você vai percebendo que não é necessário insistir;
e é quando nota também que o amor é maré calma;
afinal estamos acostumados a pensar que o amor é essa cena de estar junto, recheada de ciumes e uma absurda tentativa de possuir e ficar,
ou pior, acostumados a retratar com exclusividade. posse.
essa maré calma que o amor tem, ela constrange quem evita,
aos poucos você levita e vê tudo de cima.
todas as besteiras desesperadas por esse tipo de amor inventado…
as pessoas idealizaram um amor totalmente oposto ao amor de fato;
por exemplo, nós nos tornamos portáteis, frágeis.
como se sentimentos fossem descartáveis e palpáveis.
quando sentir tudo que não seja esse desejo fulminante…
quando não precisar estar por perto mas chegar quando preciso.
quando esquecer de dizer que ama,
e aprender que isso não se diz sempre, mas nos momentos certos.
por exemplo, varias vezes, depois de ter tido a oportunidade eu me lembrei que poderia ter dito; eu ficava irritado por não ter dito;
e certo dia eu simplesmente consegui, e a frase parecia mais valiosa.
ganhei um olhar que respondia sem fala alguma…
um olhar que gritava que havia amor também.
e esses tipos de frases mudas são diamantes…
permita valorizar o seu amor pelo outro.
um dia a gente aprende que amor é algo que não se deixa.
não existe uma espécie de desamar,
você pode deixar de gostar do que parecia amor;
se a gente desama, na verdade nunca amamos.
e nem sou eu quem digo isso, todo mundo sabe.
mas se formos parar para pensar em quantos sentimentos foram confundidos e quantos tipos de eu te amo foram perdidos.
há amores silenciosos e há falta de amor em eu te amo ditos
mas isso não é uma regra.
somos tolos nessa busca implacável.
poucos praticam o amor e a gente sabe que não ama, mas vive fingindo que sim.
o amor sabe, sente, e conserva.
por exemplo, quando estiver amando isso será tão explícito e sensacional que nem você irá deixa-la nem ela irá querer que deixe-a.
a possibilidade de desistir não existe quando amamos.
pensar em ir não cabe ao amor.
e não é preciso ficar, como já mencionei; o amor não é carente de presença, mas de regência.
podemos não nos falar a tempos e tempos e tempos.
quanto mais suportamos mais amamos.
e tem coisas que parecem impossíveis.
as coisas do amor não são visíveis.
quando perceber que você está permanecendo,
que sua vida parece normal,
e que vocês não se cobram,
quando perceber que continua sentindo o tempo inteiro
e não está exigindo o tempo inteiro;
é um sinal de que você ama. um sinal. sinal.
a gente sente medo de perceber um dia, ou um momento, que não é amor.
a gente vê que não foi amor.
então se você temer que não seja,
talvez perceba que o medo de não amar
por exemplo, só se deixa o que jamais chegou a ser.
a gente pode inclusive passar uma vida inteira enganados até perceber que essa confusão toda que nos cegou.
a confusão de não saber o que é amor. de viver pensando que era.
por isso evite jurar amor sem saber sobre como se ama.
afinal, amor não é flor que se corta.
amor é o brotar e o murchar de uma flor que ora te agrada com as pétalas, ora te faz questionar se irá florir.