A arte não pode ter pressa.
Eu não estou mais tocando guitarra ou violão, estou focado em estudar para uma melhor condição financeira. E por conta disso eu vivo em um constante estado de pressa, o que se transforma em um constante estado de ansiedade. Acho que isso é uma realidade da modernidade e eu posso ir a fundo sobre isso e falar sobre o capitalismo, sociedade e assuntos assim, porém isso já é muito claro para mim e não é o foco do texto de hoje.
A leitura por prazer, o estudo por prazer, a música por prazer, e o amor por prazer, digo isso, pois para se viver com prazer, aproveitando a vida e tirando o suco dos momentos, sentir a vida no seu âmago, não se pode ter pressa. Dizendo assim pode parecer que estou falando que devemos viver ao máximo e de forma intensa, porém é totalmente o contrário disso. Precisamos viver cada momento exatamente como isso, como se fosse um momento e não apenas uma sucessão dos acontecimentos anteriores. Quando sentar para assistir um filme, fazer um passeio, ler um livro, realizar um estudo, qualquer mínima - e aparentemente inútil - coisa que fizermos, deve ser feita unicamente ela. Isso, meus queridos leitores (Que prepotência minha haha) acredito que seja o que vai trazer sentido e alegria na nossa vida, pode não ser aquele super sentido de fazer a diferença no mundo, mas acho que no final das contas, precisamos fazer sentido apenas para nós mesmos.
Não escrevo isso como um pensamento final, eu mesmo não estou menos ansioso do que no começo da escrita, porém eu acho que consigo entender melhor as coisas, e cair em menos armadilhas. Acho que consigo olhar para frente e traçar um caminho que possa me levar para essa realidade tão sonhada, sem correrias e infinitamente mais sincera.
*A foto com a faixa da boca de lobo desalinhada tem relevância com o texto*


















