QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU? LOBO MAU? Com certeza não o nosso novo habitante que costumava se chamar LYKAON, do conto RED RIDING HOOD, e antes da névoa da maldição arrastá-lo até Storybrooke, ele estava no REINO DE RED ROSE, lá na FLORESTA ENCANTADA. Aqui na cidade você talvez o encontre se procurar por um tal de DAMON LUPIN que trabalha como INVESTIGADOR.
LIKES: Café sem açúcar, bacon, churrasco, sagas de mistério, florestas, cigarro, camomila, erva-doce, whiskey barato, dinheiro, correr
DISLIKES: Açúcar, odores doces ou fortes, drama, cidade grande, injustiças
INSPIRAÇÕES: Bigby Wolf, Jessica Jones, Daredevil
PERSONALIDADE EM STORYBROOKE:
Não é possível afirmar que Damon é uma pessoa simpática, uma vez que ele passa bem longe dessa característica. O mau humor é bem palpável como característica marcante do mesmo, assim como o temperamento volátil e com tendências para a agressividade. Normalmente detém um sarcasmo intrínseco à sua grosseria e sua rudeza, mas isso não o faz uma pessoa ruim. Não hesita em ajudar os necessitados e também não tolera injustiças, o que somado a sua falta de controle de seu temperamento o rende brigas e noites na prisão de Storybrooke. É introspectivo, não é uma pessoa de muitos amigos ou de extroversão, mas tenta ao máximo tentar se abrir à algumas possibilidades, uma vez que a solidão é algo que ele não aprecia, mas finge apreciar, para manter a sua reputação antipática.
EM STORYBROOKE:
Tudo antes do acidente de carro que sofreu foi apagado de sua memória. Ou seja, Damon Lupin não faz ideia de quem eram seus pais, como foi sua infância e o que costumava fazer. Só lembra-se de acordar no hospital geral de Storybrooke, com médicos lhe contando que sofrera um grave acidente. Fora atropelado por um carro em movimento, em alta velocidade. Por sorte não morrera e os aparelhos o mantiveram vivos por meses de internação. Após acordar do coma, decidiu então que deveria criar a sua própria história e seu destino. Não conhecia ninguém em Storybrooke, nem lembrava-se de suas próprias habilidades ou de sua profissão.
Morou por um tempo em um pequeno apartamento no Granny’s, com um dinheiro que tinha em suas roupas, até descobrir a sua habilidade. De alguma forma, Damon descobriu-se extremamente habilidoso em encontrar coisas. Pessoas, para ser mais exato. Pessoas, coisas situações inoportunas... Tudo. Seria um ótimo detetive se... possuísse psicológico para isso. Mas tendia a normalmente perder o temperamento e não seria um bom exemplo para a sociedade. Descobriu, com os seus dados, que possuía um dinheiro que nem imaginava em uma conta bancária em seu nome. Usou o dinheiro para alugar um apartamento pequeno e barato no centro da cidade, onde usou a sala para montar um escritório.
Foi aí que fez seu nome como investigador privado, com o nome de DAMON LUPIN: ALIAS INVESTIGATIONS. Melhorou suas habilidades, lançando mão de câmeras fotográficas, além de seu adicional olfato extremamente apurado. Como um caçador nato, Damon também é extremamente silencioso e não costuma deixar rastros em seu percalço para realizar o trabalho, agindo tanto ao lado de vilões como de mocinhos.
ANTES DA MALDIÇÃO:
Antes de tornar-se um lobisomem, Lykaon era um cavaleiro da guarda de Red Rose, um dos melhores do exército da rainha. Excepcional em suas habilidades com a espada, assim como em lutas corporais. No entanto, recebeu a maldição da licantropia em uma caça para eliminar um monstro que assolava o reino, tornando-se nada mais, nada menos, do que um monstro ele mesmo. Por um bom tempo, Lykaon vagou sozinho em forma lupina, sem ter consciência de seus atos e deixando caminhos de sangue atrás de si. Muitos temiam a ideia de um lobo por conta da sua falta de controle, até que um dia foi encontrado por quem tornaria sua madrinha lupina.
Ela, seria a alfa da alcatéia a qual passou a fazer parte. E então viu-se cada vez mais agregado aquele mundo, deixando o seu antigo. Adquiriu os ideais da alfa como os seus, aprendendo a aceitar o que se tornara e usar o seu poder em seu benefício, ao invés de deixar-se tomar pelo medo de si mesmo. Aquilo engrandeceu-o e tornou-o um dos lobos mais fortes da alcatéia. Tão logo viu-se beta da alfa, mas sabia que jamais tornaria-se alfa, é claro, porque A Loba ostentaria tal título quando a mulher que Lykaon admirava encontrasse o seu destino final e irrevogável.
E ela encontrou. Pelas mãos da própria filha. O que levantou em si um ódio feroz e lancinante. A alcatéia aceitou a dissolução do reinado da mulher, mas Lykaon não. A alcateia queria A Loba como alfa. Lykaon jamais aceitaria alguém, cujas ideias eram tão imaturas. Ele deixou a alcatéia, vendo-se como um lobo solitário. Não se arrependeu da escolha, mas sentia-se desejoso de vingar o destino que sua alfa levou pelas mãos da própria filha.
