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@veritaserum-ss
[Flashback] Hate me all you want — Snape & Lena
Tentou ser uma pessoa decente. Contar até 10, respirar, se acalmar. Não conseguiu chegar até o número sete antes de descobrir que era inútil. Era seu copo. Ela estava certa, e ele errado, e o mínimo que ele poderia fazer era lhe entregar o recipiente e acabar com aquilo. Já podia estar terminando sua refeição e se dirigindo para a aula, se ele não fosse tão insuportavelmente teimoso. Em seu ponto de vista, só havia dois modos daquilo acabar. Ele desistindo, ou ele desistindo. Ela não costumava abrir mão das coisas, muito menos quando acreditava estar certa. Uma prova disso era como as discussões com George levavam horas para acabar, quando ainda se viam todos os dias. Costumava a levar adiante, nunca disposta a admitir que perdera. Era um dos defeitos de sua personalidade.
Arqueou uma sobrancelha, rindo internamente da acusação do rapaz. Não estava sendo exatamente educada, mas ele também não estava, a acidez em sua voz sendo sempre presente. “Não é você que é tão a favor da educação? Seja um bom exemplo.” Sugeriu, apontando para o copo com o olhar, embora ele parecesse tão disposto a deixá-la vencer quando ela estava em relação a ele. “Davis.” Respondeu, dando de ombros, não se importando se o garoto sabia ou não seu nome. Seus olhos se estreitaram ao ver o copo se mover em direção a sua boca, o ultraje em ver que ele estava a ignorando completamente cobrindo seu senso de julgamento. Como por reflexo, ergueu uma mão, batendo no fundo do copo, fazendo alguns respingos do suco cair para fora. “Não quero seus germes no meu copo.”
“Porque vocês têm quer ser ridiculamente insistente?” Pensou de modo irritadiço, o que provavelmente já estaria transparente na face do sonserino, que sabe lá Merlin porque não tinha levantado e deixado à ruiva que lhe atormentava falando sozinha. Aquilo bastaria e acabaria com o problema. Ao menos fora isso que o vago pensamento foi capaz de convencer o Snape daquela possibilidade. — Sou a favor da educação, contudo se quer realmente que eu utilize o mínimo de educação e bons modos com você Davis. Ao menos tenha o pouco de bom senso. — Claro... aquilo parecia mais um pedido impossível para a colega de casa. Mais do que todos os outros na verdade, aquilo era mais do que irracional aos olhos atentos do rapaz. Era bobo, ainda sim não sentia a menor vontade de ceder a vez pelas vontades da atordoante ruiva.
Antes que finalmente pudesse tocar o copo, a ruiva tinha alcançado o objeto antes. Dando-lhe um tapa no fundo do copo fazendo com que o suco agitasse dentro do mesmo, fazendo com que várias gotículas respingassem para fora dele e por consequência para o rosto de Snape. No mesmo instante do ocorrido se o rosto não tivesse já transfigurado em sinal claro de raiva, teria o feito no mesmo segundo. O rosto se enrubesceu pelo ódio sentido, não apenas pela afronta dada pela a ruiva e sim por ter a completa audácia em confrontá-lo.
Era possível ver para quem estava próximo do ocorrido às gotas alaranjadas escorrerem pelo rosto do sonserino, que se levantava do banco com o copo ainda firme pelos dedos longos, que ganhavam uma coloração avermelhada nas pontas pela força exercida por ele. Um sorriso fraco surgiu nos lábios do sonserino, assim que tivera a ideia mais tortuosa do que o ato anterior da ruiva. — Você não quer, não é mesmo? Aliás, tome o seu suco. — Disse antes de elevar o copo e virar sob a cabeça de Davis. O líquido alaranjado agora escorria pelos cabelos rubros, se camuflando entre eles e se tornando presentes quando escorriam para o rosto da garota. — Espero que esteja de acordo com seu gosto. — Disse finalmente largando o copo sobre o tampo da mesa escura. Uma guerra afinal tinha iniciado.
[Halloween Party] When you have eliminated the impossible, whatever remains, however improbable, must be the truth. — Slena
Estava tentando afastar o desejo de beijá-lo novamente, mas todo seu auto controle havia sido substituído pelo álcool. Uma pequena parte de sua mente lhe dizia que não deveria ter feito aquilo, que não deveria ter vindo a festa e apenas aproveitado o silêncio de seu dormitório – sem conversas fúteis, risinhos e roncos – para dormir pacificamente. Mas agora, era tarde demais. Nem sequer sabia que era possível um ser humano fazer tantas besteiras em um período tão demasiadamente curto de tempo. Ainda assim, era uma parte pequena. A parte maior, que a fazia rir sem nenhum motivo, com muito mais facilidade do que quando estava sóbria, afastava as preocupações, como se estivesse as varrendo para debaixo do tapete, para Lena as ver apenas amanhã quando acordasse, com uma dor de cabeça latejante.
Seu cérebro, ainda que com o raciocínio levemente afetado por causa do álcool, repetia o nome de seu namorado, como se querendo que ela se tocasse que estava o traindo. Mesmo que a relação estivesse degastada pelo tempo, não era justo. No entanto, ele nunca saberia, já que seus amigos haviam se formado junto com ele e não se encontravam mais no castelo e muito menos naquele salão. Não conseguia lembrar-se da última vez que sentira algo por ele. Na realidade, não conseguia lembrar-se da última vez que sentira algo de verdade, que não fosse raiva ou desgosto. O vazio a incomodava. Seu olhar se tornou sério por alguns segundos, mas ela rapidamente se recuperou, pegando outro copo para si própria e bebendo mais um gole, o sorriso aparecendo novamente. Pensaria nisso depois. Agora, iria aproveitar o resto da festa. “Nunca é demais, Snape. Divirta-se, uma vez na vida.”
