Sonya - Cena 1

Kiana Khansmith
Not today Justin
art blog(derogatory)

tannertan36

pixel skylines

❣ Chile in a Photography ❣
hello vonnie
🩵 avery cochrane 🩵
No title available
KIROKAZE
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

gracie abrams
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
Sweet Seals For You, Always

Product Placement

titsay

Jar Jar Binks Fan Club
𓃗
Cookie Run:Kingdom Official!
almost home

seen from Malaysia

seen from Germany
seen from Netherlands

seen from Türkiye
seen from Indonesia
seen from United Kingdom

seen from United States

seen from Pakistan

seen from United States

seen from Algeria

seen from Malaysia

seen from Bolivia

seen from Venezuela

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United Arab Emirates

seen from Philippines

seen from Colombia
@animaislinguagemteatroum
Sonya - Cena 1
História do Luís
Cena 1 - Maíra
Agentes prendem Luís com haxixe numa discoteca.
Police Arrest Luis with hashish outside a nightclub.
São 3 horas da manhã. É sexta-feira à noite e a discoteca está ao rubro. A PSP faz um controle surpresa à saída da discoteca. Luís sai para fumar um cigarro longe da multidão e ver se agarra mais uns clientes. Para o seu azar, o cigarro custa-lhe caro. É detido a saída da discoteca, revistado pela PSP e encontram 100 gramas de haxixe, o resto que pensava despachar para ir embora. Levado para esquadra, verificam que é menor e decidem acompanhá-lo a casa. Quando ele percebe o que os agentes pretendem fazer, entra em desespero e começa a chorar. Implora como uma criança pequena para que não contem nada à mãe sobre a droga. Luís tenta convencer os polícias de que a mãe não pode saber do que aconteceu pois encontra-se em grave estado de saúde. Argumenta, esperneia, pede para ficar detido aquela noite, tudo para não ter que ir para casa acompanhado pelos agentes.
Cena 2 - Ísis
Agentes acompanham Luís até em casa mas não falam da droga.
Police accompanies Luís home, but does not speak of the drug to the mother
Sem acreditar na história que o Luís tinha contado, os agentes dirigem-se à sua residência. No caminho, o menino vem pensando sobre tudo que fez e como seria a reação da sua mãe ao descobrir do acontecido, e fica cada vez mais desesperado. É nesta hora que ele tem a ideia de fugir do carro da polícia quando este para no sinal. Na primeira oportunidade, Luís, tomado pelo medo, abre a porta do carro e sai correndo para livrar-se dos agentes. Os fardados ao perceberem, correm atrás do menino, que apesar de correr muito, acaba por cair no chão, facilitando sua captura. Os polícias ameaçam levar Luís a delegacia e o menino se desespera mais ainda. Ao perceber o desespero do menino, decidem leva-lo em casa e confirmar a história que ele havia lhes contado.
Depois de um longo caminho, chegam à casa de Luís. Após chegar a sua residência, os agentes tocam a campainha várias vezes, quem abre a porta é Joana, irmã mais nova. Eles se espantam por ser uma menina tão nova a abrir a porta aquela hora. Luís, desesperado, implora aos policias para que sejam compreensivos e acreditarem na história que havia contado sobre a mãe. Porém, eles mais uma vez não acreditam na sua história e pede pra chamar a sua mãe. O menino, tentando controlar seu nervosismo e vai correndo chamar sua mãe e, inicialmente tenta acalmá-la. Sandra aparece na sala, com muita dificuldade e sendo quase carregada pelo filho. Os agentes, ao verem o estado da mulher, se sensibilizam e decidem simplesmente notificar o acontecimento de que Luís é menor e estava numa discoteca. A mãe agradece aos agentes por o terem acompanhado a casa, pois pensava que o filho tinha ficado a dormir na casa de um amigo para fazerem um trabalho da escola.
Cena 3 - Sérgio
Conversa de Luís com a Mãe.
Talk of Luís and his Mother.
Após a saída dos agentes, Sandra conversa com Luís pois não percebe o comportamento do filho. Sente-se culpada pelo peso da situação e não dá importância ao acontecido.
Cena 4 - Rita
Visita de uma Assistente Social.
Visit from a social worker.
