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titsay

❣ Chile in a Photography ❣
Misplaced Lens Cap
Peter Solarz
d e v o n
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

Origami Around
Lint Roller? I Barely Know Her

shark vs the universe
trying on a metaphor
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Jules of Nature

Kaledo Art

No title available
noise dept.
Sade Olutola
No title available
will byers stan first human second

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@alma-antiga
Vincent’s tombstone in Auvers-sur-Oise, northwestern suburbs of Paris, France.
Gente que te cuida, que corre atrás, que se importa. Gente que fica do teu lado, que é sincera. Gente rara.
Cazuza.
Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.
Cora Coralina
O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!
Florbela Espanca.
Não ando dormindo bem ultimamente; mas é sobre isso, exatamente, que pretendo falar. É quando parece que vou pegar no sono que acontece. Eu disse “parece que vou pegar no sono” porque não passa disso. De uns tempos pra cá, tenho cada vez mais a impressão, a sensação, de que estou dormindo e, no entanto, no meu sonho eu sonho com meu quarto, que estou dormindo e que tudo está no mesmo lugar onde deixei quando fui pra cama. O jornal caído no chão, a garrafa de cerveja vazia em cima da cômoda, meu único peixinho dourado circulando devagar no fundo do aquário, todas essas coisas tão íntimas que parecem que já fazem parte de mim como o meu cabelo. E muitas vezes, quando não estou dormindo, deitado na cama, olhando pras paredes, cochilando, esperando pra dormir, é frequente me perguntar: ainda estou acordado ou já peguei no sono e sonho com meu quarto? Tem acontecido muita coisa ruim ultimamente. Mortes; cavalos correndo mal; dor de dente; hemorragias, sem falar noutras coisas que não convém mencionar. Volta e meia me vem a sensação de que, ora, pior é que não pode ficar. E aí eu penso, bem, pelo menos você tem onde morar. Não anda aí pela rua. Houve tempo em que não me importava com isso. Hoje acharia insuportável. São poucas as coisas que ainda acho suportáveis.
Charles Bukowski
Talvez eu seja O sonho de mim mesma. Criatura-ninguém Espelhismo de outra Tão em sigilo e extrema Tão sem medida Densa e clandestina Que a bem da vida A carne se fez sombra. Talvez eu seja tu mesmo Tua soberba e afronta. E o retrato De muitas inalcançáveis Coisas mortas. Talvez não seja. E ínfima, tangente Aspire indefinida Um infinito de sonhos E de vidas.
Hilda Hilst.
Amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão.
Carlos Drummond Andrade.
O que sou eu então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana e animal.
Clarice Lispector.
Inspirei fundo, expirei. De algum modo, sentia que estava ficando meio maluco. Mas sempre me sentia assim.
Charles Bukowski.
As Virgens Suicidas (1999)
É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo e da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado na cela infinita. Para onde pensar em fugir, se só a cela é tudo?
Fernando Pessoa; in Livro do Desassossego.