As palavras da ruiva o faziam acordar do que ele realmente deveria não ter se aproximado porque se envolver sempre seria a pior opção. Não importava a situação afinal, desde o momento que tinha cruzado o caminho da sonserina sabia com plena certeza que deixar com que tivesse uma mínima relação com ela, fosse de ódio ou qualquer outra. Que estava fadado a cometer maiores erros, mais evidentes dos quais ela tinha provado para ele minutos atrás. Os quais Snape não parecia nem um pouco disposto a continuar em direção as linhas erradas e atravessar a linha tênue que os acompanhava.
Não estava acostumado com aquele tipo de abordagem, nem mesmo depois de algo que tinha vindo de forma mais intensa do que o a primeiro ponto de vista dele. O simplório beijo da ruiva não lhe representava nada de uma maneira sentimental. Não era conectado aquele tipo de sentimento, e sabia que o maior impulso e carga do acontecimento estavam sendo alimentados pela grande ingestão de álcool que corria pela corrente sanguínea da jovem. A sentença dela deixava claro que ele não deveria levar adiante o raciocínio lógico que sempre carregava consigo. Uma característica atribuída a ele e ao personagem que estava representando na festa. Sherlock e Snape pareciam ter bastantes semelhanças naquele estranho momento.
Da mesma forma em que a figura da ruiva representava para ele, a imagem que atormentava Sherlock Holmes. The woman. Embora, em maior análise não tinha nenhuma outra semelhança com a colega de casa. Apenas pelo fato de colocar Snape — imergido na figura de Holmes — em uma situação que o grande detetive já tivera sido posto. Da mesma forma em que Irene provocara a confusão nos pensamentos do detetive, Lena estava colocando o mesmo turbilhão dentro da mente do sonserino. O sorriso que brincava com facilidade nos lábios da garota confirmavam para ele tudo o que pensava. Pedindo internamente que não fosse tão prisioneiro da racionalidade que o deixava preso a tantas coisas. — Nunca, é um limite que não deve ser ultrapassado. —Disse firme, ignorando os próximos gestos da ruiva diante a forma altiva que se portava.
It's All Right @Victoire Wright | Flashback
Deu de ombros, sabendo que Adivinhação não estava nem perto de ser uma ciência como Poções era, e que o fato dele gostar tanto da anterior com certeza dificultaria o fato dele acreditar em algo que não havia fatos concretos. “É divertido. Ás vezes as previsões batem.” Estava prestes a comparar uma previsão falhada com uma poção que não desse certo, mas achou que não seria, exatamente, uma boa forma de causar uma boa impressão no rapaz. Já o tinha convencido, e não queria fazê-lo mudar de ideia. Sorriu levemente ao perceber a determinação que ele tinha quanto ajuda-la, e acenou com a cabeça. Mesmo que delicado não fosse o adjetivo que ela escolheria ao dirigir-se a ele, apreciava que ele não a deixaria desistir. Seria, com certeza, mais fácil para ele se a deixasse. “Certo. Não pode ser tão difícil, não é?” questionou, voltando o olhar para o livro.
Sua mão foi para sua nuca, a coçando por hábito, como se aquilo fosse fazê-la entender. Mordeu o canto de seu lábio, repetindo as palavras em seu cérebro. Fazendo um próprio resumo das palavras já resumidas de Snape. O problema, não era, propriamente, entender. E sim lembrar-se, durante a prova. Sempre esquecia, principalmente sob a pressão de conseguir uma boa nota. “Sim. Eu acho.” Sim, ela escutara o professor comentando sobre isso. Ou talvez fosse apenas qualquer outro elemento e o material do caldeirão. “Continue, eu consigo acompanhar.” Garantiu.
Não existia muita diversão incluída no dia do sonserino, logo não via a menor possibilidade de enxergar algo divertido em algo tão abstrato. Coisas incertas, ainda que a interação de componentes de certa poção fosse volátil o bastante para ter mudanças em seu preparo em função de como se comportavam com outros. – Não há tempo para diversão. – Disse cortando o assunto por vez. – Só será difícil se você tiver dificuldade com as informações, mas suponho que não vá demonstrar maiores problemas com isso. Obviamente vai ter que estudar isso com mais afinco para fixar o que estou dizendo. – Falou de forma firme, ainda encarando as páginas velhas do livro zurrado.
Arqueou levemente uma das sobrancelhas quando ouviu a incerteza dentro da frase da ruiva, contudo continuou o discurso quase intrínseco a ele. Ao menos para Snape era um estudo fácil, talvez tão mais fácil quanto às propriedades da pedra da Lua que de fato era um assunto mais passageiro do que os usos do sangue de dragão. – Melhor dizendo, deveria saber que mesmo tendo dito que eram sete usos, a informação tem controvérsias. Existe um novo uso, assim como outros curiosos sobre o assunto dizem ser doze, o número total do uso do sangue. Bem, os estudos ainda são de certa forma, recentes. E por isso muitos afirmam ser apenas sete. – Explicou de uma forma não tão simplificada quanto queria, no entanto ele julgava que a ravina saberia bem como selecionar as informações importantes dentro do discurso do sonserino.
