Crime in the East River;
( @wildxrosess @nxahwayne @r4zorsh4rp )
Parecia incrível que um aspirante a super herói (ou, no seu caso, aspirante a mercenário, só esperando a idade certa para que não fossem encher mais seu saco sobre suas escolhas de vida) odiasse completamente aquele tipo de missões. Talvez fosse por elas provirem de um orgão que nem a Legacy League e eles estarem um pouquinho obececados demais por fazer a coisa certa. Perdera conta das vezes que repetiram as regras em sua cabeça, relembrando-os que eles não podiam chamar a atenção para si mesmos, não podiam magoar civis. Era suposto receberem respostas fingindo que eram tão normais quanto os seus vizinhos, algo que frustrava particularmente Declan, já que parecia-lhe uma tremenda perda de tempo em sua visão. Desagradava-lhe particularmente a ideia que tinham enviado uma babá para cuidar deles.
❝ — Você pode usar sua profissão de desculpa e falhar miseravelmente. Você esqueceu que a maioria desses armazéns são da máfia? Ainda vão acabar enfiando uma bala na sua testa por você ficar enfiando o nariz onde não é chamado. — ❞ Disse, arqueando uma sobrancelha, se perguntando porque infernos a maioria dos seus colegas diria que preferia morrer a estar sob a liderança de Declan. Claramente, pelo menos ele não ia fazer a coisa certa e esperar pelo melhor. ❝ — Eu imagino que a cria de morcego aqui seja tão ágil quanto seu papai e eu posso perfeitamente trepar para o topo dos armazéns também. A Addy ouve pensamentos cara, meio difícil ela ser apanhada de surpresa, é só pressentir onde os caras estão. Você só precisa de se tornar a você mesmo invisível. Me parece uma ideia meio bosta tu gastar toda a energia para chegar lá, quando a gente não tem certeza do que está esperando. Caso você não saiba, a Legacy League não comprou todos detetores de energia da cidade. Só a maioria. — ❞
Ódio podia ser uma palavra exagerada para os pensamentos da garota com Gotham. A cidade não era exatamente um pesadelo, ou pelo menos, não ainda. Ainda assim, um sentimento amargo encheu seu peito quando chegaram . É claro que os armazéns da cidade não poderiam ser de lojinhas e supermercados, e sim da máfia. Típico, realmente. Em um grupo de três outras pessoas, o vento frio fazendo suas bochechas secarem, Adelaide não podia deixar de se sentir impotente em relação ao cenário atual. Mas não podia aparentar insegurança alguma, se não pelo grupo, então para provar ao pai que não era indefesa.
Ao ouvir seu nome, Adelaide ergueu levemente a cabeça, apenas o suficiente para encarar o grupo com quem estava. Milhares de planos e maneiras em que eles poderia dar errado passavam em sua cabeça, e por fim, ela apenas deu de ombros. “Declan está certo. Máfia e investigações não combinam. E uma manipulação mental tão grande em tantas pessoas poderia ir terrivelmente errado.” Suas próprias habilidades nesse campo não seriam de grande ajuda, muito rudimentares em qualquer outra coisa além de telepatia pura. “Blake, você vai na frente e nos dá cobertura. Nós três conseguimos nos esgueirar até o lugar do sinal, e caso eu notar alguém se aproximando consigo te avisar.” Tocou levemente o canto da cabeça com uma piscadela, e virou-se para encarar Declan e Noah. “O que vocês acham?” Havia uma pergunta velada em seus olhos. Nós conseguimos fazer isso? Adelaide era uma estrategista, não vigilante ou qualquer coisa do tipo. Mas não havia tempo para planejar, e eles precisavam de um curso de ação, rápido. Um que não acabasse com os quatro mortos, de preferência.










