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É uma sensação terrível, perder o chão e nem ter paredes para se segurar.
Astrid Calisto
“Agora, de longe, se desse, pra te ter por minutos, nossa, eu seria tão feliz.”
— Tati Bernardi.
“Ontem eu chorei e não havia ninguém para me amparar. Ontem eu tive um crise existencial e não conseguia imaginar uma mão que poderia me salvar. Ontem me fiz acreditar que sou um inútil e não me veio um nome à mente que poderia me fazer mudar de ideia; Ontem me senti sozinho e percebi que não havia um contato que atravessaria a cidade por mim. Ontem não foi fácil, mas prometi para mim mesmo que o amanhã seria diferente. Seria um novo dia: caso não eu tenha ninguém. Tudo bem. Faço um acordo a com minha companhia e prometo nunca mais me abandonar. E fiz. Como deveria ter feito desde os meus primeiros passos. Hoje percebi que estar feliz com minha própria companhia é a melhor forma para nunca me sentir só.”
— Pedro Peixoto.
“Não sei fazer escândalo, comigo tudo é meio silencioso. O pior é que eu nem sei se isso é bom ou ruim, eu quero que escutem coisas que eu nunca disse, e encontrem pistas que eu nem deixei.”
— Sean Wilhelm.
“Eu nunca vou devagar, se lembra? Eu fecho os olhos e pulo.”
— Arrow (via poetologia)
“Você é você e isso é suficiente pra mim.”
— Jhennifer Werneck
“Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você.”
— Charles Bukowski.
eu vivo de crises, seja de riso ou choro, mas a existencial tem me perseguido diariamente.
“Me diga, como é viver com um pai em casa? Como é acordar com sua voz bebendo café, ouvir seu bom-dia atrasado ao serviço? Como é ter um pai entrando no quarto secretamente, para ver se finalmente dormi? Um pai que confere a extensão das cobertas e se as janelas estão fechadas? Um pai que coloca remédio de mosquito e esfrega a manga morna do pijama em minha testa? Como é ter um pai que me acompanha na consulta ao médico? Um pai que assina o boletim? Como é ter um pai perseguindo baratas pela tranqüilidade doméstica? Como é brincar com um pai: aprender a dobradura de papel de chapéu e barcos? Como é ter um pai para perguntar que horas ele voltou do trabalho? Como é empurrar um pai pelos barulhos estranhos no pátio? Como é ter um pai angustiado com a demora materna, e que me dá banho, me oferece janta e esconde sua preocupação? Como é ter um pai para segurar as lâmpadas enquanto ele sobe na escada? Como é ter um pai para se escorar enquanto ensaio a primeira sequência de passos? Como é andar de bicicleta com um pai? Observar atrás se ele me segue? Como é escutar o ronco terrível do pai e se sentir protegido? Como é ter um pai para reclamar docilmente da mãe, dizer que ela não me entende? Como é ter um pai que não me entende? Como é ter um pai para frequentar a casa dos avós no final de semana? Como é ter um pai para xingar e logo após reaver a gentileza do abraço? Um pai que estará no seu escritório, num lugar certo, a facilitar minha desculpa? Como é ter um pai para responder com confiança aos seus conhecidos como está meu pai? Um pai para me levar aos jogos de futebol e ocupar o trajeto de volta comentando o resultado? Como é ter um pai para receber presentes de aniversário, e me ajudar a retirar o papel bonito sem estragar? Como é ter um pai para sanar as dúvidas das aulas, as operações difíceis, as curiosidades sobre planetas, estrelas e bichos? Como é ter um pai mais rápido do que o dicionário e que conta o que significa tal palavra? Como é ter um pai com passado? Como é ter um pai chateado, endividado, alinhando contas do que não podemos mais gastar? Como é ter um pai com emprego novo, que não pára de falar das novidades no almoço? Como é ter um pai para pedir o carro emprestado? Um pai para inventar uma mentira e dormir fora de casa? Como é ter um pai aguardando na saída da escola? Como é ter um pai preocupado, confessando que perdeu o sono quando na verdade o esperava na madrugada? Como é ter um pai para me convencer que as dores passam, que amanhã estarei bom, que eu tive coragem? Como é ter um pai a me orientar - de um modo patético - sobre transar com segurança? Como é ter um pai beijando a mãe, sussurrando qualquer coisa que a faça rir, e eu me escondendo para que não me vejam? Como é ter um pai para sair ao cinema, e escorrer pipocas pelas suas mãos? Como é ter um pai para sentir saudade devagarinho, de um dia para outro ou por algumas horas? Como é ter um pai preocupado em fotografar a família nas férias? Como é ter um pai festejando uma promoção com jantar no restaurante predileto e só entender sua alegria? Como é ter um pai histérico, procurando seus óculos, seus livros e cartões extraviados? Como é ter um pai alegando que estava nervoso depois de uma grosseria e compreender que é o máximo que ele se aproximará de um perdão? Como é suportar um pai cantando desafinado suas músicas antigas? Como é ter um pai a me socorrer e convencer a mãe a gostar de minha namorada? Como é sentar no sofá com um pai e assistir um filme reprisado e comentar: “esse eu já vi”: e continuar assistindo a amizade de sentar ao lado dele? Como é ter um pai para ser parecido com ele? Como é ter um pai vibrando com minha aprovação no vestibular, pregando faixas na frente da residência? Como é ter um pai para procurá-lo nas centenas de poltronas da formatura? Como é ter um pai que explica que “as coisas eram diferentes no seu tempo”? Como é ter um pai que não descobriu que envelheceu porque empresto meus olhos da infância? Como é ser espetado no rosto pela barba do pai? Faz coceira, arranha? Sempre quis saber…”
— Fabrício Carpinejar.
“Sinceramente? Eu prefiro ficar sozinho do que ter que ficar mendigando o pouco que você tem pra me dar.”
— André Ferreira.
“Que bobice, eu sempre achei minhas amarguras todas muito especiais. A verdade é que todo mundo sofre meio parecido, pelas mesmas razões.”
— Gabito Nunes.
“Que bobice, eu sempre achei minhas amarguras todas muito especiais. A verdade é que todo mundo sofre meio parecido, pelas mesmas razões.”
— Gabito Nunes.