– Alguns mestres em poções testaram o uso do sangue em poções revigorantes, e foi provado de que existe uma maior eficácia no efeito desta com ele. Claro que a potencialidade em níveis elevados pode causar um efeito maléfico, por isso não é remendado em grandes proporções. – Apontou para certo ponto da página o qual a informação não batia com o que ele dizia. – Claro, que existem outros que pensam de que utiliza-lo possa ser perigoso demais. Mas, não é de fato.
[Flashback] Shadowplay | Mathilda Ackerman
À medida em que seus lábios foram tomados pelo de Snape, sua boca foi invadida pelo sabor suave do vinho servido pelo professor Slughorn ainda há pouco. Havia ainda um sabor doce, não identificado. A loira achou irônico que os lábios de alguém como Severus fossem doces, mas não havia surpresa quanto à falta de gentileza com a qual eles se moviam contra os seus. Tanto a ausência de gentileza quanto a urgência com a qual o sonserino havia iniciado o beijo casavam-se perfeitamente com as expectativas colocadas pela Ackerman mais nova.
As unhas deslizavam na pele dele, a qual estava febril devido à avidez do contato anterior, em direção aos fios dos cabelos dele. Mas sua atenção não estava ali, e era impossível estar. Os lábios do sonserino eram seu foco, principalmente pela forma como se sentia… domada por eles. Não admitiria isso em voz alta, talvez não admitisse em pensamento mais do que duas vezes, nas quais teria um acesso de raiva e explodiria algumas lamparinas. Confortava-a saber que, se agora o beijo a roubava o ar e a enchia de urgência pelo gosto adocicado dos lábios do garoto das sombras, o mérito da provocação era seu. Mathilda Ackerman sabia ser uma tentação quando queria.
E, naquele momento, não arrependia-se de tê-lo querido. As reações em seu corpo não deixavam espaço para que ela mentisse. Ou que parasse. Não naquele momento, ao menos. Pressionou o corpo contra o dele, forçando-o contra as prateleiras de madeira, que balançaram pelo contato. Ouvia-se o tintilar de algum objeto de vidro que parecia rolar por uma delas. Nenhum dos dois pareceu se importar. Uma das pernas da sonserina encaixou-se por entre as pernas de Snape, afastando os lábios dos dele por alguns instantes, suspirando à procura do ar que ele lhe havia roubado. E, inconscientemente, da volta ao controle da situação. Não gostava quando a faziam flutuar daquela maneira. Ficava vulnerável demais. – Eu deveria ter tido cuidado… – Os lábios roçavam nos dele e, se ele fosse atento, notariam que estavam curvados num sorriso típico. – I must say it’s a good thing that I like it when it’s dangerous. – Sussurrou, num tom que denotava que logo o beijaria novamente. E assim o fez. Perdendo-se nos lábios com gosto indefinido mais uma vez.
Ele estava concentrado no que fazia e a sonserina parecia corresponder do mesmo modo, o foco de Snape era nos lábios da loira. E como eles ficavam moldados perfeitamente com os dele. O encaixe perfeito sentia a conexão intermitente entre ambos e como ela reagia cada vez que sentia o corpo da sonserina próximo ao seu. E não se importava de como eram bruscos os movimentos de ambos. As prateleiras atrás do rapaz indicavam o quão mal se comportavam, demonstrando que a racionalidade de Snape estava deixada de lado. Isso acontecia quando era provacado daquela maneira. Se aquilo era um jogo, ele moveria perfeitamente as peças para conseguir a vitória. O sonserino não jogava para perder, o gosto dos lábios da loira tinha o sabor da vitória.
Um leve descontentamento ficou presente quanto o beijo foi cessado rapidamente, enquanto era audível escutar o suspiro de Ackerman, provavelmente buscando o fôlego perdido. O quebrar do silêncio o atiçava, do mesmo modo em que os lábios quentes roçavam nos dele. A presença do sorriso era notável. — I told you. — Disse de forma baixa e breve, enquanto permitiu-se rir levemente quanto a insinuação feita pela a loira. — Don’t waste time... with silly words. — Respondeu logo correspondendo o novo beijo iniciado por ela desta vez. O sonserino enquanto isso deixava a mão firme dedilhar parte das costas da garota, indo pouco a pouco a descendo.
Utilizou de um impulso um tanto brusco, não se importando na verdade com o baque que poderia provocar contra a outra, e por consequência a porta que estava atrás dela. Descolou as costas de forma rápida conduzindo o peso, contra o dela. Então o pequeno barulho, ou grande se fosse escutado fora do local. Do encontro de Mathilda contra a porta, interrompeu o beijo para que pudesse lançar a questão que se acaso não estivesse clara, era necessário que o fizesse. — So... — Iniciou tirando a mão que se encontrava entre os fios loiros, deixando a deslizar pela lateral do rosto de Ackerman, enquanto falava. — It’s a dangerous game. Do you really want to play? — Questionou em um tom diferente do seu usual, tinha certo ‘que’ de malícia nele.