❛ não há com o que se preocupar . ❜ a morena não conseguiu conter a revirada de olhos , muito embora , tentasse controlar o tom de sua voz . ❛ eu tenho uma reunião de trabalho agora , mas não vai demorar muito . pode deixar que eu vou chegar na mansão do prefeito a tempo do jantar , okay ? ❜ garantiu pouco antes de desligar a ligação , sem a menor vontade de se estender naquela conversa , afinal a última coisa que precisava era ter que aguentar os comentários da mãe —— pelo menos , não naquele momento ! uma rápida olhada no relógio do celular lhe confirmou que embora não estivesse atrasada para a reunião com calliope , ainda estava muito em cima da hora . e isso já bastava para deixar barbara irritada —— especialmente quando isso se dava pela incompetência do jornal , que atrasou todo o seu cronograma do dia ! ainda estava alguns quarteirões de distância da bibbidi bobbidi maison , então pisou mais fundo no acelerador e , para o desespero do detran , desviou desviou os olhos da rua a sua frente para o celular , em busca do contato da estilista . e obviamente isso não poderia dar certo ! mal alcançou o número quando percebeu uma figurar entrar na frente do seu carro , e instintivamente enfiou o pé no freio com tudo ; quase batendo a cabeça no volante com a freada tão brusca . ❛ VOCÊ POR ACASO É MALUCO , É ?! ❜ tressel já saiu do carro aos berros com o homem , que por muito pouco não foi atropelado —— como se fosse culpa do pobre coitado ! a adrenalina corria por suas veias quase tão rápido quanto seus olhos se alternavam pela cena . ❛ meu deus , está tudo bem ? ❜
Talvez devesse ter recusado o trabalho de investigar a morte de Clarissa e ter deixado puramente nas mãos dos detetives locais da polícia civil da cidade. Meter o fuço onde não deveria era uma das qualidades mais marcantes de Damon e quando recebeu o serviço, de um homem desconhecido e novo na cidade que se declarava o amor da vida da estilista, Lupin não conseguiu conter a sua curiosidade em aceitar o caso. Além de que por algum motivo ele lhe ofereceu uma quantidade muito bem vinda de dinheiro e só o detetive sabia o quanto precisava daquela grana. Passou a sua tarde observando os passos de Calliope, irmã mais velha da dita cuja, para tentar entender em que pé jazia a relação das duas, planejando talvez invadir o escritório dela mais tarde. Um cigarro entre os dedos, a cada segundo dava uma tragada no mesmo, a fumaça rodopiando acima de sua cabeça. Por mais que a personalidade de Calliope não condizesse com a de uma assassina, todos eram suspeitos em uma assassinato, até mesmo os bonzinhos. Mas é claro que Damon tinha suspeitas mais fortes contra outra pessoa daquela cidade. Porém uma investigação era feita por degraus e levava tempo, precisava de evidências. Seu estômago roncou e se lembrou que passou o dia todo sem comer e infelizmente não tinha porcaria nenhuma em seu apartamento, muito menos dinheiro para comprar qualquer merda. Talvez estivesse muito compenetrado em entender a sua investigação quando atravessou a rua, porque se deu conta do carro a centímetros do seu corpo. Havia escutado o barulho do mesmo, afinal de contas Damon possuía reflexos e sentidos muito extraordinários, mas por alguma razão não parou, só continuou. ❛ E pelo jeito você além de cega é surtada. ❜ O mesmo levou o cigarro até os lábios com uma expressão de poucos amigos e de desinteresse, como se mal tivesse sido afetado pelo quase atropelamento, permanecendo estático. ❛ ...possivelmente estou em melhor estado que você. ❜ A olhou de cima a baixo, com uma sombra de sorriso nos lábios. Esquadrinhou o carro, vendo um celular desbloqueado e sacou na hora o motivo de ter quase sido atropelado. ❛ que combinação tosca, celular e direção. ❜ reprovou, balançando a cabeça em negativa.
quem olhava para gerard desjardins, tão conhecido por suas redes socias, não fazia ideia da raiva e ardor que remoía dentro de si. havia um motivo pelo qual ele se alistara ao exército em primeiro lugar, ele era muito bom em combate e durante a adolescência todo o ódio que espalhara por se achar melhor do que os outros por meio de lutas crescera com ele. sua mentalidade mudara apenas porque, após ler um livro de dale carnegie, ele sabia que coisas muito melhores estavam reservadas para ele do que se sujar naquela areia se livrando de inimigos do país. ele havia guardado a energia “ruim” por muito tempo, e ele precisava, eventualmente, soltá-la. aquela era a hora perfeita. não conseguia olhar nos olhos alheios sem querer desferir um soco contra a face barbada. batendo palmas e rindo com deboche, afastou-se brevemente dele. ─── belo discurso, lindo, de verdade, quase chegou a tocar meu coração e sentir pena de você. ─── o olhar de gerard mudando rapidamente para os de um maníaco. ─── e você não vai ter nem tempo de perder a porra da sua paciência, porque a minha nunca existiu. ─── aproximou-se, então, de mão cheia, mirando no nariz alheio, feliz em acertar o alvo com gosto. não se importou, pela primeira vez, com quem estava olhando ou o que as pessoas pensariam daquilo, precisava descontar sua raiva, deixar todo aqueles sentimentos remoídos saírem de si e para a má sorte de damon, ele se tornara o alvo perfeito.
