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@adaequare
Se é por isso. Faremos por uma aposta, se ganhar o senhor me treina
Não preciso de uma aposta para treiná-la, Rubi.
Mas eu ouvi dizer que essas máquinas são programadas pra pegar o dinheiro e não deixar ninguém ganhar. Criei uma antipatia por elas depois disso.
Isso é uma história para criança dormir.
Olhe todas essas pessoas jogando, escolha um alvo e conte quantas vezes ela já jogou. Quando a mesma desistir, será o momento certo de você ir na máquina dela colocar sua moeda e ganhar todo o prêmio. Tem sua margem de erro, sim, mas não deixa de ser infalível.
Nem se eu prometer pegar leve?
Nem assim. Até porque, não tenho fichas.
Eu também. Só que eu sou melhor que ele nisso. Quer jogar professor?
Eu não jogo, minha cara. Sou a favor da boa e velha arte da observação.
O funcionamento dessas máquinas loucas também, então acho que devia ser permitido.
É bem simples, na verdade. Pega uma moeda, coloca na máquina, e puxa a alavanca.
Tem muitos métodos para se ganhar nessas máquinas.
Eu disse que manjava do poker. Pode passar tudo
Pobre cidadão, Rubi. Ele apostou todas as fichas.
Quanto será que meu celular congelado vale nesse cassino?
A utilidade de um celular congelado é duvidosa.
Devo ter, se eu não tiver não tem importância.
Não devia dizer isso, rapaz.
Eu já bebia antes mesmo de ter 18 anos, então não faz a mínima diferença.
Bem, então pelo menos modere. Não acho que seria divertido uma russa bêbada.
Pra beber, dirigir e fazer qualquer outra coisa.
Então beba com moderação.
Já tem idade para beber?
28/50 Photosets of Garrett Hedlund
Casino’s Party outfit.
I must say that you have just found an equals opponent; @ClintLewis.
O sol deitava-se no horizonte com calma, uma exímia paciência claramente invejada por muitos que, naquele momento, deveriam estar retornando de suas respectivas funções empresariais. Enquanto isso, Lewis observava seu espetáculo natural quase tão belo quanto o seu nascer, tendo seus olhos capitando cada detalhe pequeno do astro há milhões de quilômetros de distancia do planeta Terra. Contudo, ao fim deste, o professor de treino desprendeu-se as lembranças tênues de seu passado -- um tanto alegre demais para que viesse resultar em sua atual situação naquele mundo -- para focar-se em seus afazeres extras após tantas aulas dadas. Haveria reunião com os professores mutantes em algum dia da próxima semana sobre alguns alunos e outros afins parecidos. Assuntos que geralmente entendiavam Lewis, pois o loiro não tinha sua aptidão voltada ao expressar de opinião, e por muitas vezes por conta disso preferia o trabalho solitário.
O rapaz deixou o exterior do instituto para adentrar na cafeteria que geralmente ficava aberta de manhã, mas abria sua exceção à noite também. Lewis tinha certa paixão por café visando o lugar que havia vindo -- Estados Unidos, um dos maiores produtores de cafeína e guerras já conhecidos em todo o mundo. Impossível um americano de corpo e alma negar seu amor àquela bebida mágica que permitia um ser humano ficar ligado na tomada mesmo com sono; Ackerman não julgava, mas tinha tanta paixão pelo café que suas opiniões divertidas passavam a ser sérias --. Fez um pedido básico: café forte enquanto abria sobre o balcão do lugar o jornal local da cidade da Irlanda, lendo as notícias enquanto preparavam seu pedido. As palavras que estampavam as primeiras páginas eram quase tão repetitivas que enjoavam; mutantes, morte, mutantes, suicídio, mutantes, roubo. Os homos superior não saíam mais da ponta da língua dos humanos, talvez por inveja ou medo. Lewis já se perdera em conflitos internos demais para embarcar novamente nessa questão, apenas os considerava idiotas demais por não aceitarem a evolução. Aliás, humanos nunca aceitaram muito bem mudanças, os que o mostram intelectualmente inferiores à muitas coisas.
O loiro não tinha muito a acrescentar sobre esta raça, afinal, também era parte dela. Contudo, as suas missões em maioria eram sempre com objetivos de assassinatos de humanos ignorantes que queriam iniciar revoluções contra os mutantes em geral; incrível era o fato que sua maioria usava outros homos superior para derrotá-los, com a desculpa de usar uma arma equivalente para derrotar um inimigo. Sábio, talvez, mas acima de tudo incrivelmente idiota. Em meio à estes pensamentos, o rapaz soltou uma risada seca e sem nenhum vestígio de humor. Divertia-se com a inferioridade de grande parte das vidas daquele planeta, e realmente não se importaria de dizimá-las. Enquanto lia, o pedido do professor já lhe fora posto a mesa, e o loiro agradeceu por conta de sua boa educação. Pegou a xícara com o líquido quente, fazendo aquilo que seria considerado extremamente irresponsável: ficou com ela em uma de suas mãos, e a outra segurava o jornal à sua frente enquanto caminhava pelo corredor. Bebericava o café lendo as demais notícias sobre política e afins quando o inevitável aconteceu: Lewis esbarrou em alguém fazendo a xícara de sua mão virar ao encontro do peitoral do loiro; a sorte dava-se aos reflexos do rapaz, quase tão exímios quanto qualquer outra coisa com que se possa comparar, que rapidamente se afastou evitando o calor extremado ir de encontro à sua pele, porém deixando a xícara cair e despedaçar-se em pequenos pedaços. "Puta que pariu", praguejou torcendo para que a pessoa anônima não fosse um aluno.
Não era. Tratava-se de Clint Morrisey, outro professor.
Quase no mesmo momento o loiro se viu pronto para rir. O inglês era justamente aquele com quem Lewis tinha aptidão para irritar; não podia evitar a necessidade americana de provocar seu progenitor: os ingleses. Eles eram como o filho rebelde de um pai (Inglaterra) muito bem comportado, e tinham um irmão irritante quase tão comportado quanto o pai, conhecido como Canadá. Os três países eram uma típica família encontrada em qualquer canto do mundo, como explicara a professora de história para Lewis quando ele era uma criança. Contudo, fazia apenas parte de todo o pacote cuja mascara de disfarce como professor do instituto exigia do rapaz, pois sua essência possuía uma total aversão por piadinhas mal colocadas, e mostrou-se capaz de perder a paciência consigo mesmo. Tudo pelo disfarce, tudo pelo disfarce., pensou. "Uh. Olá Clint. Sinto muito pelo seus sapatos de marca-muito-cara-para-se-lembrar" Sotou um sorrisinho com a última frase, realmente expressando uma brincadeira que viria, posteriormente, causar o furor no professor de teoria dos poderes.