Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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@annxsj-blog
( ☾ * ✶ 。* gabriel. ).
Os amigos haveriam de esperá-lo, a perca da oportunidade de conversar com a ruiva, havia tornado-se um possibilidade nula, a mão que possuía os copos e o abridor de garrafas, abriu a garrafa que tinha na outra, a oferecendo a bebida, estendendo-lhe o copo ao mesmo que os lábios ingeriam-a no próprio recipiente de vidro. ❛ É sempre um prazer. ❜ Rebateu com ironia, vendo-a posicionar-se à sua frente, era ainda mais bela de perto, aquele pensamento fez com que lhe desse um sorriso. ❛ Certeza? ❜ Ele ergueu uma sobrancelha, dando um riso posteriormente. ❛ Se quiser posso arranjar alguma coisa ‘pra gente. ❜ Deu de ombros. ❛ Não ingeriu nada parecido com chá, docinho, whisky e água de coco? Gaab disse que essa mistura aí deixa a pessoa louquinha, que nem você ‘tá. ❜ Fez referência a uma de suas músicas favoritas nos últimos tempos, já acordava a ouvindo e como era maravilhosa, como Hariel e Gaab eram talentosos, benza Deus hein, compositores? A mente quase sempre confusa, desviava-se dos pensamentos principais com uma facilidade incrível, dera uma piscadela a fim de voltar a prestar atenção em seu real objetivo, aquela garota linda. ❛ Se você diz que ‘tá, quem sou eu pra dizer o contrário. ‘Cê falou bem rápido, só deu pra ouvir um ‘tiquinho, mas, ao menos o que eu ouvi não era bestagem. ❜ Concordou parcialmente com a outra, mesmo que não se recordasse de metade do que havia dito.
aceitou a bebida, levando ligeiramente a mão até o copo. antes de pegar o copo, esbarrou propositalmente na mão do loiro, fazendo que com um sorriso debochado surgisse em seus lábios avermelhados. ‘’certeza absoluta. e eu aceito essa oportunidade. mas algo me diz que eu não deveria aceitar drogas de um desconhecido que encontro em festivais de rock’’ arqueou as sobrancelhas, ingerindo a bebida que estava no copo de plástico. ‘’talvez eu tenha ingerido, ou talvez eu não tenha...’’ soltou uma risada imediatamente que conseguiu ligar o que ele havia dito; era uma parte de uma música. ‘’sendo assim, qual o seu nome?’’
( ☾ * ✶ 。* milena. ).
“Merda!!! Você tá bem?”
‘’ahn, isso? são só lembranças do festival.’’ sorriu, mostrando os hematomas em seu braço. era muito branca e qualquer impacto formava um roxo enorme em seu braço.
( ☾ * ✶ 。* serginho. ).
❛❛ —— Eu não te chamei de besta por isso. Não me entenda mal, chamo quase todo mundo assim, é força do hábito. Mas, enfim, valeu por se preocupar, real. Só não estou acostumado com essas abordagens tão súbitas. Eita, calminha aí, espera um pouco, você não vai nem me dizer o seu nome? Ao menos, deixar com que eu te pague uma bebida? Não se é todo dia que alguém se preocupa com o fato de eu ingerir drogas ilícitas, you know. ❜❜
pra sua informação, engomadin, eu não sou besta! como já disse, de nada. foi um prazer tentar ajudar. não posso aceitar a bebida, meus pais me ensinaram a não aceitar bebida de estranhos, então... hoje não, faro. a propósito, anna júlia.
( ☾ * ✶ 。* maju. ).
