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gwendxwson:
—– Mas eu não fiz por mal, Hanne. Eu estava distraída, confesso, mas ‘tá, me perdoa, sim? Hum…olha, acho que aceito, viu. Seria ótimo treinar agora.
Todo mundo usa dessa desculpa, Gwen, fica difícil acreditar se é verdade. Mas tudo bem, está perdoada. Quer dizer, só se pudermos treinar com os arcos!
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vicolorido:
Hanne estava curtindo podia ver como se mexia, como respondia ao seu toque. Vic estava adorando cada parte daquilo. Estava redescobrindo como era bom estar daquela maneira com alguém pelo qual estava apaixonado. Sentir o corpo de Hanne sob o seu, sua pele quente ao seu toque, ao seu paladar. Provar Hanne era a coisa mais mágica que acontecia consigo em um bom tempo. Enquanto estava ocupado ouviu a pergunta. Ele sorriu maliciosamente, parando um pouco do que estava fazendo no momento com sua boca. “Sim. Qual lugar melhor?” ainda usava aquele tom. Sabia que Hanne estava em êxtase com o mesmo e que se contorcia embaixo de si. Ele adorava sentir o corpo musculoso do outro e sentir que tinha um poder, um controle sobre tal.
Eu não sei… Eu tenho esses sentimentos de tempos em tempos, mas muitas coisas podem me afetar sabe? Tipo, se meu pai tá estressado eu sinto isso, oi quando tem esses atentados em que muita gente morre. Na verdade é algo bem horrível de se sentir, não desejo isso pra ninguém.
Vamos, Ray. Não fique assim. Vai acabar dando tudo certo. Se o acampamento tiver alguma complicação, tenho certeza que vamos acabar bem. Sempre dá certo no fim, então sério... vamos pensar que é apenas o seu pai estando de mau humor.
É uma sensação que eu tenho quando algo ruim está para acontecer. É tipo um frio na barriga muito forte, chega a ser doloroso. Não sei… Pode ser algo importante ou pode ser nada… Às vezes eu tenho coisas do tipo quando os mortos estão agitados, sei lá.
Isso é... ruim. Ontem... bem, ontem aconteceu algo estranho. Um dos gregos, o filho de Dionísio... passou muito mal com algo. Eu não sei bem o que foi, num momento estávamos bem e no outro ele começou a reclamar de uma dor na cabeça e então caiu no chão, cara! Do nada! E-eu achei que ia acontecer alguma coisa ruim com ele, nunca fiquei tão assustado. Tinha a ver com a profecia, se isso acontecer de novo e a pessoa não tiver tanta sorte assim?
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vicolorido
Aquilo era tão bom. Ter o calor de Hanne sob o seu, sentir seu quadril pressionado na sua quentura - que aumentava a cada segundo - e sentir propriamente com suas mãos a redondeza durinha que era seu traseiro. A boca do garoto sob a dele era como um veneno, um do qual queria sempre, mais e mais. Sem parar. Só tivera aquele sentimento e prazer com outro garoto. O que amara. Claro, obtivera prazer com outros garotos. Mas não era a mesma coisa. Era vazio; carnal demais. Apenas sexo sem sentido e para aliviar. Mas aquilo… Aquilo era outra coisa. Eram uma troca de energias tão fortes que estava prestes a explodir. Eles estavam fundindo, um no outro, se tornando um só. Vic não conseguia mais pensar em nada. Sua mente era uma tela em branco prestes a ser pintada. Ele só conseguia sentir. Com suas mãos, com sua língua, sua pele… Seus sentidos estavam afloradíssimos e ele agradecia a quem quer que tivesse proporcionado aquilo, aquele momento, à ele.
