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@adeamora
𝖙𝖍𝖊 𝖒𝖔𝖗𝖊 𝖜𝖊 𝖑𝖊𝖆𝖗𝖓, 𝖙𝖍𝖊 𝖑𝖊𝖘𝖘 𝖜𝖊 𝖐𝖓𝖔𝖜
Vocês já pensaram em casamento?
Pois é, eu nunca tinha pensado nisso, na verdade a ideia me dava calafrio e angustia, a ideia parecia meio aprisionadora.
Não sei por que pensava tanto assim, tinha tanto distanciamento disso.
Pois é, conheci alguém, me apaixonei, entendi que amo, a família delx me fez crê em casamento, me fez gostar da ideia e a pensar nisso.
Por fim, hoje em dia, eu queroo! Mas, pelo andar da carruagem, nunca vai acontecer, acho que a outra pessoa tem tanto medo disso agora, como eu tinha antes de conhecer elx.
A idealização se tornou um peso novamente, e agora a duvida do significado de casamento, pesa, o que significa pra elx, o que o/a faria tomar a decisão de pedi, de me escolher de novo. O peso de não ser o que elx espera faz com que comece a duvida de de mim mesma dessa vez e não apenas da ideia do casamento em si, ai volto ao que pensava no inicio, seria a ideia de casamento uma prisão? - adeamaora
De acordo com o labirinto que está corroendo minha mente, eu deveria desistir por que isso significaria liberdade, mas ai me questiono se não estou apenas fugindo outra vez de algo que apavora..
- adeamaora
Os dias se tornaram longos,
os sonhos que não existiam surgiram
apenas pra ficar na imaginação
Se quebra novamente a ideia de construir algo
E depois entender que esse algo nunca
Vai ocorrer! Se quebra por si mesma em cacos
Mais uma vez perceber que promessas
São apenas meras palavras fáceis de fazer
Fáceis de falar
Fáceis de sumir!
- adeamaora
Bairro do Jurunas, d. 1960 / Belém: estudo da geografia urbana ~ Antonio Penteado (1965)
O bairro do Jurunas expandiu os limites de Belém para sudeste. Apesar de ser povoado na fronteira com Batista Campos - especialmente na av. Roberto Camelier, antes conhecida como “Boca do Jurunas” -, até os anos 1940 havia pouca ocupação margeando o rio Guamá além do Arsenal de Marinha. Dali em diante somente a floresta.
O prolongamento do bairro começa com o aterramento das áreas alagadas e a construção do dique da SESP - uma cooperação entre os governos norte-americano e brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo 60 anos depois de construído, o dique ainda permanecia na memória dos moradores mais antigos. Em Vem do bairro do Jurunas (2006), de Carmem Izabel Rodrigues, há essa rememoração:
“O bairro hoje é melhor, quando viemos do [sic] Caripunas isso aqui era uma mata fechada, a companhia dos americanos abriu essa vala e abriu a rua, nos anos 40. Eu tirei esse pedaço aqui, fizemos uma barraquinha de açaizeiro, depois construímos essa [casa] aqui, já é a 5ª casa (Emiliana, 86 anos, rua dos Timbiras”).
O panorama da floresta está em outro depoimento: “Quando eu vim pra cá, aqui no [sic] Caripunas era um braço de rio e a mata era de ninguém, cada um que chegava e demarcava seu lote e limpava o terreno; meu pai veio primeiro e limpou esse terreno e depois foi dividido entre irmão e primos (Marciano, 90 anos, rua dos Caripunas)”.
Progressivamente essas novas áreas são ocupadas entre as décadas de 1950 e 1980 - principalmente com a chegada de migrantes dos municípios ribeirinhos vizinhos. O depoimento da Dona Emiliana confirma essa mudança do ribeirinho do interior para ribeirinho da periferia:
“Nasci no interior e me criei aqui. Aqui todo mundo é amigo, todo mundo é parente, todos se conhecem, é tudo gente do interior, caboco do interior (…) aqui tem tudo ou quase tudo o que tinha lá, tem mata, tem vento, tem tudo que tem no interior, e mais ainda”.
As falas denotam que o bairro cresceu espontaneamente, sem planejamento e intervenção do poder público, albergando uma população de baixa renda, que chegava dos municípios vizinhos, possivelmente com baixa escolaridade.
Na década de 1960 Antonio Rocha Penteado faz o seguinte comentário sobre o bairro, ilustrado pela foto acima: “pelas suas ruas, ou por impossibilidade dos pais ou por falta de escolas, é extremamente numerosa a quantidade de crianças a brincar, a transportar água ou, simplesmente, a perambular, atestando a juventude da população desses bairros localizados junto ao Guamá”.
Atesta-se também a precariedade das condições sanitárias e fornecimento de água.
Nos anos 1980, o bairro foi criando fama de lugar perigoso por conta de desordens e abrigar pontos de tráfico de drogas, convenha-se que o abandono da municipalidade fez surgir um cenário de problemas sociais.
Nessa década já há uma disputa por terrenos no bairro. No documentário Marias da Castanha, de Edna Castro, há o relato de como ocorreu a invasão da Radional (empresa de comunicação que possuía uma antena num terreno situado nas proximidades do Iate Clube).
Um personagem-crime que sempre aparecia nos jornais da época era Zé Buduia, traficante que notabilizou negativamente a comunidade, aprofundando o estigma de bairro marginal.
Hoje quase não existe mais mata nativa no Jurunas, o dique do SESP é só uma vala (em alguns trechos desapareceu sob o asfalto), o terreno da Radional é uma amontoado de casas de alvenaria e Zé Buduia é o nome de um beco.
O bom daqui é só precisamos desabafa e nunca se provar o suficiente pra algo, é cansativo tenta ser o suficiente o pra tudo e todos o tempo todo!! Acho que deve ser um traço toxico meu kk
De onde surgiu
Somos todos indelicados uns com os outros hoje em dia, mesmo com calamidades nos consumindo ainda tendemos a ser tediosos e cansativos de uma forma maçante e desiludida
Sempre esperamos que o outro nos mostre o seu melhor lado, enquanto nem nós mesmo estamos mostrando o nosso melhor lado e muita das vezes não mostramos apenas por preguiça mesmo!!
Por isso somos tediosos!! Lados sínicos e assombrados, diante de uma civilidade concedida pela evolução ou criação.
-- AmoraPerdida