No dia seguinte, Luís e Joana saem para ir a escola e Sandra recebe a visita de uma assistente social que a informa de que deverá comparecer a tribunal pois não está apta para criar e educar os filhos. Sandra explica que está desempregada, em fase terminal de um cancro no pâncreas, mas que nunca faltou com os seus deveres de mãe. A assistente social informa que o filho mais velho não está matriculado no ensino obrigatório e que a filha mais nova assume responsabilidades domésticas não compatíveis com a sua idade. Sandra fica chocada com o que a assistente social comunica e pergunta como a assistente recebeu esta notificação. A assistente informa que os serviços socias e segurança pública são interligados e que Luís tinha sido detido na noite anterior por porte de substâncias estupefacientes e os agentes de plantão reportaram o caso.
Cena 5 - Vânia
Morte de Luís.
Death of Luís.
Depois que chegara da escola, Luís depara-se com a sua mãe debruçada na cama com o olhar preso no vazio enquanto derramava as lágrimas de tristeza por ter descoberto o que o filho andou a fazer. Luís ao ver a sua mãe assim, em pleno estado de inquietação, determina que a partir daquele momento a sua vida iria mudar drasticamente. Emocionado pelas lágrimas de sua mãe também ele começa a chorar, deitando por terra a sua postura de homem da casa, forte e inquebrável. Depois de lágrimas roladas pelas faces de ambos no silêncio dos seus olhares, o rapaz decide contar à mãe o que o levou a tomar todas aquelas más decisões. Sentia-se frustrado e impotente ao ver o estado de saúde grave da sua mãe, agravado com o facto de a sua irmã andar na escola e necessitar de toda a atenção possível, era uma desgraça que o jovem queria remediar.
Naquela noite de confissões, Luís teve um pesadelo em que viu a sua irmã e ele, sozinhos numa igreja, vestidos de preto de volta do caixão de sua mãe, acordando em suores frios, sobressaltado o rapaz veste-se e sai de casa.
Quando este se encontra perto da discoteca onde fora detido, depara-se com o traficante que lhe dera o haxixe, agora em posse da polícia. O traficante desconfiado que Luís o possa ter identificado perante o interrogatório da polícia mata o jovem, deixando-o abandonado numa poça de sangue.
Sonya- Cena 4
Quando abre os olhos apos três meses em coma, Sonya sente o corpo dormente e tem dores. Não sabe onde está, ou o que fazer. Uma enfermeira entra no quarto e explica a Sonya o sucedido que ela foi transferida para o hospital apos o acidente e que ela esteve em coma durante três meses. Sonya começa então a voltar a cair em si, a relembrar o acidente, que se deu quando ela ia a fugir de Orlando para ir ter com Rodrigo. Então ela começa-se a sentir só, pensa que já não tem mais ninguém. Eis que aparece Rodrigo, com um lindo ramo de flores, margaridas, as favoritas dela. Sonya sentiu o coração a transbordar de alegria, ela pensou que ele se tinha ido embora e desistido dela. Rodrigo abraçou-a e contou-lhe a situação em que ela estava. Sonya estava a ser acusada da morte de Orlando e teria que ser presente a tribunal, logo que ela recupera-se do acidente.
Após a recuperação de Sonya foi presente a tribunal. Foi uma sessão muito difícil, porque ela teve de ver fotos do acidente e relembrar a sua querida amiga que ia com ela no carro. Para espanto de Sonya , Rodrigo aparece com provas que esteve a recolher durante os três meses que ela esteve em coma, e ela é ilibada da acusação. Depois da sessão em tribunal, Sonya abraça Rodrigo e agradece-lhe por tudo que ele fez por ela.
Sonya - Cena 1
Sonya é uma jovem adolescente romena que vive numa vila pacata a duas horas de Bucareste. Orfã de pai e de mãe por terem falecido num acidente de viação quando tinha apenas 2 anos, Sonya, com ípsilon, vive com a sua avó materna que a acolheu mal se sucedeu esta tragédia no seio familiar. Com crista do diabo e olhos cor de mel, esta jovem anseia tornar-se atriz, pretende fazer do teatro a sua vida.
A vila é muito pobre, vive essencialmente da agricultura que é, mesmo assim, muito precária e rudimentar. Sonya é apoiada pelo “Tio” Orlando, amigo da família com dupla nacionalidade, portuguesa e romena, que desde sempre a apoiou em todos os sonhos e necessidades. Aliciando-a para um futuro melhor, com mais possibilidades e sucesso, Orlando propõe-lhe mudar-se para Portugal, a fim de se formar numa escola especializada em teatro. No entanto, a sua avó, que nunca simpatizou com a proximidade de Orlando, opõe-se a esta oferta e impede que vá avante.
