A CIDADE PRECISA DE PRAIAS
Residência Artística (FUNARTE), Intervenção Urbana, Intercâmbio SP-REC, Publicação, Design Gráfico
A CIDADE PRECISA DE PRAIAS é um projeto viabilizado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição do Ministério da Cultura, e tem como foco o intercâmbio entre os coletivos Praias do Capibaribe(PE) e A Cidade Precisa de Você (SP), nas cidades de Recife e São Paulo, visando extrapolar a residência artística para discutir tecnologias sociais de apropriação de espaços públicos.
Mais do que compreender a arte enquanto produto, fruto do encontro/fusão dos dois coletivos, o intuito maior foi, através da vivência cotidiana, reconhecer as diferenças e semelhanças do processo colaborativo desenvolvido no Largo do Batata e outras regiões de São Paulo e nas margens do Rio Capibaribe em Recife, e ao mesmo tempo deixar fluir os matchs¹ para construção de um jeito capibatatas² de ocupar os espaços públicos do país.
Como estímulo às trocas, o intercâmbio começou com uma programação diária³ predefinida (PROCESSO PROGRAMADO) e aos poucos foi assumindo um novo formato, de maior permissão ao acaso, ao desvio, ao improviso (PROCESSO SENSITIVO).
O sentir, o analisar, o idear4, o agir e o avaliar constantemente os processos de apropriação e empoderamento cidadão visando a melhoria do bem estar social, a construção do bem comum, das relações saudáveis e de cuidado entre os seres e o ambiente.
Uma vivência intensa com diversos grupos paulistas que atuam na luta pelo direito à cidade, culminando numa roda de conversa e uma ocupação simbólica do Largo do Batata (SP).
Expedição Cicloviária Rios e Ruas, com Luiz Campos, por sobre os rios subterrâneos da cidade, visita a nascente do Iquiririm no Butantã, ciclovia na margem do Rio Pinheiros; Coletivo imagina.vc; Canteiro de Obra Aberto da Vila Itororó, com Fábio Zuker; “Rolê Guiado”, com áudio-guias fornecidos pela Jonaya do Lab.E pela praça Elis Regina, no Butantã; Expedição a Ilha do Bororé, nas margens da Represa Billings, onde trocamos experiências com o coletivo Imargem e a galera da EcoAtiva; Participação na abertura do Laboratório da Cidade, onde dialogamos com o pessoal do BijaRi, do Choque Cultural e da Virada Sustentável; até uma ocupação noturna no Hippienick.
E uma imersão de uma semana na comunidade de Santa Luzia, em Recife (PE), misturando o saber popular, o conhecimento técnico-científico e a organização social, a partir de laços de amizade conquistados, para construção coletiva de artefatos lúdicos e carregados de simbologias dessa união: autogestão, protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica.
Praia de Brasília Teimosa; percurso de barco pelo rio Capibaribe, guiado por Seu Davi; apresentação do projeto na Universidade Católica de Pernambuco; trabalho pesado: capinar, coletar o lixo da área, cavar vala para desviar esgoto, conversar com os moradores, fazer o projeto de execução do trabalho (o que e onde construir, onde cada iniciativa podia atuar, mapear a distribuição do espaço), comprar material, experimentar, construir. Começamos pelo mais importante: as crianças!
A de que precisamos juntos estar abertos a reconhecer as diferenças, encará-las como um grande aprendizado e atuarmos na construção colaborativa de espaços de bem estar para nossas cidades. Pois contaminar os problemas, na grande maioria humanos, com muito amor e um coração aberto pode garantir processos mais saudáveis e menos traumáticos de transformação.
¹ combinações surgidas naturalmente pela identificação entre pessoas e processos.
² modo carinhoso como passamos a nos chamar durante e após a residência artística; fazendo alusão as resistentes capivaras presentes tanto no rio Pinheiros como no rio Capibaribe.
³ programação diária presente na publicação do zine do projeto A Cidade Precisa de Praias.
4 idear: criar na mente, imaginar; projetar, conceber.
+INFO: https://www.facebook.com/acidadeprecisadepraias/
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