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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
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Kiana Khansmith
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@a-duquesa
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o tempo que não abraças mais
{ NOSTALGIA } - origem nos termos gregos nostós que significa ‘regresso a casa’ e álgos que significa dor.
esta saudade louca insuportável do que já foi um dia. saudade idealizada, quase irreal, da qual todos nós padecemos mais tarde ou mais cedo, uns mais que outros. chamo-lhe a doença romântica da melancolia das mais nobres obras de arte. somos abalroados por este sentimento saudoso, provocado pelos belos momentos, esses felizes pedaços da nossa vida que têm um tempo único e insubstituível. um desejo sentimental de regresso desesperado ao que já foi um dia e não voltará mais. ficam as lembranças que não abraçaremos novamente. porque esta doença chamada nostalgia não é pura saudade. a saudade mata-se pela presença ou pela repetição. a nostalgia não pode ser superada no campo físico, não passa de uma visão idealizada de um passado que cada um de nós conta, mas não possui.
se é ideal, não é real. mas então, porque sofremos nós dessa saudade (im)pura, dessa vontade incessante de voltar aos velhos tempos, dessa vontade de (re)viver o irreversível? é que somos feitos de matéria, energia e inundados de amor, ainda que este possa ter formas raras de se expressar. somos conscientes e inconscientes e temos um subconsciente. não acham demasiado para um corpo só? somos seres pensantes e livres nas amarras de um subconsciente. e a dor de pensar também é para aqui chamada! pensar dói, é um facto. e por isso a vida vale mais a pena ser vivida sem pensar.
o pensamento corrompe a inconsciência inerente à felicidade de viver. a angústia de recuperar o irrecuperável é diminuída pelo presente. a verdade é que se não vivermos o momento nunca saberemos o real valor do mesmo, até chegarem as nossas memórias. vamos chorar e sorrir o que vivemos no presente, pois seguramente que as melhores memórias serão daquelas escolhas mais sem sentido, mais impetuosas... as mais espontâneas e apaixonadas que fizemos. Já repararam que o presente momento será no futuro, apenas um passado, uma história que faz de nós o que somos todos os dias?
a solução para a nostalgia e para a dor de pensar é viver com a alma, com a coragem e com o amor todo que temos, ainda que seja difícil esquecer o que tanto deu para lembrar. nada nesta vida vem ao acaso. eu não sou eu porque sim, tu não és tu porque sim! nós somos o que o a vida nos contou. nós somos feitos das nossas escolhas e essas escolhas são filhas das nossas vontades, dos nossos desejos, das nossas paixões, da forma como decidimos viver a nossa liberdade e da forma como decidimos cortar as amarras.
todos já chorámos as portas que se fecharam no passado. todos já sentimos a rejeição ou o exlibris da infelicidade. mas, no presente já percebemos que na verdade estávamos apenas a ser redirecionados para algo bem melhor. doeu, mas valeu.
o jogo do tempo e do amor. é que um dia percebi que, quando fechava os olhos, via tudo, tinha tudo ali, para viver e para tocar. quando abria os olhos, restava apenas a saudade e a lembrança. depois percebi que o que eu queria era o doce passado, o ontem, o hoje, o agora que no minuto a seguir já não é o agora. depois percebi que não é possível e que recordar é viver.
e não, não digam que a nostalgia é um sentimento típico do povo português. a nostalgia é crónica e mundial. a nostalgia é um abismo na linha do tempo, um poço sem fundo com tanto para ensinar, com tanto para contar, com tanto para amar. a nostalgia não é nada mais, nada menos do que viver.
o mais belo e romântico sentimento provoca em nós o instinto animal, o desejo de ‘caça’, porque somos tão animais como os outros animais. nós, humanos, caçamos o efémero eterno. não pertencemos a lado algum e esse lado algum pertence a todos. estaremos sempre à espera do que já foi, porque o que já foi, faz parte de nós.
| por ti forcei a calma. por ti forcei a lua |
por ti eu forcei a calma. sem esperança, continuei a sentir o tempo. precisava de amar com o sol inteiro. queria mudar o coração, mas não deu. olhei ao redor para entender mais uma vez que ninguém é perfeito. apenas comum mortal que ama e que um dia amou com o brilho daquele sol, daquele calor. hoje vivo na lua. afinal ela não é assim tão esplêndida como se apresentava lá na minha janela. é fria, espaçosa, vazia e a luz imensa só traz cegueira. nela não encontro o brilho ou o calor que um dia senti no sol. e a lua amor… na lua não estás tu. por ti forcei a lua. por ti forcei a calma.