Passadas apenas algumas semanas, a avó de Sonya aparece morta no quarto, numa manhã de Domingo. A causa da sua morte é desconhecida. A menor encontra no seu “Tio” um aparo incondicional e confia nele na decisão da sua vida. Vão para Portugal na carrinha velha de Orlando, numa viagem custosa e morosa, que parecia não ter fim.
Sonya - Cena 2
Depois de uma viagem tão longa como esta que os dois fizeram, a única coisa em que Sonya pensava era numa casa, uma cama lavada e uma boa refeição antes de se deitar. Na verdade, ela era só uma criança com 14 anos que tinha acabado de perder a sua avó que sempre fora quase sua mãe e que na esperança de encontrar um escape para a vida que levava decidiu arriscar e partir em busca de um sonho com aquele que era praticamente da sua família, a quem tratava de “tio”.
Infelizmente, a maré de azar permanecera na vida de Sonya e quando estes dois chegam a Portugal, vão diretos a Lisboa e é aí que as coisas começam a ficar estranhas. Mal chegam à capital, um amigo de Orlando vai buscá-los e durante a viagem de carro as conversas entre estes os dois parecem muito estranhas a Sonya, o ambiente é tudo menos amigável e a atitude de Orlando para com ela muda drasticamente. A simpatia desaparece e o seu “tio” começa a mostrar-se uma pessoa fria, cruel, quase desumana. Os comentários que faz com o seu amigo acerca de Sonya parecem sair da boca de um monstro sem consideração pela criança em questão.
Quando o carro começa a abrandar e se aproxima do local de paragem, já é noite e Sonya prefere não acreditar naquilo que está a acontecer. O amigo de Orlando estaciona num beco, à porta de uma fábrica que tem todo o aspeto de estar abandonada, na porta tem apenas uma luz vermelha acesa. Sonya ao ver este cenário fica apavorada e questiona Orlando acerca do que se está a passar, recusa-se a sair do carro enquanto não tiver uma explicação mas estas palavras não lhe servem de nada. O que foi até então o seu tio, é agora um homem completamente diferente que a tira à força do carro, ignora o que ela diz e explica-lhe muito rapidamente que tudo o que lhe tinha dito era apenas uma mentira para a arrastar até ali e fazer dela, uma menina tão bonita e tão bem composta, uma prostituta. “Temos de tirar partido daquilo que Deus te deu, não achas? Eu tenho a certeza e aqui o Raul também” – estas foram as últimas palavras que Orlando dirigiu a Sonya seguidas de umas boas gargalhadas, antes de a obrigar a entrar na fábrica à força.
Sonya - cena 3
Cinco dolorosos anos se passaram e Sonya continuava sujeita às mais miseráveis condições vida. A promiscuidade e a precariedade reinavam nas fábricas para as quais ela saltava de noite em noite, de forma a ser controlada, revistada e muitas das vezes torturada, a fim de se saber se esta tinha entrado em contacto com alguém indesejável para o negócio.
Semana sim, semana não trabalhava em bares duvidosos, com condições também elas precárias, era levada por homens que não conhecia de lado nenhum e deixada na rua em zonas, onde não havia vivalma. Com o tempo acabou por aprender a lidar com a situação. Habituou-se, foi perdendo a esperança e aceitando a sua realidade como um preço a pagar por algo que desconhecia ter feito, mas do qual, acreditava piamente ser merecedora.
Os seus hábitos foram também mudando, a sua doce voz tornou-se rouca e amarga, qual grito na imensidão das noites desoladas. O seu sorriso tornou-se cruel e as suas gargalhadas assumiam um tom terrífico que mais se assemelhava ao escarnecer de uma velha tuberculosa.
Até que uma noite, andava ela pela baixa de Lisboa, exageradamente maquilhada, ostentando um penteado bastante trabalhado, a passear as suas longas vestes que tocavam o chão como se da própria Rainha da Noite se tratasse e deu de caras com o que menos esperava encontrar. Um homem, nos seus já calejados 30 anos, parou mesmo à sua frente, observando-a intrigado, com uma expressão distante, contudo ainda passível de ser lida. Apresentou-se como Rodrigo.
Falaram acerca de trivialidades durante alguns minutos e depois retiraram-se para um lugar mais privado. Um magnífico salão de chã, onde Sonya pôde fazer a sua primeira refeição decente após cinco anos a comer a primeira coisa que lhe aparecia à frente.
