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@ameliakassovitz
I'm gonna smash your fucking face || Amelia & Sebastian
"Do meu beijo fodido eu não sei. De ser fodida por mim, provavelmente." Respondeu, encolhendo os ombros. Sebastian tinha quase certeza absoluta que Mia sentia falta daquilo tanto quanto ele sentia. Talvez Sebastian estivesse ficando sentimental, mas não era sua culpa. Depois da morte de Theodore - única figura decente na vida dela - e de descobrir que, provavelmente, Amelia estava grávida de um filho seu, ele começou a ver as coisas um pouquinho diferente. Mas só um pouquinho. Ainda não tinha começado a citar Caio F. de Abreu ou qualquer merda fodida como essa.
Sebastian observou enquanto Amelia afugentava a loira com quem ele estava se atracando momentos atrás. Coitada, definitivamente não deveria ter olhando para Amelia com aquele sorriso zombeteiro. Sebastian conhecia bem demais sua garota para saber que ela não deixaria isso barato. "Kassovitz, meu amor, eu sei que você está com ciúmes, mas não precisa tratar minhas putas com tanta agressividade. Afinal, você é uma delas."
É óbvio que Amelia sentia falta de ser fodida por Sebastian. E do beijo também. De tudo que existe nele, na verdade. E sentiria ciúmes com certeza absoluta se fosse obrigada a observar o loiro comendo outra pessoa. Mas não era correto se apaixonar, nem ter sentimentos doces... Se alguém dissesse a Mia que foi flechada pelo cupido, ela provavelmente correria atrás do cupido só para devolver a flecha no meio do rabo dele.
-- Isso mesmo. Vadia. Se manda! A loirinha ergueu as sobrancelhas e arregalou os olhos claros quando a mulher passou por ela para ir embora. Agora Kassovitz estava de frente para Sebastian novamente. -- Me chame de puta, mas não me chame de "meu amor", Fink. Avisou em tom ameaçador, ainda que tenha sentido um leve arrepio quando ele disse as tais palavras.
Olhando agora para Sebastian, Mia lembrou-se que era a primeira vez que se encontravam depois da morte do irmão dele, Theodore, e por isso relaxou um pouco os ombros. -- Até você consegue melhor que isso, sabia? A garçonete apontou com o polegar para trás, na direção para onde foi a loira.
I'm gonna smash your fucking face || Amelia & Sebastian
Talvez Sebastian Fink estivesse ficando velho. Não estava com a mínima vontade de ir naquela maldita festa. Por ele, tinha pegado algumas garrafas do Red Wine sem que ninguém percebesse, ligado em um jogo de futebol qualquer e passado o resto da sua noite bêbado e xingando a mãe de um dos jogadores do outro time. Um programa típico de noites de domingo. Mas aquela não era uma noite de domingo. Do pequeno apartamento, Sebastian mal conseguia afastar a música que vinha da praia. Acabou cedendo, trocou os pijamas por uma calça jeans e camiseta e caminhou em direção à praia.
Comprou uma cerveja, estava mais preocupado com a bebida do que com a moça que flertava descaradamente com ele. Desde que fodera Amelia no balcão do Red Wine, não estava conseguindo prestar atenção em muitas outras mulheres. Ele tinha que provar para si mesmo que ele podia pegar quem ele quisesse, na hora que ele quisesse. Assim sendo, quando loira - claro, é óbvio que ele tinha escolhido a loira - decidiu dar um passo, Fink não perdeu a chance: pressionou o corpo da moça contra o balcão da barraquinha e a beijou.
Beijo esse que não durou muito. Uma voz alta e visivelmente alterada gritava seu nome como se implorasse explicações. Rapidamente se separou da outra loira e encarou Amelia, uma expressão de culpa estampada no seu peito. Antes que começasse a pedir desculpas, trocou a expressão por um meio sorriso "Que foi, Kassovitz? Ciúmes?"
O grito saiu dos lábios de Amelia sem muito cálculo. Se tivesse pensado, muito provavelmente teria seguido seu caminho e deixado o barman para lá, se atracando com a mulher e o demônio que fosse... Foda-se. Afinal, não queria nada com Sebastian mesmo, certo? Errado. Desde a pegação avançada no Red Wine, Amelia Kassovitz só conseguia pensar nele: Sebastian Fink. Até mesmo quando foi comida por Seth Cullen... Era ele quem prevalecia em sua mente. O maldito rosto bonito e a merda dos olhos do Fink que sabe-se lá o motivo viraram os favoritos de Amelia.