Soltou um gemido quando o mais velho começava a lhe dar o chupão. Deuses, aonde Hanne havia aprendido aquilo? Era tão bom… Sentir os dentes alheios roçando em sua pele para então sentir aquela língua quente, além da respiração quente contra sua pele. Estava totalmente arrepiado e sua quentura havia atingido o máximo. Abria mais o pescoço para que o rapaz fizesse seu banquete. Quase como que uma vítima se abrindo para seu sugador de sangue, se integrando totalmente aquele que retirava para o próprio prazer e para satisfazer sua fome. Era o que dava a Hanne. Algo para lhe satisfazer. Pois agora uma coisa brotara em sua cabeça: satisfazer Hanne. Ele iria fazer qualquer coisa para proporcionar o prazer que o garoto merecia e o deixar feliz. Não importava. “Não, Hanne. Você quem é.” ele falava baixo, sensualmente. Olhando eu seus olhos, sua voz - misturada com o fogo no olhar - era atrativa; estava a usando para deixar Hanne mais tentado. “E o mais maravilhoso… É que você nem faz ideia disso.”. Ele então tirou as mãos do bolso traseiro do rapaz e foi para os ombros. Enroscou as penas nas alheias e usou o peso do corpo do rapaz para o derrubar, enquanto pegava o embalo. Usando o impulso com o joelho, estava dessa vez por cima. Conseguira manejar de uma forma aonde as suas pernas estavam por baixo da do rapaz, enquanto as alheias iam por cima das suas. Seu quadril encaixado no dele, encarava-o com um sorriso de canto. “Não tem problema, é essa a ideia.” disse ainda em sua voz baixa e arrastada. Era a resposta ao comentário sobre ele se melar. Esse pensamento fez Vic começar a dar uma surtada. Ele queria Hanne. Queria mais que tudo. Não sabia se aquilo fora um convite ou não, por isso iria esperar. Mas esperaria em seu pescoço. Soltando um comentário antes de atacá-lo, falou “Não tem problema. Minha vez.”. Porém ao contrário do que talvez pudesse ter dado a entender, fora devagar. Esfregara seu nariz vagarosamente propositalmente. Desde a clavícula até a base da orelha. Deu uma mordida de leve ali e então desceu novamente. Parou na metade de seu pescoço. Passou os dentes no local; fazia de olhos fechados. Uma mão estava no quadril, o prendendo no chão, porém caso quisesse sair era apenas levantar a mão e liberar o aperto - claro que não era um forte, apenas uma pressão. A outra ia na parte de trás de sua cabeça, enrolada em seus cabelos ali. Puxava levemente para trás, para que o mesmo expusesse seu pescoço. Após arrastar os dentes, deu uma leve mordiscada na pele, sugando o ar do local. Então feito isso, algo que durou menos de três segundos, soltou e passou a língua. Agora abria os olhos, olhando para o rapaz.
Ainda que temesse a virada do cenário para um Victor que não era tão atencioso como aquele que já estava se acostumando, Hanne não conseguia focar direito em nada. Toda a sua atenção se encontrava focada em mexer-se contra o quadril alheio, em sentir o perfume do mesmo e deliciar-se com as sensação por ele provocadas. Ali, não havia medo pela profecia, não havia o medo de serem encontrados... existia apenas as maravilhosas sensações que percorriam seu corpo. Prazer como aquele não tinha experimentado, somente algo semelhante, menos intenso, mas sozinho, não na companhia de outra pessoa, de outro rapaz. E era tão excitante que não havia maneiras de disfarçar sua excitação para com o momento.
Nunca confiei nas barreiras mesmo, tipo… Não sei. Tem algo de estranho por aí, estou com essa sensação esquisita demais…
Ah, vamos. Elas são seguras. Não iríamos estar mais inteiros aqui caso elas não fossem. Talvez estejam mais fracas, porém é apenas isso mesmo. Mas... mas que sensação? O que você quer dizer?
—– Ah, me perdoa, mas é que eu estava tão distraída pensando nos últimos acontecimentos que acabei não escutando o que você falou. Pode repetir de novo, por favor. Eu prometo que dessa vez ‘tou atenta.
Quando eu finalmente ofereço algo assim, as pessoas não escutam? Eu te perguntei se você queria aproveitar esse tempo livre para treinar.
“Eu to falando sério, eu estou com um mal pressentimento sobre essa missão. Ou talvez seja essa quantidade de Lares que tem por aqui que estão causando um certo distúrbio”
Se são os Lares, eu não sei, eles geralmente não interferem em nada grave. Mas algo não corre bem tanto com a missão, quanto com isso por aqui. Eu não confio muito nas nossas barreiras mais.
