Colocou todas as sacolas no sofá sem muita cautela, guardaria tudo mais tarde, agora sua atenção estava totalmente focada na sua esposa. Assim que Eva entrava em seu campo de visão, nada mais importava, com exceção dos filhos é claro. Havia sido assim desde o momento em que a conheceu e seguiria sendo assim até quando fosse permitido. Seus sentimentos pela outra havia uma extensão infinita.
Nem havia ficado longe por muito tempo, entretanto as saudades de sentir os lábios alheios era tamanha. Nunca escondeu a carência que sentia pela outra, ou melhor, segundo River ele sempre agia como um velho babão perto de sua amada Evangeline. “Apenas algumas coisinhas básicas.” Brincou em um tom risonho, aproveitando a aproximação para passar os braços ao redor da sua cintura, trazendo-a mais ainda em sua direção. “Apesar da minha testa agradecer pela carícia, meus lábios também estão pedindo por um pouquinho de atenção.” Assim que terminou de proferir tais palavras colocou as mãos no rosto delicado e belo da esposa, acariciando as bochechas dela com os polegares, encarando-a com um sorriso bobo por alguns instantes, logo em seguida selou os lábios no dela, beijando-a rapidamente, de maneira bastante afetuosa. “Amanhã faço panquecas para elas, para me desculpar. Acabei perdendo o horário quando vi dois vestidos de bolinhas tão fofinhos, não resisti e tive que comprar para elas.” A imagem mental delas vestindo a roupa combinando deixava o coração dele quentinho de pura alegria. “Querida, não fale assim, você sempre teve o dom de inventar histórias bem melhores do que as minhas.” Aproveitou que ainda estava com os braços envoltos na esposa para pegar ela no colo, beneficiando da situação para colocar sua cabeça na curvatura do seu pescoço, inebriando o aroma natural da outra. Logo, começou a depositar uma sequência de beijos pela região, que aumentavam de duração a cada beijo. “Nada disso, eu que ganhei na loteria quanto te conheci.” Nem adiantava discutir, ele iria se considerar o sortudo da relação e não existia nada nesse mundo para convencê-lo do contrário.
amor, não era aquele um belo sentimento que era simplesmente impossível de se explicar? quando seu primeiro relacionamento não deu certo, evangeline temeu que talvez ela fosse problemática ou demais para se lidar, mas pouco tempo depois quando conhecera hunter, ela sabia, ela simplesmente que ele seria o homem que iria casar, os sete filhos? aquilo não fora estritamente planejado mas eva sempre sonhou em ter uma longa família e de alguma forma tudo apenas caiu em seu lugar e agora ela tinha a vida que havia sonhado desde garotinha ao lado do homem que amava, e deus, quão amável ele era, do jeito que falava, a seu sorriso encantador, evangeline não conseguia pensar em uma coisa sequer que não amava, claro haviam coisas que a irritavam, manias e trejeitos que a tiravam do sério, mas no final do dia amava cada uma delas por fazer-lo ser quem era. “coisinhas básicas? pois eu não acredito em você nem por um segundo.” falou sem qualquer seriedade, evangeline sabia o quão felizes seus filhos ficariam quando acordassem, e aquilo era tudo que importava pra ela. a beaver sentiu o marido a puxar para mais perto fazendo-a suspirar pela proximidade dele, ela acariciou o rosto dele, podia passar horas olhando dentro do belo azul dos olhos do marido, ele num geral era como uma obra de arte, esculpido a perfeição. “pois eu dou toda a atenção que ela precisar, eu passei o dia inteiro sentindo falta.” evangeline sorriu largo ao sentir o toque dele em sua pele, era como se ela se derretesse por ele, ela sentiu os lábios dele tocar os seus e retribuiu o beijo, aproveitando cada segundo da breve e intensa troca de carinho. “quer dizer então que amanhã eu posso acordar mais tarde e você deixa todo mundo na escola?” ela sorriu largamente e erguendo as sobrancelhas algumas vezes seguidas, ela não se importava de acordar cedo mas as vezes gostava de acordar mais tarde, e também precisava planejar onde manteria o bode ou como falaria pro marido que tinha um bode na garagem. “bem, tenho que concordar, tenho uma ótima imaginação mas elas passam tanto tempo comigo que eu não tenho chances, elas são a definição de daddy little girls, e eu amo, é quase como eu e a lottie éramos antes de bem... você sabe.” ela não gostava de sentir que estava falando mal de alguém, principalmente de alguém que se importava, embora a relação fosse ao mínimo difícil. assim que ele a carregou no colo ela envolveu o quadril do outro entre suas pernas, tentando acabar com qualquer distancia entre o corpo dos dois, ela deixou com que a cabeça pendesse para o lado para que o outro tivesse mais espaço para depositar os beijos que traziam arrepios em seu corpo e fazia com que seu sangue fervesse. “hunter..." sussurrou entre sua respiração que agora estava pesada, era o efeito que tinha nela. “não me faça ter que brigar com você agora, dessa vez eu tô certa e você ter errado.” continuou enquanto sentia a respiração quente dele em seu pescoço, a beaver segurou o rosto do marido em suas mãos o fitando por alguns segundos. “não é justo o poder que você tem sobre mim.” murmurou antes de mais uma vez buscar pelo lábios do marido, se ela fosse viciada em algo ou alguém aquele era ele, tinha tudo que ela precisava, que desejava.