-- Ciúmes do quê, Sebastian? Do teu beijo fodido? Ela começou como sempre faz - mentindo em ofensas para o loiro, como se o odiasse -, mas logo focalizou a loira; a mulher que Fink estava beijando e mudou de alvo. Amelia odiou a cara da mulher com todas as forças de suas vísceras... O olhar da vadia era zombeteiro; como se fosse superior a Amelia simplesmente porque estava pegando seu homem. -- O que está olhando, hein puta? Se manda daqui com esses teus peitos caídos antes que eu jogue essa porra de refrigerante todo na sua cabeça.
Kassovitz tinha uma carinha de bonequinha, mas quando falava desta forma, irritada e nervosa, assemelhava-se mais à noiva do Chuck do que a uma Barbie. Definitivamente.
Let's go to the beach, each. Let's go get away.
I'm gonna smash your fucking face || Amelia & Sebastian
Ela tinha os pés descalços e olhar perdido, vendo as pessoas dançarem e conversarem tranquilamente. Algumas se divertiam, outras bebiam demais... Teriam uma ressaca do caramba, por certo. Já Mia, bom, Mia acabou de comprar outra lata de... Coca-Cola.
Sim. Amelia bebia refrigerante, apesar da vontade fodida de tomar cerveja. Ela nem estava muito a fim de ficar ali na praia por muito tempo, mas perder uma festa era coisa incomum para Kassovitz, especialmente porque tinha a oportunidade de esbarrar com pessoas interessantes, aka Seth Cullen, o "pai de seu filho". Muitas aspas nisso aí.
Ela agradeceu o homem que lhe vendeu o refrigerante e continuou caminhando na direção de uma pedra onde poderia se sentar, porém a cena que viu fez com que todo seu plano se modificasse. Sebastian Fink, ele mesmo, estava se atracando com uma mulher bem ao lado da venda de refrigerantes. -- Que porra é essa, Fink??? Repentinamente as palavras surgiram na boca de Amelia, gritadas e nervosas.
da próxima vez que comer a Mia você podia filmar e mandar no wpp pra galera
Não, porque a Mia é só minha.
Sua amiga, né Sebastian? Quando é que você registrou nossa relação em cartório, seu barman pobretão? Te vi contando moedas hoje de manhã para comprar café. Um cara para me chamar de “sua” precisa ter mais que vinte dólares na carteira.
”Mas que droga me deixa fumar!”
”P — por favor,eu estou depressivo hoje”
Depressivo por que motivo, garoto? O professor colocou você para fora de sala?
Touched for the very first time [Pt. 1] || POV
Na casa dos Swan só se falava na maldita festa de aniversário de Keira. A bonequinha loira estava completando oito anos de idade, mas parecia a porcaria de um sweet sixteen tamanha era a coisa toda. Os convites, a banda que tocaria, a decoração especial, as roupas que a menina usaria durante a festa... Tudo sendo preparado cuidadosamente. Era a festa dos sonhos de qualquer garotinha. Inclusive dos de Mia.
Amelia Kassovitz assistiu aos preparativos de camarote. Por mais que sua mãe dissesse repetidas vezes para ela não se meter dentro da casa grande, a adolescente escorregava lá para dentro sempre que possível. Gostava especialmente dos dias em que os Swan recebiam convidados. Os jantares e festas eram cheios de requinte e por vezes Kassovitz fingia que era parte da família; brincava de ser Amelia Swan quando ninguém estava olhando. Pobrezinha... Coisa que nunca poderia ser é parte daquela família.
Neste aniversário de Keira, porém, Mia estava vivendo mais uma angústia mortal do que propriamente um sonho inventado. Ela estava se sentindo excluída daquela família como nunca antes se sentiu. Nunca ganhou uma festa sequer de seu pai... O que ganhava era um presente e nada mais. Richard nem tinha o trabalho de entregar, só deixava o pacote sobre a cama dela enquanto Mia estava na escola; ela chegava e pronto... Estava lá. Nada de abraços demorados, nada de declarações de amor... Por mais que Kassovitz nunca tenha sido propícia a se lamentar, reclamar e a sentir autopiedade, ela sentia falta do pai. E é bem por não encontrar afeto em casa que decidiu sair por aí em busca de alguém nas ruas. Um clichê ambulante, mas foda-se. Um clichê se consagra como tal por um motivo justo, certo? Justamente por ser algo que se repete.
Mia nunca foi santa. Adorava distribuir beijinhos nos coleguinhas e se oferecia sempre que alguém precisava perder a virgindade dos lábios. Quão benevolente!