| irremediável existência do ser |
não me interessa nada que não desperte o meu {ser} impetuoso. tão certo como neste preciso momento ter derrubado uma considerável quantidade da minha bebida descontraída sobre esta folha, onde tento descrever a irremediável existência do {ser} e tudo o que o faz ser. não, não quero caminhos sem espinhos. não quero pessoas demasiado básicas que apenas acenam e dizem sim a tudo. é que não existem verdades irrefutáveis.
a ponte está para lá de podre, vai eclipsar-se a um passo meu. vou atravessá-la de olhos fechados, é que afinal só tenho este caminho. assim seja, venham os empecilhos. numa estrada qualquer, mais lá à frente, está à minha espera a senhora recompensa. não quero o olhar piedoso. não quero as mãos amarradas. não quero ir andando, quero andar. quero sentir o sabor das lágrimas e o sal com alma. tudo o que for menos disso, é pura sobrevivência, essa sem graça. não gosto de retas. gosto de curvas. não quero adormecer com o volante da vida nas mãos.
respiro, logo penso, logo existo, logo levo com a dor de pensar. alguém já conheceu uma vida indolor? eu chamar-lhe-ia dor | prazer. a dor por si só é demasiado pesada para a gravidade da vida. micro satisfação essa que traça o caminho mais fácil. quero que me doa a existência. quero que me doa a lágrima. quero que me doa o sorriso. quero que me doa o desespero. quero que me doa o anseio de viver. sim, parece ser o louco na busca incessante do porquê. o que farias tu se te pedissem para perdoar o imperdoável?
não quero degraus contados. não quero lábios sem língua. não quero seco sem suor. não quero lágrima deslambida. não quero matar o monstro subconsciente. não quero o mesmo tom. não quero o muito. o muito é pouco. não quero a tua luz. quero a minha luz e um dia destes partilhamos. não quero caminhos trilhados, são demasiado perfeitos. quero os meus com os seus sabores e dissabores. nunca me contentei com a irremediável existência desse {ser}. é um facto, não uma contentação.
já reparaste que os loucos riem daquilo que os outros choram e choram daquilo que os outros riem? quem é o louco aqui afinal? o louco vê todas as possibilidades para continuar. os outros, desistem.
| com a subtileza de um elefante numa loja de porcelana |
POW! POW! POW! a arte de descartar os efeitos da vida.
falar sem pensar, cheio de boas intenções. o coração salta da boca e eis que fala com a razão que pensa ter. estranha subtileza esta, de um amável elefante numa loja de porcelana.
chegou para partir tudo e cada caco que deixa no chão é genuíno e até engraçado, mas não deixa de ser um caco. NÃO, não é um brutamontes! é só um desastre distraído em forma de elefante, cheio de amor para dar. o amor é tão grande e confuso que não cabe nele e manda tudo abaixo. NÃO, não é falta de equilíbrio, é falta de tato. essa desajeitada forma de ser. essa desajeitada forma de agir. essa desajeitada forma de sentir. NÃO, não é possível treinar e amá-lo como um animal de estimação! é do tamanho de um elefante numa loja de porcelana… impossível de embrulhar.
O mundo é pequeno para esta tromba, não sei onde a pôr. sempre a balançar, é teimosa como o raio. sonhadora, persistente, luta pelo o que vê como certo, e esbarra-se contra o injusto. é bondosa, é delicada, mas entra sempre de rompante, cheia de vida, apressada, de pés juntos. estranha subtileza essa… tão sincera e doce.
NÃO, não é doença, é desejo de vida, é saudade, é coração independente, às vezes demente, sem comando nem mando. não sabe para onde vai, mas sabe que é verdadeiro e POW, partiu uma chávena! teima em correr, com pressa de sentir tudo ao mesmo tempo… que canseira acompanhá-lo. atropela-se, atordoado, quer elogiar e descompõe… não, não era isso que queria dizer… e POW caiu um bibelot! que desastre doce e subtil.
NÃO, não é azarento, é falta de jeito. falta-lhe o jeito para resumir o mundo que tem dentro. falta-lhe o jeito para dizer a verdade sem magoar. falta-lhe o jeito para sentir sem transbordar. falta-lhe o jeito para andar. anda de lado, anda enviesado, anda de pernas para o ar. tem a cabeça nos pés, os pés na cabeça e os braços… esses não têm o tamanho para abraçar tudo, então abraçam o que podem. que delícia olhar para tal ‘desajeito’ que só vê um caminho: ser feliz! ver feliz! fazer feliz!