It's All Right @Victoire Wright | Flashback
Deu de ombros, procurando por palavras que pudessem exprimir o que pensara. “Cético demais?” sugeriu, arqueando uma sobrancelha. Ela, por outro lado, apreciava a matéria. Era uma boa folga da dificuldade com as outras, como Poções e Transfiguração, e não precisava estudar muito para entende-las, sua facilidade em decorar os significados dos símbolos ou elementos de sonho a ajudando a fazer os trabalhos de forma honesta. E sem pedir a ajuda de ninguém, como precisara fazer essa vez. Sentia-se um pouco desanimada com a perspectiva, mesmo que adorasse conhecer pessoas novas. Todos os seus colegas de casa pareciam não ter nenhuma dificuldade, com absolutamente nada que envolvesse o currículo escolar, e isso a fazia perguntar se realmente pertencia a casa azul e prata.
Esse era seu problema. Já tivera, em algum momento, um interesse em Poções. No começo, quando a pergunta mais difícil era onde se podia se encontrar um bezoar, e as misturas eram simples e fáceis de fazer, e sua poção só explodia uma vez por semestre. Foi no terceiro ano que tudo começou a complicar, e, consequentemente, ela desistira. A frustração de não conseguir, quando todos ao seu redor pareciam ter sucesso, era irritante. Ainda não largara a matéria por saber que era algo importante para se ter em seus NIEM’s caso quisesse um bom emprego, mesmo que fosse um A, ou um E, mas isso talvez fosse esperar demais. “Mais ou menos.” Disse, com sinceridade, franzindo o cenho para a página aberta. “Acho que ouvi o professor falando disso, mas devo ter perdido alguma parte.”
– Digamos que eu não consiga acreditar muito na ciência tão inexata. Melhor colocando, não poderia dizer que é uma ciência. – Explicou com bastante simplicidade, confirmando mais ainda o que ela tinha pensado. Mas, aquele realmente não era o foco para ele. Quanto antes pudesse resolver sobre a dúvida da ruiva, mais rápido ficaria livre. A resposta apreensiva da garota fez com que Snape repensasse um pouco sobre a decisão, mas algo dentro de si tinha um sentimento. A questão de não desistir e provar pra si mesmo e até ela que poderia ajudar minimamente as pessoas, apesar da postura que tinha grande parte do tempo. – A resposta correta é sim. Sim, você está preparada. – Disse de forma firme, como se fosse algum tipo de incentivo a jovem, por mais tortuoso que pudesse parecer. – Não aceito desistências. – Complementou antes de continuar com o olhar fixo sob as páginas amareladas. Em certas partes, era simples. Ser capaz de memorizar poderia levar o sucesso, no entanto era preciso entender para demonstrar um aluno melhor.
– Bem, é utilizado de diversas formas. A primeira delas é a forma que o sangue interage com os outros ingredientes. Com alguns lhe parece mais volátil. Com alguns, pode ser perigoso demais. – Disse de forma calma, que parecia o pensamento mais claro que poderia ter. No entanto, olhar do jovem elevou para prestar atenção na ruiva. Enquanto explicava mais sobre os efeitos do elemento, gesticulava com as mãos. – Atua diferente em contato com outros materiais do caldeirão. Por exemplo, cozinha melhor e tem um poder maior de ouro. Já não possui tanta potencialidade com um de bronze. Está conseguindo entender? – Perguntou após, cessar levemente o discurso que para muitos poderia ser interpretado como chato e enfadonho.
[Halloween Party] When you have eliminated the impossible, whatever remains, however improbable, must be the truth. — Slena
Não sabia porque diabos tinha feito aquilo. Não sabia porque Snape estava correspondendo. E também não sabia porque era bom, mas com certeza era. Melhor do que esperava, embora nunca tivesse passado muito tempo pensando sobre os lábios do garoto antes dessa noite. Aproveitou a recém adquirida liberdade nas mãos para segurar as bordas de seu casaco, puxando-o para mais perto de uma maneira que poderia ser considerada desesperada para qualquer um que estivesse observando. Escorregou sua língua para dentro de sua boca, se perguntando do porquê nunca tinha feito aquilo antes. As semanas que passara torcendo o nariz até mesmo quando apenas ouvia o nome do rapaz pareciam um desperdício agora. Embora soubesse que, antes de todo o álcool que corria em suas veias, a irritação, até mesmo ódio, que sentia por ele era real. E que não iria desaparecer tão fácil só porque ele estava particularmente bonito. Mesmo que fosse vestido de Sherlock.
Separou seus lábios dos dele antes que ele pudesse fazê-lo, mas ainda perto o suficiente para sentir sua respiração. Abriu os olhos, mordendo o canto do lábio, e logo em seguida segurou-o pelo cachecol novamente, puxando para o lugar do salão onde a mesa estava posta com as bebidas batizadas por sabe Deus quem, mas que ela tinha que lembrara de agradecer. Ou xingar. Não estava certa sobre qual era melhor. Soltou o cachecol quando chegaram, olhando em volta a procura de um copo. “Bebe comigo!” pediu, sorrindo enquanto servia um pouco da bebida. A quantidade de animação na sua voz era com certeza muito maior do que qualquer uma que já tivesse direcionado a Snape. Bebeu um gole antes de entregar o copo na mão do rapaz. “Ou você tem medo?” questionou, arqueando uma sobrancelha, finalmente seu tom de voz parecendo um pouco com o usual.
