៹ —— por mais clichê que fosse admitir, até mesmo na privacidade de seus pensamentos, é ali que encontra o que precisa. serenidade, um quê de calmaria mesclado à excitação. tudo na exata proporção que têm de ser, sem que exista sobreposição ou exageros. é uma sinestesia gostosa, inebriante e insubstituível para alguém tão caótico quanto arthur. até mesmo ele encontra sossego, um conforto que tanto precisa devido aos últimos dias. mas também nem de longe a usa como válvula de escape, arthur somente aproveita e retribui cada sensação que ela lhe causa. não disse? bom, nesse caso… um riso peregrina de seus lábios, destituído de malícia ele a segura com uma pressão considerável na ponta de seus dedos. posso confessar então, uh? que não quero que cê tire suas mãos de mim. sorriu ao não resistir a vontade de beijar a boca bonita, roçando o carnudo por ali ao pressionar com os dentes o lábio inferior vagarosamente. você acabou de descobrir meu segredo, babe. vou ter que comprar teu silêncio. beijos que começam inocentes são distribuídos sob a pele alva, o riso divertido é soprado contra a derme perfumada. pra mim você é. admite sem continuações, a diferença de altura é uma grande vantagem para ele. afinal, quando sente as mãos dela em sua nuca, o choi aproveita para segurar com posse naquele quadril. a destra que se aventura em explorar a derme, tocando-lhe os braços com lentidão até voltar ao encaixe tão firme na cintura. o mais alto roça tão provocativo os lábios em toda extensão, a boca que suga a pele em um maltratar moderado. como eu consigo? ah, isso é tática minha. desce a boca da lateral do pescoço em direção ao colo, beijando e roçando o nariz até morder de leve as clavículas expostas. arthur prende com mais afinco os dedos na nuca dela, de modo que repuxa para trás os fios para ter livre acesso ao pescoço. você gosta, selene? de ficar desse jeitinho por mim. sibilou com os lábios em contato com a pele, o sorriso se forma nos lábios quando peregrina os dedos da cintura até o quadril. você não tem ideia de como fica bonita assim. toda entregue.
estar com arthur, para si, é semelhante ao mar. por vezes, estão agitados, intensos. outras, a calmaria os preenche, tornando a convivência tranquila e doce. selene nunca teve medo de se mergulhar aquelas águas tão inexatas da relação de ambos. pelo contrário, ali se encontra com uma sensação gostosa de quando está junta a alguém que a faz bem. arthur lhe deixa bem. mesmo que não admita para si nem para ele, mesmo que não ponha em palavras, não quer nunca perder aquilo que eles possuem. não quer ter que parar de acariciar aqueles fios, ou de receber igual contato de carinho. tudo que existe em si, quer manter aquele ali, junto a seu próprio eu, guardado com o perfume tão bom e que somente ele carrega ao fim. e quem disse que eu estou pensando em tirar? a língua repousa contra os lábios. selene não deseja se afastar aquele momento, recebendo o beijo com um suspiro leve. sorrindo ao morder de seu lábios. compre meu silêncio. eu acho que para você não é tão dificil... não quero que mais pessoas descubram seu segredo. o sussurro é depositado com calma tão perto a figura masculina. o traçar de beijos sobre sua pele é uma das ações que a roubam o ar, a fazendo suspirar contra lábios tão doces em si. se eu sou, me pegue no colo. quero te ver mais de perto. é um pedido singelo, demonstrado através de certo bico ao que acaricia a nuca alheia. selene quer aquilo mais do que se deixa admitir. mas que ainda assim fica claro através da forma que arranha de forma leve aquela pele, sentindo os lábios alheios cada vez mais provocantes em sua tez. logo trata-se de morder os lábios, contentos outros suspiros gerados pelo maltratar alheio. tática sua? você está fazendo bem demais, arthur. eu posso acabar viciando. o murmuro é lento, como quem luta para manter pensamentos corretos em sua mente. o que mais tem a pensar além da forma que ele beija suas clavículas? ou como puxa de jeito tão bom os fios? selene prende os próprios dedos contra o cabelo alheio, arfando ao contato do mais velho. sim, eu gosto. diz simplesmente. poderia esconder, se fazer. mas não quer isso. apenas o olha aos olhos, sentindo como se cada um dos toques daqueles dedos a fizesse o corpo arrepiar ainda mais. arthur. e dessa vez, certa timidez está presente em si. como pode ser ele a única pessoa a ver tanto de si? é gostoso estar entregue.