"Um enorme rabo de baleiacruzaria a sala nesse momentosem barulho algum o bichoafundaria nas tábuas corridase sumiria sem que percebêssemosno sofá a falta de assuntoo que eu queria mas não te contoé abraçar a baleia mergulhar com elasinto um tédio pavoroso desses diasde água parada acumulando mosquitoapesar da agitação dos diasda exaustão dos diaso corpo que chega exausto em casacom a mão esticada em buscade um copo d’águaa urgência de seguir para uma terçaou quarta boia e a vontadeé de abraçar um enormerabo de baleia seguir com ela" (Alice San'Anna, "Um enorme rabo de baleia")












