Ser mãe de bailarina é tarefa trabalhosa, cheia de preocupações, deveres, imprevistos e principalmente dedicação. Não é fácil sair correndo de última hora para comprar aquele grampo que falta para seu coque firmar ou aquela meia-calça que rasgou. Também não é fácil levá-la e buscá-la de seus incessantes e cansativos ensaios todos os dias. Tem que ter paciência em acompanhá-la em cada passo - principalmente se for em sapatilha de ponta - para não deixá-la cair, ver sua melhora naquele salto que não conseguia concluir e arrumar sua mala para as apresentações. Ah, as apresentações! Colan, meia, sapatilha, redinha... confere. E aquele pensamento de mãe: "E se esfriar?". Lá vamos nós pegar o casaco. Juntamente com aquela preocupação de abrir sua mala trinta e nove vezes só para ter certeza que não falta nada. Tantas sapatilhas gastas, tantas cobranças de sua professora, tantas motivações dar à sua pequena para não desistir de completar sua pirueta, a ensinar aquele passo que não sabia mesmo que sua mãe não consiga nem fechar uma "quinta posição" corretamente. Ser mãe de bailarina não é a que dá saltos incríveis por ela, mas sim aquela que lhes dão impulso maior para que possam alcançar o céu. Não importa quantas vezes cair, todas as vezes lá está ela para tomar todas suas dores só para ver um lindo sorriso brotar em seu rosto e ajudá-la a levantar com a cabeça erguida. E enquanto as bailarinas dançam, as mães assistem com um olhar reconfortante que as motivam a dançar com o coração aquecendo suas almas. Desta vez dedico aplausos a vocês a nós, e não à suas ou as nossas filhas, porque hoje os méritos são seus são nossos por elas chegarem onde estão. Ser mãe de bailarinas tbm é se dar o luxo de tomar um café entre um ensaio e outro ... 🍮🍵