Agora, nesse exato momento, é dia 29 de abril de 2025, mas estarei postando isso no dia 30, provavelmente um pouco antes da meia-noite.
Olhar pra trás é realmente gratificante pra mim, e imagino que também seja pra você. O que eu estou sentindo agora, com essa realidade que finalmente nos alcança, é mais do que uma realização: é a prova da nossa força, da nossa garra, da nossa coragem. Mesmo tropeçando e nos arranhando aqui e ali, seguramos firme a mão um do outro. Enquanto um estava estendido à beira do precipício, pronto pra cair, o outro puxava de volta. A gente se ajudou nesse caminho. Nos levantamos e nos consolamos. E tudo o que a gente pôde fazer um pelo outro, a gente fez.
Da minha parte, isso não foi só porque você é meu namorado. As minhas ações ultrapassam qualquer tipo de barreira superficial. Seria uma grande ofensa classificá-las apenas como “úteis”.
O que é útil? Bem, utilidade é algo que você faz porque serve para alguma coisa, algo que é o suficiente. Como um padeiro que faz pão só porque as pessoas precisam comer de manhã. É satisfatório, sim — mas apenas funcional.
Agora, se esse mesmo padeiro estivesse apaixonado, por puro amor ele faria o melhor chocotone da vida dele. Aquele que a namorada dele não comeria só por comer, acenando com a cabeça dizendo “tá bom”, mas aquele que a faria fechar os olhos, sentir o sabor e dizer: “HMMMMMM…”
É isso que ele quer ouvir. Não por orgulho, mas por saber que fez algo que realmente tocou alguém que ele ama. Isso alimenta a alma dele — de felicidade, amor e alegria.
Ser a fonte de tamanha satisfação da sua amada… imagina a sensação de felicidade que isso deve trazer!
No meu caso, eu não preciso imaginar. Eu vivo isso toda vez que te faço rir com uma piada idiota, toda vez que canto e te emociono, toda vez que faço um desenho e você morre de felicidade por nos ver juntos — mesmo que de longe.
“ArthurSt4ation followed you”
Feliz 1:35 pra nós, Anna.
Meus olhos se enchem de lágrimas ao ver esse post — que nem é mais um post, agora é um print. Porque, felizmente ou infelizmente, as memórias daquela época foram deletadas. Só sobrou um papel em branco pra eu recomeçar minha história na internet.
Mas mesmo assim, eu sempre soube… sabe?
Sempre senti algo em você que era diferente. Era tão diferente, que você era um dos únicos que me fazia sentir intimidada.
Eu era tão egocêntrica naquela época. Hoje vejo como Deus foi perfeito por nos unir só no tempo certo — você não ia me suportar antes. É uma pena… porque mesmo assim, eu já te amava.
Tudo que vinha de você me fazia rir. Tudo que você fazia chamava a minha atenção — e, surpreendentemente, nem sempre eu sabia que era você.
Lembro de estar em Jersey City com a minha mãe, naquele hotel chique e lindo. Era um lugar super confortável. Em algum dia de dezembro, eu gargalhava incansavelmente (é sério, fiquei rindo por uns 10 minutos seguidos) de um vídeo aleatório que mandaram no grupo da panelinha. Minha mãe não fazia ideia do motivo da minha risada. Muito menos sabia que o autor daquele vídeo era o futuro namorado da filha dela.
Assim como eu, que nem fazia ideia que aquele vídeo era do Artie. Do meu futuro namorado.
E foi assim desde sempre. Eu rindo dos seus memes sem saber que eram seus, e você me achando linda sem saber que era eu.
Como naquela vez em que você comentou “nossa, que menina bonita” num vídeo meu que mandaram na panelinha, genuinamente acreditando que não era eu. Sério… essa foi uma das coisas mais épicas que já aconteceu no nosso relacionamento.
Tudo que eu sempre quis era poder te dizer essas coisas sem filtro, sem me preocupar com o que você ia achar de mim, em como você ia me ver.
Eu era uma garota muito preocupada com o que os outros pensavam de mim. Infelizmente, eu não tinha essa confiança toda que eu dizia ter antes de namorar você.
Nosso relacionamento me trouxe isso: maturidade. Algo que eu valorizo muito hoje em dia.
Sinceramente, se não fosse por esse relacionamento — que não é dos mais fáceis — eu não teria aprendido tanta coisa que carrego comigo até hoje.
Não é só conhecimento, é inteligência emocional.
Eu me tornei uma pessoa muito mais forte, mais centrada com você.
Aprendi a lidar com as situações com calma em meio ao caos.
Aprendi a valiosa virtude da paciência.
E grande é essa virtude dentro do nosso relacionamento.
Somos os maiores praticantes disso no mundo — talvez não os melhores, mas…
Quando se ama, não tem por que birrar só porque não dá pra se abraçar, se beijar, ou fazer sabe-se lá o quê que namorados fazem.
Aquilo tudo — e muito mais — é o que eu quero fazer com você.
Demos um grande passo quando percebemos que, durante todo esse tempo, conseguimos nos manter.
Mesmo com as carências do dia a dia, percebemos: é pior viver sem você do que longe de você.
Nosso primeiro término nem durou um dia. Foi desesperador.
Eu achei que estava fazendo a coisa certa ficando nos Estados Unidos.
Mesmo com todas as circunstâncias, eu achava que precisava seguir meu caminho.
Mas foi ficando tão sufocante… que você abriu meus olhos.
Me fez perceber que nada daquilo valia a pena se eu não estivesse feliz por dentro.
Foi uma grande lição que levo comigo desde os meus 16 anos — e provavelmente levarei até os 56.
Eu agarrei meu celular, voltei atrás. Com o rosto molhado de tanto chorar no travesseiro, pedi pra você ficar.
Disse que faria qualquer coisa, mas que precisava de você.
Naquele momento, eu estava pouco me importando com tudo.
Eu só precisava de você. Nem prestava atenção ao meu redor.
Eu tinha descoberto meu novo hiperfoco.
Minha mãe sempre disse: isso é coisa de artista.
Quando eu gosto de algo, não gosto pouco.
Aquilo se torna meu novo amor — e todo o resto ao meu redor se apaga diante disso.
Mas esse “algo” nunca tinha sido uma pessoa.
É algo que eu nem gosto de lembrar.
Apaguei parte das memórias por instinto de proteção.
Lembro que fiz uma aposta: você ia voltar.
Mas você me disse que nosso amor enfraqueceria com o tempo.
E então, amor… como anda sua aposta?
Mas quer saber? Hoje a gente faz 1 ano.
Pra quê focar no que doeu, se a gente viveu tanta coisa linda?
E em todas as complicações durante a história deles,
Olha pra gente agora. Doze meses depois.
Estou tão orgulhosa de nós dois.
Nosso amor nunca vai ser frágil o bastante pra morrer por uma mera distância.
Se o mundo físico nos separa, o nosso amor o transcende.
Adjetivo de dois gêneros: que ultrapassa o natural, fora das leis naturais, fora do comum; extranatural.
Ele não obedece às leis desse mundo em que vivemos, comemos, trabalhamos, fazemos nossas necessidades físicas… não.
Ele ultrapassa a barreira do carnal e atravessa nossa alma, perfura nossos corações e nos une espiritualmente — como homem e mulher, almas gêmeas que nasceram para estar lado a lado, mesmo separados no plano físico.
Nunca subestime o nosso amor.
Agora que completamos 1 ano de namoro, eu olho pra tudo que já passamos, todos os obstáculos que superamos juntos…
E só posso agradecer pelo nosso amor.
E por você — por nunca ter desistido da gente.