Nos últimos meses, porém, Amelia estava se atracando com um cara bem mais velho; um tipo diferente daqueles com as quais estava acostumada. Ela o conheceu em Silver Cant em um dia de chuva e desde então passou a encontrá-lo esporadicamente para alguns amassos. Ela gostava dele e gostava de aprender novas coisas com ele, apesar de sempre impor um limite do que fariam por causa de sua virgindade.
Todavia, o tempo foi passando com seus ponteiros cruéis e o tal homem - que devia ter lá seus trinta anos, enquanto a garota tinha quatorze - começou a cobrar de Amelia um pouco mais do que amassos. Ele estava cansado de coisas leves e "brincadeirinha de criança" -- é como ele se referia às preliminares. Todo aquele papo emocional era utilizado por ele e, mesmo Kassovitz não sendo inocente, surtia muito efeito.
Jesse era o nome dele. Mia recebeu um ultimato bastante firme do homem na semana que precedia o aniversário de Keira. Ele disse a ela que iria embora para sempre de Ocean Ridge e da vida dela, caso Amelia não resolvesse colaborar e deu uma data...
O dia da festa da menina Swan.
As mãos da loirinha suavam enquanto ela trançava seus cabelos loiros de frente para o espelho. Conseguia escutar os carros que traziam os primeiros convidados da festa e isso fazia com que ela ficasse mais apreensiva ainda. A aproximação da hora de início da festa de Keira significava a aproximação da sua hora. A hora que se entregaria para alguém, mas... Será mesmo que Amelia estava certa disso? Queria mesmo fazer aquilo?
Por que se entregar a alguém?
Por amor, alguns diriam. Por prazer simplesmente, outros rebateriam. O que Mia achava? Não muita coisa, mas ela tinha o exemplo de sua mãe... Aprendeu, ainda que indiretamente e não por meio de aulas explícitas, que o sexo não é uma coisa assim tão valiosa. Ela sabia que Ana abria as pernas com uma facilidade absurda, bastava receber alguns trocados e já ficava disponível.
Mia também aprendeu que homem gentil e amoroso só existe em contos-de-fada. Os do mundo real são ríspidos e agressivos, exceto os bobos e idiotas, claro, mas por estes aí é melhor você não se apaixonar, porque são puro tédio. Os bons inevitavelmente serão violentos e agressivos, física ou emocionalmente; não há como fugir disso.
O peito da adolescente subia e descia em uma respiração pesada, carregada de excitação e ansiedade. Ainda que mudasse de ideia agora, não poderia voltar atrás. Ela prometeu ao homem que seria dele e não queria perdê-lo, não queria que ele fosse embora de sua vida para sempre. Ser abandonada é uma merda. Mia não queria ser colocada de lado, não queria ser descartada. Além do mais, as carícias de Jesse eram sempre tão boas... Por que não experimentar mais? Ir mais a fundo...
Ela não desistiria. Não mesmo. Iria até o fim com aquilo. Perderia sua virgindade naquela noite... Na noite do aniversário da pura princesinha Keira, Mia Kassovitz deixaria de ser uma mocinha inocente.
When the sun goes down || Seth+Amelia [Flashback]
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Surprise, surprise! || Mia + Sebastian
Dias de folga era coisas raras na vida de Sebastian Fink. Quer dizer, na verdade, não era tão raro assim. Mas, no dias que não estava trabalhando no Red Wine, o barman acabou desenvolvendo uma certa rotina. Espancar sacos de boxe, correr, fazer flexões, beber até vomitar ou desmaiar… enfim, era basicamente sempre a mesma coisa, sempre uma rotina. Mas, naquela segunda-feira, Sebastian acabou indo muito longe enquanto corria. Os fones de ouvido explodiam um rock qualquer em uma altura não recomendada nos ouvidos de Sebastian e ele acabou se distraindo. O ácido lático em suas pernas era uma sensação boa, Fink gostava. Tanto que acabou indo alguns quilômetros a mais do que estava acostumado.
Em um momento, ele estava cercado pelas construções baixas da cidade e, pouco tempo depois (pelo menos na sua cabeça), ele estava no meio de um bosquezinho a poucos metros do cais do lago. Fazia tanto tempo que não ia ali. Desde que voltara a Ocena Rigde não tinha colocado seus pés no lugar. Quando criança, entretanto, ele e os irmão costumavam frequentar o lago mais do que qualquer outro lugar da pequena cidade. Era calmo, grande e ótimo para brincadeiras. Fossem elas aquáticas ou não. Se bobear, o balanço que fizeram com pneu e corda ainda estava ali em algum lugar.
