noise dept.
I'd rather be in outer space 🛸

tannertan36
trying on a metaphor
todays bird
🪼
tumblr dot com

Origami Around
Today's Document
🩵 avery cochrane 🩵
sheepfilms

shark vs the universe

★
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
we're not kids anymore.

Janaina Medeiros

roma★
Claire Keane
d e v o n

Kaledo Art

seen from Russia

seen from United States
seen from United States
seen from Nicaragua

seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Norway

seen from United States
seen from United States
seen from South Korea

seen from United States
seen from United States

seen from United States
@arsenaldesonhos
Rimas. Ri mais? Rir, mas de quê? Talvez um quê de queijo, um bê de beijo. Beijo vai, mas bem jovem. Então vem! Nu mesmo, vem nuvem, vem. Mas vem sem. Sem vergonha, sem pudor, sem graça, sem açúcar e sentimento. Se sentir, não vou deixá-lo ir. Sem ir, sem ti, eu não vou a lugar nenhum, nem dois, nem três e nem quartos. Por que mentes? Ah, que mentes não sentiriam saudades doentes… Do ente querido, do ente que queria ter ido, do ente que quase foi. Ufa, e foi por pouco. Já anoiteceu. A noite teceu estrelas, estralos, entranhas e estranhos. A noite teceu trapézios trapezistas, trôpegos, traficantes, trapaceiros e tresloucados. Também temor. Ter amor, amoras, amantes, amarelos… Ah, não. Amá-los ou amar elos? Meio a meio, meio fio, meio feio, meio feito. Essa história meio fora de hora de novo? Sim. De novo, de novo e de manhã, de tarde, de velho, de ontem, de frente, defronte e de ré. Ré é renascer renascentista, iluminista, sulista, turista, budista, autista. Arista? Mundano! Mundo mudo muda mudas. Mudas de gente descrente, descontente, demente, indecente, decadente, ai! Dor de dente, dor de gente. E quem cura? Loucura.
Cinzentos.
Não sinto nada, sinto muito por isso. Gastei minha dosagem de sentimentos com alguém não merecia uma gota. Tentei me refazer várias vezes, e em cada uma delas me distanciava de quem eu realmente era. Não me reconheço; não aceito o fato de ter me perdido por alguém que não queria me encontrar.
Relatos de Tess.
Se já é difícil dar adeus quando não se ama, imagina quando se ama. Não é simples colocar um marcador de página numa história de amor e abandonar a leitura. Reconhecer que jamais terminaremos aquele romance. Não haverá recompensa por aquilo que se leu até ali. Ninguém nos contará o que aconteceu. Não participaremos do final feliz: os filhos, a velhice lado a lado, a casa cheia de netos. Não estaremos juntos na derradeira linha. É morrer sem ter morrido. É desaparecer estando onipresente. O livro de sua imaginação ficará fechado para sempre. A relação terminou antes do fim do amor. O leitor terminou antes da obra. Não descobriremos qual será o desfecho. Não queira viver o dia de uma despedida com a consciência de que é uma despedida. É uma cirurgia sem anestesia. Será cortado, será remexido por dentro, será costurado, sentindo cada pontada e rasgo, antecipando cada movimento com os olhos abertos. A pele vai doer como um osso, a sensibilidade pedirá piedade, o ouvido apanhará qualquer frase como uma possível sentença salvadora. Melhor que a despedida seja involuntária, desconhecida, desavisada. Melhor que seja abrupta, de repente, improvisada. Pois se despedir é sofrer com tudo que lhe tornava feliz. É abrir os braços para a mágoa como se viesse uma alegria em nossa direção. É um esforço para decorar o estranho momento em que abandonaremos uma vida tão desejada. O nós é a primeira partilha – o plural perderá seu domínio. Voltará a chamar a pessoa que ama pelo nome, como se não a conhecesse. Não mais de Meu Amor. Não mais de Minha Paixão.É entrar pelo quarto pela última vez, e ter noção de que será a última vez. É olhar pela régua que mantém a janela aberta da cozinha pela última vez, e ter noção de que será a última vez. É abrir o guarda-roupa pela última vez, reconhecer o estalo da divisória de madeira, e ter noção de que será a última vez. É fechar o registro do chuveiro pingando pela última vez, e ter noção de que será a última vez. É ajeitar as almofadas do sofá pela última vez, e ter noção de que será a última vez. É ouvir a respiração perto pela última vez, copiosa, irrefreável, e ter noção de que será a última vez. É abraçar pela última vez e não soltar porque é realmente a última vez. É beijar pela última vez e soluçar porque enfim chegou a inacreditável última vez. É uma coleção de instantes definitivos. Preciosos. Sábios. Despedir-se é guardar. Guardar é cuidar. Cuidar é nunca deixar de amar. Quem faz questão de se despedir, quem faz questão de inventar uma despedida, é quem ainda ama. Ama muito. Ama demais. Ama loucamente.
Fabrício Carpinejar.
O Tempo, que envelhece as faces e os cabelos, envelhece também, mas mais depressa ainda, as afeições violentas. A maioria da gente, porque é estúpida, consegue não dar por isso, e julga que ainda ama porque contraiu o hábito de se sentir a amar. Se assim não fosse, não havia gente feliz no mundo. As criaturas superiores, porém, são privadas da possibilidade dessa ilusão, porque nem podem crer que o amor dure, nem, quando o sentem acabado, se enganam tomando por ele a estima, ou a gratidão, que ele deixou. Estas coisas fazem sofrer, mas o sofrimento passa. Se a vida, que é tudo, passa por fim, como não hão de passar o amor e a dor, e todas as mais coisas, que não são mais que partes da vida?
Fernando Pessoa - Carta a Ophélia de Queiroz
Existiu um momento, um triz, talvez tenha sido apenas um dia ou uma semana, não sei, em que a coisa realmente pareceu que ia dar tudo certo.
Gabito Nunes.
So, there is a kind of Fanfiction in Brazil that is really fun to read and I was always puzzled by the fact that I couldn’t find anything like that in Global/English-Speaking sites. Here is how it works: when the story tab opens, a bunch of small pop up windows will follow to appear. These will...
Se não te transborda, tampouco irá te fazer feliz.
Paris 1995.
É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la.
Caio Fernando Abreu
O maior sonho que tenho em mim é o de conseguir colorir meu preto e branco.
Manifestador.