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祝日 / Permanent Vacation
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Origami Around
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@abundar-se
Inst @iliridakrasniqi
Lu,
as vezes acho que seria preciso inventar palavras novas pra escrever sobre você.
Isso por que, eu queria saber falar e transmitir o que sinto sem a banalização das palvras velhas. Eu queria que você entendesse, na íntegra, o quanto seu toque é importânte pra mim, e o quanto meu corpo responde ao calor do teu.
Tuas curvas sutis, seu arquear dos quadris, sua respiração ofegante notada pelo subir e descer do abdôme, tua voz e tua postura, agora tão mais segura e decidida, seus cabelos lisos e teu beijo molhado me dobram e acabam comigo, com meu orgulho e me fazem querer ser liquido e me diluir em você.
Se eu tivesse palavras novas eu daria um jeito de dizer, de uma maneira mais original, o quanto sua presença me acalma e o quanto me sinto no caminho certo, no lugar certo e com a pessoa certa quando estamos juntos. Seja numa sala de cinema, dançando forró, no banco do carro e até no da igreja, eu me sinto em paz quando seu olhar é de aceitação e seu carinho é espontâneo e acolhedor, seja num beijo caloroso ou num simples cafuné. Quando estamos assim eu não me sinto mais tão quebrado ou errado por dentro. Acho que tudo isso vem da sua capacidade de enxergar o bem nas pessoas, ou pelo menos o bem em mim quando até mesmo eu perco as esperanças. Eu quase desmorono quando você prontamente aceita meus pedidos de desculpas (mais frequentes do que eu gostaria que fossem), e me responde com calor nos olhos “oh Fê, tá tudo bem…”
Não sei falar de você de um jeito objetivo, ou pelo menos com adjetivos mais caracterizantes. Mas falo de você através das minhas impressões de tudo o que vivemos juntos, deixo a interpretação aberta, por que como diz aquele ditado clichezão, te definir seria te limitar, e mesmo que as palavras usadas não consigam expressar tudo que eu queria dizer, inúmeras subjetividades sempre estarão aqui para serem descobertas. Assim como nosso amor, cheio de subjetividades. As vezes nos assustamos, nos decepcionamos, somos surpreendidos e até conteplados por cada uma delas. Mas não importa a leitura que façamos, elas partem do mesmo endereço: nosso amor.