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Aprender em tão pouco tempo a acostumar-se com os lábios e o calor do corpo de Victor contra o seu era algo que Hanne não sabia bem como lidar. Sua boca não tardava em explorar a do mais novo, a língua tentando buscar o que bem queria, o gosto maravilhoso que viciou-se. O silêncio do local só era quebrado por aquele som baixo do beijo e de seus suspiros por estar ali em cima do garoto. Uma intimidade como aquela, o semideus romano nunca tivera. Apenas uma vez, claro, mas não era como se contasse pois não havia aproveitado, não havia se divertido como fazia quando estava com o grego. Tinha sido forçado e totalmente sem benefícios para si, até aquele momento não havia entendido o porquê de Vênus ter permitido que se machucasse daquela forma... mas talvez fosse para compreender melhor a dor que o menino ali embaixo de si sentia.
Comparar o que havia passado com o que ele enfrentara era inútil, ambas as situações eram completamente diferentes; todavia, em partes, tinham lá suas igualdades. Hanne fora usado, e, de certo modo, Victor também. E por isso o moreno confiava tanto nele, pois ele sabia a dor que era e com certeza não faria isso com outra pessoa. Desejava poder mostrá-lo que era seguro arriscar consigo dessa vez, que também não iria o ferir assim. Tentava mostrar isso através de seus beijos, de suas carícias e de quão maleável ficava sob as mãos dele. Expondo-se de uma forma que não fizera com outra pessoa que demonstrava querer algo sério consigo; deixando-o tocá-lo onde quisesse e sequer cogitando a ideia de pará-lo porque aquelas mãos... aquelas mãos roubavam-lhe o fôlego. Hanne gemeu na boca do menino, seu quadril indo de encontro ao dele em busca de algum atrito, uma reação espontânea mas que lhe deixou de bochechas rosadas. Seus lábios buscaram mover-se para o pescoço alheio, descendo devagarinho com selares espalhados pela mandíbula e pelo queixo, o coração batia acelerado mas tudo o que precisava era provar de novo o gosto da pele alheia e foi exatamente o que fez. Ele o mordeu antes de sugar o local atingido, a língua quente logo trabalhando para acalmar o lugarzinho abusado. "Você é delicioso." murmurou. "Eu te marquei de novo." disse rouco, dessa vez não se desculpando como havia feito dias atrás na coorte, apenas... apenas afastou o rosto e sorriu de uma forma travessa para o mais jovem, seu rosto corado. "E eu vou sujar minhas calças se você continuar me beijando assim." baixou ainda mais o tom para confessar aquilo, não segurando o gemido baixinho pois a mente traíra lhe fez imaginar como seria ter tais beijos sem todas aquelas roupas.
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vicolorido:
Adorava provocar Hanne. Via seu rosto corado e tinha certeza de que estava fazendo a coisa certa. Sabia que aquela vermelhidão e uma respiração mais pesada, diferente da usual era sinal de que estava fazendo a coisa certa, no momento certo. Ele deu uma risada breve com seu praguejamento. Ele queria mais então… E… Anjo mal? “Você está querendo insinuar que sou Lúcifer Hanne? Ele é um anjo mal.” brincou, estreitando os olhos. Manteve um tom sério, fingindo. Porém não conseguiu pois ficou lembrando que ele hesitara um pouco ao falar provocante. Ele era absolutamente uma graça. “Sim… Posso me ver como um anjo provocante. Um anjo latino provocante.” falou dando uma risada curta com a imagem em sua mente.