NÃO, não é fácil. muito menos para um elefante fechado numa loja de porcelana e POW, caiu o coração!
live the life you |LOVE| the life you live
ele escreveu-me. eu escrevo-lhe.
escreveste-me uma música, talvez um dia a ouça na rádio…mas no meu coração ela toca todos os dias. conheci-te sem querer, naqueles dias sem graça, sem traça. despenteada e desinteressada, fui comprar um kimono. já andava a namorá-lo, deixei-o baixar até aos saldos dos saldos dos saldos, e ali estava ele, ali estavas tu, que feliz coincidência. falaste-me em inglês, respondi-te em português. insististe no inglês, eu soltei a típica gargalhada.
parece simples e é. {dá-me 5 minutos, para te conhecer há anos}. não é preciso um nome para amar alguém. podia faltar muita coisa, mas aquele momento foi suficiente para perceber que eras especial. não houve tempo para saber quem éramos, mas houve tempo para saber o que queríamos.
não te voltei a ver. passaram-se dois meses, nada de ti. um dia, sem querer estávamos sentados num café para finalmente perceber que queríamos muito, e que afinal tínhamos tanto em comum. eu tinha dito que não voltaria a amar. tu tinhas medo de amar. como se isto fosse matematicamente planeado. o amor é simples, nós é que o complicamos.
todas as declarações de amor parecem ser precoces, esta não foi exceção à regra. a pressa de sentir borboletas no estômago, a pressa do relógio (god dammit), a pressa de perder o chão, a pressa da hora chegar, a pressa de cheirar o teu cheiro, a pressa de abraçar. podia faltar muita coisa, mas não faltava nada. qualquer lugar brilhava e nada estorvava. os nossos sentidos estavam demasiado ocupados. eras muito mais do que revelavas ser. perdi-me na tua voz. és música para o meu corpo.
fui ver o teu concerto. linda a música que toca no meu coração.
não sei onde o vento nos vai levar. mas desde que seja ao som da tua música, está tudo bem.
live the life you |LOVE| the life you live
ele escreveu-me. eu escrevo-lhe.
escreveste-me uma música, talvez um dia a ouça na rádio...mas no meu coração ela toca todos os dias. conheci-te sem querer, naqueles dias sem graça, sem traça. despenteada e desinteressada, fui comprar um kimono. já andava a namorá-lo, deixei-o baixar até aos saldos dos saldos dos saldos, e ali estava ele, ali estavas tu, que feliz coincidência. falaste-me em inglês, respondi-te em português. insististe no inglês, eu soltei a típica gargalhada.
parece simples e é. {dá-me 5 minutos, para te conhecer há anos}. não é preciso um nome para amar alguém. podia faltar muita coisa, mas aquele momento foi suficiente para perceber que eras especial. não houve tempo para saber quem éramos, mas houve tempo para saber o que queríamos.
não te voltei a ver. passaram-se dois meses, nada de ti. um dia, sem querer estávamos sentados num café para finalmente perceber que queríamos muito, e que afinal tínhamos tanto em comum. eu tinha dito que não voltaria a amar. tu tinhas medo de amar. como se isto fosse matematicamente planeado. o amor é simples, nós é que o complicamos.
todas as declarações de amor parecem ser precoces, esta não foi exceção à regra. a pressa de sentir borboletas no estômago, a pressa do relógio (god dammit), a pressa de perder o chão, a pressa da hora chegar, a pressa de cheirar o teu cheiro, a pressa de abraçar. podia faltar muita coisa, mas não faltava nada. qualquer lugar brilhava e nada estorvava. os nossos sentidos estavam demasiado ocupados. eras muito mais do que revelavas ser. perdi-me na tua voz. és música para o meu corpo.
fui ver o teu concerto. linda a música que toca no meu coração.
não sei onde o vento nos vai levar. mas desde que seja ao som da tua música, está tudo bem.
| com a subtileza de um elefante numa loja de porcelana |
POW! POW! POW! a arte de descartar os efeitos da vida.
falar sem pensar, cheio de boas intenções. o coração salta da boca e eis que fala com a razão que pensa ter. estranha subtileza esta, de um amável elefante numa loja de porcelana.
chegou para partir tudo e cada caco que deixa no chão é genuíno e até engraçado, mas não deixa de ser um caco. NÃO, não é um brutamontes! é só um desastre distraído em forma de elefante, cheio de amor para dar. o amor é tão grande e confuso que não cabe nele e manda tudo abaixo. NÃO, não é falta de equilíbrio, é falta de tato. essa desajeitada forma de ser. essa desajeitada forma de agir. essa desajeitada forma de sentir. NÃO, não é possível treinar e amá-lo como um animal de estimação! é do tamanho de um elefante numa loja de porcelana... impossível de embrulhar.