Jantaram sossegados, no conforto do calor da sala, onde se tinham instalado, longe da multidão que constituía a elite social da altura. Mantiveram breves conversas acerca das suas vidas e depois de Rodrigo ter pago a conta, saíram e despediram-se no final da rua. Trocaram números de telemóvel e afastaram-se, cada um seguindo direções opostas, controlando a tentação de olhar para trás.
À noite, nenhum dos dois conseguiu adormecer tão cedo e mesmo já no sono, a noite permanecia atribulada para ambos. Mexiam-se freneticamente na cama, sonhando um com o outro para acordarem de manhã com uma necessidade imensa de se encontrarem.
Foi o Rodrigo quem venceu o orgulho e decidiu ligar, convidando-a a irem tomar um café. Marcaram para depois do almoço, entre as duas e as duas e meia, quem chegasse primeiro esperava. Sonya demonstrava-se nervosa, no seu quarto da fábrica abandonada, onde estava a residir à dois dias. Estava decidida a contar toda a verdade a Orlando, por isso tinha combinado com a sua amiga Teté a vir com ela e fugirem. Sonya não sabia conduzir, mas como a amiga tinha já um certo historial em corridas ilegais, entre outros crimes presentes no seu cadastro, pegaram num dos carros de Orlando e saíram.
Enquanto atravessavam a ponte 25 de Abril, ouviram disparos de arma. Era Orlando e uns cinco capangas que vinham atrás delas. Orlando num magnifico BMW x6 vermelho e os seus fieis soldados montados em selvagens motorizadas que faziam estremecer o passadiço enquanto saíam da ponte.
Conseguiram despista-los e deram entrada na avenida principal, estacionando por uns momentos perto de um velho museu. Conversaram e tentaram ligar a Rodrigo, mas este não atendia. Em pânico entraram no carro e fizeram-se à estrada, conduzindo sem rumo, sem um destino definido, mergulhadas num silêncio pavoroso.
Mas o pior aconteceu quando, ao pararem num semáforo deram de caras com Orlando que acabava de sair de um café muito famoso, onde se vendiam Pastéis de Belém. Este ao reparar nelas, enfureceu-se, mas esquecendo-se que se encontrava no meio da estrada, foi atropelado por Teté numa tentativa de se escapar dos tiros de Orlando. Porém, acabou vítima das balas que lhe preencheram cinco vezes o peito e uma vez o pescoço. Sem controlo sobre o carro, acabaram por se espetar os três numa árvore enorme e robusta, plantada mesmo à entrada de um parque de estacionamento.
Para pesar de uns, felicidade de outros, Sonya entrou num coma profundo que durou três meses.
Guião parcial (Maíra . Marta)
Maíra. Claro que o meu nome tinha que ser artístico, ou literário, enfim... Meu pai resolveu dar de presente um romance com o meu nome, um livro grosso de capa laranja que tenho até hoje... Maíra
Mário.Marta. Ma???
Maíra. Maíra! E então foi assim que decidiram como me iria chamar...Maíra!
Mário.Marta. Ma???
Maíra. Maíra! E aconteceu de forma espontanea. Meu pai, no dia que eu nasci, deu este romance de presente para a minha mãe...
Mário. Ma? Mã? Mami? Mãe? ...
Marta. MAMMA MIA!
Marta. Foi no dia mais quente do verão, ainda me lembro quando a minha mãe me contou esta história..
Maíra. Ma? Mã.mã? Mami? Mom?...
Mário. MAMMA MIA!
Marta. o desespero, desespero, o desespero.
Maíra. E eu detesto que digam errado o meu nome. Quando era mais nova ficava ainda mais irritada. Agora acho que as coisas acalmaram, mas mesmo assim é muito chato...Moira, Maria, Mayara... porra! É tão difícil dizer: Maíra!
Mário.Marta. Ma???
Maíra. Maíra!!!
Marta. Lá porque nasci no Hospital de Sta. Marta...
Mário.Maíra. Ma???
Marta. Marta! ...não quer dizer que o meu tenha que ser Marta.
Mário.Maíra. Ma???
Marta. Marta! quer dizer, se o nome do Hospital fosse "Tecla", como seria? Tecla! Óh Tecla, Tecla!
Todos. Tecla! Tecla! Tecla....!
Marta. Não é que eu não goste de Marta..
Mário.Maíra. Ma???
Marta. Marta! é bonito. Também não é que não goste de Daniela, é bonito, mas não se aceita Marta..
Mário.Maíra. Ma???
Marta. Marta! Daniela!
Maíra. E tem mais, meu nome na verdade é um nome masculino. Significa Sol...
Marta. Nasci no dia mais quente do verão!
Maíra. Como estava a explicar, é um nome masculino, de um guerreiro da tribo Mairum que se chamava assim, Maíra
Mário.Marta. Ma???
Maíra. Maíra! Que merda! E foi assim que minha mãe aceitou a proposta.,,
Marta.Ma? Mã? Mami? Mãe?
Mário. MAMMA MIA!
Artigos 25 e 26