Ele estava correspondendo e sabia como era errado. Muito na verdade, no entanto a questão era vinda muito pior para ela. Que tinha iniciado tudo aquilo entre eles, e ela tinha alguém afinal para importar-se fora do castelo. Ainda que ele também tivesse uma parcela de culpa por não estar impedindo os lábios que estavam grudados à ele, da mesma forma que as mãos seguravam firme as bordas do casaco que usava. Era desesperadora a atitude da ruiva que o beijava com sofreguidão, deixando com que a língua explorasse cada textura diferente que Snape tinha. O gosto do líquido âmbar misturava-se com a saliva quente, a resposta estava no grau etílico que a sonserina tinha nas veias. Porque no fim de tudo, saberia que se arrependeria do que estava fazendo naquele instante. E com o arrependimento viria um Snape confuso com o que aquilo representava.
Os pensamentos que martelavam cessaram um pouco com o separar dos lábios, antes mesmo que ele tomasse a iniciativa de fazê-lo. Era como se a ruiva tivesse previsto o que aconteceria, ou apenas tomado em partes a consciência. Não, ela não tinha tomado. Ele percebeu quando ela o encarou, agarrando-se a ponta do cachecol do sonserino. Por consequência o levando mesmo sem ter vontade para acompanha-la quando sentiu um aperto maior envolver a região do pescoço. Se antes Snape tinha uma expressão de surpresa ou algo próximo a isso estampada no rosto, a face contrafeita tinha voltado quando pararam próximos ao local que o combustível para aquilo tudo acontecesse, estava afinal. Parecia ser tolice ela continuar naquele ritmo, ele ainda ficar assistindo tudo bem de perto. Apenas fingira não ter ouvido o pedido, mesmo que a música alta não tivesse afetado a audição por completo. Observou os próximos movimentos de Davis, que entregou um copo antes de tomar um pouco do líquido que o preenchia. Snape segurou, mas não fizera menção de beber e só então voltou a falar depois de um enorme silêncio. — Acredito que tenha já bebido o suficiente. — Disse brevemente, voltando ao foco do perguntado. — Não seja tola, eu não tenho medo. Não preciso disso.
[Flashback] Shadowplay | Mathilda Ackerman
Finalmente, pensou a loira ao sentir seus cabelos sendo puxados. Ele não poderia ver, a escuridão não permitia, mas os lábios dela, quando separados dos dele, eram delineados por um sorriso de satisfação. Essa que aumentou, ao ouvir o aviso dele em tom ferino. Talvez ele tivesse julgado que isso a assustaria, mas isso só provava que ele não era tão bom observador quando julgava ser. Todos os sinais dados pela loira naquela noite mostravam que era isso o que ela queria.
Umedeceu os lábios, ainda com a cabeça levemente inclinada para trás. Não havia feito qualquer força para sair da posição designada pelo garoto das sombras ainda. – Cuidado? – O tom da garota era divertido, afinal de contas, toda a situação era um playground de reações provocadas por ela. E ela gostava disso.
As mãos deslizaram até a nuca do rapaz, onde, sem qualquer aviso prévio, ela cravou as longas unhas. A sensação de tê-las afundando na pele do rapaz sem conseguir ver sua expressão foi quase tão satisfatória quanto o resto. Pela primeira vez, forçou sair da posição em que ele a havia colocado, aproximando os lábios dos dele mais uma vez. Ainda sem ter qualquer iniciativa. – Por que você não me mostra do que é capaz? E eu decido se deveria ter tido algum tipo de cuidado. – O tom divertido continuava presente em sua voz e, enquanto ela ansiava por uma resposta do rapaz. Mais física do que verbal, aproximou ainda mais o corpo do dele, encaixando-se cuidadosamente nele. Num gesto de ansiedade, pressionou os dentes contra os lábios de Snape, mas a sua decisão era de que o primeiro – ou próximo – passo seria dado por ele.
A princípio o tom de voz de Snape não parecia coagir a loira, e em meio da escuridão promovida pelo cubículo que era o armário não tinha muito sobre o que fazer. Dizendo assim, tinha que capturar as reações de outras maneiras. Pela voz e pelo tato que os movimentos do corpo de Ackerman lhe entregavam. As mãos da sonserina deslizaram pela nuca do moreno, que sentiu um leve arrepiar pelo toque na região. O arder das unhas cravadas sobre a pele lívida, que provavelmente tinha adquirido uma coloração avermelhada pelas afiadas unhas da loira. Um leve franzir na região da testa, fora a primeira reação do rapaz em relação a garota.
De outra maneira segurou um pouco mais firme os fios loiros que ainda estavam entrelaçados nas mãos de Snape, ela afinal podia sentir o que provocava nele. O movimentar de Mathilda, e a liberação de Severus fez com que o rosto dela voltasse novamente a estar próximo dele. Ele podia sentir em meio da obscuridade presente, ele sentia os lábios próximos ao dele. Sibilando como uma canção hipnotizante o sonserino. O tom usado pela colega de casa mesmo que em tom brando, deixava o desafio para ele nas entrelinhas. Ela queria a prova, e sabia que um sonserino verdadeiro não declinava tal coisa.
Ela implorava por uma resposta, e ah... ele lhe daria a melhor resposta.
O corpo de Ackerman cedeu contra o do sonserino, de tão juntos os batimentos cardíacos e respiração se confundiam. Consequentemente o calor que emanavam, um para o outro. Ansiavam, mas não queriam dar o braço a torcer. Ao menos não Snape, e a postura totalmente correta que exibia pelos corredores. Ainda sim, ele estava exposto a uma tentação? Poderia colocar assim, que agora pressionava os dentes perfeitamente alinhados contra os lábios finos dele.
