Oh, eu tenho esquadrões de dor batalhões, exércitos de dor continentes de dor ha, ha, ha, e tenho você.
Charles Bukowski (via cig4no)
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Oh, eu tenho esquadrões de dor batalhões, exércitos de dor continentes de dor ha, ha, ha, e tenho você.
Charles Bukowski (via cig4no)
“O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
(…)
Os Três mal-amados João Cabral de Melo Neto
São seus sons?
Te silencio Mas sua Voz Cruza oceanos. Te bloqueio. Não. Para. Nunca foi isso que eu queria. Desbloqueio Dessilencio Mas sigo sem sono Às duas e trinta e quatro Ou Nove e trinta e cinco São só cinco horas Também quatro meses E meia dúzia de poemas apagados. (Abrupto)
Eu quero ler O braile de teu corpo Com a sensibilidade da Minha língua
Rodolfo Cartezios (via andrefelipecardoso)
você me fez olhar além
das galáxias que se escondiam nos olhos castanhos
Murilo Mendes, “O Menino Experimental”; pág 90.
Você tem que morrer algumas vezes antes que você possa realmente viver.
Charles Bukowski, misto quente.
Fica por aqui, vem cuidar de mim. Vamos ver um filme, ter dois filhos, ir ao parque, discutir caetano, planejar bobagens e morrer de rir.
Cícero. (via cig4no)
ontem eu sonhei com você. tua pupila me sugava como um buraco negro. [qual o gosto da minha luz?] eu te admirava como se você fosse uma obra perdida do van Gogh. e eu tinha tanto medo de quebrar algo bem ali no ato. tava tocando mr. tambourine man e você cantarolava baixinho e eu só pensava em beijar teus medos e ser um bom lugar pra você; você riu como se pudesse saber o que eu tava pensando e disse que eu tenho mania de romantizar tudo. [me deixa romantizar a gente.] você me tocou e eu te toquei e o mundo quebrava numa espécie de paz; meu vermelho queimando no teu azul. será que a aurora boreal surgiu de um encontro nosso em uma outra vida? fomos ao céu e caímos, teu azul sob meu vermelho; nossa explosão foi bonita. e como num loop eu me vi novamente sendo sugada pela tua pupila. ali eu entendi que o nosso encontro não ocorre porque o mundo não suportaria tanta luz. [quem sabe em outro tempo.]
Gabriella Araújo (via textoscrueisdemais)
Desculpe-me
Eu me apaixonei pela confusão refletida em seus olhos E pela beleza do teu caos.
para Jane Cooney Baker, falecida em 22/1/62
e então você se foi me deixando aqui num quarto com a cortina rasgada e com o Idílio de Siegfried tocando num radinho vermelho.
e você partiu tão rápido tão subitamente assim como chegou e enquanto eu limpava teu rosto e teus lábios você abriu os maiores olhos que já vi e disse, “já devia saber que era você,” e você me reconheceu mas não por muito tempo e um senhor de pernas brancas e finas na cama ao lado disse, “eu não quero morrer,” e a tua hemorragia voltou e eu a segurei com as mãos em concha, tudo o que sobrou das noites e dos dias também, e aquele senhor ainda estava vivo mas você não estava nós não estamos.
e você se foi assim como chegou, você me deixou depressa, você já me deixou tantas vezes antes que eu achei que isso ia acabar comigo mas não acabou e você sempre voltava.
agora desliguei o rádio vermelho e no apartamento ao lado alguém bate a porta. o veredito é decisivo: não irei te encontrar na rua nem o telefone vai tocar, e a cada momento não vai me deixar em paz.
não me basta saber que há muitas mortes e que essa não é a primeira; não me basta saber que eu possa viver muitos dias mais, talvez até anos mais.
isso não me basta. o telefone parece um bicho morto que não irá falar. e quando falar de novo agora será sempre com a voz errada.
antes eu esperava e você sempre entrava pela porta. agora é você que deve esperar por mim.
BUKOWSKI, Charles. Maldito deus arrancando esses poemas de minha cabeça, p. 33
A gente que sente, vira água - desmancha, transborda.
dm.
Love dies, I'm afraid. Scared too. Hopeless.
Abrupto
Charles Bukowski
desculpa por chorar eu nem tenho motivo pra isso, mas eu queria te dizer que eu encaixo tão bem nos seus defeitos que não seria certo simplesmente não seria certo você tentar sem mim
(e eu choro porque mesmo o meu amor não admite que eu pense assim e então vou te desatando, meu bem estou quase perto de me desapaixonar por você)
queria que você soubesse que te amei de um jeito bonito e que aquele escarcéu que fizeram não tem nada a ver com que eu andei sentindo. não queria fazer caos nem te culpar pelo meu inferno astral, só te olhar de perto por um instante e torcer pra você sorrir. nunca fui pretensioso, nunca esperei mais do que sabia que podia ganhar. não transformei teus olhos na minha cor favorita e nem fiquei te procurando em cada esquina, embora torcesse pra esbarrar contigo em alguma. não anotei minha citação favorita nas últimas folhas do teu caderno e nem transformei canções de amor em música pra nós dois. não te liguei no meio da madrugada e aquela mensagem desesperada foi um pouco mais do que queria te contar. nunca gostei do gosto do seu cigarro, nunca ofereci um trago do meu querendo te convencer a trocar. não queria transformar seu dia em meu também, nunca quis ocupar algum lugar. mas torci estar ali num canto do teu peito, escondido atrás de qualquer móvel velho, só esperando qualquer oportunidade pra demostrar que algo em mim merecia mais atenção do que você normalmente decidia me dar.
Errou na dose, errou no amor Joana errou de João Ninguém notou Ninguém morou na dor que era o seu mal A dor da gente não sai no jornal
Notícia de Jornal, Chico Buarque