Repreendeu-se por ter mantido sua paciência até aquele ponto. Gostaira profundamente de ter sido o primeiro a desferir o golpe contra o nariz de Gerard. Talvez tivesse o julgado mal, crendo que uma criatura tão covarde fosse incapaz de iniciar uma briga pública, especialmente quando isso colocava em cheque a reputação que fazia questão de manter frente aos cidadãos de Storybrooke. Damon sentiu o impacto do golpe em seu nariz, não dando-lhe tempo suficiente para desviar do punho do homem. A dor, amiga e conhecida, espalhou por sua face e sentiu os capilares nasais se rompendo, de forma a que o líquido rubro que existia no interior dos mesmos escorresse vagarosamente e manchassem a face do investigador. O sabor do sangue se fez presente naquele momento e Damon colocou a mão no nariz, para limpar o máximo que conseguiu. Uma risada marcou a reação do mesmo, apesar da dor. Algo complemente fora do contexto, mas Damon riu. Afinal de contas, Gerard estava expondo aquilo que Damon conseguira em forma de provas, contra o passado do homem. Ele então olhou no fundo dos olhos do Desjardins e jogou a garrafa de uísque barato e maços de cigarro no chão com força, levando a garrafa a se quebrar e sujar o chão com o álcool. Lá se vai minha sobremesa e meu jantar. Pensou de forma desgostosa, enquanto mirou no rosto de Gerard com a destra, alavancando-o com toda a força de seu corpo. Para um lutador como Damon, não era difícil encaixar os nós de deus dedos perfeitamente na cavidade orbital do crânio de Gerard. Assim, ao atingir o outro, o choque percorreu sua mão, assim como a satisfação de vê-lo também ser atingindo por seu soco. Em seguida, Damon mirou especificamente na boca do estômago de Gerard, mas manteve seus olhos fixos na face do homem, para que esse pudesse crer que o atingiria novamente na face. A esquerda, por sua vez, foi de encontro com o abdome alheio em toda sua força bruta, pronto para levar dores e náuseas ao homem que havia decidido iniciar uma briga consigo. E se havia algo em que Damon não ousava perder, dentre todas suas coisas, eram investigações e lutas. Sua visão enxergava em vermelho escarlate e havia uma parte de si, tão instintiva, que apreciava a briga, que o estimulava a não parar, a manter a tentativa de derrubar Desjardins a todo o custo e causá-lo o máximo de dano possível, por ser um indivíduo tão inexoravelmente ridículo e farsante.
random plot: Character X is so tired that they fall asleep on Character Y.
Aquela havia sido uma das noites mais longas e cansativas de suas vida, pelo menos relacionadas ao trabalho e não aos seus filhos chorando no quarto ao lado ou invadindo o seu após um pesadelo assustador. Estava envolvida em um grande projeto de renovação de uma das mais belas mansões da cidade, e por isso havia passado praticamente toda a noite acordada trabalhando em uma apresentação. Conseguir aquele contrato significava que receberia uma quantia considerável de dinheiro, e por isso seu sacrifício valeria a pena. Com o objetivo de tentar recarregar suas energias para enfrentar um novo dia, decidiu passar na cafeteria mais próxima e comprar o maior copo da bebida que podiam lhe oferecer e partir em direção à praça, imaginando que descansar seus olhos longe da tela do computador lhe faria bem. Ao encontrar o primeiro banco onde poderia se sentar, acomodou-se, apenas pedindo licença ao rapaz que já estava ali. Como era bom sentir a brisa em seu rosto e escutar o farfalhar das folhas das árvores. A temperatura quente do copo em suas mãos a deixavam ainda mais relaxada, ao ponto de suas pálpebras começarem a pesar e seu corpo se espalhar cada vez mais pelo banco. Após não dar uma bebericada sequer em sua bebida, seu cansaço venceu e ela acabou adormecendo, sem perceber que sua cabeça pendera para o lado e pousara sobre o ombro de @aliaslupin.
Ar fresco costumava ser reconfortante. Apesar do vento gélido cortar sua pele, como a sensação de micro-agulhas perfurando a sua tez, era na verdade, algo agradável. Lupin estava bem agasalhado, usava até mesmo um cachecol para proteger o pescoço do vento e então pôde usufruir da calmaria das ruas de Storybrooke. Uma cidade pequena, haviam horários em que a mesma parecia estar completamente dormente enquanto cada um fazia suas tarefas. Para Damon, era o momento onde conseguia colocar sua cabeça em ordem, especialmente depois de todas as notícias que pareciam pular em seu colo. O estranho noivado de Clarissa Cheong com Pierre Daggers, o livro perdido cujo qual fora oferecido uma recompensa significativa, o circo... Eram peças, mas ainda estava desordenadas, Lupin precisava tentar encontrar funções e os lugares aos quais cada uma delas pertencia, mas assim como a origem de sua existência, não havia uma lógica precisa entre elas. Com a mente divagando e tentando criar hipóteses e teorias, Damon só percebeu a presença de outra pessoa no mesmo lugar, quando sentiu um toque gentil em seu ombro e um cheiro agradável de perfume feminino. O mesmo observou que uma mulher de longas madeixas loiras havia pego no sono e sua cabeça havia caído em seu ombro. Sentiu-se tenso naquele momento e levemente desconfortável. Ele pigarreou para tentar acordar a mulher, mas não funcionou. Então decidiu chamá-la. “ Acho que um banco público não é o local mais adequado para dormir, ainda mais no ombro de um estranho. Você ‘tá bem? ” Disse enquanto mexeu o ombro não tão bruscamente, até porque ele entendia o cansaço alheio e podia sentir até empatia. Quantas vezes já não dormira em lugares públicos também?