Ele observou o frasco e franziu o cenho. Sabia que Hanne era protetor e que se importava bastante com ele. Mas achava aquilo demais. Não saiu do lugar, esperando ele retornar. Ele voltou a deitar, mas seu rosto estava agora bem próximo ao seu. Aquilo era uma tática desonesta. Super desonesta. Aquilo não era justo, como poderia dizer não àquela carinha? Bufando pegou o néctar da mão dele, porém não com brutalidade. Mas sim, normalmente. “Vou tomar ta bom?” abriu o frasco e verteu em sua boca. Não bebeu tudo. “Pronto. E olha, isso é injusto. Você tão perto… Sabe que não posso dizer não à esse rosto.” falou enquanto devolvia seu frasco. E ele não pôde acreditar. Hanne o estava acusando de algo? Ele abriu a boca para discutir porém viu o brilho de diversão em seus olhos. E o tom… não era um tom sério. Ah, Hanne… Assim você mata, pensou enquanto abriu um sorriso. Sentiu a mão em sua cintura; aquela mão quente, grande, pesada. Ele deu um leve estremecimento porém de prazer. Queria suas mãos por todo o corpo dele. E ter Hanne falando aquilo foi uma sinfonia inteira em seus ouvidos. Sorriu e soltou um gemidinho, então se aproximando. Ainda conseguiu manter a mão de Hanne em sua cintura, porém não colando os corpos totalmente. “Porque eu fiz uma macumba.” ele brincou em tom sério. Depois se lembrou de sua mãe falando e que não deveria brincar com aquelas coisas, pois teriam consequências. Então resolveu voltar atrás. “Brincadeira, apaga o que eu disse. Mas eu acho que é porque… Não sei… Você se apaixonou?” falou, com receio. Não queria ouvir se a resposta fosse não, mas ao mesmo tempo queria a verdade. Era uma confusão, sua cabeça. “Porque… Eu me apaixonei.” abaixava e levantava os olhos e olhava para todos os lados. Não queria encarar Hanne, não queria saber como ele lidaria com aquela informação. Respondeu incerto e gaguejando. “N-não… Eu s-sou filho do… Do meu pai s-sim… Dionisio, s-sabe…”
O moreno arregalou os olhos, o que queria dizer não era aquilo, não queria chamá-lo de anjo do mal naquele sentido. “Não! Não assim, Victor!” protestou, suspirando pesadamente. Claro que suas palavras seriam entendidas erradas, ele era péssimo até para expressar o que sentia, quanto mais para fazer brincadeiras sobre isso? Mesmo que o outro semideus não visse a si mesmo como um anjo, Hanne via. E era um anjo magnífico. “Não quis chamá-lo disso, desculpa.” pediu, enrugando o nariz numa certa timidez. Queria mesmo era saber quando que pararia de corar na presença alheia. Se seguiriam em frente com a ideia de tentar algo, então não fazia sentido algum continuar ruborizando com tudo.
Mas pelo menos o semideus pôde ficar mais tranquilo ao ver o outro tomando o néctar. O frasco era pequeno e Victor nem o líquido todo havia tomado. Isso lhe fez revirar os olhos. Tinha tão pouco no vidro que metade daquilo talvez não servisse para muita coisa, porém, rezaria aos deuses para que fizesse algum efeito e que fortalecesse melhor o filho de Dionísio. Seus dedos mexeram com a barrinha da camisa alheia mas logo parou para guardar o recipiente minúsculo de volta na bota, retomando com a mão o lugar na cintura alheia. “Fez o quê?” perguntou rindo. Ele estava se referindo a algo talvez não tão bom já que ouvira alguém zombando dos filhos de Trívia com aquelas palavras e eles não haviam gostado nem um pouco. Mas seu riso diminuiu até que extinguiu-se por completo. Não esperava ouvir algo assim, não no primeiro encontro. Todavia, Hanne conhecia o amor. Já fora alvo de Vênus uma vez e doeu para se recurar, mas conseguira, a deusa tivera piedade de seu coração. Mas ali estava de novo, sentido tudo novamente e agora de uma maneira mais arrebatadora por tamanha velocidade que tudo corria. Só que ainda não sabia como responder, não queria assustar o garoto ou espantá-lo, assim como também não queria ir tão depressa, o tombo, caso acontecesse, seria bem maior. “Eu acho que sim.” decidiu partir para a sinceridade. E então, para a maior surpresa, era Victor gaguejando e parecendo tão tímido e adorável aos seus olhos. Hanne não conseguiu segurar a si mesmo; inclinou o corpo na direção do rapaz e empurrou o ombro do mesmo até que este estivesse deitado de costas na grama para que assim ele tivesse a chance de passar uma perna por cima do corpo pequeno dele e sentar-se em seu quadril com as mãos espalmadas naquele peito firme. “Você é muito adorável, eu soube que eu estava perdido no momento que você concordou em me ensinar a dançar.” declarou baixo, abaixando o torso para encostar o no dele, o nariz roçando na bochecha do garoto. “Vênus colocou você no meu caminho... e eu agradeço imensamente. Pelo menos dessa vez acho que ela acertou.” sussurrou baixinho, sorrindo timidamente antes de juntar os lábios aos dele, tomando-os para um novo beijo delicado.
