrancar meu sonho de poder dizer “Luke, I’m your father” pra essa criança, tá entendendo? Não vou deixar. Esperei minha vida toda por essa oportunidade — gesticulando para ela com o garfo em sua mão, conseguiu tornar seu tom firme, convicto. Em questão de segundos, tudo que suas próprias palavras deixavam implícito cruzou-lhe a mente. Se aquele filho fosse seu, ou: a incerteza de que ela não havia ficado com ninguém mais desde que haviam terminado. Que hipocrisia seria ressenti-la por tal, uh? Por outro lado, a ideia de ter um filho com Dorothy. Só uma de tantas coisas que nunca considerara ter em sua vida antes da mulher e que, com ela, soava como algo a se desejar em algum futuro. Algo agradável. Afastou todos os pensamentos de imediato. Não serviam de mais nada ali.
Seus lábios curvaram-se para baixo, contudo em expressão aprovadora — tentativa de recriação do famoso meme “not bad” —, e ele assentiu. — Modelo, agora sim gostei. Já estava na hora de o trabalho que os meus pais tiveram em juntar os genes de forma tão esplêndida ser reconhecido — brincou, a expressão anterior convergindo-se em um sorriso divertido. Este, porém, não durou muito. Logo, estavam novamente tratando do assunto do qual tanto queria desviar com seriedade. — Espera, tá falando sério? — a pergunta escapou-lhe, impensada, em incredulidade. Ele já fora do tipo de fazer exatamente aquele trote e sabia, lembrava-se, bem do fato. No entanto, a ideia de algo similar feito à morena ainda ocasionava certa revolta. — Boa chefe? Não sei se acredito nisso. Olha só pra você, parece toda autoritária. De dar medo — continuou, com novo sorriso, que logo desfaleceu em um suspiro. Não tinha como fugir de uma resposta séria por muito mais tempo. Seus olhos descenderam para o toque dela em seu flanco. Engraçado como algo tão pequeno poderia roubar-lhe todo o foco, desestabilizar-lhe por completo. Dorothy não iria desistir, iria? — Sabe que eu não consigo te negar ajuda, não sabe? — tornou a fitá-la. — Se é do que precisa, se vai ajudar a nós dois, então, e só então, eu topo. Mas não quero que esteja fazendo isso só porque se sente na obrigação. Não quero caridade, Dory, você sabe muito bem disso.