Edward piscou. Por mais que as crianças do orfanato o tivessem obrigado a acostumar-se com machucados e sangue, não havia maneira nenhuma que conseguiria fazer alguns pontos em alguém. “Eu… eu não acho que isso é uma boa ideia.” murmurou, a respiração ofegante por causa do nervosismo. “Vodka? Tem que limpar com isso? Nem acho que seja higiênico. Com que diabos eu vou te costurar?” indagou, partindo para procurar a bebida no local indicado. Iria adiar o máximo que desse, talvez assim chegasse alguém para os ajudar.
“Não, não é a forma mais higiênica, mas eu realmente prefiro não morrer hoje.” irônico, observou enquanto Edward procura a tal garrafa de vodka. Estava bem percebível que ele fazia o mais lentamente possível, e isso começou a irritar Alex, a medida que ele sentia o sangue escorrer pelo braço, em direção a mão, e a visão se tornar um pouco mais escura e embaçada. “Com agulha e linha, é óbvio.” murmurou irritado, tomando forças para se levantar. Deu alguns poucos passos, desequilibrado. Abriu uma gaveta no armário ao qual estava apoiado, fazendo um grande barulho enquanto procurava o que precisava, com o único braço bom. Tirou dali agulha, linha e uma tesoura, voltando a se sentar com dificuldade. Cortou a camisa no local do ferimento, deixando a amostra mais do que o suficiente para desinfeccionar e ‘remendar’. Com a demora do outro, respirou profundamente, tentando amenizar a dor. “Ou você dá um jeito nisso ou vai ter um corpo. E eu te digo, não acho que é tão fácil assim explicar pra policia.” exagerou, erguendo a agulha e linha.




