Poetrys - Regime semi aberto
Tudo a minha volta dói,
Não sou capaz de retribuir todo o privilégio que tenho,
Meu coração vai se desgastando, sangrando tanto que é quase impossível de curá-lo,
Minha mente não é a mesma,
Odeio essa dor insuportável que não sou nem capaz de descrever,
Eu repito “quero ir pra casa, quero ir pra casa”, não tenho uma, apenas tenho um lugar em que moro,
Minha garganta não aguenta mais se fechar e meu pulmão não aguenta mais perder o ar, meu corpo não aguenta mais ser maltratado e meus olhos estão cansados de jorrar águas de sentimentos que não lhe fazem bem,
A raiva e a tristeza disfarçada com um sorriso genuíno de felicidade e solicitação de ajuda,
Obedeça! Faça o certo! Se afaste deles! ordens e “conselhos” que correm minha garganta e meu coração,
Me sinto perdida, me sinto presa, acorrentada, o porquê tudo que eu gosto ou sinto prazer e amor em fazer vocês vão contra isso,
Repenso com muita tristeza se vocês realmente são minha casa, e por que eu só penso fugir mais e mais?
Sou grata a tudo, mas muita coisa me dói, não consigo conversar com pessoas com tampões em seus ouvidos, não consigo falar o que me incomoda por medo e sinto que não vai adiantar muita coisa,
Desculpa por tudo, mas eu quero ir embora, não sinto que pertenço aqui, eu amo demais vocês, mas não quero me desgastar e nem desgastar vocês.












