ooc info;
Oi, olá! Eu tenho muitos apelidos por esse mundo rpgístico, alguns me conhecem por Nath, outros me conhecem por Iconic por causa do iconicrps mas eu prefiro mesmo que me chamem de Anne. Tenho 16 primaveras vividas e muito tempo livre! Entro toda noite e muitas vezes à tarde, quando não tenho que estudar para a semana de provas. Nos finais de semana que eu não saio, fico até mais tarde. Vocês vão cansar de me ver na dash, vdd.
character info;
— nome completo: Candice ”Candy” Lancaster. — idade: 19 anos. — fc: Crystal Reed. — frase que defina seu personagem: ”Here comes a hurricane, trouble is her middle name.” — seu personagem é um hóspede ou um funcionário?: Hóspede. — personalidade: Divertida e ambiciosa; inconsequente e impulsiva. — música que inspirou seu personagem: { Candy - Robbie Williams. } Há muitas maneiras de superar algo traumático, e a maneira que Candy escolheu lidar com seu trauma foi bem peculiar. Depois de passar pelo seu trauma pessoal, ela mudou totalmente. Passou de um ser dócil e doce para alguém sagaz e destemida, que moldou uma máscara de falta de importância para si mesma. Em constante mudanças de humor, ela é capaz de ir do céu para o inferno em questão de segundos. Insegurança, tristeza, sentimentos? Ela tem, mas guarda tudo no canto mais profundo de si. Com seu rosto angelical, seu olhar mortal e seu sorriso malicioso, ela é a doçura mais inabalável que você conhecerá. — cinco curiosidades sobre o personagem:
Os pais morreram quando a garota tinha doze anos, em um assalto, e ela assistiu todo o ato;
Já fez parte de uma banda de garagem, sendo a guitarrista;
Adora clássicos literários, principalmente Hamlet;
É viciada em colecionar coisas;
É vegetariana desde seus quinze anos de idade.
— leu as regras? Yeeeap, e se eu deixei passar despercebido alguma senha, por favor, me avisem! Eu sou totalmente distraída pra essas coisas. — turno demonstrativo: As imagens eram tão explícitas na mente de Alaska que ela quase podia sentir o cheiro da chuva que caía naquela noite. De repente, ela voltara a ter seus oito anos de idade, voltara a estar escondida no armário enquanto observava por uma fresta os pais balbuciarem súplicas que não seriam atendidas pelos ladrões. Estava tudo ali de volta. O medo, a angústia, o inevitável da forma mais esperada por ela, já que todas as vezes que aquilo acontecia era do mesmo jeito. Ela queria sair do armário e correr até os pais, ela queria dar o último abraço neles e, se tivesse sorte, morrer junto com eles. Mas como sempre acontecia, ela não conseguia se mexer. Obrigada a ficar parada enquanto sua imaginação rodava para ela um flashback doloroso, que estava chegando ao seu ápice. Um dos homens com a arma finalmente se cansou das lamentações do pai, e em um movimento rápido, levantou a arma e apontou-a diretamente para a cabeça do homem ajoelhado a sua frente enquanto abria um sorriso satisfeito e totalmente maníaco nos lábios. E quando ele estava preparado para atirar, quando ela ia assistir novamente a cena que a marcou por toda a sua vida na fresta daquela porta aberta de armário… Alaska Roseblack acordou gritando em sua cama. De volta ao seu quarto, de volta a sua realidade, mas trazendo consigo o mesmo desespero que tinha no sonho.
As lágrimas logo começaram a cumprir seu trabalho de descerem incansavelmente pelo rosto de Alaska, e de repente a cama de casal parecia algo grande demais, fazendo-a se sentir pequena demais. Encostando suas costas na cabeceira da cama, ela trouxe os joelhos para perto do corpo e os apertou contra si, ficando na posição mais frágil e clichê que aquela cena poderia adotar. E então os soluços chegaram, e o choro ritmado da morena começou a tomar conta do ambiente do seu quarto. O silêncio aos poucos sendo preenchido por desespero, o ar se tornando tão pesado quanto chumbo enquanto saía e entrava dos pulmões da garota, e novamente a vontade de poder parar de respirar começou a assolar a mente de Roseblack. Ela não devia ter ficado no armário. Ela devia ter saído, devia ter se juntado aos pais, devia ter se revelado para os ladrões, não era justo que os ceifadores da vida dos seus pais fossem embora sem saber que esqueceram de matar uma pequena parte da família Roseblack, uma pequena parte que estava encolhida no armário, assistindo a toda a cena para voltar a repetir em sua mente nos anos que se seguiram. Incansavelmente. Constantemente. Dolorosamente. Como se ela estivesse presa em um filme que nunca chegava ao fim, e ela sabia o por quê. O fim do filme se conciliava com o fim da vida de Alaska, ela era o filme, então enquanto ela vivesse aquilo continuaria se repetindo em sua mente, esperando o desfecho da história se aprontar para acontecer. Ah, e como ela queria poder dar um fim aquele filme. Seria fácil, seria rápido, seria tão aliviador que ela nem teria tempo para sentir a dor. Era só fazer e tudo acabaria, e ela poderia voltar à respirar de novo, finalmente.
Desfazendo a posição fetal em que se encontrava, Alaska levantou-se da cama e pulou para o chão rapidamente. Olhou no relógio de cabeceira, que informava que faltava poucos minutos para a meia noite. Olhou pela janela, afim de tentar localizar o carro da tia e sucumbiu um sorriso satisfeito ao ver que ela ainda não havia voltado do seu plantão no hospital. Seria melhor assim, seria melhor estar sozinha e atrasar o momento em que a mulher fosse encontrar a pequena parte da família Roseblack já sem vida, se Alaska tivesse sorte. Assim, ela caminhou até o banheiro e quando estava dentro do cômodo abriu o armário, tirando dali a lâmina que ela tinha escondido da tia, poupando o metal do dia em que todos os objetos pontiagudos foram simplesmente retirados do quarto de Ally. Segurou a lâmina em mãos e encarou-a como se estivesse encarando à si mesma, se lembrando de todas as outras vezes que ela fizera aquilo. Seria fácil, seria rápido, seria tão aliviador que ela nem teria tempo para sentir a dor. Porém, ao levantar o pulso e colocar a lâmina ao lado da pele, ao encarar todas as outras cicatrizes que estavam prestes a ganhar uma irmã que dessa vez seria letal… Não. Ela não podia fazer aquilo. Não ali, não naquele momento, não daquele jeito. Não fora daquele jeito que ela planejara.
A respiração de Alaska já era um arfar quando ela correu para fora do banheiro, deixando a lâmina cair no chão em em um tintilar que foi mais alto para Ally do que realmente soou. Correndo novamente até a cabeceira da cama, ela pegou o celular em mãos enquanto tentava conter os soluços para conseguir falar alguma coisa. Só tinha uma pessoa para quem ela poderia ligar naquele momento, só havia uma pessoa que podia ser a salvação de Alaska naquela noite. Discando o número de Matthew com os dedos trêmulos, logo ela levou o telefone até a altura do ouvido e esperou para ouvir a voz de melhor amigo do outro lado da linha. — Por favor, por favor… Por favor, atenda… — Ela repetia baixinho para si mesmo, ainda se sentindo como a pequena Alaska, ainda tendo o ar como chumbo em seus pulmões, mas sabendo que apenas o som da voz que estava prestes a ouvir conseguiria aliviar tudo aquilo.















