who are u?
who r u?
Not today Justin
Today's Document

Discoholic 🪩
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
art blog(derogatory)
macklin celebrini has autism
🩵 avery cochrane 🩵
RMH

pixel skylines
taylor price
Claire Keane
Phantogram Three
Fieri Frames

Jar Jar Binks Fan Club

No title available

No title available
$LAYYYTER
Cookie Run:Kingdom Official!
The Bright Sessions

PR's Tumblrdome
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Malaysia

seen from United States
seen from Iraq
seen from United States
seen from United States
seen from Spain
seen from France
seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia

seen from Paraguay
seen from Spain
seen from India

seen from Germany
seen from United States
@umtantoso
who are u?
who r u?
DESPEDIDA Cansaço: aos meus olhos o mundo inteiro repousa. Vozes se apoiam nas paredes: sol vagabundo na secura do canto empoeirado. Sala oca: meu corpo macerado desfalece.
SSeton.
Díade Vicente vivia a fazer versos: se olhasse portas e sapatos teria os olhos sempre imersos, sonhando mundos e afetos. Deixou o carro no estacionamento e saiu a caminhar dando volta ao pensamento. Silfos, fadas e deusas. Brumas…voluptuosidades, Incandescências, perfumes, musas! Subterrâneos mistérios e vastas magnitudes! Não percebeu a placa de advertência, nem a faixa de contenção! Estava perdido em eloquência… Quando Juca lhe chamou a atenção, lá de cima; abertos pulmões: - Ô tiu, cuidado, ói o chão! Já estava feito o problemão: Caiu no buraco da construção. Não teve morte grega nem romântica, somente alguma aglomeração. Juca é que foi poeta e teve uma tarde de descanso.
SSeton.
Causos do Paço da Guanxuma: a prima de Berenice.
Pelas leituras de Caio Fernando Abreu, medíocre, mas com amor.
"Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia
quando cruzares o amanhã, a luz, o impossivel"
- Fragmento de Hilda Hilst. Amavisse.
Quero que me tome pela cintura que me obrigue, que me cole na tua carne. Que teu suor escorra por entre os caminhos de meu corpo. Quero que me imponha teu cheiro. A barba, esses pelos de tua cara arranhando a minha cara. Essa minha cara em febre. Debruça-te sobre mim, rocha, vale. Desagua em mim teu oceano infinito. E da violência do teu querer, afoga-me, deixa-me morrer... Afoga-me...
SSeton.
O ventre oco o coração oco, sensação de coisa sem peso, de falta. O ventre querendo a umidade da boca. O ventre que expõe. E uma boca que se abre. A boca que expõe a língua. A boca e o ventre; mesa posta, morangos e amoras, frutos como carnes. O ventre, o coração e a boca. Sem peso.
SSeton
Há tanta gente escrevendo, que é como aquelas sessões em câmara de vereadores... O jeito é baixar a cabeça e sair de fininho, ou ficar calado até que se insinue uma pausa e ... De qualquer modo, eu cá fico no conformismo... Os que tem o que dizer e sabem como fazer, que o digam!
SSeton.
So glad people are actually listening to this.
E como é que se dá vida a todas essas pessoas dentro da minha cabeça? E não param nunca, como se movimentam, como sentem, como conversam entre si. Algumas de tão longe, outras de tão perto. Como é que se dá vida a elas?
SSeton.
Miniconto autobiografia um tanto... Não tem jeito, é como em "Um homem célebre" do Machado: ele nasceu para polcas e eu para o clichê.
SSeton
Que. Não existo para ser amada. Não tive nenhuma escolha. É o peso do meu corpo, e do meu coração. É meu passo que se arrasta no mundo como a puxar vales escuros onde ninguém habita. Não existo para ser amada. Não tive nenhuma escolha. A primeira mão em meu corpo cobriu-o de silêncio. é meu repasto de dor cotidiana como quem precisa saber que não tem morada neste mundo. Não creio no destino, nem mesmo nas escolhas. Creio no silêncio amargo, no sorriso imposto e pesado amarrotando o canto da boca. Creio nos olhos que se derramam salgados como o oceano corrosivo a lamber com sal as ilhas vazias. Olhos de vento manso. Não creio no destino, nem mesmo nas escolhas. Creio no medo confuso e desconfiado, no medo arfante no escuro, como criança fugitiva. Como criança escondida A espiar a vida movente que sorri do lado de fora. Não nasci para ser amada Não creio no destino Mas sei esperar: cintura presa, costas curvas, dando amor em silêncio.
NASCENTE
o desejo percorre incólume
as minhas costelas já cansadas
despoja-se nos quadris
e infla e arde
em meu ventre silencioso.
Do fundo de minhas entranhas
sinto o grito sufocado
do que me foi imposto
como pecado,
ainda que inocente
de ser mulher
como se não tivesse direito ao cio
ao cio, ao próprio dorso.
mulher de cintura maleável
dobrada antes do tempo
a dobradura dos vícios,
dos medos,
necessitada de dengos
e afetos,
amante dos próprios seios
e dos aromas policromáticos
nos quais sublima seu gozo.
ssetton.
De minhas irmãs, trouxe um corpo de palavras rotas, suadas, salgadas de lágrimas. Aprendi a amar a impossibilidade do amor Que Florbela me ensinou entre os caminhos floridos de giestas, pelos quais a modernidade espalharia suas rosas cinzentas de pó, suas ruas de poeira cinza. No metal que atravessa as cores do corpo de uma mulher derramei o álcool que Hilda me ofereceu em noite de gozo. Delas aprendi a mãe, A mulher solitária As tardes vadias A palavra vadia, puta, sem dono.
SSeton.
Às vezes o pecado é do querer. Quis tanto daquela mulher: Seu corpo coberto por roupa macia de tecido fabricado, cotidiano. Quis dela que o carinho viesse, uma mão, assim, querida e leve. A carne meiga e o gesto flácido. Quis que se despejasse ! A tão simples carícia sobre meus ombros nervosos Como cascata que se deixa deslizar Encharcando de água e limo os ossos duros , os esconderijos da carne. Às vezes o pecado é do querer. Quis tanto daquela mulher: a evidente cumplicidade dos lençóis rotos das manhãs comuns e corriqueiras. O sol lambendo morno seu corpo moroso a se arrastar para o dia. Dias de trabalho e noites de ócio Os meus braços a carregar O seu cansaço de sangue Quis tanto! E do pecado do querer não deixei que colhesse a sua última maçã. Perdeu-se em uma rua faiscante, nos encantos ocos da noite. E eu a matei... Foi-se o corpo ao mar. E choro sua vida póstuma: a pérola estagnada nas entranhas de uma ostra .
- SSeton
[…] - Pode ser, mas… suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom pra você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, no tão íntimo, que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas tem cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene e qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.[…]
Caio Fernando Abreu - Pela noite (via mathdvision)
(reblogando um fragmento magnífico para um diálogo de um pai para com uma órfã, ignóbil por natureza, na tentativa de manter a coragem inicial de minha imprudência)