Em um evento como aquele, não era difícil esbarrar em algum conhecido. Júlia até gostava, na verdade, principalmente quando a pessoa em questão era sua melhor amiga. Logo que notou o tagarelar da amiga, sua reação foi rir, sem entender se aquilo poderia ser o efeito do álcool ou só o estado natural da ruiva. ❝ —— Você bebeu hoje, meu amor? ❞ resolveu questionar, entre seus risos. ❝ —— Mas, de boa, claro que podemos conversar e fortalecer nossos laços aqui. ❞
‘‘amiga! juro que nem consegui te reconhecer. você tá diferente, o que aprontou dessa vez?’’ um sorriso iluminou o rosto da ruiva, que deu um abraço apertado na melhor amiga. de fato não estava reconhecendo a garota. ‘’incrível! já me fizeram essa pergunta várias vezes, maju...’’ soltou uma risada, enquanto dava outro gole na bebida roxa que estava em sua mão. ‘’já experimentou desse lean? se eu fosse você, experimentaria!’’
( ☾ * ✶ 。* matheus. ).
❝ —— É uma merda a falta de diversidade musical em festivais, não é? Adoro um rock mas outros estilos de música também deveriam ter espaço. Como músico isso me deixa um pouco puto da vida mas… Fazer o que, né? O jeito é superar e assistir o show. ❞ uma banda de rock que entrava no palco fez Matheus comentar seus pensamentos altos, mesmo sem saber se a pessoa do lado se interessava ou não. ❝ —— Enfim, o show vai começar, vou parar de falar porque ficar tagarelando enquanto o artista está performando é muito paia. ❞
assim que a tal banda entrou no palco, a cara da ruiva fechou. o sorriso, a alegria ‘evaporou’. a amante do sertanejo só queria um jorge e mateus ou simone e simaria. ‘’exatamente! você disse tudo que tava na minha mente assim que esses caras colocaram os pés no palco.’’ bufou, revirando os olhos e dando outro gole na batida que estava em suas mãos. ‘’então eu vou ser bastante paia, porque continuarei tagarelando até começar algo que eu goste.’’
( ☾ * ✶ 。* serginho. ).
❛❛ —— Wow, wow, relaxa! Isso aqui é só meu antialérgico, besta. Fui comer um dos petiscos grátis e era de camarão. Só isso. Não preciso ingerir droga quando eu já tenho que lidar com a política brasileira. Mas e aí, vai tirar a mão do meu pulso ou quer me ver inchar até que eu vire a versão catarinense da Violet Beauregarde? ❜❜
desculpa, eu só queria te ajudar, não deveria me chamar de besta por causa disso! agradeceria no seu lugar, já que a maioria das pessoas hoje em dia não ligam pras outras. então, de nada! agora podemos seguir nossas vidas como se nada tivesse acontecido e eu nem tivesse encostado no seu pulso.
INSTAGRAM PROFILE —— ANNA JÚLIA PUGLIESI
❝ —— luz do divinal querer seria uma sereia ou seria só delírio tropical, fantasia ou será um sonho de criança sob o sol da manhã
lulu santos —— sereia.
( ☾ * ✶ 。* vini. ).
Acabara de comprar uma garrafa de Heineken puro malte, havia quem dizia que cerveja puro malte era ruim, céus! Como estavam enganados, tinha em mãos os copos de plásticos que foram-lhe pedidos por seus amigos, afinal, estava longe de passar um evento como aquele desacompanhado. Andava em direção de onde os mesmos se encontravam, quando interrompera sua caminhada, pensava ter esquecido de algo, ao mesmo que tentava recordar-se do que se tratava, quando sentira alguém chocar-se contra o ombro direito, virando-se a fim de ver de quem se tratava, iria retribuir a desculpa no momento em que fora atingido por uma enxurrada de palavras. ❛ Ei, calma, respira… ❜ Ele inspirou, como se mostrasse para a outra como era preciso fazer, até parece que é necessário ensinar alguém a respirar, afinal, é a primeira coisa que aprendemos, nascemos fazendo-o. ❛ Você… Hmm… Bebeu algo muito forte? Ou usou algo muito forte? ❜ Indagou. ❛ E com usar algo muito forte, quero saber se você se drogou. Isso parece ser efeito de algum entactógeno. ❜
assim que conseguiu encarar perfeitamente a pessoa que havia esbarrado, um sorriso de canto surgiu nos lábios de annaju e agradeceu por um segundo por ser tão desajeitada e esbarrar em tudo. ‘’obrigada por me ensinar a respirar’’ revirou os olhos, se posicionando na frente do rapaz. ‘’não, eu não usei drogas, mas bem que queria. e só bebi um pouquinho assim, ó’’ juntou o polegar com o dedo indicador, sinalizando o quanto havia bebido; quase nada. soltou uma risada nasalada. '’é sério, tô bem! é só que... sei lá, sabe? vai falar que tudo que eu disse foi bobeira? foi tudo a triste verdade.’’ deu de ombros, estendendo a mão direita para o rapaz. ‘’anna júlia.’’