Estava tão distraído com suas lembranças infantis — não que ele fosse admitir. Era um cara durão e esse tipo de coisa era muito melosa na cabeça dele — que demorou uns bons bocados para perceber que não estava sozinho ali. Ótimo. Porque tudo que ele precisava mesmo era encontrar Amelia Kassovitz naquele lugar. Definitivamente, o barman não queria foder ela naquele lugar imaculado. “Você está me perseguindo, Amelia?”
O resultado do teste estava dentro de sua bolsa, saindo um pouquinho para fora como se fosse uma tentação que chama a vítima a todo momento. Amelia Kassovitz tinha um olho no lago e outro nele. Dividia sua atenção entre a paisagem, o cigarro e o teste. Era praticamente impossível ter paz desse jeito, mas a garçonete tentava pensar em outras coisas.
Pensou em Grant e em como o ex-namorado às vezes aparecia com uns papos estranhos de ser pai. Mia sempre detestou essa conversa, mesmo quando pensava que ele tinha dinheiro. Ela gostava do homem, mas ele não era o alvo ideal de Mia no quesito "golpe do baú". Não. Nas ocasiões em que cogitou algo assim, Kassovitz pensava em gente endinheirada e famosa. Queria que seu bebê tivesse um sobrenome nobre. Um sobrenome que exalasse nobreza para o resto dos Estados Unidos, assim como é o Swan em Ocean Ridge. Swan, o sobrenome que a loira sempre quis para si.
Seth Cullen era um alvo ideal. Além dos montes de dinheiro, o homem possui um pai muito famoso. Se tudo correr bem com os planos de Amelia, seu bebê - menino ou menina - será herdeiro de um dos maiores atores norte-americanos. Cacete. Isso é muito bom. Exceto que o filho não é do Cullen, mas sim do filho-da-puta do Sebastian... É o que Kassovitz pensava enquanto mirava o lago, tragando a nicotina. Seria aquilo o que tanto a incomodava? Sebastian..? Por quê? Ele era chato, mau-humorado e fodido na vida. Por que Amelia ficaria fixada em alguém como ele? É enquanto ela mirava o lago com o nariz franzido em careta que uma voz intrusa invadiu seus pensamentos. Sebastian Fink, o próprio. A atriz reconheceria aquele timbre em qualquer lugar e em qualquer época.
Um arrepio percorreu a espinha de Mia e ela ergueu um pouquinho o ombro esquerdo em reação. -- Ah, merda... Amelia virou o rosto na direção em que veio a voz. O que ele está fazendo aqui? Ao colocar os olhos no loiro, seu estômago se contraiu e ela instantaneamente levou a mão livre - que não segurava o cigarro - na direção de sua bolsa. Foi uma tentativa estúpida de esconder o envelope com o símbolo do laboratório, porque, ao fazer isso de um jeito meio assustado, Mia acabou empurrando a bolsa, e o envelope escorregou direto para o lago. -- Puta merda, Sebastian! Ela exclamou levantando-se enquanto via o envelope descer devagar pelo ar até tocar o lago. -- O que você está fazendo aqui, seu idiota? O diabo te enviou das profundezas do inferno? Seu tom de voz era irritado e seu olhar não abandonava o envelope. Precisava pegar aquilo antes de Sebastian perceber do que se tratava. Mas, como?
Eu estou tão irritada que sou capaz de esfolar vivo o próximo que aparecer.
Amanda Seyfried photographed for ELLE Korea | January 2014
When the sun goes down || Seth+Amelia [Flashback]
O mais excitante da situação não é o fato de Amelia Kassovitz ser uma puta de uma gostosa e também não envolve a questão de Seth saber da fama que ela tem na cidade. Se não se engana o termo que usaram é “vadia”. Ok, talvez isso ajude um pouco, mas os rótulos podem ser facilmente desconsiderados quando se está em um local público. Aquela certa desconfiança de que pode ser pego a qualquer momento. O proibido, o perigo, a loucura ou seja lá o que for sempre atraiu a Cullen. E é por isso que se sente atraído por Mia, não que ela pareça ser perigosa ou um fruto proibido, mas parece ser atraída pelas mesmas coisas que ele.
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Isso eu tenho para dar e vender.
Eu compraria algum, mas estou vendendo meu tempo para ganhar dinheiro... Não o oposto.
Está sozinho aqui? Um homem bonito como você. É estranho...