havia uma necessidade a percorrendo, a tomando com freqüência que chegava a ser incomodo; mas tudo atrelado a personalidade de outrora, a maneira como não aceitava perder, ligada a pressão sofrida no mundo atual, tudo culminando para o que a fizera pedir pelos serviços de @aliaslupin. não o reconhecia com clareza, mas seus serviços haviam sido bem recomendados, achou que seria interessante trazê-lo para mais perto daquela maneira. o telefone da sala tocou, a secretaria lhe informando que a visita havia chegado, a mesma sendo liberada para adentrar. ❛ senhor lupin. ❜ o cumprimentou. os olhos recaíram sobre a figura masculina, o observando enquanto pretendia ir direto ao ponto. ❛ preciso dos seus serviços. ❜
Era quase que cômico, como alguns de seus serviços se chocavam com outros. Especialmente, no entanto, quando suas investigações pessoais colidiam com o pedido de clientes que estavam na mira do investigador privado. Quando recebeu o pedido de Mabel Del Castro, diretora do hospital geral de Storybrooke, para encontrar-se consigo, das duas uma: ela havia percebido que Damon estava em sua cola ou então desejava algum de seus serviços para realizar alguma investigação em seu benefício. Infelizmente, o dinheiro era curto e o que podia fazer para recebê-lo, o faria, incluindo ter que lidar com a mulher, cuja qual não lhe aparentava usufruir de hábitos saudáveis e legais dentro dos limites da cidade e fora também. Como chefe, ele tinha plena certeza que ela poderia estar no comando de inúmeras situações, inclusive, possuía fotos da mesma entrando em contato com várias figuras diferentes e complexas da cidade, além de possuir em mãos - não da forma mais legal - alguns documentos que comprovavam uma certa verba do hospital desviada para a compra de algo que não parecia se encaixar em um contexto de saúde. Assim sendo, apesar de ter vários argumentos, ainda precisava de mais peças. E talvez, lidar diretamente com Mabel lhe desse exatamente o que precisava. Rumou até o escritório da mesma, anunciando sua presença à secretária da médica enquanto aguardou de forma impaciente. Entrou então no cubículo acompanhado pela mulher e foi recebido pela figura da diretora-geral. Como um sexto sentido, podia perceber que não havia algo certo na figura a sua frente e sentiu-se quase ameaçado, todos seus instintos gritando para ou fugir ou atacar. Nem um, nem outro ele o fez. Aproximou-se de Mabel, apenas. “ Damon, pode me chamar pelo primeiro nome. Não há necessidade de formalidades, Dra. Del Castro. ” Imaginou, contudo, que ela preferiria ser chamada pelo título, algumas pessoas preferiam ostentar o poder que possuíam. Dependendo das reações de Mabel, poderia julgar melhor quem ela aparentava ser. “ Ah, sem dúvidas não haveria me chamado pela minha boa aparência. ” A ironia foi presente em sua voz, em tom de deboche, uma vez que Damon não era o homem mais bem arrumado de Storybrooke. Na verdade, passava longe disso. “ Normalmente eu prefiro que meus clientes vão até meu escritório e não ao contrário, mas imaginei que dada à sua posição e influência, seria melhor acatar o convite. Qual é o seu caso, Dra. Del Castro? O que precisa que eu descubra para você? ”
gerard sabia que violet era obcecada por ele. ele não sabia, porém, que a obsessão tomaria rumos como aquele e destruiria boa parte de seu plano. após a tenda do circo grande parte da cidade havia esquecido todos os problemas e situações não favoráveis que levavam seu nome. se ele deixasse que violet publicasse qualquer coisa sobre seu passado, tudo que ele havia trabalhado e arquitetado tão perfeitamente iria por água abaixo. idiota, ele pensava consigo mesmo, a pessoa mais importante que devia ter visitado aquela tenda não visitou, e você não fez nada sobre. e agora era tarde demais, ele precisaria resolver a situação de outra forma. o problema era, apesar de mais astuto do que aparentava, não era tão assusto assim. quem sabe cortar o mal pela raiz fosse o primeiro passo. quando soube, então, que violet havia contratado o tal investigador misterioso da cidade para ajudá-la, não demorou em ir atrás dele para tirar satisfações.
o desjardins encarava o outro nos olhos, ele sentia a raiva crescendo em seu peito, se perguntando mentalmente se conseguiria resolver aquela situação na base de ameaças ou se precisaria partir para algo mais sério. ─── ninguém aqui está cagando de medo. ─── repetiu a frase proferida com ele, exagerando na careta. ─── eu só prefiro evitar que fiquem espalhando mentiras sobre minha pessoa pela cidade, entende? acho que se estivesse no meu lugar também sentiria o mesmo. ─── atreveu-se a dar um passo para frente, o rosto quase colado no do outro homem. ─── só sairei da sua frente quando eu tiver certeza de que não precisarei mais me preocupar com sua insolência. acredito que tenha “casos” melhor para resolver na cidade, não? ─── o tom de ameaça era presente. aquele era um lado de gerard que há tempos ele havia mantido guardado e não gostaria de mostrá-lo por completo. especialmente estando na rua, com várias pessoas olhando.