"Eu não quero nem imaginar como seria receber algo assim de uma múmia num lugar escuro e úmido. Imagina que tipos de cenários perversos para pesadelos isso aconteceria?" dissera de olhos arregalados, fazendo uma careta. "Ah, deuses, não! Você já me viu em batalha, Jude? Eu sou um desastre! Ninguém em sã consciência iria me mandar para algo com tanta importância assim." respondeu quase horrorizado com a ideia, estremecendo levemente. "Sim, a Reign, ela foi selecionada por Reyna e Jason já que ninguém se ofereceu. Mas eu não sei se ela vai."
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Não sendo muito bom em lidar com as pessoas, Hanne ainda corava e olhava timidamente para Victor. E se ele não gostasse daquilo que estava dizendo? Deuses, por que era tão difícil prever as reações das pessoas? Mas o garoto logo estava deitando ao seu lado, tirando aquelas inseguranças de sua mente ao colocar o braço em cima de seu corpo. E isso era confortável. Quando namorou o outro romano, seus toques eram sempre tão suaves e contidos com receio de perturbar o menino, assim como os dele também eram. Talvez pelo fato de ambos não terem experiência com relacionamentos e não saberem bem que tipos de toques eram aceitáveis. Mas com o filho do deus do vinho não tinha isso, não tinha aquela hesitação. Hanne tocava-o onde queria e o outro podia fazer o mesmo com ele.
Na verdade, embora estivesse sentindo seu rosto tão quentinho por conta da mão alheia que descia até perto do cós da calça, não dava para dizer que não apreciava. Seria uma mentira já que imaginava de novo aqueles dígitos passeando por sob a camisa como fizeram na coorte dias atrás. "Pode ser um anjo do mal, ora essa." debochou com uma risada fraquinha. "Pode ser um anjo... provocante. Ouvi dizer que Cupido não é como os mortais o imaginam, na verdade, ele é bem sensual e essas coisas." comentou antes de lhe piscar um dos olhos acinzentados e então os fechar para acolher e aceitar o beijo delicioso. Não havia momento que Victor o beijasse e Hanne não derretesse. Sentia-se como uma gelatina estragada que descongelava e amolecia mais quando exposta ao ar natural. Mas era tão bom que ele resmungou em latim um protesto ao afastar do mais jovem. O semideus sentou-se, em seus lábios um sorriso existia e, ainda que preocupado, começava a relaxar novamente. A adaga foi guardada de novo na bota e ele pegou o frasquinho do néctar antes de deitar. "Será que dá para tomar isso? Eu vou ficar muito mais tranquilo e vou poder te beijar sem medo que desmaie em mim." aconselhou, arqueando as sobrancelhas para o menor e então ajeitasse de lado, o rosto próximo ao do outro. "Por que eu não consigo parar de querer te beijar? De querer estar próximo de você? Victor, o que você fez comigo?" indagou baixíssimo, falsamente desconfiado. "Minhas mãos só querem te tocar..." para afirmar aquilo, uma das acabou indo para a cintura fina dele. "... você tem certeza que é filho de Dionísio e não de Vênus? Porque eu entenderia finalmente."
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vicolorido:
Ele estava assustado. Aquilo fora super estranho e seu interior gritava para que não fosse relacionado a profecia. Mas era, era ele tinha certeza. Quem era aquela mulher? E mais importante: o que fizera ele sair daquilo? Daquela… Prisão mental em que se encontrava. Isso era um assunto sério demais. Ele ouvira o chamado. Mas não fora; resistira. Bem, estava feliz somente com isso e com Hanne ao seu redor, o abraçando. Sorveu o calor do corpo mais velho sobre o seu, envolvendo-o de uma forma boa demais. Ele fechou o olhos por um momento antes de responder e apenas respirou seu cheiro. Ele era perfeito e estava ali. Estava ali para apoiá-lo e aquele surto de preocupação não era fingimento. E ele… O chamara de amor? Isso sim era um avanço e tanto. Um sorriso tímido tocou os seus lábios. Porém se desfez ainda não era momentos de rir e de felicidade. Precisavam contar aquilo, precisavam resolver. Se ele ouvira, talvez alguém mais também.
