Essa necessidade estranha que temos de querer ser aceito, que nos fazem tão frágeis. Esse querer ser amado, que nos corrói dia e noite, na espera de um amante sincero que nos faça feliz. Essa loucura insana de acreditar que vazios podem ser preenchidos por amores passageiros, mas que na realidade não podem. Temos que ser transparentes e fiel ao que somos desde o primeiro momento. O amor que nos completa é aquele que nos deixa a vontade para a gente ser o que a gente é. Porque o vazio só vai embora quando o coração consegue ser o que ele é. Sem precisar mentir, sem precisar usar máscaras. Não existe pecado. Não existe certo e errado quando se trata de amor. Só existe o corpo. Só existe a alma. Só existe a liberdade! Não precisamos de ninguém nos dizendo o que fazer. A Igreja, mais uma vez, vulgarizou o amor e usou o nome de Deus para controlar esse contato tão íntimo que as pessoas deveriam ter. Mas, ninguém tem o poder de ditar quem somos. Ninguém jamais entenderá o universo interior existente dentro de cada um de nós. Porque no fim das contas, é apenas a liberdade absoluta a verdadeira estrada capaz de conduzir nossa alma até a felicidade. E no meio do pecado, na terra de deuses e monstros, na prisão psicológica e na loucura da mente, a liberdade sempre sera o verdadeiro paraíso. A partir do momento que a liberdade preenche completamente o nosso ser, e aceitamos nosso destino e quem somos, a felicidade e o amor vem até nós naturalmente.
Alef Tolledo. (via oxigenio-dapalavra)