Não espero mais e deixou que o corpo respondesse por si, quando trouxe o rosto de Ackerman já diminuindo a distância ínfima em um beijo. Urgente. Ávido. O qual guardaria na lembrança, trancado nos segredos. Enquanto a outra mão livre deslizava para direção da cintura da loira, mantendo a próxima.
Smooth Criminal @Heloise Gamp
Montanhas de neve. Não dava mais para ver o longo caminho de pedras que era formado até o grande portal que dava acesso ao Grande Salão de Hogwarts. O vento uivava, flocos brancos e gélidos caíam do céu empanturrado de nuvens cinzas, quase negras.
Heloise caminhava cabisbaixa, as mãos unidas no peito, como se aquilo fosse protegê-la no enorme frio que fazia na região. Minerva McGonagall, que acompanhava a jovem, soltava um rastro de respiração e tentava ao máximo caminhar rapidamente. A senhora Gamp percebera que a alegria de estar de volta ao castelo em que passara razoável parte de sua vida não era capaz de confortá-la naquele inverno cruel.
Adentraram o Salão Comunal, os alunos tomavam o delicioso e farto café da manhã que era servido. Heloise lembrava-se perfeitamente do cheiro do suco de abóbora e dos waffles de batata doce cobertos de mel de rosas. E do bolo de chocolate recheado de Feijõezinhos de Todos os Sabores com os melhores sabores especialmente selecionados. Charles Gamp, seu marido, havia tentando reproduzir a sobremesa em um momento de ternura que tiveram no último verão, porém, não conseguiu com que Heloise se sentisse novamente no colégio… Porque, de fato, ela não estava mais lá.
Nostalgia.
Gamp cumprimentou um famoso senhor de barba e longos cabelos cabelos brancos e que se vestia muito melhor do que uma mulher. Observava o movimento e os estudantes, reconhecia alguns rostos e percebeu que o tempo havia passado drasticamente. Já havia dado bronca em alguns por andarem fora do horário nos corredores ou por furtarem alguns ingredientes do armário de poções.
Subiram as vastas escadas de mármore até chegarem à Ala Hospitalar, onde Heloise iria prosseguir com um estágio avançado de Healer. Ajudaria Madame Pomfrey a preparar os medicamentos, a cuidar dos alunos doentes ou acidentados e a realizar alguns exames de maior complexidade. Pomfrey a cumprimentou levemente e logo lhe entrou uma lista de ingredientes para que, juntas, pudessem preparar as poções curadoras.
Prontamente, Heloise encaminhou-se à estufa de Herbologia para que pudesse pegar os preparativos. Foi um longo caminho até o local, afinal, o frio era devastador e nenhum aluno ousou colocar os pés para fora do castelo.
“Vagem sudorífera. Raízes de valeriana. Wiggentree. Hellebore. ”
“Ok. Bem conheço esse lugar.” – murmurou para si enquanto observava a enorme estufa. Aproximou-se de uma planta azul com contornos lilases e, rapidamente, trocou suas luvas para que pudesse pegar a vagem sudorífera com bastante cuidado. Cortou-a e guardou seu cabo e flor num pequeno recipiente. Foi quando ouviu uma voz áspera que sussurrava algo que ela não conseguia identificar.
Parecia um feitiço. Era-lhe absolutamente desconhecido. Foi andando lentamente, seguindo a direção da voz. Havia sangue espalhado no chão, um cheiro suavemente metálico tomou suas narinas. Um pequeno animal se contorcia e Heloise arregalou os enormes e cintilantes olhos azuis. Agachou-se e os ossos estalaram.
“Que diabos está fazendo?" – perguntou e olhou diretamente para o rosto macilento. Reconheceu prontamente o indivíduo e arqueou as sobrancelhas em surpresa.
Era a terceira vez que Snape tentava testar o contrafeitiço, sendo antes interrompido exatamente passado um ano. De qualquer forma, sentia de que não teria muito sucesso depois de um segundo teste. Desta vez tinha escolhido um lugar ainda que pouco usual, saberia que não estaria em perigo de se descoberto. Ao menos não queria pensar em outra possibilidade em tornar novamente a desviar-se do assunto mesmo com provas tão conclusivas debaixo do nariz de quem olhasse.
“Bem vamos tentar outra vez.” Pensou mentalmente com a varinha a postos para realizar o feitiço que tinha criado. Em um pequeno floreio deixando com que a criatura ficasse preso entre os dedos pálidos e longos e o chão da terceira estufa. “Sectumsempra.” Sussurrou a azaração que no mesmo segundo que atingira o pequeno animal, deixou com que cortes fossem abertos no local atingido. E por consequência os filetes antes pequenos aumentavam e deixavam com que uma poça de sangue forma-se aos joelhos de Snape que ficavam um pouco sujos.
Em pouco tempo podia notar a agonia e dor do ser indefeso, e com o sangue a vida também lhe escapava de acordo com os segundos esperados por Snape para realizar o contra-feitiço. Tinha que descobrir com toda a certeza de que funcionava completamente efetivo. “É a hora.” Novamente manteve o silêncio e utilizou a varinha novamente dizendo em voz mais alta agora o conjunto de palavras que lhe pareciam sem sentido em resposta ao contra feitiço. Devia ser dito mais do que uma vez até que completasse a cicatrização dos cortes. — Vulnera Sanentur... — Proferiu pela primeira vez concentrado sobre o pequeno animal, continuamente falando mais umas duas vezes. Notando que o fluxo de sangue diminuía como se estivesse em sentido contrário voltando para o local de origem.
