I’m thinking, you and me — will & navheen
theplaywrightwill:
theplaywrightwill:
chalvedonxn:
chalvedonxn:
theplaywrightwill:
Keep reading
Cada ruído que o outro deixava escapar parecia reverberar por sua ereção, incitação harmônica que vez ou outra recebia resposta equivalente de si. Uma ecoou mais audível, ao ouvido de Navheen, não muito diferente do que ele lhe presenteara instantes antes, quando sentiu a pressão do toque dele crescer e alcançar sua glande. O som de deleite, porém, convergiu-se instantaneamente em um murmúrio frustrado ante a perda da sensação, a falta do calor do tato alheio sendo sentida de imediato; cerrou mais a sua própria na tentativa de recompensar o desaparecimento enquanto continuava com os movimentos de antes, sem mudar o ritmo. A boca foi explorar a pele que jazia logo após a orelha com que se ocupava, trazendo-a também contra os dentes antes de um beijo distraído pela voz do escritor. Afastou-se para encará-lo, curioso pela resposta prometida, resposta pela qual, em seu âmago, de fato ansiava; mais do que qualquer outra coisa, uma orientação pela qual ir adiante daquela vez.
Ela veio sem que ele sequer tivesse tempo para formular qualquer indagação em sua mente — um deslocamento súbito, o colchão a atingir suas costas, todo o ar a se esvair de seus pulmões em uma exclamação injustificadamente estupefata. Não demorou a se recuperar, porém, um tênue sorriso surgindo em suas faces ante a mais óbvia percepção do que se seguiria. A ela cedeu, deitado e rendido para que o outro fizesse consigo o que bem entendesse, sem pestanejar; rendido ao latejar que se apoderava, ainda mais impiedoso, de seu membro e à sensação de lábios contra seu pescoço, seus próprios dedos se entrelaçando ao cabelo alheio como que em um encorajamento silencioso. Tinha plena ciência de que haveria marcas por ali mais tarde, mas havia muito já não se importava com coisa similar; ostentaria-as desavergonhadamente, a melhor espécie de lembrança que poderia carregar daquela noite.
Deixou-o erguer a cabeça sem resistência, no entanto, indo descansar o braço novamente na cama. Seus olhos firmaram-se nas feições masculinas e ali ficaram, bebendo-as em apreciação reverente como que atraídos por alguma força maior. Não tinha interesse em desviá-los. Fê-los ali permanecerem, resignando-se a apenas sentir o restante: o calor do contato por seus flancos, em cada ponto um despertar da própria derme; seu coração em um açoite incessante contra seu peito, agora muito mais perceptível à sua consciência. O singelo sorriso ressurgiu quando sentiu-o puxar seus quadris para cima e para perto, dessa vez com ares da expectativa que crescia em si. Ergueu-se um tanto mais e afastou suas pernas para auxiliá-lo, acomodá-lo. Mais uma vez, os movimentos alheios só se fizeram notar ao sentir a pressão contra si, contra sua entrada. Seus lábios se partiram em resposta à invasão inicial, ao incômodo que se fazia prevalecer em um primeiro instante, muito embora não fosse qualquer estranho àquilo. Reouve controle de sua respiração e exalou lentamente, fazendo-se relaxar; seus olhos se fecharam enquanto deixava-se sentir cada pouco de Navheen a preenchê-lo até tê-lo por inteiro dentro de si, o toque dos quadris dele como sinalizador. Impensadamente, contraiu-se ao redor dele, sentindo de verdade toda a sua extensão, um grunhido sendo-lhe arrancado entre aprazimento e algum desconforto. Fê-lo de novo, ajustando-se a ele dessa forma apenas por um breve instante mais antes que o outro se movesse novamente.
Só ao senti-lo que tornou a abrir os olhos e mirá-lo; seu foco, porém, agora perdia-se em meio ao prazer que pouco a pouco fazia-se mais notável e sobrepujava qualquer outra sensação. Os próprios quadris movia levemente de encontro aos dele, como um convite para que continuasse; levou uma mão a seu membro, o qual rogava em ardor por alguma atenção, massageando-o lentamente. Cada sensação agora parecia exacerbada, criando raízes mais profundas, que se estendiam por toda a região inferior, arrancando pequenos ruídos de sua garganta; meros indícios da forma com que elas ainda haveriam de consumi-lo. A mão que jazia inutilizada agarrou-se ao bíceps do escritor quando ele se reclinou sobre si, as pernas foram descansar sobre os ombros dele e Will ajeitou-se da melhor forma possível. O suficiente. A nova estocada tirou-lhe um profundo gemido, um raio de prazer agudo cortando certeiro por sua espinha e irradiando para o resto de si. Forçou-se a descerrar as pálpebras derrubadas pelo sentimento e envolveu seu membro com mais firmeza. Ele se repetiu, invadindo-o vez e vez mais em efeito cumulativo; agarrou-se também mais firmemente a Navheen, em busca de nova âncora.
Levou certo tempo para notar a pergunta que lhe fora proposta, uma risada trêmula escapando-lhe quando finalmente o fez. Moveu os lábios já entreabertos na busca por alguma resposta coerente, mas tudo que conseguiu oferecer foi um longo “sim”, mais grunhido do que palavra. Desviando o olhar para um ponto qualquer, menos interessante e instigante do que o rosto do moreno, por um breve instante, pôde retomar algum controle sobre si, o bastante para voltar a olhá-lo e formular alguma réplica. — Bastante satisfatória, sim — uma arfada para pontuar o fim da sentença, a atenção se perdendo novamente. Escorregou a mão que tinha no bíceps dele por toda a extensão de suas costas, até alcançar uma nádega e ali se fixar com um aperto que exprimia a mesma súplica que coloria suas próprias faces: mais.