Porém, por enquanto, não iria a lugar nenhum. Iria aproveitar que estava ali nos braços do garoto e que escapara de uma profecia horrível. Mas ela não acabara. Suspirou e se afastou. De joelhos, sentou sobre os calcanhares o fitando. “Eu.. Não sei Hanne. Eu acho que eu ouvi o chamado.” ele deu uma pausa e seguiu. “O da profecia. Mas alguma me tirou de lá. E era eu. Em um clarão de luz. Eu não entendi nada. E essa imagem minha gritou e eu fui tirado do controle. Tudo quebrou como se fosse de vidro…” ele parou e pegou fôlego. Ele estava com os olhos arregalados, aquela visão o assombraria por muito tempo. Ele continuou. “Ela… Me chamava. Tinha um calor vindo dela e uma brisa. Acho que ela ta em algum lugar tropical. Sei lá.” ele suspirou e abaixou a cabeça. “Sei lá, só sei que eu consegui sair dessa.” ele então ficou fitando a grama pensando em tudo que aconteceu. E um pensamento veio na sua cabeça. Ele o chamara de amor. Levantou cabeça e o mesmo sorriso tímido de antes apareceu em seus lábios. “Então… Eu sou amor?”
Hanne o abraçava como se apenas isso já fosse bastar para o manter seguro, como se apertá-lo contra si o mantivesse fora de perigo e longe daquela profecia maldita. Não queria correr o risco de perder o rapaz logo agora que o tinha encontrado, não era justo. Vênus não podia brincar consigo assim. Ainda deveras assustado, continuou segurando-o até o momento que teve chance, os olhos cinzentos sendo arregalados enquanto o soltava de forma de relutante para ouvir a explicação. E era exatamente aquilo que ele temia. Que fosse alguma coisa relacionado ao desastre do dia anterior no jantar. Preferia mil vezes que ele houvesse sentido tudo aquilo, não Victor. Mas precisava repetir na mente que estava tudo bem, que algo acontecera e o semideus foi poupado de um terrível destino. Sabe-se lá, afinal, o que poderia acontecer.
“Não sei o que te tirou de lá… mas deuses, obrigado. Talvez minhas oferendas para Fortuna finalmente fizeram efeito.” comentou em busca de ao menos tentar alivar a tensão. Acontece que o rapaz não conseguia nem rir da própria piada, ele apenas suspirou, passando a mão no cabelo, bagunçando ainda mais que o normal. “Mas você está bem? Não está sentindo nada?” indagou-lhe, se esticando um pouquinho para pegar o frasquinho de néctar perdido no meio da grama, estendendo para o menino mais novo. Hanne, porém, logo começou a corar. No meio de toda a confusão não percebera bem o que disse e acabou chamando-o daquela forma carinhosa. Mas não era nada demais, fazia isso com Davina, com Charlie… só que, pensando bem, conhecia-as há tempos, como poderia então chamar o rapaz assim sendo que fazia apenas quatro dias que realmente conversou corretamente com o mesmo? “Você realmente vai focar nisso, Victor?” resmungou, levando ambas as mãos para as bochechas. “De tudo o que aconteceu, você me pergunta isso?” indagou quase Indignado, deitando-se para trás no cobertor, os olhos acinzentados focados no céu estrelado. Seria um bela cena para que desenhasse, mas não havia levado seus materiais de pintura e bem, estava em um encontro, precisava seriamente para de pensar em seus desenhos. Por fim, com uma coragem que não sabia de onde tirou, desviou de novo o olhar para o mais jovem. “Sim, é amor sim. Ou talvez eu poderia testar anjo também?” até brincou para esconder a timidez.