Deixar você partir tá doendo. Tá me tirando meus próprios motivos de ficar.
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@ultra-isolofobica
Deixar você partir tá doendo. Tá me tirando meus próprios motivos de ficar.
“Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar.”
— Chico Buarque.
“Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.”
— Charles Bukowski
“Eu previ sua partida, eu previ nossas diferenças, mas como o filme efeito borboleta nos conta, se tentarmos interferir na linha do tempo, sempre da alguma “treta””
— 4 Dias sem ela. Junior Ruiz
“E ela finalmente ressurgiu, voltou, reapareceu, após uma década voltou mais madura, mais forte, presente e frutada, Como aquele vinho Cabernet Sauvignon SECO, daquela safra envelhecida, feita com a mais saborosa das parreiras, escolhida a dedo, pelo especialista com mais qualificação possível, ou como aquele capuccino entregue na cama de manhã, pós um dia de trabalho duro e com dois pedacinhos de pães selados na manteiga e ovos mexidos e cortados em tiras. Esse retorno era esperado, mas não previsível, é como você tomar muito sorvete e sua “cabeça congelar”, sabe que pode acontecer, mas nunca sabe quando. Sua ida, partida, deixa ou despedida, era mais que previsível. Realmente, você dizia adeus, mas eu nunca esperava que seria o último.”
— 4 Dias sem ela. Junior Ruiz
“Perdi noites de sono pensando em alguém que dormia tão bem sem mim.”
— Pedro Pinheiro.
Lembro-me de por algumas vezes ser acusada de fazer pré-julgamentos e tirar próprias conclusões antes mesmo de conversar. Ironia. Quem me acusou decidiu sair da minha vida depois de tomar exatamente a mesma atitude. Um brinde à maldita hipocrisia.
Ele nunca teve um café na cama. Eu nunca tive um bilhete na geladeira. Hoje nós tivemos os dois. Talvez eu esteja louca, mas se isso me render mais dias ao lado dele eu não ligo. Talvez seja burrice minha arriscar e entregar o coração assim de mão beijada outra vez. Acontece que eu já entreguei e se for burrice mesmo... já fiz.
Mesmo fugindo de paixões eu pedia todo dia em oração alguém que me trouxesse paz, aconchego, carinho, que me ajudasse a ser melhor comigo mesma, que quisesse me ter do lado e que eu pudesse retribuir de todas as formas aquilo que eu precisava. Pedia a Deus, ao universo, até Odin recebia minha oração. Na verdade esse é meu desejo desde que me entendo por gente! Hoje sei que Deus realmente não falha.
Há uns dez anos o conheci aqui, no tumblr mesmo. Ele era da minha cidade e sempre conversamos. Em indas e vindas nesse lapso temporal nós namoramos outras pessoas, mudei até de cidade, voltei para Campo Grande. Somos pais. Nós nunca tínhamos nós encontrado pessoalmente, eu achei que ele nem lembrasse de mim. Recentemente abro meu Tumblr e quem me mandou mensagem? Ele. Em reposta à que eu havia enviado há uns dois anos. Respondi mais uma vez e abandonei tudo aqui. Facebook me avisou em notificação que ele me enviou pedido de amizade. Começamos a conversar como se nenhum tempo tivesse passado e no dia seguinte, depois de muita espera, decidimos nos encontrar. Nervosismo me pegou de jeito o dia inteiro, mãos suavam frio, saí para buscá-lo tremendo. Eu estava contando minutos! dormimos juntos. No outro também. E assim seguimos por umas duas semanas... Vida de casados. O melhor sexo da minha vida, as noites mais bem dormidas, a sensação constante de estar segura e ser amada. Eu estava no paraíso.
