Foi quando acordei em um daqueles belos dias com o humor totalmente descontrolado, premiado pela TPM, muitos pensam que é frescura ou até mesmo que não existe, porém esse dia tive a prova de que não é bem assim... Em casa já não queria luz, pois ela estava me irritando. Não queria gente por perto rindo ou chorando, não aguentava dramas maiores que os meus. Não queria som algum, nem da minha banda preferida. O que é bem estranho. Não queria nada, nem ninguém, queria ficar só, queria ficar tranquila com meus pensamentos mais estúpidos. Foi quando decidi apagar as luzes. Foi quando percebi que você pode olhar pro nada, e enxergar muitas coisas, basta pensar, basta decifrar, e então comecei a escrever sobre a tal escuridão e me pareceu tão formidável e acolhedora tão intensa e ao mesmo tempo leve. Eu gostei disso, dessa escuridão, me identifico com ela, escura, sozinha, ela é misteriosa esconde as coisas, não te deixa enxergar nada na sua frente, te desafia, te faz tropeçar pelo caminho, mas depois que você chega onde queria se sente bem, porque é como se ganhasse um desafio, conseguiu andar pela escuridão sem maiores danos, mas tem gente que fica pela metade, acende as luzes, acaba com toda a graça, odeio esse tipo de gente. A luz é pros fracos, tudo que você vê, realmente é, não gosto disso. Gosto de enxergar além do que parece ser, e na escuridão pra identificar o que está na sua frente, você deve apalpar você tem que usar os outros sentidos para saber onde está, o que está acontecendo, percebe como a escuridão é legal? Eu tinha acabado de perceber. Percebe como ela joga com você? Faz-te apalpar coisas que você não vê, faz-te ver as coisas sem precisar de olhos. Ela é linda, mas não são todos que vê essa beleza, não são todos que estão preparados para seus jogos desafiantes, não são todos que conseguem chegar ao fim do jogo, muitos ficam pelo caminho. Muitos acendem as luzes.
