Pode captar cada nota e essência do perfume do homem à sua frente com força, quando o mesmo se empertigou à sua frente. Ergueu os olhos, para poder encarar o mais alto, sua expressão não demonstrando qualquer tipo de medo ou intenção de recuar. “ Espero que entenda, que não sou eu que espalho notícias, verdadeiras ou falsas. ” Afinal de contas, não era jornalista. Seu trabalho consistia em revirar e encontrar provas para sustentar argumentos e descobrir histórias ocultas. “ O que eu faço é descobrir a verdade baseada em evidências. ” Respirou fundo, sentindo o sangue começar a ferver dentro de suas veias, o temperamento de Damon, prestes à eclodir frente á força como o influencer parecia tentar diminuí-lo. Não conseguiria, no entanto, uma vez que o investigador não se sentia acuado por gente como ele. “ Não adianta varrer a merda para debaixo do tapete, Desjardins. Um dia ela fede tanto que você se torna incapaz de escondê-la. ” Segurou com força a garrafa de whiskey barato que segurava em suas mãos, pois não fosse o produto que havia recém comprado, não haveria nada que o impediria de socar a cara de Gerard... Até aquele momento. Até aquele momento a garrafa estava o segurando, mas bastou as últimas palavras de Gerard para que Damon não se importasse se havia gasto o pouco que tinha com aquela bebida e com os cigarros, não. Eles iriam pro ralo, assim como toda a sua pequena paciência em lidar com o tipo de Gerard, que achava que poderia mandar em qualquer um.
Para a infelicidade dele, Damon não era do tipo que levava desaforo para casa, muito menos a ameaça de um mauricinho que além de tudo, era um covarde. “ Insolência é o caralho, para a segurança do seu nariz cirurgicamente retilíneo, sugiro que saia da minha frente antes que eu perca a porra da minha paciência. ” Respirou fundo, enquanto ainda mantinha resquícios da personalidade violenta sob controle. “ Eu não vou deixar de fazer o meu trabalho, cara, a verdade é crua e embasada em fatos. Então lide com as consequências das merdas que você fez feito um homem, caralho. Se eu não fizer o que você quer, vai fazer o que, hã? Mandar alguém atrás de mim? Ameaçar foder com minha vida? Bom, adivinha só: minha vida já é fodida. ” Ele debochou da própria situação. “ Pode fazer o que for, não vai me impedir de continuar o que faço. Agora, pela última vez: saia da porra da minha frente. ” Desjardins podia ser mais alto que Damon, mas a ira nos olhos do investigador pareciam brilhar em chamas, assim como seu sangue borbulhava. Bastava mais uma provocação e ele iria perder completamente a compostura.
“eu consigo suportar pessoas reais, não consigo suportar pessoas insuportáveis.” reclamou, a voz ligeiramente mais alta e mais aguda. estava pronta para continuar falando, no entanto a menção a sua idade fez com que fechasse a boca por alguns momentos porque pelo inferno, ele estava certo. ainda iria completar vinte e um anos naquele ano e não deveria estar em um bar, principalmente discutindo com um homem mais velho. “isso não é da sua conta, para quer que saber?” questionou, o tom um pouco mais baixo dessa vez pelo receio de que alguém ouvisse e fosse posta para fora de forma humilhante. “minha idade não te interessa. se quer usar isso para desculpa, devo te chamar de senhor? se deseja paz e tranquilidade, um bar não é o mais indicado.” ginny deu de ombros para o rapaz, virando-se para o barmen e pedindo outra dose do drinque de frutas. “você vai ter que pagar esse aí, eu não bebi por sua culpa.” a jovem suspirou, triste ao pensar na bebida perdida. “isso é caro, sabia? um luxo que eu não deveria me permitir no meio da semana…” perdeu-se rapidamente em pensamentos antes de se lembrar de que estava brava. “pague isso, vá embora para a paz do seu lar e pronto, felicidade. simples, certo?” questionou, cruzando os braços com um sorrisinho.
