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@zach-coolidge-blog
hm... olá
Imagino.
O que tem de interessante para se fazer por aqui?
Reconsiderar todas as suas escolhas de vida, afundar em piedade própria, criar ódio do mundo, tentar fugir, ser ameaçado de morte por psicopatas, essas coisas...
hm... olá
Não, eu tenho que continuar aqui. Não tenho escolha. Por isso espero não ter a mesma opinião que você.
Sinto muito, não é legal viver em um lugar que não gosta.
Acredite em mim, se eu tivesse a escolha de continuar aqui ou não, eu já teria saído daqui faz muito tempo.
Você não faz ideia.
hm... olá
Espero realmente que eu não mude de ideia. Não pretendo voltar para casa tão cedo.
Aconteceu alguma coisa que justifique este seu ódio todo pelo lugar?
Você quer continuar aqui? É, você é louca mesmo.
Bom, eu estou preso aqui e, no meu ponto de vista, isso já é mais do que o suficiente para sentir ódio.
hm... olá
Obrigada. Espera, ao inferno?
Não acho que aqui seja um lugar tão ruim.
É, está realmente óbvio que você é nova aqui, só um novato diria isso.
Este é o pior lugar do mundo. Torça para não ficar aqui tempo o suficiente para reparar o quão ruim é.
hm... olá
- Certíssimo.
Hoje mesmo.
Ah, seja em-vinda ao inferno, neste caso.
hm... olá
-Oi.
- É novo por aqui também?
Ah, não, não mesmo.Mas você pelo visto é, certo? Chegou quando?
hm... olá
É, oi.
Put that bottle down, Jules! || Jules + Zach
Não se contentando em apenas revirar as coisas de Zachary, segurá-las, examiná-las e discretamente (ou não tanto) inalar com ar do quarto com força na esperança de encontrar fragmentos do cheiro de Zach, Jules decidiu que não poderia falar nada se estivesse em pé. Na cabeça enevoada e confusa do francês, o que ele imaginava que estava prestes a jogar em cima de do outro era o tipo de coisa que requisitava uma certa estabilidade física. Como seu equilíbrio não estava lá grande coisa, decidiu que precisava sentar. Em algum lugar. Em qualquer lugar. Na cama de Zachary, de preferência.
E foi isso que ele fez. Mais uma vez ignorou o que aprendera quando ainda morava com sua família. Tudo sobre respeitar o espaço alheio sumira da sua cabeça e ele sequer estava se esforçando para voltasse a aparecer. Até porque qualquer espaço entre ele e Zach era algo que Jules detestava pensar sobre. Existiam muitas fantasias detalhadas que ele havia elaborado e que certamente não envolvia sequer um pedacinho de espaço.
Sentou-se, portanto, na cama do loiro. As costas apoiadas na parede, os pernas esticadas e os pés balançando acima do chão. Jules teve que controlar a vontade de deitar no travesseiro de Zachary e dormir ali mesmo. Respirou fundo, soltando o ar em meio a um longo suspiro e virou-se para Zach. "Posso encostar no seu cabelo? Já pensou em cortar ele? Se sim, não faça isso, por favor, porque eu gosto muito dele. Muito mesmo. A propósito, eu te amo."
Controlou-se para manter a expressão neutra ao receber os elogios vindos de Julien. Por mais que soubesse muito bem da queda -- ou, bom, precipício -- do francês, não podia conter a alegria que sentia ao ser elogiado por este. O frio na barriga que sentia nestas ocasiões ou quando recebia uma de suas várias cartas era completamente embaraçoso, e Zachary tinha dificuldade decidindo se amava ou detestava a sensação.
Mas com isto ele já estava acostumado. O problema foi o que seguiu os elogios. O sentido das palavras não o surpreendia -- afinal, já sabia daquilo haviam anos. Não, o que o surpreendeu foi o fato do moreno ter finalmente verbalizado seus sentimentos. De certa forma aquilo tornava tudo mais real e por um milésimo de segundo, a guarda de Zachary baixou e permitiu que seus olhos brilhassem. Não lembrava de sentir-se feliz daquela forma desde que morrera.
Por mais que mentalmente comemorasse, continuou parado sem reação visível por alguns instantes, somente observando Jules. Milhões de pensamentos se passavam por sua mente, tão rápido que mal conseguia registrá-los. Haviam mil coisas que gostaria de dizer naquele momento, talvez até finalmente expor seus sentimentos. Ao invés disso, porém, as únicas palavras que lhe escaparam foram "É, eu sei", de forma um tanto fria. Sua reação inicial foi arrepender-se das palavras e da forma monótona que sua voz saíra, mas logo depois lembrou-se que provavelmente seria melhor desta forma e que talvez Julien pararia de tentar de uma vez por todas.
“It was when I met him, that everything changed for me. It was as if the heavens showered with gold. Finally somebody loved me like I loved them, and for the first time I felt accepted in my life.”
Escuta aqui, meu senhor, Julien é perfeito e você não merece ele. Passar bem.
Isso é verdade, não mereço mesmo. Posso ter feito coisas ruins na minha vida, mas nada ruim o suficiente para merecer isso.
Por que não pega o Jules logo?
Porque eu realmente não tenho interesse em pegar um fantasma depressivo e que poderia facilmente ser considerado um stalker, muito obrigado.
esquece o Jules e me pega, gato.
Primeiro, eu não sei o que o Julien tem a ver com isso. Segundo, o quarto é 402.
Sentiram minha falta?
Mentir para si mesmo não faz bem para os seus lindos poros.
Sua existência não faz bem para minha paciência.
Não sei por que os pacientes não podem ter canetas no Quarto....
Você meio que tem razão… eu também usaria, mas a gente poderia usar uma caneta, pelo menos em supervisão, mas a gente poderia. É ruim poder nada.
Eu sou Clara….
Não vejo como ser supervisionado pode ser melhor do que ficar sem canetas. Prefiro manter os funcionários daqui o mais longe possível. Além disso, quebrar as regras aqui é a coisa mais fácil. Aposto que se pegasse a caneta de algum médico ninguém sequer notaria.
Prazer, Clara. É novata, certo?