Estou continuando esse texto quase dois meses depois de tê-lo começado e pasmem: amor líquido. Hoje nós não nos vemos com a mesma frequência, não temos a mesma intensidade e é a sexta madrugada que passo em claro chorando por ele. Dói sentir que acabou e não dar conta de deixar pra traz. Nosso amor vivo há dez anos através da internet morreu em dois meses desde quando tivemos o primeiro contato físico. Eu não entendo o que aconteceu. Talvez só não era pra ser assim. Mas estou sofrendo. Sofrendo como nunca por alguém que não se importa com a profundidade das palavras lançadas ou se estou indo dormir triste. Meu dia não foi fácil. Íamos dormir juntos. Ele furou comigo. Prometeu que me veria hoje e simplesmente furou comigo sem nem avisar! Amores líquidos. Está doendo. Estou sofrendo e talvez isso nunca passe. Talvez passe e eu passe por tudo outra vez com outra pessoa. Eu só sei que hoje, agora, com meu travesseiro encharcado, amar tá doendo. Sentir desprezo tá doendo.
Amar é uma droga
Tô morrendo de overdose.
Talvez eu só deva realmente sumir.
Mais duas semanas se passaram e esse texto acaba aqui. Exatamente como nós dois.
Sepultamento encerrado.
Conviver com a depressão é acordar todos os dias sabendo que aquele dia pode, do nada, se tornar o último.
- Sepultamento encerrado
Você virou música. Mas não simplesmente música. É daquelas que entram na cabeça e eu canto o dia todo, gruda tanto que chega a irritar. Chega uma hora que tudo que quero é simplesmente parar de cantar. E paro. Por um instante consigo. Milagrosamente você sai daqui de dentro. Acabo achando que me livrei da maldita música e passo um tempo sem nem escutá-la, mas, infelizmente, alguém passa por mim, liga o som e o que toca? Você. Inesperadamente, num súbito momento de lucidez você me invade outra vez. Sem pedir, sem saber, simplesmente volta. Mas dessa vez eu te vejo de outra forma e me arrependo de todos os momentos em que quis parar de te ouvir, Acompanhando a sua volta a tristeza enaltece minha alma, simplesmente por que vejo que você é tudo aquilo que eu sempre quis, e eu fugi.
Sepultamento encerrado.
O teto gira, acabo de esbarrar no ultimo copo de vinho que tinha sobrado. Droga! Coloquei fim no meu último gole de cura. Mas o chão está frio e o teto continua girando. Só ouço minha respiração e as músicas de uma playlist tocando bem baixinhas de fundo. Agora um turbilhão de pensamentos. Pedidos de ajuda, vontades, sonhos, frustrações dores… SOCORRO! Minha cabeça não para de gritar. E o teto continua girando. Minha última gota de cura eu derrubei no chão, e agora meus olhos derrubam as últimas gotas de dor em forma líquida. Sinto meu corpo esfriando como o chão. A propósito, eu não sinto mais o chão. Estou morta como ele. Dentro de mim não corre mais o calor da vida, meu sangue não é como o de alguém vivo. Eu joguei fora tudo que poderia me fazer viver na tentativa de desfazer aquilo que me fazia querer tirar a vida. O resultado foi acabar com a vida e continuar vivendo. Emoções? Pretendo não senti-las. Amores? Dispenso, obrigada. Felicidade? Ela existe? Se um dia existiu eu não pude vê-la, infelizmente. Então, foi um desprazer não conhece-la, felicidade. Ou prazer. Talvez ela seja só mais um sentimento ou estado de espírito que me faria sentir bem e me destruiria em milésimos de segundo depois.Que bom que não a conheci. É tudo uma farsa, das grandes! Nada de bom dura, mas tudo de ruim me fez fortalecer e ser hoje, quem eu sou. Ninguém. Obrigada, vida.
Sepultamento encerrado.
“Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outras com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é.”
— Caio Fernando Abreu. (via motivando)
The End of The F***ing World
“Talvez eu não deva amar, ou talvez, eu só ame errado.”
— Os distúrbios do amor.
“Sofro de personalidade agressiva. Tudo que bate, espanca.”
— Pedro Pinheiro. (