São 3 horas da manhã. Luís é detido a saída da discoteca pela PSP com 100 gramas de haxixe. Levado para esquadra verificam que é menor e decidem acompanhá-lo a casa. Luís tenta convencer os polícias de que a mãe não pode saber do que aconteceu pois encontra-se em grave estado de saúde. Não acreditando na história, os agentes dirigem-se à sua residência. Ao tocarem a campainha, quem abre a porta é Joana, irmã mais nova. Os agentes espantam-se por ser uma menina a abrir a porta aquela hora. Luís, desesperado, implora para que os agentes sejam compreensivos e acreditarem na história que havia contado sobre a mãe. Sandra, com muita dificuldade, dirige-se a porta. Os agentes, ao verem o estado da mulher, decidem simplesmente notificar o acontecimento de que Luís é menor e estava numa discoteca. A mãe agradece aos agentes por o terem acompanhado a casa, pois pensava que o filho tinha ficado a dormir na casa de um amigo para fazerem um trabalho da escola. Após a saída dos agentes, Sandra conversa com Luís pois não percebe o comportamento do filho. Sente-se culpada pelo peso da situação e não dá importância ao acontecido.
No dia seguinte, Luís e Joana saem para ir a escola e Sandra recebe a visita de uma assistente social que a informa de que deverá comparecer a tribunal pois não está apta para criar e educar os filhos. Sandra explica que está desempregada, em fase terminal de um cancro no pâncreas, mas que nunca faltou com os seus deveres de mãe. A assistente social informa que o filho mais velho não está matriculado no ensino obrigatório e que a filha mais nova assume responsabilidades domésticas não compatíveis com a sua idade. Sandra fica chocada com o que a assistente social comunica e pergunta como a assistente recebeu esta notificação. A assistente informa que os serviços socias e segurança pública são interligados e que Luís tinha sido detido na noite anterior por porte de substâncias estupefacientes e os agentes de plantão reportaram o caso.
Luís quando chega a casa encontra a mãe a chorar. Ao vê-la naquele estado percebe que a sua vida vai mudar. Ele chora e explica a mãe o que o levou a fazer tudo isso e que sentia-se impotente perante o drama que a família estava a passar. Naquela noite, Luís tem um pesadelo e decide fugir de casa. Ao chegar perto da discoteca onde foi detido na noite anterior, encontra o traficante dono do haxixe, que mata-o a queima-roupa, por ele ter sido preso e possivelmente o ter denunciado.
Grupo: Ísis Agra, Maíra Ribeiro, Sérgio Carvalho, Vânia Silva e Rita Gomes
Apresentamos aqui a história de uma rapariga, Sonya, com 14 anos que vive na Roménia, numa vila pacata apenas com a sua avó, após a morte dos seus pais. Desde pequena que Sonya tem o apoio do "tio" Orlando na concretização do seu sonho que é ser atriz.
Este "tio" convence-a a sair do seu país e a ir viver para Portugal com o intuito de realizar o seu sonho, no entanto a avó opõe-se a esta possibilidade. Infelizmente ou felizmente, algum tempo depois, a sua avó Valeria aparece morta, deixando a Sonya como única opção, aceitar a proposta de Orlando e mudar-se para Portugal. Esta viagem pareceria bastante promissora graças à relação que estes dois tinham de grande afecto e confiança.
Após a chegada ao novo país, Orlando revela uma identidade da qual Sonya não tinha conhecimento até então. Este homem mantinha contactos em Portugal numa rede de prostituição e tráfico de menores, e o seu regresso para este país tinha como único objetivo prostituir Sonya.
Esta rapariga, nada consegue fazer para mudar o rumo que a sua vida tomou, até conhecer Rodrigo - um polícia - que se torna seu confidente mesmo sem ter consciência da sua situação. Após já algum tempo a viver em míseras condições, Sonya, decide pôr um fim a tudo e contar a Rodrigo toda a situação. No dia em que tenta fugir, Orlando tenta impedi-la mas mais um entrave acontece, Orlando morre atropelado e Sonya fica em coma durante dois meses, após o acidente de carro. Quando esta acorda, descobre que vai ser julgada pela morte do seu "tio", mas com a ajuda de Rodrigo que durante este período de tempo iniciou uma investigação acerca deste caso de prostituição e tráfico, consegue ser ilibada.
No fim de tudo, Rodrigo dá um lar a Sonya, consegue dar-lhe nacionalidade portuguesa, permitindo-a estudar em Portugal, numa escola de teatro.