O mundo é pequeno para esta tromba, não sei onde a pôr. sempre a balançar, é teimosa como o raio. sonhadora, persistente, luta pelo o que vê como certo, e esbarra-se contra o injusto. é bondosa, é delicada, mas entra sempre de rompante, cheia de vida, apressada, de pés juntos. estranha subtileza essa... tão sincera e doce.
NÃO, não é doença, é desejo de vida, é saudade, é coração independente, às vezes demente, sem comando nem mando. não sabe para onde vai, mas sabe que é verdadeiro e POW, partiu uma chávena! teima em correr, com pressa de sentir tudo ao mesmo tempo... que canseira acompanhá-lo. atropela-se, atordoado, quer elogiar e descompõe... não, não era isso que queria dizer... e POW caiu um bibelot! que desastre doce e subtil.
NÃO, não é azarento, é falta de jeito. falta-lhe o jeito para resumir o mundo que tem dentro. falta-lhe o jeito para dizer a verdade sem magoar. falta-lhe o jeito para sentir sem transbordar. falta-lhe o jeito para andar. anda de lado, anda enviesado, anda de pernas para o ar. tem a cabeça nos pés, os pés na cabeça e os braços... esses não têm o tamanho para abraçar tudo, então abraçam o que podem. que delícia olhar para tal ‘desajeito’ que só vê um caminho: ser feliz! ver feliz! fazer feliz!
NÃO, não é fácil. muito menos para um elefante fechado numa loja de porcelana e POW, caiu o coração!
| irremediável existência do ser |
não me interessa nada que não desperte o meu {ser} impetuoso. tão certo como neste preciso momento ter derrubado uma considerável quantidade da minha bebida descontraída sobre esta folha, onde tento descrever a irremediável existência do {ser} e tudo o que o faz ser. não, não quero caminhos sem espinhos. não quero pessoas demasiado básicas que apenas acenam e dizem sim a tudo. é que não existem verdades irrefutáveis.
a ponte está para lá de podre, vai eclipsar-se a um passo meu. vou atravessá-la de olhos fechados, é que afinal só tenho este caminho. assim seja, venham os empecilhos. numa estrada qualquer, mais lá à frente, está à minha espera a senhora recompensa. não quero o olhar piedoso. não quero as mãos amarradas. não quero ir andando, quero andar. quero sentir o sabor das lágrimas e o sal com alma. tudo o que for menos disso, é pura sobrevivência, essa sem graça. não gosto de retas. gosto de curvas. não quero adormecer com o volante da vida nas mãos.
respiro, logo penso, logo existo, logo levo com a dor de pensar. alguém já conheceu uma vida indolor? eu chamar-lhe-ia dor | prazer. a dor por si só é demasiado pesada para a gravidade da vida. micro satisfação essa que traça o caminho mais fácil. quero que me doa a existência. quero que me doa a lágrima. quero que me doa o sorriso. quero que me doa o desespero. quero que me doa o anseio de viver. sim, parece ser o louco na busca incessante do porquê. o que farias tu se te pedissem para perdoar o imperdoável?
não quero degraus contados. não quero lábios sem língua. não quero seco sem suor. não quero lágrima deslambida. não quero matar o monstro subconsciente. não quero o mesmo tom. não quero o muito. o muito é pouco. não quero a tua luz. quero a minha luz e um dia destes partilhamos. não quero caminhos trilhados, são demasiado perfeitos. quero os meus com os seus sabores e dissabores. nunca me contentei com a irremediável existência desse {ser}. é um facto, não uma contentação.
já reparaste que os loucos riem daquilo que os outros choram e choram daquilo que os outros riem? quem é o louco aqui afinal? o louco vê todas as possibilidades para continuar. os outros, desistem.
| por ti forcei a calma. por ti forcei a lua |
por ti eu forcei a calma. sem esperança, continuei a sentir o tempo. precisava de amar com o sol inteiro. queria mudar o coração, mas não deu. olhei ao redor para entender mais uma vez que ninguém é perfeito. apenas comum mortal que ama e que um dia amou com o brilho daquele sol, daquele calor. hoje vivo na lua. afinal ela não é assim tão esplêndida como se apresentava lá na minha janela. é fria, espaçosa, vazia e a luz imensa só traz cegueira. nela não encontro o brilho ou o calor que um dia senti no sol. e a lua amor... na lua não estás tu. por ti forcei a lua. por ti forcei a calma.
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