Provavelmente os olhos do investigador iriam cair de seu crânio de tantas vezes que ele revirou na presença da jovem à sua frente. Uma menor de idade, tentando eximir-se da culpa de estar em um bar, bebendo de forma ilegal. Certo que Damon não era nenhum santo, mas algumas situações ele ainda repreendia por não estarem em seu código de conduta. Menores em um bar, por exemplo, era uma delas. “ Na verdade, me interessa sim. E interessa ao dono do pub também, porque se algum tira pega você na sua mentira, quem vai se ferrar é o Sean. ” Já podia sentir sua pele começar a ficar melecada por causa do drink doce, um tanto nauseado ainda pelo odor açucarado que lhe fazia sentir repulsa. O homem inspirou o ar profundamente, dada a petulância da garota. Não se recordava dos jovens agindo de forma tão irritante... na verdade, não se lembrava de nada de sua vida anterior ao acidente. Mas detalhes, eram apenas detalhes. “ E pagar uma bebida alcoólica para uma menor de idade? Eu prefiro correr o risco de ser preso por socar a cara de algum idiota do que preso por conta disso. ” Disse de maneira mau humorada. Inspirou o ar profundamente, no entanto, vendo-se então incapaz de deixar à jovem sem alguma restituição, por mais que tivesse sido ela que havia derrubado a própria bebida em cima dele. “ Uma piña colada sem álcool para a mocinha aqui. ” Pediu, enquanto colocou seus últimos dólares no balcão, vendo-se sem muita coisa para o restante da semana, mas daria um jeito de qualquer forma. “ Já posso ir para a paz do meu lar que a senhorita ficará contente? ”
Amanda volta e meia fazia amizade com algumas clientes regulares do ateliê Gold Dust e costumava ser até mais solícita do que precisava com algumas delas. Sua maldita mania de não saber dizer não… Uma delas era uma das DJs da boate, que tinha um set naquela noite e um acidente de figurino que precisava ser reparado. Então a costureira foi, com seu kit de costura, e consertou o figurino da amiga no camarim. Ficaria por isso mesmo se a mulher não tivesse lhe prometido um drink no bar às suas custas, qualquer um que ela quisesse. Mas a ruiva entendia tão pouco de drinks que até escolher um parecia uma missão impossível e ela estava prestes a desistir e ir para casa quando viu o homem ali perto. Como ele era a única pessoa no recinto, ela achou que não fazia mal pedir uma segunda opinião, já que eram raras suas oportunidades de sair para se divertir e ja tinha feito o caminho até o Rosa do Deserto. “Ei…” chamou ao aproximar-se dele “Desculpa incomodar e talvez a pegunta soe estranha, mas eu queria uma opinião…” começou, já um tanto arrependida de perturbar a paz dele “Qual desses drinks você acha que é melhor?” perguntou, mostrando o cardápio com as opções do local. Era até engraçado que ela estivesse perguntando justo para alguém tão diferente dela mesma e que provavelmente tinha gostos totalmente opostos. “Estou em dúvida sobre o que pedir.”
O desconforto acerca da aproximação alheia fez Lupin remexer-se na cadeira. Não era uma pessoa muito dada ao convívio social, era o que gostava de crer. Também não fazia ideia se isso se dava ao acidente que sofrera e a sua perca de memória, uma vez que não sabia quem fora antes de acordar no hospital há algum tempo, o que sempre lhe soou muito confuso. Assim sendo, não demonstrou grande simpatia ao olhar para o rosto da jovem de cabelos ruivos á sua frente. Por sua vez, uma resposta afiada surgiu em sua mente, que seria dizer à mesma que não estava interessado em ajudá-la, mas somente em beber o drink de seu agrado. Contudo, parou por um instante antes de devolver a resposta que seria robótica e quase sempre utilizada por si para afastar as pessoas e evitar conversar com elas, somente o fazendo caso fosse necessário. “ Desculpa incomodar, mas já incomodando... ” No entanto, simpatia nunca fora sua praia, então a aspereza em sua frase foi bem mal articulada, quando viu-se de frente à moça. Ela não parecia estar perguntando por mal, então Lupin suspirou, disposto à ajudá-la a pedir algo que fosse bom. “ Tudo bem, aproveitando que o lugar ainda está vazio, acho que isso me coloca na obrigação de ajudá-la. Prefere bebidas doces ou fortes? ” Gesticulou para convidá-la a sentar-se no banco ao lado do seu, com a expressão mais suavizada, naquele momento, especialmente quando o garçom colocou o seu old-fashioned à sua frente. “ Se quiser pode experimentar o meu drink, para ver se é de seu agrado. Aviso que é uma das bebidas fortes. ” Empurrou o copo na direção da ruiva, com um sorriso pequeno em sua face, sua tentativa de mostrar-se simpático, quase falha.
depois que começara a trabalhar no rosa do deserto, servir as mesas no restaurante durante o período do almoço e também à tarde era quase uma tortura, mas ela ainda o fazia porque não podia simplesmente abandonar a mais velha. apesar de haver outros funcionários por ali, ela sentia que tinha uma obrigação, dada todo o trabalho que a avó tivera ao criá-la. isso tudo não significava que crimson tinha vontade de estar ali, por isso, demorava mais do que o comum para ir de mesa em mesa, anotando os pedidos dos clientes e também limpando tudo quando haviam terminando. caminhava nos clássicos saltos que combinavam com o uniforme que usava quando chegara a mesa de um cliente que havia acabado de chegar. quando seus olhos encontraram os dele, sorriu de canto. um homem de boa aparência era sempre um boost para que ela tivesse mais vontade de trabalhar. ─── bem-vindo ao granny’s. já sabe o que vai pedir ou posso dar algumas sugestões? ─── perguntou e então observou o livro sobre a mesa. ─── gosta de ler? esse é uma boa escolha, já li duas vezes.
Podia considerar que suas visitar ao Granny’s eram somente quando ele possuía alguma grana extra, e raramente isso acontecia. Não porque era caro, mas mesmo que os lanches e cardápio fossem valores justos, Damon raramente tinha dinheiro para bancar uma refeição razoável, se virando com o que comprava para o mês no mercado da cidade. Naquele dia, havia sobrado algum dinheiro e, assim, decidiu que iria pedir um hambúrguer completo com batatas fritas, a típica porcaria que lhe traria satisfação. Foi sozinho, como normalmente o fazia na cidade, na verdade, acompanhado somente de um volume da saga de Sherlock Holmes surrado. Havia lido a saga de Arthur Conan Doyle mais vezes do que poderia imaginar, mas nunca deixava de apreciar a obra. Quando a garçonete aproximou, com um odor particularmente familiar, mas que não conseguia recordar-se no fundo da sua mente, o mesmo direcionou sua atenção à moça. “ Eu estava pensando em um hambúrguer cheio de bacon e uma porção de batatas fritas, ou algo do tipo, por acaso você teria alguma sugestão desse tipo? ” Não considerou que alguém fosse notar a presença do livro, muito menos a garçonete que o atendia. Estranhamente aquilo fê-lo sorrir, coisa rara de acontecer em seu cotidiano. “ Quando eu tenho tempo, é o que costumo fazer. Gosta de livros de mistério e investigação? ” Arqueou a sobrancelha, genuinamente curioso.