A partir dos artigos 4º, 5º e 15º.
THE YELLOW BARKING PROJECT
A partir dos Art. 18 e 19.
Direitos Humanos - Maíra e Ísis
ARTIGO 7.º
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
História: Em alguns países, pessoas do mesmo sexo não têm o mesmo direito civil para a união civil. Outro exemplo, são pessoas mais pobres que não têm a mesma assistência jurídica e acompanhamento se não pagarem por isso.
ARTIGO 26.º
Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.
História:O mérito está ligado às oportunidades que cada indivíduo têm e é uma avaliação demasiado relativa.
ARTIGO 27.º
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
História: Os preços dos bilhetes para apresentações culturais não são acessíveis para a comunidade, na maioria das vezes. Além de não existir o hábito de ir a teatros, concertos, as pessoas geralmente não são estimuladas com preços acessíveis para usufruir-las.
ARTIGO 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
Toda a pessoa deveria ter direito a todos os parâmetros acima indicados, mas infelizmente isso nem sempre acontece no país em que vivemos. As pessoas com menos possibilidades financeiras ficam sempre à margem daquilo a que deveriam ter direito, as pessoas com doenças do foro psicológico idem aspas. Por exemplo, uma mulher com os seus 41 anos que sofre de esquizofrenia é internada num Hospital Psiquiátrico devido à sua condição de doente. Quando esta mesma mulher tem alta e sai do Hospital, ao tentar regressar a casa, descobre que a casa que outrora era sua, já não é mais, pois a senhoria soube do estado dela e achou que não poderia albergar uma pessoa com esta doença. De livre vontade, sem sequer lhe dar justificações, retira-lhe a casa que era dela e deixa-a sem sítio para onde ir após a sua saída do Hospital.
Portanto, toda a pessoa deveria ter direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar alojamento, deveria, porque nem sempre é isso que acontece.
Di: Completamente desorientado. Foi assim que me senti, na minha primeira aula do primeiro ano da escola primária. O dia em que eu fiz a derradeira descoberta da minha identidade. Enquanto ser masculino. Quando tomei consciência do meu nome.
Estávamos todos sentados, cada um na sua secretária e a professora, à frente do quadro, a explicar como funcionava o sistema normativo de denominação pessoal: nomes masculinos para o homem e nomes femininos para a mulher.
Sérgio: Absolutamente emocionante. Foi assim que me senti, no momento em que assinei o contrato de futebol profissional. Depois de doze anos a pagar para jogar futebol, passei, finalmente, a poder receber para o fazer. Fazer aquilo que mais gosto.
Cristiana: Não era para me chamar Cristiana, não, era para ser Cristina, só que o meu pai não gostava e decidiu acrescentar um “a” um simples “a”. O problema é que quando as pessoas dizem o meu nome chamam-me sempre Cristina. Não percebo o porquê? Os professores por exemplo, lêem o meu nome e mesmo assim continuam a dizer Cristina para aqui, Cristina para ali, Cristina para aqui Cristina para ali, Cristina para aqui Cristina para ali. Eles não conseguem ver que tem ali um aaaaaaa, um aaaaaaaaa, um aaaaaaaaaaaaaa.
Di: Portanto, e de uma forma muito prática, direta e ilustrava: eu posso chamar-me Diogo, um nome masculino, note-se, porque sou um homem. Por outro lado, nunca, numa sociedade patriarcal como a nossa, eu me poderia chamar Ângela, que foi um nome com o qual, outrora, senti uma grande ligação, precisamente por se tratar de um nome feminino. Logo só me poderia ser atribuído se fosse uma mulher. Mas sou um homem e chamo-me Diogo.
Sérgio: Sérgio Diogo Carvalho da Silva. A minha mão tremia tanto, que mal conseguia assinar. A emoção era tanta, todo aquele ritual era completamente novo e completamente especial. Eu estava nas nuvens.
Cristiana: Mas o pior não era isso, foi quando descobri que o meu nome, na Itália, era algo relacionado com a religião Cristã, com a religião Cristã, com a religião Cristã, algo que eu não gosto, não sinto necessidade de ter uma ligação com isso, e ter o meu próprio nome, algo que me define, o meu próprio rótulo ser algo que eu não sinto nenhuma conexão.
Sérgio: Era fantástico.
Cristiana: É horrível.
Di: É deplorável. Completamente desorientado.
