Às vezes eu queria estar na luz da lua, apenas permitindo que meu corpo reflita amores e calores, coisas boas de uma vida profana. Em outros momentos, eu queria estar na luz do sol: seria eu mesma o feiche contínuo e forte que abre portas, plantas, mundos, corpos e lugares. Há também aqueles dias em que queria estar na luz das estrelas... Aquele lugar que já ficou no passado, mas, porque ainda é possível ver e sentir, posso também fingir que é meu aqui e agora e, talvez, eu possa fingir tão forte que meu corpo acredite e minha mente acredite e tudo em mim acredite até que eu possa reencontrar e reviver o passado. Trazer o tempo que se foi para o agora. Esse agora. Às vezes, quando eu queria estar em alguma luz, mas a escuridão me consome e me transborda e me afunda em lugar nenhum, eu lembro que não preciso ser sol, nem lua, nem estrela. Posso ser apenas uma vela que se mantém acesa com o calor de tudo aquilo que se movimenta em mim. Uma faísca, uma promessa, um ponto de partida.