“ops.” fora tudo o que conseguiu pronunciar ao ver seu copo com o drink de frutas vermelhas indo de encontro a camisa do estranho sentado ao seu lado. sentia que poderia chorar ao ver o precioso líquido sendo derramado, tão necessário naquele dia ruim. “não!” murmurou baixinho, ouvido o copo quebrar no chão. o cheiro doce contagiou o ar e ginny quase sentiu a saliva escorrer de sua boca. queria tanto aquilo! fora despertada pelo palavrão proferido pelo homem ali, bravo o bastante para que a própria jovem se sentisse um tanto brava também. observou o homem com as sobrancelhas curavas acima dos olhos, a boca fechada em uma linha fina enquanto os punhos se fechavam em raiva. havia tido um dia ruim e definitivamente não precisava de alguém lhe dizendo palavras ruins. “não deveria sair de casa se vai se comportar como um selvagem.” disse a garota, a voz baixa, porém com uma pitada de irritação. “o copo caiu, foi um acidente, arconte. o que quer que eu faça? se está esperando um pedido de desculpas, pode esquecer agora.” estava acostumada a certas grosserias, o próprio pai era rude as vezes, mas tinha a filosofia de jamais aceitar esse tipo de comportamento de homens estranhos. respirou fundo, ainda triste ao sentir o cheiro doce da bebida perdida. “você é um grande mal educado e boca suja, o que não o classifica como merecedor de um pedido de desculpas. além disso, há uma invenção maravilhosa chamada máquina de lavar, não sei se você conhece. é um drink de frutas, não vai manchar.” avisou ele, mesmo achando que merecia a tortura de pensar ter uma camisa manchada.
A reação alheia não foi muito bem a que Damon esperava. Por um momento exibiu surpresa em seu rosto, pois imaginou somente que ela o xingaria de volta e ele simplesmente iria para casa jogar a camiseta na máquina de lavar roupas e tomar um banho para retirar o grude e o cheiro adocicado da sua pele. Pelo menos, ainda tinha seu whiskey que não fora maculado e o finalizou como se o mesmo fosse meramente um shot. O líquido desceu queimando sua garganta, mas era uma sensação cômoda e conhecida, não era ruim. E auxiliou pelo menos a mascarar o odor adocicado com o cheiro forte do álcool. “ Ah me desculpa se my lady não consegue suportar uma pessoa real que só quer um momento de paz com seu whiskey em um bar. ” Ele a olhou com certa descrença, enquanto a mesma posicionava-se com uma certa ferocidade. Achou, no fim, engraçada a cena e permitiu-se rir, quase de deboche, das palavras da garota à sua frente. “ Pedido de desculpa... Boca suja... Quantos anos você tem mesmo? É maior de idade pra estar em um bar de adultos? ” Debochou da jovem, no entanto sua expressão era séria. Na verdade, Damon chegou a questionar se ela realmente possuía idade para estar frequentando o Silver Arrow. Uma pessoa adulta não iria dizer esse tipo de coisas na mesma situação. “ Sabe que é contra a lei menores de vinte e um estarem em um bar, bebendo álcool. ”
Honestamente, odiava a ideia de boates e clubes. Por sua vez, preferia o pub de Sean, sem sombra de dúvidas, onde tudo era mais acessível e ainda podia desfrutar de companhia que no mínimo não o irritava. Mas naquele ponto do dia, o Silver Arrow estava fechado e Sean não estava presente. Por sua vez, direcionou-se ao Rosa do Deserto, uma vez que seu próprio whiskey havia acabado e as lojas de bebidas não estavam abertas, também, para sua infelicidade. O Rosa do Deserto estava ainda para abrir, pois quando adentrou o ambiente estava vazio, alguns funcionários pareciam estar realizando a manutenção do local. Damon sentou-se em um banco do bar, de frente às bebidas. “ Olha, eu só vim aqui pela fama do bom old fashioned e porque nenhum outro lugar ‘tá aberto essas horas. Então ou aceitam meu pedido ou eu vou embora antes disso aqui lotar. ” Comentou, de forma incisiva. Preferia ambientes mais vazios e calmos. Não percebeu a presença de outra pessoa no recinto, mas o seu olfato captou a fragrância do perfume feminino no mesmo recinto, levando-o a desviar o olhar. Não imaginou que haveria qualquer outra pessoa aquela hora ali, mas imaginou que ela preferiria ser deixada na sua, assim como ele apreciava, ou achava que apreciava, a própria solidão, manteve-se em silêncio.