Sérgio: Foi nesse momento em que me senti um adulto. Eu poderia, ao fim destes anos todos, partilhar os meus conhecimentos, qualidades e absorver tudo aquilo que os meus colegas tinham para partilhar. Eu ia jogar com pessoas muito mais velhas do que eu.
Cristiana: O meu nome, que me vai seguir para o resto da vida estar relacionado com algo que não sinto nenhuma conexão é doloroso.
Di: Em suma. Vivemos numa sociedade egoísta, na medida em que esta nos impede de nos chamarmos aquilo que bem entendermos, independentemente do sexo/género. Tudo isto devido a uma profusão destes dois aspetos.
Sinto-me completamente desorientado.
ARTIGO 16.º
1. A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
Em certos países, não é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e como consequência disso, surgem situações socialmente injustas. O problema da coadoção é um resultado consequente desta impossibilidade. Se o individuo X tiver um filho com uma mulher que morreu no parto e posteriormente iniciar uma relação de vários anos com outro homem (Y). Y, no caso da morte do seu “parceiro” ou “companheiro”, não tem qualquer direito sobre essa criança, que educou e sobre a qual exerceu conjuntamente com X um papel paternal.
ARTIGO 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
No nosso país as pensões e as reformas são reduzidas constantemente, como resultado da austeridade sobre a qual nos encontramos. Deste modo, existem idosos que descontaram uma vida inteira de trabalho e se encontram privados de usufruir daquilo que lhes devia ser concedido por direito, e que, muitas vezes, nem sequer é suficiente para a sua subsistência.
ARTIGO 26.º
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
Por muito gratuito que parece o ensino primário, básico e secundário, os custos nas compras de livros e material escolar são astronómicos, mesmo, por vezes, com acesso a subsídios do Estado. As universidades não fomentam a procura do saber, funcionam como uma empresa que necessita de estudantes para se manter de pé financeiramente. Muitos dos seus alunos estão lá por terem mérito falseado pelas instituições de ensino secundário, que baixam os níveis de exigência, nomeadamente na área das línguas e das humanidades. Assim, o nível destes alunos é baixo e quantidade dos mesmos no ensino superior excessiva.
Júlio Cerdeira
Marta Ferreira
Trigo- Senhores passageiros, o próximo voo para Cabo Verde partirá na linha numero 47. Pedimos o favor que se aproximem das portas de embarque.
Ísis-Nasci no Brasil. (som de samba), até a maternidade minha mãe não sabia que nome ia me dar, já tinha pensado em Yasmin.
Trigo- Parecia uma princesa.
ísis- Mas era o nome de uma prostituta, portanto, minha mãe não me podia por esse nome. Imaginem só, a bebezinha da mamãe com o nome de uma prostituta! Então, minha mãe decidiu me chamar Ísis.
Trigo- Foi no primeiro dia que tive que usar um “traje” que me apercebi da grande diferença entre os rapazes e as raparigas. Tinha eu 6 anos e só o facto de me obrigarem a usar uma … uma … SAIA , eu ficava fora de mim. Para piorar a situação, toda a gente sismava em tirar-me fotografias , visto que eu era demasiado fofa e pelos meus olhos parecia que tinha vindo do JAPÃO.
Rute e Isis- Tligo.
Trigo- E ainda por cima , no cortejo , atiravam-me ARROZ.
(Musica Japonesa)
Rute- O meu nome é Rute , e quando eu era mais nova os meus amigos começaram a fazer piadinhas sobre o meu nome. Primeiro foi aquela coisa de rimar os nomes com palavras. Rute Mamute ou Rute Iogurte é horrível. Depois veio a piadinha do meu nome parecer um latido de um cão. Rute! ...Rute!...Rute!Rute!...Rute!
Trigo- Rita! Rita! Rita!...
Ísis- Ísis!... Acontece é que quando vou a procura do significado do meu nome, encontro várias versões da história da deusa Ísis. Cada site que entro encontro uma história diferente da deusa da fertilidade, a única coisa que sei é que ele se casou com o próprio irmão, deus Osíris. E por isso, até hoje não sei a verdadeira história do meu nome.
Trigo- Reparei então que , depois do terrível facto de não ser só uma … uma … uma SAIA , ainda tinha que usar umas meias horríveis até ao joelho. E, o que mais me constrangia era eu ter-me apercebido que incrivelmente as calças do traje dos rapazes ser bastante idêntica aquelas que eu costumava usar todos os dias.
