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@aprimoramentos
Se for possível, desejo enterrar-me em úmido espaço, virar semente que cresce em silêncio. Se possível, não quero desabrochar. Não agora. Me deixe curtir o abraço deste sereno noturno que me acompanha pelas ruas incertas desta cidade gentil. Eu fingo alegria, roubo a máscara da liberdade e viro estrela. Viajo ao céu, como um noivo em chamas, casado com a lua-de-mel. Como é bom pisar em brumas celeste… As faces se misturam numa pressa infinita. O tempo ali é só presente. São vidas vazias que se preenchem na companhia ilusória de uma multidão. O lema é se defender, se salvar do inimigo. Mesmo que este inimigo seja a sua própria sombra. A vida é a única emergência.
Cinzentos (via hipocondriacas)
É tanta saudade, de tanta gente.
Desencontrou (via delator)
Me vê uma rodada de vida boa, com uma porção extra de amor, uma boa dose de amizades verdadeiras, e boas músicas para acompanhar.E se tiver dinheiro aí, pode incluir no pedido.
Caio Fernando de Abreu (via velejo)
A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia .. ia… ia… E não foi.
Cidades de Papel. (via transpareci)
Gosto de poesia. Ou seja, gosto de ler que a vida é uma bosta, mas com palavras bonitinhas.
Aprimoramentos - “Depois de ler isso entendi porque gostam de hipocrisia.”
Para de drama e vem me ver.
Como se a gente tivesse obrigação de fazer alguma coisa toda noite. Só porque é sábado. Essa obsessão urbanoide de aliviar a neurose a qualquer preço no fins de semana, pode? Tenho vontade de dizer nada, não vou fazer absolutamente nada. Só talvez, mais tarde, se estiver de saco muito cheio, tentar o suicídio com uma-dose-excessiva-de-barbitúricos, uma navalha, um bom bujão de gás ou algo assim. Se você quiser me salvar, esteja a gosto, coração.
Caio Fernando Abreu. (via assoprador)
Ainda escrevo para não ficar louco, ainda escrevo para explicar esta maldita vida para mim mesmo
Charles Bukowski. (via assoprador)
Por que publicar o que não presta? Porque o que presta também não presta. Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.
Clarice Lispector. (via assoprador)
Quando você me lança aqueles olhares profundos, posso ver lá na íris que você é um ser humano decente, e vai ver é por isso que gosto de ficar perto de você. Me faz bem, sei lá.
Gabito Nunes. (via assoprador)
Quando você demora torturantes minutos para responder minhas mensagens: eu pego o celular durante a prova, durante uma chuva na avenida paulista, dentro de um ônibus lotado: e você não está. Ainda assim, eu também amo você. Quando você diz que está cansado mas eu tento, de toda maneira com tudo o que tenho, te fazer ficar bem e parece inútil te alcançar: eu também amo você. Quando não consigo te abraçar porque você é forte demais ou quando há algum vazio durante horas por, talvez, orgulho ou malícia de ambas as partes: eu também amo você. Quando me sinto vulnerável a esse amor e tudo que quero é estar aí, apesar da secura e de você nem ligar - ou demonstrar - se eu quebrei o pé, quase fui assaltado ou chorei chorei chorei por me sentir tão só. Eu também amo você quando quero muito que você venha e diga uma palavra bonita mas nada acontece. Eu também amo você quando escuto marcelo camelo, e penso que nosso amor é uma espécie de raridade dentro do espaço, porque havia tantas outras combinações mas que deu nessa: eu e você você e eu. Também amo você quando me nega seu corpo, porque o detalhe é mais essencial e a ansiedade machuca, mas o amor e a saudade cobre tudo. Também amo você quando minhas expectativas são frustradas, quando me decepciono, quando me surpreendo, quando quero estar ao seu lado, à sua frente, quando preciso abraçar alguma esperança nisso tudo, quando te quero aqui e agora, mesmo não podendo também. Eu também amo você quando lembro dos poemas, das músicas de bey, de alguma eventual tristeza - porque teu nome remete à pássaro e todo pássaro é triste. Eu também amo você quando sinto que quer fugir, voar, encontrar outros lugares para pousar mas continua aqui, comigo. Eu nunca te disse, mas eu te amei porque você ficou, e permanece. Porque você não faz cerimônia e me deixa ser livre. Você me deixa escapar às vezes. E eu volto. Eu sempre volto. Eu sempre estarei aqui, pros traumas, pros danos, pras quedas. Pra quê insistir em resistir, pergunto; e você me diz sobre um buraco, umas ausências que marcaram, outras que nem cicatrizaram. Eu só estou tentando te ajudar, eu também te amo quando quero muito demais de verdade, te ajudar. Tirar você daí. Retirar seus carmas, todos eles. Tô tentando te aliviar, entende? Não quero que reaja de forma ruim, é a forma mais leal que encontrei de te amar. Sem cortes, sem pensamentos suicidas nem nada melancólico: eu só quero retirar tudo. Eu também te amo quando, à noite, engulo meu êxtase e vou pra cama descansar de mais um dia cheio de sentimentos que estão me consumindo. Eu também te amo quando você, sem perceber, diz que também me ama. Amar também é dizer eu te amo também?
Eu também amo você. Floresinexatas. (via transpareci)
Minha vida é ácido sulfúrico. Meus olhos, lanternas de medo que perseguem os erros. Sou lobo, sou voz, sou fato. Sou sentimento indomável de realidade incomum. Meu corpo é espinho sangrento e minha alma, copo vazio. Minhas palavras dissipam-se com o vento junto à minha respiração. Meus pensamentos são paredes mal pintadas a descascarem com o tempo. Sou complexidade fatal. Sou um suicídio cinematográfico. Sou o erro inaceitável. Um tanto faz constante. Um irreversível talvez. O sim e o não nunca ditos. Sou tempo. Sou morte em vida. Sou simples. Sou segredo contado. Sou poema sem rima. Uma carta de despedida que não fora entregue ao destinatário. Sou chama que nunca apaga. Sou a morte antes do fim. O texto inacabado. O peso morto jogado à beira da estrada. O coração partido em pedaços, estraçalhado como um pedaço de vidro. Sou labirinto, por fim, infinito.
Wordland. (via effectum)
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim. Eu sei e você sabe, que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste. Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, que todos os caminhos me encaminham pra você. Assim como o oceano só é belo com luar, assim como a canção só tem razão se se cantar. Assim como uma nuvem só acontece se chover, assim como o poeta só é grande se sofrer. Assim como viver sem ter amor não é viver, não há você sem mim, eu não existo sem você.
Vinicius de Moraes. (via romeuemcrise)