“Ela ia até a varanda para admirar a Lua e seus olhos se mantinham fixos sobre o brilho que vinha do alto. Ela admirava de forma apaixonante, era como se aquela Lua fizesse parte dela, e talvez fizesse mesmo. Com um olhar calmo e debruçada na mureta da varanda, ela segurava sua xícara de café e ali ela passava horas e horas, era como se aquela Lua fosse sua casa, e talvez fosse mesmo. Ela era parecida com aquele satélite natural da terra. Era como se nela houvesse todas as fases da Lua, e talvez houvesse mesmo. No seu sorriso, era como se ela carregasse a fase minguante, e em seus olhos o brilho daquela Lua quando estava cheia reinando o vasto universo, mas sabe, às vezes ela ficava na dela, na mesma forma quando a Lua se escondia em seu eclipse, era como se ela fosse a própria Lua, e talvez fosse mesmo. Bom, eu não sei qual é a conexão que ela tem com a Lua, apenas sei que, quando olho para o alto e encontro a Lua gosto de pensar que ela também esteja olhando e assim, eu a sinta de perto, e talvez ela esteja mesmo.”
— You’re my Lobster.