— Vulnera Sanentur... — Disse mais uma vez a voz áspera ao ambiente, que de tão concentrado não tinha notado uma segunda presença no local. A voz feminina com expressão seguidamente surpresa ele notou, quando ergueu o olhar um pouco, no entanto só limitou-se a continuar o que fazia. No continuo recitar do feitiço viu completar com sucesso o teste. E novamente o animal estar sem nenhum específico arranhão ou sintoma de malefício com a azaração.
— Não lhe parece óbvio? — Questionou arqueando uma das sobrancelhas, levantando-se um pouco sem que lembra-se do animal que fugiu do local. — Estava testando algumas teorias. — Disse em um tom perigosamente baixo, deixando o olho cintilar.
[Flashback] Weak and Powerless — River & Severus
Um rolar de olhos. Aquele simples gesto tomado como a forma mais efetiva de resposta que a ravina conseguira encontrar enquanto a figura à sua frente falava como se nunca mais fosse calar a boca. Uma falação incessável e outro rolar de olhos, desta vez mais demorado e evidente. Poderia até rebater o que lhe era dito, mas sabia que de nada adiantaria. Ao menos uma pergunta que fora feita havia despertado sua curiosidade: quem era ele? Não sabia, na verdade. Mas também não queria saber, não! Poderia ser até mesmo o filho do Ministro da Magia que ela não se importava. Títulos de nada serviam e ela sabia muito bem disso. Poderia acabar com o garoto em poucos movimentos de sua varinha. Era uma duelista hábil, mesmo que Feitiços não chegasse nem perto de ser sua aula favorita.
Uma risada seca e sem humor escapava de seus lábios à menção da Enfermaria. Claro, como se fosse possível acabar lá, pensou consigo mesma. Não havia necessidade de externar seus pensamentos, já que o semblante adquirido e a risada falavam por si mesmos. Nada do que lhe era dito fazia qualquer tipo de impacto à dona das madeixas douradas. — Um príncipe em seu cavalo branco, é isso que você seria se estivéssemos em um conto de fadas. Salvou-me da perdição que é a detenção. Oh, meu herói! — O tom de deboche presente em sua voz apenas fazia com que seu sorriso escárnio tomasse maiores proporções, sendo dirigido exclusivamente ao rapaz que agora livrava-se da mira de sua varinha. Não havia mais motivos para usá-la, afinal, mesmo que sentisse vontade. Assim, guardou-a de volta por entre as duas vestes, livrando a mão que agora adquiria a marca do corpo do objeto.
Permitiu-se dar um passo à frente, ficando novamente próxima daquele que estava prestes a azarar se o monólogo extenso e cansativo não houvesse tido o mesmo efeito que a presença de um Dementador: arrancado toda a sua vontade de viver. Não que fosse culpa do outro, mas era uma características que os estudantes da Casa de Salazar tinham quando a ravina entrava em contato com eles. Talvez pelo desprezo que sentia, o desgosto de ter que dividir o ambiente e muitos outros motivos que poderia passar horas listando sem realmente chegar ao fim. — Eu sei me cuidar muito bem. Passei todos esses anos sem precisar da sua ajuda, vê? — Adquiria um ar superior, deixando com que seu orgulho falasse mais alto naquela hora. Não havia, de forma alguma, necessidade da intervenção indesejada que há pouco acontecera. — Então por que você não tira essa cara ignorante, preconceituosa e maltratada da minha frente e faz meu dia mais feliz? — Cuspiu as palavras o mais ríspida possível, terminando com um sorriso debochado que lhe rasgava os lábios de ponta a ponta.
A expressão da ravina demonstrava o quanto poderia e na verdade estava sendo tedioso o discurso do sonserino para ela. Que tão pouco estava interessada na pequena boa ação que ele teria feito, não era um ato comum vindo dele. De fato, de nenhum estudante da casa de Salazar e muito menos do aluno com a expressão facial habitual de que tinha esquecido ou atrofiado os músculos do rosto. Se a condição que ela apresentava estava lhe incomodando? Sim, estava. Não, porque ela não estava o desafiando como normalmente faria. E sim, porque o silêncio era o pior dos sinais. De que estaria pronta para proferir coisas piores, apenas esboçando mínimas reações sobre o que ele dizia.
Tão certeiro com uma flecha mirada no alvo, as palavras de Song o acordaram do pequeno devaneio imposto. Não existia outra forma para irritar Snape do que carregar no tom de deboche, combinado com as palavras. Afinal, na visão do rapaz parecia ser mais fácil cuidar da situação toda com descaso. Do que simplesmente agradecer? De fato, nem era necessário essa segunda parte do pensamento dele. Bastava seguir o rumo, sem maiores alardes. Agora ele pensava com mais atenção, sobre o quanto contraditório parecia o comportamento da loira à frente dele. Tinha a prova final de que nem tudo parecia ser e que tudo tinha a devida exceção. — Não estamos nos contos de fadas. — Disse secamente, levemente arqueando uma das sobrancelhas. — Se isso acaso fosse um, definitivamente... bem. — Pausou em sinal de que lhe era óbvio, deixando claro o que queria dizer. — Está longe de ser uma princesa. E enfim, não teria um felizes para sempre. Ou qualquer besteira que esteja pensando sobre essas tolices. — Não quis se delongar com o assunto, novamente prestando atenção nas outras palavras da ravina.