Rute- Nunca! Nuca de-ão um nome de um cantor pimba aos vossos filhos é horrível. Eu chamo-me Rute e inevitavelmente neste pais as pessoas associam o Marlene. Rute Marlene é horrível. Por exemplo a minha prima que andava no secundário comigo chamava-se Marlene e sempre que dizíamos o nome a beira uma da outra havia aquela piadinha do "ai a cantora pimba, Rute Marlene".(musica Rute Marlene) é horrível , nunca façam isso os vossos filhos vão sentir-se péssimos, horríveis.
Trigo- E era assim , shh , era assim que eu me sentia , totalmente atormentada com aquilo .
Ísis- Ainda por cima, existem pessoas que não sabem pronunciar meu nome certo, e antes de me chamar fazem aquela cara de ( como se tivesse buscando a palavra). Que é pra eu dizer meu nome certo e a pessoa não falar errado. É Ísis! (pronunciando certo) Era isso mesmo que ia falar! Caramba, é tão fácil: Ísis! Ísis! Ísis!
Rute- Rute!
Trigo- Ri , Ri , Tri , Ri, Tri, RITA !!!
Senhores Passageiros o voo com destino a cabo verde parte dentro de poucos minutos , por favor dirijam-se as portas de embarque.
Vânia: Lembro-me de uma porta, entreaberta, portanto, nem totalmente aberta nem totalmente fechada. Maria: Foi ai que tudo aconteceu. Tinha 9 anos quando perdi o coração, estava num aeroporto. Vânia: Uma porta entreaberta, nem totalmente fechada, nem totalmente fechada. E por entre essa porta havia um feixe de luz. Giulia: Ahahahah Vocês querem ouvir algo engraçado? Gi-u-li-a Vânia: Um feixe de luz. Maria: Mas há uma coisa engraçada no meio disto, agora, SOU APAIXONADA POR AEROPORTOS!! Vânia: Três. Todas: Nos éramos três. Vânia: Eu, a mais nova, a caçula, o meu irmão do meio, a quem chamo de revolucionário e o meu irmão mais velho, a quem chamo de preguiça, não me perguntei porquê. Maria: Eu e as minhas irmãs no aeroporto, a despedir-nos do meu pai. Foi ai que perdi o coração, num aeroporto quando tinha 9 anos. Vânia: Três. Todas: Nos éramos três. Vânia: Três crianças diante de uma porta entreaberta, que não estava nem totalmente fechada nem totalmente aberta. Maria: Eu era só uma criança por amor de deus, e o meu pai naquele momento, antes de se ir embora, pediu-me para ser mulher, eu tinha 9 anos! Giulia: -a. É o meu nome, Giulia. Porque é que os pais fazem destas coisas? A junção do nome da minha mãe com o nome da minha avó. E se a minha mãe se chamasse Esmeralda e a minha avó Estrela? Como é que ficava? Vânia: Três. Todas: Nos éramos três. Vânia: Três crianças com as mãos frágeis, pequenas. Maria: Eu era só uma criança, e ele estava ali a pedir-me para ser mulher. Tinha 9 anos por amor de deus, a única coisa que queria era um pai.
Giulia: Como é que os país fazem destas coisas? Vânia: Três. Todas: Nos éramos três. Vânia: Não sei se era pelo peso da porta em si, ou se era pelo peso que estava por trás da porta. Maria: perdi o coração quando me despedi do meu pai no aeroporto, eu a olhar para ele, ele a olhar para mim, eu a olhar para ele, ele a olhar para mim. Vânia: Três. Todas: Nos éramos três. Vânia: Três crianças a abrir com muita dificuldade a porta, não sei se era pelo peso da porta em si ou pelo peso que ela tinha por trás. Giulia: Como é que os pais fazem destas coisas? E também não vos percebo, não é Guilia, não é Gilia nem Júlia, é Giulia. Não é muito difícil. G-I-U-L-I-A Maria: É óbvio que não foi fácil, mas em contrapartida agora SOU APAIXONADA POR AEROPORTOS!! Vânia: A casa de banho estava fria, os azulejos eram frios. Estava muito frio. Maria: Estava muito frio nesse dia, era Inverno. Giulia: E não foi fácil crescer com esse nome, ninguém consegue acertar à primeira. Uma vantagem é que se for a Itália toda a gente o percebe. E posso falar assim (gesto da mão). Vânia: Nos olhavamos para ela e ela não olhava pata nos. Maria: Eu a olhar para ele, ele a olhar para mim, eu a olhar para ele, ele a olhar para mim, eu a olhar para ele, ele a olhar para mim. Devia achar que ia facilitar a situação, mas não, foi-se embora na mesma. Vânia: Nos olhavamos para ela, e ela não olhava para nos. Depois disso restou apenas o silêncio. Maria: Não sei qual é a minha maior paixão, se o meu pai, ou aquilo que me tirou dele. Vânia: Se a minha mãe ou aquilo que ela me tirou. Giulia: Três. Todas: Nós éramos três.