RENASCIDO CORROMPIDO - C. 01/P.03
Olá, pessoinhas! Postei a última parte do primeiro capítulo de Renascido Corrompido, uma história de SoothingEpione (AO3), que estou traduzindo. Chequem lá e curtam a história original!
Quando seu estômago roncou irritado, interrompendo um de seus muitos momentos de aconchego silencioso, Killer teve que conter sua súbita vontade de criar um ecto apenas para esfaqueá-lo. Nightmare despertou de sua soneca, virando seu crânio para olhar para cima, curioso.
– Ah, não ligue pra isso, garoto. Só tô com fome – Killer explicou.
– Hum – Nightmare se remexeu. – Quer ir comer alguma coisa?
O sorriso de Killer congelou, provocando um olhar de suspeita no menor.
– Daqui a pouco – ele respondeu casualmente (muito casualmente). – Sempre que você sai pra explorar eu faço um lanchinho.
Nightmare franziu o cenho. Maldito bostinha observador, Killer pensou.
– Coma agora! – O pequeno ordenou com o tom mais imperativo que sua vozinha infantil e esganiçada conseguia fazer. Killer não conseguiu deixar de rir do quão sério Nightmare parecia, com seus braços cruzados sobre o peito e seu pequeno crânio inclinado pra cima, de forma altiva. O franzido do garoto se transformou em um bico com o som de Killer se divertindo. – Vá logo!
A coisa mais fácil a se fazer seria pegar alguma coisa e enfiar goela abaixo para acalmar o pequeno tirano. Entretanto, Killer não tinha certeza se ainda havia alguma comida por aí, pra ser sincero. Ele tinha comido a última ração de emergência de Undyne uma semana atrás, antes de Nightmare reaparecer, e não teve tempo de procurar por mais petiscos sem uma certa gosminha fungando no seu cangote. Killer fez uma careta.
– Hum, acho que eu posso tentar encontrar alguma coisa.
Para o seu desalento, Nightmare insistiu em acompanhá-lo pela Capital, onde Killer pensou que seria mais provável encontrar alguma comida não perecível sobrando. Nightmare franzia a testa mais e mais a cada casa que eles entravam, e a cada armário que Killer revirava apenas para se afastar de mãos vazias. Seus tentáculos se contorciam atrás dele, também remexendo nos armários, em busca de comida.
Killer exclamou triunfante quando abriu uma despensa e encontrou, não uma, mas duas latas de Meta-O's, de quando Mettaton experimentou fazer sua própria linha de spaghettios. A comida tinha glitter demais para o seu gosto, mas, àquela altura, ele não tinha muita escolha. Ele ergueu a lata para que Nightmare a aprovasse.
A lata foi, cuidadosamente, tomada por um tentáculo e pairou sob o olhar avaliador da criança. Nightmare a encarou por um longo tempo antes de voltar a olhar para Killer. Ele não parecia nem um pouco impressionado com a lata coberta de glitter, que mal poderia ser chamada de comida.
– Não! – Nightmare olhou em volta, como se três refeições completas pudessem ter aparecido desde que eles entraram na casa abandonada. Então voltou seu olhar para Killer. Uma expressão séria marcava suas feições, fazendo o garoto parecer muito mais velho do que era. – Killer... Onde está toda a comida?
Oh, oh. Killer se preparou para outro ataque de choro quando Nightmare finalmente percebeu que ele estava morrendo de inanição. Ele prendeu a respiração por entre os dentes, então decidiu encarar a situação de frente e dizer de uma vez:
– Então, história engraçada... Meio que não tem comida.
Nightmare o encarou sem achar graça.
– É. É como naquele lugar, Horrortale, que você me contou, só que sem todo aquele drama pra apimentar. – Um grunhido do estômago inexistente de Killer reforçou suas palavras. O adulto riu alto para abafar o barulho. – Mas não precisa se preocupar. Leva um bom tempo para um esqueleto morrer de fome, então você está preso comigo por ora.
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