Vira a razão ao menos atingir a outra, que observou guardar a varinha por dentro das vestes, deixando que soltasse um pequeno suspiro. Ela avançou um passo em direção, e ele continuou imóvel como se fosse uma estátua ou tivesse criado raízes. — Sorte a minha, não? Seria tedioso demais ter que livrar você de confusões. Guardião nunca fora uma ambição minha. — Interpôs em sinal de resposta a posição de superioridade que ela estava motivada a exibir par a ele. Sorte dele, ou dela. Não saberia dizer, não estava interessado em gastar mais nenhuma palavra com ela. — Quantos elogios quanto a minha pessoa. Eu estaria lisonjeado, no entanto a minha humildade não permitiria. — Explicou em um mínimo sorriso ao canto dos lábios, afastando-se em um leve recuar. — Não se preocupe, farei isso no mesmo instante. Afinal, essa sua expressão... está me deixando tão entediado quanto as palavras que está me dirigindo. Ainda é muito cedo para dormir, até... nunca mais. — Despediu-se com um sorriso, em uma breve reverência dando meia volta, seguindo em passos lentos a orla do Lago Negro.
[Flashback] Hate me all you want — Snape & Lena
Resumiu a encará-lo, a raiva queimando dentro de seu corpo. Se ela tivesse um pouco mais de força nas mãos, já teria pego o copo, e a discussão teria acabado. Mas ela não iria desistir só porque a intervenção física não funcionara. Seria mais fácil se ela deixasse para lá, e se servisse outro copo, mas sentia que deixá-lo vencer não era uma boa escolha. Ele já agia como se fosse superior mesmo sem ter nenhum motivo em particular, e não lhe daria uma brecha. “Digo o mesmo de você. Nunca ouviu falar sobre cavalheirismo?” perguntou, cruzando os braços em frente do peito, com um sorriso de escárnio nos lábios.
Seria mais fácil se ele desistisse, lhe desse o copo e a deixasse em paz. Infelizmente, isso parecia improvável. O garoto era, ou aparentava ser, tão teimoso quanto ela. Embora ambos parecessem querer terminar a discussão o mais rápido possível, nenhum queria abrir mão. Arqueou uma sobrancelha com seu ensinamento, com ele a tratando como uma criança que ainda não aprendera as palavrinhas mágicas e não sabia ser educada quando necessário. “Por favor pare de ser um idiota.” Pediu, colocando ênfase na expressão que ele acabara de falar. “Assim?” Preencheu a pergunta com uma inocência debochada.
“O que essa garota tem afinal?” O pensamento explodiu dentro da mente de Snape, que ainda não entendia bem o motivo de tanto insistência da sonserina. Era simples, e notava que estava muito focada em irritá-lo. Vencer pelo cansaço e Snape realmente não estava dos mais pacientes em levar por muito tempo adiante aquela cena patética. Até porque alguns colegas mais próximos de ambos já observavam a pequena confusão. Não, que o sonserino estivesse com algum pensamento em importar-se com as opiniões alheias. Só queria parar. Apenas isso, de uma forma ou de outra. Franziu o cenho em sinal das palavras dela, não acreditando de que ela realmente tomaria tal estratégia para conseguir o que queria.
— Primeiramente, existe uma condição muito clara para que eu possa ter algum cavalheirismo com você. — Fez uma pequena pausa e continuou o raciocínio. — E isso implicaria em outra condição, muito importante. Na qual você deveria ser uma dama. Ou pelo menos se portar com uma, e não consigo enxergar nenhuma dessas sendo cumpridas, nas vias de fato. O que tem a me dizer quanto a isso? — Troçou finalmente depois do pequeno discurso de comportamento, não que ele estivesse sendo tão amável.
O gestual dizia que ela esperava pela bandeira branca, vinda dele. Algo que ele não estava disposto, não em nome do orgulho que tinha dentro de si. Não baixar-se a alguém tão impertinente. Balançou a cabeça negativamente, em uma expressão de decepção para a ruiva. — Começou bem, porém colocou tudo a perder. Francamente, qual é o seu nome mesmo? — Questionou em um lapso. — Eu esperava mais de você. Estou decepcionado. A resposta, continua sendo a mesma. — Deu os ombros, novamente elevando o copo para tomar um gole do suco. — Não. — Disse antes que o copo pudesse tocar-lhe os lábios.
m!a apaixonado pela Lena
Alguém disse o nome Lena? Essa garota extremamente adorável que me faz o meu coração bater mais forte. Como não amar?
veritaserum: pois é, né, snape, por detrás dessa pose de "eu odeio todo mundo", acho que existe alguma outra coisa. eu acho que você não odeia ou despreza todos, nem mesmo as pessoas que faz questão de dizer que sim. fale sobre seus reais sentimentos sobre algumas pessoas. deixo até escolher quem.
A questão toda está em não querer demonstrar fraqueza. Os suscetíveis a sentimentalismo, sofrem mais em todos os sentidos. E sim, existe alguém além da máscara de ferro que uso todos os dias. Alguém, que está cansado demais com tudo que aguenta. E não enxerga positivamente, declarar lados ou sentimentos. Amizades enfraquecem, assim como colocam o perigo na vida de quem for. Por isso, eu mantenho o meu segredo, e disfarço com a indiferença tudo o que sinto por Evans.
ouvi falar que você é muito bom em poções, snape. me daria aulas particulares? posso pagar por elas [s]com o corpo[/s]
Sou um excelente aluno em Poções, contudo não sou adepto a lecionar. Contudo, dependendo do pagamento eu posso pensar no caso.