( ☾ * ✶ 。* jana ).
♡ @annxsj
Com uma latinha de cerveja em cada mão, despreocupada com esconder que ambas eram dela, Jana circulava entre as pessoas. Sempre gostou da sensação de estar cercada por gente, sentia como se seu coração batesse em harmonia com os de todos em volta. A batida forte da música ajudava, é claro, assim como a pequena porcentagem de álcool no sangue. Só conseguiu focar em algo quando viu os cabelos que estava acostumada a comparar com fogo. Aproximou-se saltitante, abraçando a mulher por trás, com cuidado para não molhá-la de cerveja. “Ela é minha menina, eu sou o menino dela. Ela é o meu amor e eu sou o amor todinho dela!“ Cantava, animada, totalmente fora do ritmo. Desprendeu-se, por fim, e parou de frente para a outra. “Reconheci seu cabelo de longe.”
anna júlia havia se perdido de todos seus acompanhantes, ela odiava ficar sozinha, só que naquele dia, estava pouco se importando com isso. afinal, a música de fato tinha prendido sua atenção. decidiu se desligar de tudo naquele dia e apenas curtir o festival, que era um dos mais bem falados do brasil. balançava seu corpo para os lados, com os olhos fechados, enquanto a melodia de Os Mutantes rolava. uma música maravilhosa num lugar maravilhoso, segundo pugliesi. porém essa vibe foi quebrada assim que sentiu um corpo abraçá-la por trás. de imediato se assustou, mas quando ouviu a voz, seu corpo relaxou e as mãos foram de encontro com as de janaína. ‘’a lua prateada se escondeu e o sol dourado apareceu. amanheceu um lindo dia, cheirando a alegria!’’ completou a melodia, com o sorriso nos lábios. o sorriso se estendia tanto que chegava a doer a bochecha da ruiva, porém ignorou a dor, era algo irrelevante naquele momento. ‘’é uma honra ser reconhecida pela mais bonita dessa cidade...’’
'’ai, mil desculpas’’ disse após esbarrar no ombro alheio. era quase que inevitável ficar num evento musical de floripa sem esbarrar sequer em alguém. ainda sem reconhecer a pessoa, virou-se para ela. ‘’podemos começar de novo? finge que eu não te esbarrei e nós podemos, sei lá, conversar. não quero ser só mais uma que esbarrou em você... nós passamos pela vida, esbarrando uns nos outros, sempre no piloto automático… como formigas, não sendo solicitados a fazer nada verdadeiramente humano. pare. siga. todo o diálogo servindo para manter ativa a '’conversação’’. “papel ou plástico?”, “credito ou débito?”, “aceita ketchup?”. eu não quero aceito! eu aceito momentos humanos verdadeiros! quero ver você, quero que você me veja! só não quero mais isso, sabe? ser só mais uma...’’ respirou depois de um bom tempo falando, percebendo a confusão em tudo que disse. aquilo só fazia sentido na cabeça de annaju. ‘’hm, ok, desculpe...’’
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