Leis, polícia e delegacias eram coisas depreciadas por Lupin, verdade fosse dita. Por mais que seu trabalho caminhasse lado a lado com essas questões, justamente por acabar envolvendo-se em casos que algumas vezes pertenciam à investigações policiais, preferia manter-se o mais distante possível. Conhecia as leis, por isso mesmo sabia de seus direitos e seus deveres e o delito que cometera aquele dia. No entanto, diferente de Desjardins, não possuía relevância para a sociedade de Storybrooke e muito menos dinheiro para pagar a fiança e sair o mais cedo possível daquele cárcere pequeno, onde encarava cara-a-cara o policial Duncan. Não que ele o intimidasse, longe disso. Na verdade, Duncan aparentava muito mais ser um cara gente boa do que qualquer outra coisa. Ele só estava fazendo seu trabalho, afinal, assim como Damon só estava fazendo o seu quando decidiu dar uma ajuda à Gerard e colocar o nariz dele no lugar certo. Porém, ao mesmo tempo, tinha que admitir que ele possuía um bom gancho de direita e na sua boca sentia o gosto metálico do sangue oriundo dos capilares rompidos com o impacto do golpe. “ Olha, será que não teria como me dar um copo de água pelo menos? Vai ser uma longa noite. Afinal de contas nem todos somos ricos que nem certas pessoas pra nos livrarmos dessas merdas com tanta facilidade... ”
Alguns colegas de profissão prefeririam observar a movimentação, anotar e tirar fotos do ambiente quando estivesse em total capacidade, para evitar que fosse descoberto. No entanto, visitar o Cassino Playful Hearts em um dia de atividade estava fora dos planos do investigador que não se sentia confortável em um ambiente que sobrecarregava seus sentidos. Por sua vez, decidiu ir até o ambiente antes de seu turno iniciar e entrou pelas portas dos fundos, confundindo-se com funcionários, uma vez que sempre usava roupas discretas. Ele não fora lá à toa, no entanto. Possuía um plano arquitetado em sua mente e uma pessoa bem específica que poderia lhe dar as informações necessárias para entender e procurar mais fundo na investigação sobre a lavagem de dinheiro no cassino. Evangeline. A mesma fora acusada de furto na casa de Pierre Daggers, antes de ir trabalhar no cassino: estudou sobre a jovem ao descobrir que ela trabalhava no Cassino, adquiriu provas e evidências que poderiam mandá-la para a cadeia em Storybrooke, para negociar alguns termos. Talvez fossem seus métodos nada convencionais que desse o seu diferencial. Ignorou a placa onde era proibido fumar, entrando no ambiente com um cigarro pendurado nos lábios e tragando o mesmo à vontade ao encontrar à morena. “ Evangeline? ” Chamou-a pelo primeiro nome, na intenção de não sobressaltá-la. “ Não sei se me conhece, sou Damon Lupin, investigador privado. Eu tenho informações sobre sua pessoa, que acho que gostaria de saber antes de evitar falar comigo. ”
Lugares com barulhos altos e odores em demasia não costumavam ser frequentados por Damon a não ser que fosse extremamente necessário, ou ainda, se fosse o Silver Arrow. Apesar de ser um tanto abarrotado de pessoas, normalmente dava ás caras no bar quando queria beber cerveja barata e comer alguma coisa que não fosse miojo ou pão, como por exemplo uma porção de fritas com um hambúrguer recheado de bacon. E além disso, as vezes tinha a companhia de Sean, o dono do pub, que das pessoas de Storybrooke, era uma das mais... próximas, se podia considerar dessa forma, uma vez que Damon raramente permitia-se aproximar-se de fato de alguém. Comeu algumas fritas enquanto dava um gole na bebida e mastigava o lanche, como se tivesse passado anos na prisão. Bem... não foram anos. Mas já é válido. “ Só sei que não foi meu réu primário. Mas não tenho memória nenhuma da primeira vez que fiquei encarcerado também. Mas se valeu à pena? Digamos que eu faria de novo. Talvez até pior, sabendo que eu não iria sair com a mesma facilidade que o ricaço podre da delegacia. ” Comentou com Sean.
Respirou fundo, enquanto encostava-se no gancho do telefone da delegacia, pronto para realizar sua única ligação para pedir ajuda ou defesa à alguém da cidade. A verdade fosse dita, Lupin não era um homem de muitos amigos e ele não tinha ninguém em mente, na realidade, para pedir auxílio ou ligar ali no local. Tampouco tinha dinheiro ou influência para sair de trás das grades como Gerard Desjardins fizera ( mais um ponto negativo que ele adquiria para com o influencer, o dissabor só aumentava ). Foi em um ímpeto que digitou o número da bibliotecária, sem saber muito bem o porque o guardara em sua mente em suas conversas ao redor dos livros. Nem sequer pensou direito no porque era ela a quem ligara, só o fez, de maneira impulsiva ( sendo que, normalmente não era ). Ficou pendurado no telefone enquanto o mesmo esperava, foi no terceiro toque que escutou a voz feminina o atender. “ Bels, é o Damon... Isso vai soar muito esquisito. ” Ele respirou fundo, não gostava de pedir ajuda à ninguém, o que se passou em sua cabeça para pedir ajuda justamente, à ela? “ Digamos que eu gastei meu réu primário há algum tempo... e que eu esteja na delegacia novamente depois de... certas circunstâncias... Preso. Sem dinheiro para fiança. ” Finalizou, respirando fundo por um momento. “ Eu preciso da sua ajuda. ”